segunda-feira, 16 de julho de 2012

Pode gritar, Felipão!



O "banho de suco" tomado por Felipão após a final denunciava. Havia ali um time que estava destinado ao sucesso na Copa do Brasil.
                          

Os “camarões” pedidos pelo técnico Felipão – em metáfora com a classe dos jogadores contratados, segundo ele só vinham sendo contratados atletas feijão com arroz – não vieram. O time passou por todos os tipos de adversidades, as agressões no ano passado ao volante João Vitor, as confusões do treinador com Lincoln e Kléber, a contusão do melhor reforço –Wesley – até o fim do ano, o seqüestro do venezuelano naturalizado chileno Valdívia, as contusões na reta final de Maikon Leite e Luan e a inesperada apendicite do goleador argentino Barcos. Mas manteve o foco.


O jejum vivido pelo Palmeiras incomodava time e torcida, incomodo esse acentuado pelos sucessos recentes dos rivais. Com um time rápido e a bola parada fantástica e fundamental de Marcos Assunção o time foi seguindo fase atrás de fase. Na reta final Valdívia brilhou e o desconhecido Mazinho – “Messi Black” – encaixou no time. Os gols marcados fora de casa foram determinantes. Exaustivamente repetido pela imprensa o posicionamento do zagueiro Henrique também foi importante. Faltava ao verdão alguém que protegesse a defesa. Nem digo que funcionou pela qualidade do zagueiro na contenção, mas o simples fato de sua presença fez diferença.

Dessa forma o Palmeiras bateu o Coritiba na final. O time paranaense muito ameaçou, muito agrediu, mas não foi eficiente. E em torneio mata-mata isso é determinante. Faltava ao Coritiba aquele jogador para levar o time à frente. O Palmeiras tinha em Marcos Assunção essa figura. E no momento mais difícil de toda a caminhada do alviverde paulista ele estava lá e de forma magistral colocou a bola na cabeça do atacante Betinho, apagando a chama do Coxa.

Talvez se Tcheco ou Lincoln tivessem tido mais minutos a história viesse a ser outra, talvez se o juiz do primeiro jogo não tivesse interferido no resultado também, mas futebol não vive de talvez. Parabéns ao Palmeiras campeão com todos os méritos. Parabéns ao claramente querido técnico Felipão.

Seleção da Copa do Brasil

Goleiro: Vanderlei. O goleiro do Coritiba se destacou muito, detentor de muitos reflexos o goleiro salvou o Coritiba em momentos importantes.

Lateral Direito: Douglas. Vindo do Goiás o lateral do São Paulo rapidamente encaixou no time e fez um bom papel.

Zagueiro: Thiago Heleno. O zagueiro teve um crescimento incrível no Palmeiras, depois de estar em completa descendente com más passagens pelo Cruzeiro – no final – e pelo Corinthians. Recuperou futebol e foi importantíssimo para o Palmeiras.

Zagueiro: Emerson. Zagueiro artilheiro e capitão. Esteve muito bem na Copa. Sua suspensão na final pode ter custado caro ao Coritiba.

Lateral Esquerdo: Juninho. Regular. Um motorzinho pela esquerda.

Volante: Marcos Assunção. Craque da Copa.

Volante: Fernando. O jovem volante foi o condutor gremista na campanha do time gaúcho.


Meia: Valdívia. Apareceu quando tinha que aparecer.

Meia: Rafinha. Destaque maior do Coritiba, o driblador foi o principal responsável pela chegada do Coritiba à final.

Meia: Éverton Ribeiro. Cresceu absurdamente nessa temporada, foi o principal articulador do Coritiba, deixando Lincoln e Tcheco no banco de reservas.

Atacante: Luis Fabiano. Artilheiro da competição com 8 gols.

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