quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Times de que Gostamos: Roma 2000-2001

Na semana passada, lembramos o Arsenal da temporada 2003-2004, hoje trago o grande time da Roma de 2000-2001, que se sagrou Campeã Italiana sob o comando do grande treinador Fábio Capello.




Time: Roma

Período: 2000-2001

Time Base: Antonioli; Zebina, Antônio Carlos (Aldair), Samuel; Cafu, Tommasi, Zanetti, Totti, Candela; Delvecchio e Batistuta. Téc. Fábio Capello.

Conquista: Campeonato Italiano.

A última equipe da Roma a conquistar o Scudetto representava da melhor forma possível o conceito de futebol proposto por Fábio Capello. Em primeiro lugar, a esquadra preocupava-se em ter consistência defensiva. Com três zagueiros e dois volantes, a retaguarda era bem sólida.

Além disso, tal configuração permitia que os laterais muito atacassem e dava liberdade para que os jogadores de frente desenvolvessem, com qualidade, o seu jogo. Juntando esse fator com o impressionante momento de forma técnica vivido pela fantástica dupla formada por Francesco Totti e Gabriel Batistuta (foto), não teve para ninguém na Bota.

O arqueiro romanista era Francesco Antonioli (foto), um goleiro que muito prometeu no panorama italiano e não confirmou a esperada realidade em momento algum. Formado no Milan e presença freqüente nas seleções de base da Itália, era tido como o futuro goleiro do time milanês. Porém, com sucessivas falhas, viu suas chances minguarem e foi emprestado algumas vezes, até que, em 1995, acertou, em definitivo, com o Bologna. No novo clube, teve sucesso e, por essa razão, foi contratado pela Roma onde ficou de 1999 a 2003. No clube da capital alternou grandes atuações com falhas, mas participou desse esquadrão de 2000-2001.

O trio de zagueiros foi um dos pontos mais fortes da equipe. Embora seja sempre lembrado por algumas lambanças em tempos de Juventus, verdade seja dita, o francês Jonathan Zebina apresentou bom futebol na Roma (razão que levou a Juve a contratá-lo). 

Por sua vez, Walter Samuel (foto), zagueiro recém-ganhador da Copa Libertadores pelo Boca Juniors, viveu grande fase e representou a vitalidade da defesa. Seu desempenho foi tão bom que mais tarde ele foi negociado com o Real Madrid. Por fim, exercendo a posição de líbero, no miolo da defesa, revezavam Antônio Carlos e Aldair, ídolo do clube, mas que já se encontrava em fim de carreira. Esses zagueiros constituíram um verdadeiro muro.

Pelas laterais, a Roma contou com dois jogadores muito bons. Em primeiro lugar, o brasileiro Cafú (foto) dispensa maiores apresentações. Com um grande pulmão pelo flanco direito e muita liberdade para atacar, devido ao esquema montado por Capello, o capitão da Seleção Brasileira de 2002 era uma grande alternativa para a saída de bola da equipe. Pela esquerda, Vincent Candela, eterno reserva de Bixente Lizarazu na seleção francesa, também era um jogador muito eficiente, não tão ofensivo quanto Cafú, mas igualmente dotado de boa técnica.

No centro do meio-campo romanista atuavam dois volantes com boa pegada: Cristiano Zanetti e Damiano Tommasi (foto). O primeiro detinha um melhor passe, ao passo que o segundo primava por um estilo de mais força. Este é considerado um dos jogadores mais importantes de toda a história do clube, com 10 anos de carreira dedicados à ele. Ambos os jogadores passaram pela Squadra Azurra nesse período, denotando a grande fase que viveram. Juntos, Zanetti e Tommasi, controlavam o meio-campo, ditavam o ritmo da equipe e garantiam a liberdade para seus companheiros tecnicamente melhor dotados brilharem.

À frente, os Giallorossi contaram com dois jogadores fantásticos, que viviam momentos absolutamente especiais: Francesco Totti (foto) e Gabriel Batistuta. Um dado mostra-se impressionantemente revelador para descrever o tamanho da qualidade do momento do italiano: à época, o capitão da Roma era a preferência na Seleção Italiana, à frente de jogadores da estirpe de Roberto Baggio e Alessandro Del Piero.

Já o argentino, recém-chegado após nove anos na Fiorentina, foi o maior artilheiro da equipe no italiano, com 20 gols (o artilheiro máximo da competição foi seu compatriota, Hernán Crespo, com 26). Além deles, revezavam-se no ataque romanista Vincenzo Montella e Marco Delvecchio. O primeiro foi o vice-artilheiro da equipe, com 14 gols.

