sexta-feira, 23 de novembro de 2012

1967, 1986 E 1991 – Anos únicos para, Escoceses, Romenos e Sérvios.



Já é costume. O título da Uefa Champions League, antiga Copa dos Campeões da Europa, mui raro escapa das mãos, inglesas, espanholas, portuguesas, alemãs e holandesas. Mas, já aconteceram casos desta natureza. Poucos sabem que, os primeiros britânicos a conquistarem a Europa foram os Escoceses do Celtic, que, no leste europeu, a única glória continental foi conquistada pelo Estrela Vermelha, e também, que uma equipe romena, o Steaua Bucareste, já colocou o lendário Barcelona “no bolso”. A você, caro leitor, trago as histórias destes três insólitos fatos futebolísticos.


Os Leões de Lisboa – Celtic 2 x 1 Inter de Milão

Em 1967, o Celtic, equipe de tendência católica na Escócia, rival do Glasgow Rangers, representante dos protestantes, alcançou as finais da Copa dos Campeões da Europa após atropelar o Zürich-SUI por 5x0 no agregado (com três gols do lateral esquerdo Gemmell), bater o Nantes-FRA  por 6x2 no total, o Vojvodina da antiga Iugoslávia, hoje Sérvia,  por 2x1 na soma das partidas, o Dukla Prague por 3x1 nas semifinais e na final a Inter de Milão, por 2x1, no Estádio Nacional de Lisboa.

Os comandados do lendário técnico Jock Stein, que treinou o clube entre 1965 e 1978, ficaram conhecidos pelo feito como Os Leões de Lisboa. O vice-artilheiro do torneio também foi dos alviverdes, Stevie Chalmers, centroavante da equipe. O ano de 1967 ficou ainda marcado por ter sido literalmente o melhor possível. O Celtic conquistou todos os títulos que disputou. Sua equipe era formada por atletas das categorias inferiores do clube, todos escoceses. 

Sem dúvida foi um ano memorável, de uma equipe que nunca terá seus feitos esquecidos. Abaixo os Lisbon Lions:

1.    Ronnie Simpson (Goleiro)
2.    Jim Craig (Lateral-direito)
3.    Tommy Gemmell (Lateral-esquerdo)
4.    Bobby Murdoch (Médio-volante)
5.    Billy McNeill (Capitão e Zagueiro central)
6.    John Clark (Quarto-zagueiro)
7.    Jimmy Johnstone (Ponta-direita)
8.    Willie Wallace (Meia-direita)
9.    Stevie Chalmers (Centroavante)
10. Bertie Auld (Meia-esquerda)
11. Bobby Lennox (Ponta-esquerda)
12. John Fallon (Goleiro substituto, não utilizado)

Abaixo um breve vídeo, infelizmente em inglês, sobre a conquista.



A Europa de Vermelho e Azul - Barcelona 0 (0) x 0 (2) Steaua Bucareste

O ano de 1986 ficou na memória de duas grandes torcidas da Europa, a do Barcelona e a do Steaua Bucareste. Estes, se enfrentaram numa dura disputa pelo título da Copa dos Campeões da Europa deste ano. E se engana profundamente quem pensou que o título “A Europa de Vermelho e Azul” se refere aos catalães de Barcelona. Numa final sem gols, que durou 120 minutos na cidade de Sevilha, a estrela do goleiro Helmuth Duckadam brilhou. E ele pegou todas as cobranças espanholas. Alexanko, Pedraza, Alonso e Marcos desperdiçaram suas cobranças e Balint e Lacatus marcaram para o Steaua. A Europa ficou aos pés romenos.

O caminho do clube de Bucareste não foi dos mais duros. Enfrentou o Vejle da Dinamarca, o Budapest Honvéd da Hungria, o Kuusysi da Finlândia, o Anderlecht da Bélgica e o Barça na final. Os destaques da equipe foram o atacante Victor Piţurcă, vice artilheiro da competição, o também atacante Marius Lacatus, o defensor e capitão Ştefan Iovan e o decisivo goleiro Duckadam, conhecido como “O Herói de Sevilha”. Além, é claro, do técnico Emerich Jenei.

Um ano depois, o Campeão da Europa, adquiriu aquele que talvez tenha sido o maior jogador da história da Romênia, Hagi, que logo conduziu a equipe ao título da Supercopa da Europa contra o Dínamo de Kiev.

Segue, o vídeo completo da partida final:



A Glória dos Imbatíveis - Olympique de Marselha 0 (3) x 0 (5) Estrela Vermelha

No início da última década do século XX, a Iugoslávia vivia tempos conturbados. O ano era 1991 e as tensões separatistas na Croácia já haviam eclodido. É nesse panorama que uma equipe de futebol inesquecível irrompeu na Sérvia e foi coroada na cidade de italiana de Bari, assistida por 56.000 pessoas. 

Um time, cujos jogadores se tornariam grandes a nível mundial, se apossou da Europa vencendo os franceses do Olympique de Marselha. Este foi o maior feito de um time na mesma proporção amado e odiado, o Estrela Vermelha da capital Sérvia Belgrado.

Na primeira fase, Os Imbatíveis, como são conhecidos os alvirrubros sérvios, eliminaram o Grasshopper da Suiça por 5x2 na soma dos placares. Na seqüência, enfrentaram os escoceses do Glasgow Rangers (4x1), o Dínamo Dresden da Alemanha Oriental (6x0) e o poderoso Bayern de Munique, em duas partidas emocionantes uma vitória por 2x1 fora de casa e um empate por 2x2 em Belgrado.  

A final em si foi um jogo duríssimo, placar final 0x0. Tanto a equipe francesa quanto a Iugoslava privilegiaram a defesa ao talento de jogadores como Abedi Pelé, do Marselha. Os pênaltis decidiram o título. O placar dos penais foi 5x3. Prosinecki, Binic, Belodedici, Mihajlovic e Pancev marcaram para os Sérvios. Amoros perdeu para o Olympique, que ainda converteu as demais cobranças com Papin, Casoni e o brasileiro Mozer. Após esse feito, jogadores como Sinisa Mihajlovic, Prosinecki, Pancev e Savicevic mudaram-se para centros maiores do futebol, sendo Roma, Real Madrid, Inter de Milão e Milan os destinos, respectivamente.

Vídeo da partida decisiva:





Obs: O Torneio tinha uma forma diferente da atual de disputa. Ele constituía-se de cinco fases de mata-mata. Primeira-fase, segunda-fase, quartas-de-final, semifinal e final.

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