terça-feira, 9 de outubro de 2012

O peso da experiência – Lições Brasileiras para a Seleção Brasileira



A baixa média de idade da Seleção Brasileira, somada aos maus resultados da Seleção canarinha desperta um questionamento: nossos jovens estão preparados para atuar em alto nível pela Seleção?


Velinhos no Brasileirão
 
O Campeonato Brasileiro de 2012 traz nas suas cinco primeiras colocações exemplares de atletas com vastíssima experiência. E os números não mentem. Todos os cinco primeiros clubes (Fluminense, Atlético Mineiro, Grêmio, Vasco e São Paulo) têm desempenho melhor com seus “velhinhos” em campo.

Os números de Deco são absurdos. O líder Fluminense, detentor de 73,8% de aproveitamento, tem com ele absurdos 88,8% de aproveitamento. O Galo, que apresenta 66,7% de aproveitamento, com Ronaldinho Gaúcho em campo tem 68%. No Grêmio a chegada de Elano proporcionou um aproveitamento de 63,4% com ele contra 63,1% sem o mesmo. Juninho Pernambucano levou o Vasco a 61,9% de aproveitamento. Sem ele há queda para 59,5%. Já o São Paulo teve com a presença do definidor Luís Fabiano 64,2% de aproveitamento confrontado com os 54,8% sem ele.  Há uma clara mostra da importância destes jogadores em suas equipes. E não é subestimada a necessidade de jovens nesses clubes, muito pelo contrário há um equilíbrio. No Flu temos o jovem endiabrado Wellington Nem, no Galo Bernard, no Grêmio o volante Fernando, no Vasco o zagueiro Dedé e no São Paulo o meia Lucas, dentre outros. Na tabela abaixo temos os números já falados e uns poucos outros: 

 
CLUBE
APROVEITAMENTO
JOGADOR - APROVEITAMENTO
Fluminense
73,8%
Deco (35)-  88,9%
Atlético Mineiro
66,7%
Ronaldinho (32)- 68%
Grêmio
63,1%
Elano (31) – 63,4%
Vasco
59,5%
Juninho (37)- 61,9%
São Paulo
54,8%
Luís Fabiano (31)- 64,2%
Palmeiras
31%
M. Assunção (36)- 36,1%
Bahia
41,7%
Souza (30)- 45,2%
Portuguesa
42,9%
Dida  (39) – 46,3%
Náutico
44%
Martinez (32)- 52,3%

Abaixo vídeos recentes de Luis Fabiano, Ronaldinho Gaúcho, Juninho Pernambucano e Deco:
 

 

História das seleções
               
            A Seleção Brasileira atual, segundo entrevista do próprio técnico Mano Menezes na última semana, teve na última convocação média de 23 anos de idade. Isso considerando o retorno de Kaká, a experiência dos Goleiros Jefferson e Victor, o lateral Daniel Alves e o zagueiro Thiago Silva. É sem dúvida uma Seleção muito jovem. Na história das Copas do Mundo o Brasil sempre se deu bem com equipes experientes. A menor média de uma Seleção Brasileira campeã foi 24,5 anos em 1970. Nos outros anos passou dos 25 anos. Em 58 25,5, em 62 27,3 anos, e 1994, tal como 2002, 26,5. Sempre havendo uma boa mescla. Em 58 tinhamos o endiabrado Pelé de 17 anos. Em 62 o mesmo Pelé só tinha 21 anos. No Tricampeonato Edu tinha 21 anos. No tetra Ronaldo tinha 17 e Cafu 24. Já no Penta tinhamos Kaká com 20 anos, Kléberson com 23 e Ronaldinho 22 anos.

Momento atual

Vivemos tempos em que há um estigma contrário ao uso de jogadores experientes na Seleção. Desde o fracasso de 2006 vivemos lutando contra os “velhinhos”. Apesar disso, mesmo com uma média de idade baixa, a Seleção de Mano Menezes não apresenta bons resultados. Entre vitórias apertadas contra adversários médios e derrotas contra bons times.

Não seria a hora da Seleção seguir o exemplo dos clubes do Brasil? Os jovens Oscar, Neymar e Lucas não estão sendo colocados numa fogueira? Entendo que deveríamos ter alguns pontos de equilíbrio na Seleção Brasileira. Estes passariam por posições chave. Na defesa já temos a referência de Thiago Silva, mas, no gol não sabemos, Mano já convocou 13 diferentes arqueiros. Aparentemente Diego Alves é a bola da vez, mas não é unânime. No meio não há referência. Sandro, Ramires, Rômulo, Oscar, Ganso, Lucas, Paulinho, Giuliano, todos jovens e com pouca experiência. A tentativa de reviver o futebol de Kaká, é portanto, a meu ver, muito válida. No ataque também não há esse jogador. Neymar sequer sabe quem é seu companheiro de ataque. Já foram tantos, Damião, Pato, Luís Fabiano, Fred, Borges entre outros. Além do mais isso dificulta um entrosamento da nossa maior jóia, tirando a possibilidade dele brilhar como no Santos. Enfim, penso que uma trinca de referências já estaria de bom tamanho.

Temos uma belíssima safra de jovens e não podemos fracassar com ela.

Um comentário :

  1. Concordo quando o assunto é seleção brasileira, mas no caso do brasileirão o aproveitamento tem muito a ver com a qualidade dos jogadores também. No caso da Seleção Brasileira é fato que ela não tem NENHUM líder!

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