Ademais, a equipe contava, no banco de reservas, com jogadores do quilate de Emerson, que foi quase um 12º jogador da equipe na temporada, Hidetoshi Nakata (foto), jogador que é considerado por muitos o melhor japonês de todos os tempos, Marcos Assunção e o lateral uruguaio Gianni Guigou. Ótimas opções de banco.

No Campeonato Italiano 2000-2001, a Roma foi a equipe que mais conquistou vitórias (22); a que sofreu o menor número de derrotas, ao lado da Juventus, com três apenas; e o melhor ataque, com 68 gols. Outro recorde obtido pelos romanistas foi a maior média de público. A equipe foi assistida por uma média de 64.720 torcedores durante a competição.

Uma última curiosidade que merece menção é o fato de que dois jogadores deste selecionado entraram na equipe do Hall da Fama da Roma: os brasileiros Cafú e Aldair.

Ficha técnica dos jogos importantes da campanha do clube no Campeonato Italiano:

11ª rodada do Campeonato Italiano: Lazio 0 x 1 Roma

Estádio Olímpico, Roma


Público: 80.001

Árbitro: Graziano Cesari

Gol: Paolo Negro(contra) ’69 (Roma)

Lazio: Peruzzi; Paolo Negro, Nesta (Mihaljovic), Pancaro, Favalli; Diego Simeone, Dino Baggio, Dejan Stankovic, Pavel Nedved; Lombardo (Marcelo Salas) e Hernán Crespo (Simone Inzaghi). Téc. Svën-Göran Eriksson

Roma: Lupatelli; Antônio Carlos, Aldair, Samuel; Cafu, Tomassi, Zanetti, Totti e Candela; Batistuta e Delvecchio (Nakata). Téc. Fábio Capello.

12ª rodada do Campeonato Italiano: Roma 0 x 0 Juventus

Estádio Olímpico, Roma


Público:  80.000

Árbitro: Gennaro Borriello

Roma: Lupatelli; Antônio Carlos, Aldair, Samuel; Cafu, Tomassi, Guigou, Totti (Montella) e Candela; Batistuta e Delvecchio. Téc. Fábio Capello

Juventus: Van der Sar; Ferrara, Paramatti, Pessotto, Iuliano; Antonio Conte (Zambrotta), Tacchinardi, Davids e Zidane; Inzaghi (Kovacevic) e Trezeguet (Bachini). Téc. Carlo Ancelotti

29ª rodada do Campeonato Italiano: Juventus 2 x 2 Roma

Estádio Olímpico, Turim

Público: 65.000


Árbitro: Stefano Braschi

Gols: Del Piero ‘4 e Zidane ‘6 (Juventus) e Nakata ’78 e Montella ’90 (Roma)

Juventus: Van der Sar; Montero, Tudor, Pessotto e Iuliano (Ferrara); Zambrotta, Tacchinardi, Davids e Zidane; Del Piero (Antonio Conte) e Inzaghi (Kovacevic). Téc. Carlo Ancelotti.

Roma: Antonioli; Zebina, Aldair, Samuel; Cafu, Tomassi, Zanetti (Marcos Assunção), Totti (Nakata), Candela; Batistuta e Delvecchio (Montella). Téc. Fábio Capello

34ª rodada do Campeonato Italiano: Roma 3 x 1 Parma

Estádio Olímpico, Roma


Público: 75.000

Árbitro: Stefano Braschi

Gols: Totti ’19, Montella ’39 e Batistuta ’78 (Roma) e Di Vaio ’82 (Parma)

Roma: Antonioli; Zebina (Mangone), Antônio Carlos, Samuel; Cafu, Tommasi, Emerson, Totti e Candela; Montella (Nakata) e Batistuta (Delvecchio). Téc. Fábio Capello.

Parma: Buffon; Luis Sartor (Amoroso), Paolo Cannavaro, Fábio Cannavaro; Lilian Thuram, Roberto Sensini, Matías Almeyda (Benarrivo), Diego Fuser (Boghossian) e Gianluca Falsini; Di Vaio e Milosevic. Téc. Alberto Malesani.

Um comentário :

  1. Desde 2003 quando o abramovich inflacionou o futebol, o futebol, não foi mais o mesmo, lazio juv roma..., olha quantos cara de seleção tinha, esse time da lazio jogando hj sério campeão fácil, imagine a roma ou a juv

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