quinta-feira, 4 de abril de 2013

Por que Diego Simeone é “O” nome para o Atlético de Madrid?


No dia cinco de março veio a notícia da renovação do contrato de Diego Simeone, treinador argentino, com os “colchoneros” até o ano de 2017. O técnico chegou ao clube na metade da temporada 2011-2012. Naquele momento o clube vivia uma grande turbulência, havia sido feito um grande investimento em reforços, chegaram ao clube, que perdera Sergio Agüero e Diego Forlán, o colombiano Falcão García, o brasileiro Diego, o turco Arda Turan, entre outros. Mesmo assim a equipe não engrenava e estava muito mal colocado no campeonato. Eis que a chegada do “Cholo” foi como transformar água em vinho. A equipe se recuperou, venceu a Liga Europa e trucidou o Chelsea na Supercopa da Europa. Hoje é terceiro colocado no Espanhol, e foi vice-líder durante boa parte da competição. Por que Simeone é tão especial no lado “Rojiblanco” de Madrid, ou o que ele tem de tão especial? Apresento alguns motivos para o seu sucesso no Atlético de Madrid.


Identificação com o Clube

Antes de assumir o comando técnico do Atlético, Diego Simeone foi jogador do clube. Foram duas passagens a primeira entre os anos de 1994-1997 nesta foram 98 jogos e 21 gols. Posteriormente o “Cholo” voltou em 2003 e ficou até 2005 jogando em 36 jogos e marcando 2 gols. Na primeira passagem conquistou o “doblete” Campeonato Espanhol e Copa do Rei com os “colchoneros” e ficou marcado na história do clube. Simeone não só jogou muitas partidas no clube como também é lembrado por sua raça, marcação implacável e boa finalização de média distância. Além dele ainda temos identificado com o clube seu assistente técnico, o ex-goleiro German Burgos.

Recuperação da confiança de alguns jogadores

Diego Costa (19) e Miranda (23)
Logo em sua chegada ao Atlético o treinador deu uma injeção de ânimo em muitos jogadores de qualidade reconhecida mas com futebol escondido e tímido. O caso mais evidente para mim é o do zagueiro brasileiro Miranda. De dispensável o ex-zagueiro do São Paulo, assumiu a titularidade absoluta e passou a selecionável para a Seleção Brasileira. Outros jogadores que evoluíram demais com o atual técnico foram os atacante Adrian López e Diego Costa. Apesar da evolução notória destes atletas há também um caso especial que reside no lateral Juanfran. Meia-Direita de origem vinha quebrando o galho na lateral, e àquele momento era muito criticado. Com a chegada de Simeone não só melhorou como se firmou na lateral e chegou à Seleção Espanhola. E com um time confiante quem mais comemorou foi o colombiano Falcão García que teve o seu desempenho melhorado.

Montagem de um elenco enxuto

Outro fato importantíssimo na trajetória do técnico argentino foi a redução do elenco. O clube foi por muitos anos considerado "bagunçado" por sempre ter um número excessivo de jogadores no elenco. Trabalhando com apenas 20 jogadores Simeone tem tido a possibilidade de mantê-los sempre motivados. Todos jogam. Se todos jogam, todos podem pleitear uma vaga no time principal e isso mantém o brio do atleta e ajuda um clube com menos recursos em relação aos seus rivais (Barcelona e Real Madrid) a evoluir no campeonato.

O elenco “Rojiblanco” conta hoje com:

Goleiros: Sergio Asenjo e Tibhaut Courtois.
Laterais Direitos: Juanfran.
Zagueiros: Godín, Pulido, Cata Díaz e Miranda.
Laterais Esquerdos: Filipe Luís, Cisma e Insúa.
Meias: Mario Suárez, Tiago, Raúl García, Koke, Gabi, Arda Turan e Cristian Rodríguez.
Atacantes: Adrian Lopez, Diego Costa e Falcão García.

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