quinta-feira, 25 de julho de 2013

Eu acreditei! A América está aos pés do Atlético


Peço desculpas pela parcialidade caros leitores. A emoção é tamanha que não consigo ser diferente. Cada centavo gasto, cada lágrima chorada e cada grito soltado. Tudo o que aconteceu nesses 14 jogos da Copa Libertadores valeu a pena. Muita pretensão da minha parte querer traduzir o que sinto nesse momento. As buzinas os foguetes fazem esse serviço melhor que eu. Afinal, o atleticano não ama o futebol, ele ama o Atlético. E nesse momento em que me faltam as palavras, recorro ao saudoso Roberto Drummond, que não viveu para ver essa conquista, mas sem a menor dúvida estava lá. Todos os atleticanos estavam lá. “[...] O atleticano tem algo que os outros nunca terão, tem paixão, tem o Clube Atlético Mineiro.” Vou então lembrar alguns fatos capitais da campanha do Clube Atlético Mineiro, que foi algo inimaginável, muitos heróis e muita emoção, verdadeiro roteiro de filme. Trago ainda a lista de jogos e a artilharia.

 *Dica ao leitor atleticano. Leia ouvindo o Hino do Galo.

7- A água de Ronaldinho – Atlético 2x1 São Paulo



Belo Horizonte, estádio Independência. Foi o primeiro momento marcante da trajetória alvinegra. O primeiro encontro de time e torcida na Libertadores de 2013 aconteceu na quarta-feira de cinzas. Reestreia do ídolo Diego Tardelli, e jogo difícil contra o São Paulo. Eis que Marcos Rocha foi cobrar um arremesso lateral e visualizou Ronaldinho sozinho atrás da defesa do São Paulo. R10 estava tomando uns goles d’água cedidos por Rogério Ceni. Marcos o viu, o acionou – vale a lembrança de que não existe impedimento em cobrança de lateral – e ele centrou a bola para o primeiro gol do artilheiro da competição Jô marcar o primeiro gol dele e do Galo nessa trajetória.

6- A expulsão do zagueiro Lúcio – São Paulo 1 x 2 Atlético


São Paulo, estádio Morumbi. Oitavas de Final. Atlético x São Paulo. 1x0 para os paulistas, gol de Jádson. Eis que o experiente zagueiro Lúcio, protagonizou um lance de inexperiência. Chutou Bernard e foi expulso. Depois disso foi só alegria. Placar final 2x1, gols de Ronaldinho e Diego Tardelli e uma classificação encaminhada. Foi mais um momento fundamental.

5- A quente entrada de Luan(el) no Estádio Caliente – Tijuana-MEX 2 x 2 Atlético


Tijuana-MEX, estádio Caliente. Lutando contra as dificuldades de jogar num gramado sintético, o Galo contou com a iluminação do “doidinho” Luan(el) – em referência a Lionel, nome do craque Messi – ele entrou e no apagar das luzes garantiu o empate por 2x2 contra o Tijuana. O Galo saiu do México com dois gols fora de casa.

4 - O apagão  - Atlético 2(3)  x 0 (2) Newell’s Old Boys-ARG

Belo Horizonte, estádio Independência. Premeditado? Milagroso? Obra divina? Defina como quiser. O fato é que o Atlético estava sendo eliminado da Libertadores pelo Newell’s Old Boys, até que um lado dos refletores do Estádio se apagou e o jogo foi interrompido. O time estava cansado e apático até então. A luz voltou e a luz de dentro de todos os jogadores também. Guilherme marcou um milagroso gol – que merece uma capítulo próprio –  e o Galo venceu a equipe argentina nos pênaltis.


3- O miraculoso gol de Guilherme - Atlético 2(3) x 0 (2) Newell’s Old Boys-ARG

Belo Horizonte, estádio Independência. O potente som do estádio informava: “BWA Arenas informa, substituição no Atlético, sai Bernard 11, entra Guilherme 17”. Qual não foi o desespero de todos os atleticanos ao escutar esse anúncio. Tirar Bernard um dos xodós da torcida e apostar em Guilherme, aquele “bundudo”, preguiçoso e cruzeirense parecia o fim do mundo. Mas Guilherme, jogador mais contestado pelo torcedor entre todos, provou que tem brio, valor e que vale a pena apostar em seu futebol. No primeiro lance bateu de perna esquerda e a bola saiu rente à trave. No segundo bateu de primeira uma bola mal afastada pela defesa do Newell’s Old Boys e, daquele momento em diante, Guilherme nunca mais sairia da memória do atleticano, e o motivo é o melhor possível. Gol do Galo, gol que nos levou às penalidades e às partidas finais.




