quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Times de que gostamos: FC Porto 2003-2004

Mudamos! O blog “Futebol: uma análise alternativa” agora é “O Futebólogo”. O nome e a aparência foram alterados, mas a essência ainda é a mesma! Aproveitando o clima de mudanças, anuncio mais uma novidade: a coluna “Times de que Gostamos”. A ideia é rememorar grandes equipes e verdadeiros esquadrões que tomaram nossa simpatia ou por seus sucessos, ou pelo estilo de jogo, ou até mesmo por algum fato curioso! Inicio os trabalhos com a equipe do Porto que conquistou a UEFA Champions League em 2004.


Em pé: Vitor Baia, Jorge Costa, Nuno Valente, Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho e Costinha.
Agachados: Pedro Mendes, Maniche, Carlos Alberto, Deco e Derlei.
Time: FC Porto

Período: 2003-2004

Time base: Vitor Baia; Paulo Ferreira (Seitaridis), Jorge Costa, Ricardo Carvalho (Pedro Emanuel) e Nuno Valente; Costinha, Maniche, Deco (Diego) e Carlos Alberto; Derlei e Benni McCarthy (Luís Fabiano). Téc. José Mourinho (Victor Fernández).

Conquistas: UEFA Champions League, Campeonato Português, Supercopa de Portugal e Mundial Interclubes.

A primeira equipe bem sucedida treinada por José Mourinho foi o Porto. Na ocasião, o treinador português optou pelo tradicional esquema 4-4-2, formatado com uma linha convencional de quatro defensores, dois volantes, um armador, um meia-atacante e dois atacantes, um de velocidade e um centroavante.

Nesse período, o Futebol Clube do Porto se notabilizou por ser uma equipe muito consistente defensivamente. O setor contou com atletas muito experientes, como os líderes Vítor Baía (35), que embora não fosse sinônimo de segurança ainda fazia defesas espetaculares e era ídolo, e Jorge Costa (35), o capitão. Além deles, a retaguarda era composta pelo excepcional zagueiro Ricardo Carvalho, à época sinônimo de segurança e eficiência, e pelos corretos laterais Nuno Valente e Paulo Ferreira.

Embora a linha de defensores fosse extremamente eficiente, havia ainda um elo vital para o balanço defensivo e para o funcionamento do setor de frente. A dupla de volantes, composta por Costinha e Maniche, garantia a sintonia fina da equipe. Enquanto o primeiro dedicava-se, sobretudo, à destruição das jogadas dos rivais, o segundo aliava seus dotes defensivos à uma excelente saída de bola e movimentação, as quais ajudavam imensamente os outros meio-campistas.
Do meio para frente, havia dois jogadores em fase absolutamente genial. Deco (foto), o armador que distribuía magistralmente a bola, com excelentes passes e cobranças de falta, compartia o setor de criação com Carlos Alberto, à época um jovem de 19 para 20 anos, de futebol imberbe, imprevisível, inventivo, despreocupado e absolutamente letal. 

No ataque, o esquadrão português contava com os préstimos de dois atacantes eficientes no seu trabalho. Com sua velocidade e habilidade, o brasileiro Derlei apoiava a equipe pelos flancos; McCarthy, por sua vez, preocupava-se apenas em se colocar bem na área adversária e empurrar a bola para as redes - o que fazia com propriedade.

O jogo portista era muito claro e determinado. Quando a equipe tinha a posse da bola, ela era direcionada para Deco, o regente da orquestra, que criava as jogadas, buscando sempre as desmarcações de Carlos Alberto e Derlei, ou tentando um “passe a rasgar” para o centroavante McCarthy.

Mesmo o adversário conhecendo as armas do selecionado azul e branco, a equipe mantinha um bom nível de imprevisibilidade. O que se acentuou após a Champions League com as chegadas de Diego e Ricardo Quaresma.

Além de ter sido uma equipe muito ajustada, em alguns momentos, o Porto também teve a chamada “sorte de campeão”. Nas oitavas de finais da Champions, o Porto bateu o Manchester United em casa por 2x1 e perdia o jogo de volta por 1x0, até o minuto final, placar que o eliminaria.

