sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Seleção Brasileira: a situação a menos de um ano da Copa

“O gigante acordou”. É, de fato, parece que a Seleção Brasileira tomou corpo e se reinventou.  Com medidas um tanto quanto “clássicas” ou convencionais, Felipão conseguiu trazer de volta o bom futebol da Seleção Brasileira. Apesar disso, ainda há muito que melhorar. A Seleção não pode dar-se ao luxo de sofrer uma derrota para a Suíça e sair imune. Trago aqui minha visão sobre os fatores principais para a melhora, a situação atual e quem poderia melhorar o grupo brasileiro.



Organização tática, contenção e presença de área

Felipão conseguiu impor à Seleção Brasileira princípios futebolísticos antigos aplicados à atualidade. Se a moda no mundo é jogar no esquema 4-2-3-1, muito bem, joguemos. O treinador não abandonou a escolha de seu antecessor, mas mudou o funcionamento. Deu a Oscar, e, principalmente, a Hulk obrigações defensivas vitais ao andamento da equipe.

Oscar passou a integrar a recomposição do lado esquerdo, facilitando a vida de Marcelo e Neymar, que tem se entendido muito bem. Já o contestado Hulk, de fato não apresenta um futebol vistoso, mas demonstra eficiência, ao menos acompanhando o lateral esquerdo adversário e compondo o meio-campo. Outro jogador que ganhou em consciência coletiva foi Daniel Alves que conteve seu ímpeto ofensivo em prol do grupo.

Isso deu solidez à Seleção. Outros dois fatores principais foram a escolha de um volante de contenção e a decisão por utilizar um centroavante de ofício. A presença de Luiz Gustavo facilitou imensamente o trabalho dos zagueiros e aumentou a liberdade dos laterais. Por fim, a presença de área de Fred foi fundamental para a equipe. Ter um atleta capaz de marcar gols de todas as formas possíveis aumentou a confiança do selecionado canarinho.

Status atual: próximo do ideal

O Brasil já definiu o esquema, o craque, o centroavante, o volante de contenção, os laterais e zagueiros. Mas há algumas indefinições. Felipão foi claro ao dizer que jogador de Seleção tem que ter postura e jogar regularmente. O recado da postura parece ter sido entendido por Ramires que voltou a ser convocado. Já o de jogar regularmente Luiz Gustavo percebeu e mudou-se para o Wolfsburg. Os “x” da questão são o goleiro - Júlio César tem futuro indefinido no Queens Park Rangers - e os reservas.

Ainda há indefinição sobre os reservas. Para o ataque Bernard e Jô ganharam pontos durante a Copa das Confederações, Lucas parece ter perdido. No meio-campo a má fase do São Paulo afastou Jádson da Seleção, mas Hernanes ganhou confiança. Ainda há indefinição quanto aos laterais reservas, Maicon e Maxwell são a bola da vez, na zaga falta o 4º zagueiro. Ou seja, a equipe principal está praticamente pronta, mas o grupo ainda está em construção.

Possibilidades?

Com a indefinição no gol surge como possibilidades a afirmação de Jefferson no gol da Seleção. Além dele existem as opções de Diego Cavalieri, convocado para a Copa das Confederações, mas que está em má fase, Victor que brilhou na Copa Libertadores e tem experiência e a manutenção de Júlio. Quem foi opção e parece não contar com o apreço do treinador foi Diego Alves do Valência. Outro que restringiu suas chances é Rafael que foi para o Napoli ser reserva de Reina. Praticamente descartados: Fábio e Cássio.

Para zaga os selecionáveis seriam Réver, que esteve na Copa das Confederações, Dedé, Henrique, opção da vez, e Miranda. Outras opções seriam Marquinhos estrela ascendente que se transferiu para o PSG, Leandro Castán, Alex, Dória e Juan Jesus, mas não vejo grandes possibilidades para estes últimos.

Para as laterais minhas opções são, pela direita, Maicon, Danilo, Mário Fernandes, Mariano e Rafinha e, pela esquerda, Maxwell, Alex Sandro, Adriano, minha preferência por ser polivalente, e Filipe Luís, que parece não ter agradado. Boas opções, mas menos prováveis neste momento, seriam Guilherme Siqueira ex-Granada (recém transferido para o Benfica) e Carlinhos do Fluminense.

Na contenção penso que Felipão já criou suas convicções.


Para o meio ofensivo e o ataque eu gostaria de ver Phillipe Coutinho e Diego, que está jogando muito bem no Wolfsburg, entre os convocados. A eles adiciono os nomes de William, recém transferido para o Chelsea, Jonas do Valência, Diego Tardelli, principal jogador do Atlético na Libertadores e Taison, jogador que vem em ótima crescente no Shakhtar Donetsk. Para a vaga de centroavante existem as opções de Diego Costa, Leandro Damião, Alexandre Pato, e - porque não? - Walter.

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