sexta-feira, 7 de junho de 2013

Toda a reverência ao Bayern: da perda da UCL em casa ao triplete


A Europa está pintada de vermelho e branco. O Bayern de Munique agora reina. No dia 25 de maio em Wembley o clube bávaro bateu o rival Borussia Dortmund por 2x1 na final da Uefa Champions League que é “apenas” o maior e melhor torneio de clubes do planeta. Um ano atrás o clube foi batido pelo Chelsea nos pênaltis na final da UCL em sua casa, na Allianz Arena. De lá para cá o que mudou em Munique? Trato de alguns fatores que levaram o Bayern do fracasso ao apogeu e também trago os fatos que compuseram a estrutura que levou o clube a esse auge.


O foco em voltar a vencer

Como confirmado pelo brasileiro Rafinha, lateral direito do Bayern, em entrevista ao site “Goal.com” ocorreram muitas conversas e cobranças aos atletas no clube, com o intuito de retomar o caminho dos títulos. A equipe vinha de dois vices no campeonato alemão (2010/2011 e 2011/2012) e dois vices na Champions League (épocas em que perdeu para Inter de Milão em 2010 e Chelsea em 2012). E com o investimento alto feito pelo clube a ordem era vencer. A equipe alemã de maior sucesso na história se fechou em torno de objetivos nada baixos, mas condizentes com a história do clube. Era necessário espantar a alcunha que vinha sendo construída de ser sempre "vice".

A busca por reforços no setor defensivo

Se Schweinsteiger, Ribery, Müller e companhia davam enormes alegrias no setor ofensivo do clube bávaro. A defesa por vezes causava arrepios ao torcedor do Bayern. Sabendo disso o time correu atrás e reforçou o setor.
No início da temporada chegaram o zagueiro brasileiro Dante (€ 4,7 MI) vindo do Borussia Monchengladbach e o volante Javi Martínez (€ 40 MI) excelente marcador que atuava no surpreendente Athletic Bilbao de Bielsa em 2012.


Os questionamentos acerca do valor da transferência do volante espanhol evaporaram com as primeiras atuações do jogador. Com extrema eficiência na cabeça de área do Bayern acertou a cobertura a defesa, facilitando o trabalho dos zagueiros. Dante por sua vez, jogador já conhecido no futebol alemão, chegou, assumiu a titularidade e a liderança da zaga bávara.

A recuperação de atletas  

Foi necessário dar tranqüilidade para alguns atletas após sucessivos fracassos. Robben é o maior exemplo disso. Vindo de insucessos tanto no Bayern quanto na seleção da Holanda o jogador ganhou o estigma de “pipoqueiro”. Muito por causa disso perdeu a vaga na equipe no início da temporada. Insatisfeito com essa situação, brigou e reclamou da reserva. Com a contusão de Toni Kroos, Robben ganhou de volta a titularidade e voltou a ser peça nuclear da equipe. Mais que isso. Brilhou nas decisões marcando contra o Barcelona e contra o Borussia Dortmund nos momentos decisivos da UCL.

Outros exemplos de que é necessário dar tempo ao tempo são o lateral Alaba, que sofreu para se adaptar a posição (iniciou a carreira atuando no meio campo) e o zagueiro Jerome Boateng que após ser uma espécie de “quebra galho” fixou-se na zaga ao lado de Dante e fez uma temporada boa.

A solidariedade em campo e união em pro de um objetivo comum

Conscientes da grandeza do Bayern e da fraqueza dos resultados recentes os jogadores colocaram a alma e o coração na ponta da chuteira. O time praticou um futebol muito solidário. O setor ofensivo aplicou-se e ajudou imensamente o setor defensivo o que beneficiou incrivelmente a equipe. Um dado que corrobora esse fato foi o de que Mandzukic, centroavante da equipe, ter sido o jogador mais faltoso da equipe na UCL. Não que o objetivo do jogo seja cometer faltas, obviamente, mas se elas estão acontecendo em grande número fica provada uma maior aplicação do atleta. O fantástico técnico Jupp Heyneckes conseguiu adequar as características de seus jogadores a um jogo mais compacto e isso foi determinante para o triplete.

Por fim só resta parabenizar o Bayern de Munique que conseguiu pela primeira vez na história o triplete, a Tríplice Coroa. Ganhou na mesma temporada o Campeonato Alemão, a Copa da Alemanha e a sonhada Uefa Champions League.

Um comentário :

  1. Foi essencial manter o grupo da temporada passada. Inclusive o holandês tão criticado por todos (inclusive por mim) - que havia perdido um penâlti aos 85 minutos contra o BVB nas rodadas finais da Bundesliga 11/12 e 38 dias depois perdeu um outro penâlti, dessa vez na prorrogação da final da UCL.
    Muito importante também foram as contratações puntuais, como Dante, Mandzukic, Shakiri e o caríssimo (que me surpreendeu positivamente) Javi Martinez.
    E um terceiro ponto importante, na minha opinião, foi o "acerto" e a união entre os jogadores - especialmente nesse fim de temporada (das quartas da UCL pra cá) - lembrando que o Mueller e o Ribery, em diferentes ocasioes, já haviam saido na mão com o Robben. Tudo em busca das três taças que escaparam na temporada passada.
    E, junto à comissão técnica, o grande homem por trás dessas vitórias foi o mestre Josef Heynckes. "Danke Jupp!"

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