2- O escorregão de Ferreyra – Atlético 2 (4) x 0 (3) Olímpia


Belo Horizonte, estádio Mineirão. Contra-ataque do Olímpia. Victor sai do gol para tentar decidir a jogada e é batido, gol vazio. Eis que o atacante grandalhão Ferreyra escorrega e a defesa se recupera. Milagre. Nenhuma palavra poderia ser melhor para descrever esse momento.

1- Os milagres de (São) Victor – Tijuana-MEX 2 x 2 Atlético / Atlético 2(3) x 0 (2) Newell’s Old Boys-ARG / Atlético 2 (4) x 0 (3) Olímpia



Belo Horizonte, estádios Independência e Mineirão. Riascos, Maxi Rodríguez e Miranda demorarão anos para se esquecer do goleiro Victor. Talvez nunca se esqueçam.

Quartas-de-final aos 47 minutos do segundo tempo pênalti para o Tijuana. Riascos na cobrança. Victor defendeu. E não foi uma defesa simples. Defendeu com o pé esquerdo. E, se dizemos que acontecem gols em que o goleador “pega na veia”, nessa defesa Victor “pegou na veia”. Placar final 1x1 Galo classificado.

Semifinal. Disputa de pênaltis. 3x2 para o Galo, Richarlyson e Jô já haviam desperdiçado suas cobranças, mas o Galo liderava. Maxi Rodriguez o craque do Newell’s Old Boys na bola. Defesa de Victor. Galo na Final.

Final. Disputa de pênalti. Miranda, o zagueiro, que já havia feito um belíssimo gol de falta na competição, estava na cobrança. Victor apontou para a sua direita e pegou mais uma cobrança. Ao final assistiu de camarote a cobrança de Gimenez na trave. Victor pode até não ser o melhor goleiro da história do Galo, mas, indubitavelmente, é o MAIS importante. Por isso não é só Victor. Virou São Victor.

A Campanha do Galo:

Jogo 1: Atlético 2 x 1 São Paulo (Belo Horizonte, Independência. Gols de Jô e Réver. Aloísio descontou)

Jogo 2: Arsenal-ARG 2 X 5 Atlético (Sarandí, Júlio Grondona. Gols de Bernard (3), Tardelli e Jô. Furch e Aguirre descontaram)

Jogo 3: Atlético 2 x 1 The Strongest-BOL (Belo Horizonte, Independência. Gols de Jô e Ronaldinho. Melgar descontou)

Jogo 4: The Strongest-BOL 1 x 2 Atlético (La Paz, Hernando Siles. Gols de Tardelli e Mendes contra. Reina descontou)

Jogo 5: Atlético 5 x 2 Arsenal-ARG (Belo Horizonte, Independência. Gols de Ronaldinho (2), Luan, Tardelli e Alecsandro. Braghieri e Benedetto descontaram)

Jogo 6: São Paulo 2 x 0 Atlético (São Paulo, Morumbi. Gols de Rogério Ceni e Ademílson)

Jogo 7: São Paulo 1 x 2 Atlético (São Paulo, Morumbi. Gols de Ronaldinho e Tardelli. Jádson descontou)

Jogo 8: Atlético 4 x 1 São Paulo (Belo Horizonte, Independência. Gols de Jô (3), Tardelli. Luis Fabiano descontou)

Jogo 9: Tijuana-MEX 2 x 2 Atlético (Tijuana, Caliente. Gols de Tardelli e Luan. Riascos e Martínez descontaram)

Jogo 10: Atlético 1 x 1 Tijuana (Belo Horizonte, Independência. Gol de Réver. Riascos descontou)

Jogo 11: Newell’s Old Boys-ARG 2 x 0 Atlético (Rosário, Marcelo Bielsa. Gols de Maxí Rodríguez e Scocco)

Jogo 12: Atlético 2 (3) x 0 (2) Newell’s Old Boys (Belo Horizonte, Independência. Gols de Bernard e Guilherme)

Jogo 13: Olímpia-PAR 2 x 0 Atlético (Assunção, Defensores Del Chaco. Gols de Alejandro Silva e Pittoni)

Jogo 14: Atlético 2(4) x 0(3) Olímpia-PAR (Belo Horizonte, Mineirão. Gols de Jô e Leonardo Silva)

Artilheiros:

Artilheiro Jô
 Jô – 7 gols (artilheiro da competição)

Diego Tardelli – 6 gols

Ronaldinho e Bernard – 4 gols

Luan e Réver – 2 gols

Alecsandro, Leonardo Silva, Guilherme – 1 gol

Melhores Momentos da Final:




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