segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Barcelona x Real Madrid, coincidências jogo a jogo para além dos placares

Buscando iniciar os trabalhos do blog com o pé direito, trago como tema uma análise das recentes partidas entre Barcelona e Real Madrid.




É ponto pacífico que o futebol de troca de passes e intensa movimentação apresentado pelo Barcelona, desde as “canteiras”, tem uma qualidade, eficiência e beleza impressionantes. O seu famoso rival merengue de Madrid que o diga. Já se vão sete encontros em que a equipe, dirigida pelo reconhecidamente bom técnico José Mourinho, não vence os comandados do Barcelonista de formação Pep Guardiola (4 derrotas e 3 empates). Além disso, duas partidas antes da última vitória madrilenha, ocorreu um encontro histórico em Camp Nou: acachapante vitória Catalã por 5 x 0. Há explicação a supremacia azul-grená? O badalado Real Madrid, rico, esbanjador, das contratações mais caras, do técnico mais desejado, perdeu sua força perante o rival? Ou há mais fatores de desequilíbrio além da qualidade do FC Barcelona?

O fator Messi. O baixinho (1,69m) com cola nos pés atrai a marcação dos adversários, e não houve até agora, jogador que permanecesse os 90 minutos marcando implacavelmente o Argentino. Dribles curtos, finalização precisa, visão privilegiadíssima, qualidade inquestionável de passe e velocidade, fizeram de Lionel o melhor do mundo, e ninguém aprendeu ainda uma maneira de fato eficaz de parar o primeiro jogador a receber três prêmios da FIFA de melhor do mundo consecutivas. Pepe tem sido a escolha de Mourinho para ingrato serviço.

O fator versatilidade. Em um time em que não há esquema tático pré-definido, comumente vê-se defensores no ataque (Daniel Alves, é um bom exemplo) e volantes e armadores na condição de centroavantes (Busquets, Fabregas, Xavi infiltrando pelo miolo do ataque). É o próprio inferno para o treinador que tem a responsabilidade de anular essa equipe. Muitas vezes, a movimentação confunde os marcadores e jogadores diversos marcam gols. Esse é mais um fato que explica a supremacia catalã.

O fator arbitragem. Em quase todos os encontros, o Barcelona terminou o jogo com 11 jogadores face a um Real Madrid inferiorizado, com um ou dois expulsos. Em minha análise, as expulsões do zagueiro-volante Pepe, e a perseguição ao mesmo, tem papel determinante para os resultados. Se Pepe não possui sutilezas em seu futebol, também não é o assassino que o pintaram. E vinha sendo a mais válida opção para anular Messi, a ponto de fazer o calmo e inabalável camisa 10 argentino revidar uma agressão no último encontro. Se fosse Pepe a dar o pontapé que sofreu de Messi teria recebido o mesmo cartão amarelo de Messi? Não. E os jogos recentes são prova. No último jogo houve ainda um gol marcado por Sergio Ramos anulado de forma errônea.

Se o Barcelona apresenta o melhor futebol do mundo, Mourinho começa a descobrir os meios de pará-lo, e possui, nesse momento, 10 pontos de vantagem no campeonato espanhol. O Madrid parece cada dia mais capaz de parear um jogo contra o Barça, e isso é o que de melhor pode acontecer para eu e você leitor que desejamos assistir ao melhor dos espetáculos.  É correto o apelo contra a arbitragem feito pelo técnico português, normalmente reclamão e ranzinza, dessa vez tem a minha concordância. Por fim, viva o bom futebol, disputado e arbitrado sobre os mesmos critérios. Viva os grandes jogos. Viva Cristiano Ronaldo x Messi. Viva Barcelona x Real Madrid.

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