Neste minuto, o improvável aconteceu. Costinha (foto), o cão de guarda da defesa, aproveitou o rebote de uma falta cobrada por McCarthy e empatou o jogo, classificando o Porto para as quartas. A equipe passaria, ainda, pelo Lyon, outra equipe que vivia um momento excelente, o Deportivo La Coruña e o Mônaco, de Giuly e Morientes, na final

Outro ponto fortíssimo dessa equipe foi a composição do elenco. O Porto não possuía apenas um “onze inicial” poderoso, mas também várias opções de muita qualidade no banco de reservas. O zagueiro Ricardo Costa (foto), hoje no Valência, o lateral direito Bosingwa, o volante Pedro Mendes (muitas, e importantes, vezes titular) e os experientes Sérgio Conceição e Dmitri Alenichev, autor de gols importantes durante a campanha da UEFA Champions League.

Para a disputa do Intercontinental, contra o Once Caldas, a equipe perdeu o treinador José Mourinho e os defensores Paulo Ferreira e Ricardo Carvalho para o Chelsea. O comando técnico foi passado para o espanhol Victor Fernández. Para a lateral direita veio o grego Giourkas Seitaridis, campeão da Euro '04. Na zaga revezaram-se Pedro Emanuel e o luso-brasileiro Pepe, recém-chegado.

Deco foi vendido ao Barcelona, e substituído pela estrela ascendente de Diego (foto). Chegaram ainda Ricardo Quaresma e Luís Fabiano, atacante que disputou posição com McCarthy apesar de ter jogado ao seu lado na final do Mundial.

Ficha técnica de alguns jogos importantes nesse período:

Oitavas de Finais da UEFA Champions League: Manchester United 1 x 1 Porto

Old Trafford, Manchester

Público: 67.000.

Árbitro: Valentin Ivanov

Gols: Scholes ’32 (Man. Utd.) e Costinha ’90 (Porto)

Manchester United: Tim Howard; G. Neville, Wes Brown, John O’shea e Phil Neville; Darren Fletcher (Cristiano Ronaldo) (Solskajer), Nick Butt, Eric Djemba-Djemba (Louis Saha)e Paul Scholes; Giggs e Van Nistelrooy. Téc. Alex Ferguson

Porto: Vitor Baia; Paulo Ferreira, Jorge Costa (Pedro Emanuel), Ricardo Carvalho, Nuno Valente; Costinha, Maniche, Deco, Carlos Alberto (Jankauskas); Alenichev (Ricardo Fernandes) e McCarthy. Téc. José Mourinho.

Final da UEFA Champions League: Monaco 0 x 3 Porto

Arena AlfSchalke, Gelsenkirchen

Público: 52.000.

Árbitro: Kim Nielsen

Gols: Carlos Alberto ’39, Deco ’71 e Alenichev ’75 (Porto)

Mônaco: Roma; Ibarra, J. Rodríguez, Gael Givet (Squillaci), Patrice Evra; Edouard Cissé (S. Nonda), Lucas Bernardi, Akis Zikos; Ludovic Giuly (Dado Prso), Fernando Morientes e Rothen. Téc. Didier Deschamps

Porto: Vitor Baia; Paulo Ferreira, Jorge Costa, Ricardo Carvalho, Nuno Valente; Costinha, Maniche, Pedro Mendes e Deco (Pedro Emanuel); Carlos Alberto (Alenichev) e Derlei (Benni McCarthy). Téc. José Mourinho


5ª Rodada do Campeonato Português: Porto 2 x 0 Benfica

Estádio das Antas

Gols: Derlei 30’ e Argel contra 52’.

Porto: Vitor Baia, Paulo Ferreira, Jorge Costa, Ricardo Carvalho, Nuno Valente; Costinha, Maniche (Bosingwa), Deco e Ricardo Fernandes (Pedro Mendes); Jankauskas (Hugo Almeida) e Derlei. Téc. José Mourinho.

Benfica: Moreira, Miguel, Argel, Luisão, Ricardo Rocha; Petit, Zahóvic (Cristiano), Tiago (Fernando Aguiar); Simão Sabrosa, Fehér (João Pereira) e Sokota. Téc. José Camacho.

Final do Mundial: Porto 0 (8) x 0 (7) Once Caldas

Estádio Internacional de Yokohama, Yokohama.

Público: 60.000.

Árbitro: Jorge Larrionda (URU)

Porto: Vitor Baia (Nuno); Seitaridis, Jorge Costa, Pedro Emanuel e Ricardo Costa; Costinha, Maniche e Diego; Derlei (Carlos Alberto), Luís Fabiano (Ricardo Quaresma) e McCarthy. Téc. Victor Fernandez

Once Caldas: Henao; Miguel Rojas, Cambindo (Cataño), Vanegas e John García; Rúben Velasquéz, Diego Arango (Díaz) e Jonathan Fabbro; John Viáfara, Antônio de Nigris e Elkin Soto (Herly Alcázar). Téc. Luis Montoya

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