quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Times de que Gostamos: Lyon 2001-2002

Após lembrar o fantástico time do River Plate do período de 1996/1997, recordo o ótimo time do Lyon da temporada 2001-2002. Mas, por que o Lyon dessa temporada? Simplesmente pelo fato de ter sido o time que levou o clube ao seu primeiro título nacional. Possivelmente, no caso deste time ter sido malsucedido, os que se seguiram não teriam alcançado tantas glórias.


Em pé: Coupet, Edmílson, Foé, Juninho, Brechet, Chanelet;
Agachados: Luyndula, Carriere, Violeau, Govou e Patrick Muller.

Time: Lyon

Período: 2001-2002

Time Base: Coupet; Chanelet, Patrick Muller (Caçapa), Edmilson (Laville), Bréchet; Philipe Violeau, Juninho Pernambucano, Eric Carriére (Pierre Laigle), David Lináres; Sidney Govou , Sonny Anderson. Téc. Jacques Santini

Conquista: Campeonato Francês.

Um grande time sem grandes títulos. Isso definia o Lyon na França até a virada do século XXI. No entanto, a temporada de 2001-2002 veio mudar, para sempre, esse panorama. 

Comandado pela precisão dos passes, lançamentos e cobranças de falta do craque Juninho Pernambucano, o clube francês conquistou (com emoção), seu primeiro título nacional.

Defendendo a meta do clube, estava o goleiro Gregory Coupet (foto), personagem histórico da equipe. Segundo jogador que mais vezes defendeu as cores do Lyon, disputou, ao todo, 518 jogos entre 1997 e 2008. Em 2005, foi eleito o 4º melhor goleiro do mundo, atrás de Petr Cech, Dida e Gianluigi Buffon.

Coupet era um goleiro seguro, porém baixo para os padrões atuais (1,81m). Além disso, cabe lembrar, como curiosidade, que, durante muito tempo, foi pedido que ele assumisse a titularidade da Seleção Francesa, então nas mãos do irregular Fabien Barthez.

A zaga tinha um quarteto de respeito, o qual se revezou muito durante a competição. Como opções menos frequentes, o clube dispunha do experiente Florent Laville e do recém-chegado Cláudio Caçapa, que alternou durante a temporada a titularidade com o suíço Patrick Müller. Laville foi um zagueiro muito representativo na história do Lyon. Formado no clube, defendeu-o entre 1993 e 2003, sendo sempre lembrado como um jogador firme, um verdadeiro xerife da defesa. O brasileiro Caçapa, de baixa estatura para a posição (1,79m), tinha um excepcional posicionamento e ótima saída de bola. Já Müller era mais rápido, porém limitado tecnicamente.

Curiosamente, tanto Laville quando Caçapa tiveram suas carreiras interrompidas precocemente em decorrência de lesões. A despeito de toda a qualidade que estes defensores possuíam, nenhum era tão completo quanto o também brasileiro Edmílson (foto).

Com muita qualidade no desarme, no passe e na saída de bola, o ex-defensor  do São Paulo foi muito importante na vitoriosa trajetória do Lyon. Seu prêmio? A titularidade da Seleção Brasileira campeã da Copa do Mundo em 2002.

Na proteção aos flancos, jogavam Jean-Marc Chanelet (foto), pela direita, e Jeremy Brechet, pela esquerda. O lateral direito chegou ao clube em 2000 já com grande acúmulo de experiência. Então com 32 anos, Chanelet, não tinha mais o mesmo vigor do início de sua carreira, todavia, sua experiência garantia segurança na defesa e prudência quando ia ao ataque. Pelo outro lado, atuava Brechet, então lateral esquerdo (hoje, ainda na ativa, Brechet joga como zagueiro) apesar da estatura, 1,86m, tinha boa desenvoltura para ir ao ataque, atuando, por vezes, como meia esquerda.

Defendendo o meio-campo do Lyon, estava sempre bem posicionado o volante, e capitão, Philippe Violeau (foto). Além de um bom desarme e muita garra, o atleta marcava com alguma regularidade seus gols. Na temporada 2001-2002, foram cinco tentos.  Além dele, ajudava da proteção o jogador David Linares, que, embora menos técnico era mais forte e ajudava a garantir o “fechamento” do meio-campo.

À frente, considerado um dos maiores jogadores do Lyon em todos os tempos – para muitos o maior – Juninho Pernambucano foi a peça mais vital à equipe. Personificando o clube, Juninho seria o coração da equipe, o responsável por bombear intermitentes assistências, prover grandes passes e cobrar excepcionais faltas. 

Ao final de sua saga pela França, o brasileiro afirmou-se como o 7º atleta que mais representou o clube (por 380 jogos) e também como o 4º maior artilheiro, com 107 gols. Ao seu lado, atuava um jogador que marcou história no futebol francês e, devido à grande concorrência, não conseguiu o mesmo sucesso pela Seleção Francesa: Eric Carriere. Ótimo organizador de jogo, foi, ao lado de Juninho, o responsável pelas jogadas de talento do meio-campo da equipe.

No ataque, havia a presença de outro personagem histórico do Lyon: Sidney Govou (foto). Rápido e arisco, o francês, cria da base do clube, representou como poucos as cores do clube. No total, jogou 461 jogos pelo clube e marcou 87 gols, vivendo todo o período glorioso do clube. 

Já na função de matador, jogava o brasileiro “Sonny” Anderson, jogador formado no Vasco e que trilhou uma carreira de sucesso na França. Após fazer sucesso no Olympique de Marselha e no Mônaco, o jogador chegou ao Lyon (após uma passagem fraca pelo Barcelona), onde confirmou sua veia artilheira. Na temporada em foco ele marcou 18 gols.

O banco da equipe tinha, ainda, algumas possibilidades muito válidas. Dentre elas, cabe ressaltar as presenças do lateral direito belga Éric Deflandre, do meio-campo camaronês Marc-Vivien Foe (que viria a falecer durante uma partida em 2003, fato que fez com que o clube aposentasse a camisa 17) além do meia-esquerda Pierre Laigle e do atacante Peguy Luyindula.

Ficha Técnica de alguns jogos importantes nesse período:

26ª rodada do Campeonato Francês: Lyon 3 x 0 PSG

Estádio Gerland, Lyon

Árbitro Damien Ledentu

Público: 38.323

Gols: Dehu (contra) ’61, Sonny Anderson ’76, Juninho ’86 (Lyon)

Lyon: Coupet; Deflandre, Laville, Muller, Delmotte; Violeau, Juninho Pernambucano, Eric Carriére, David Linares; Govou e Sonny Anderson. Téc. Jacques Santini

PSG: Alonzo; Cristóbal, El-Karkouri (Aloísio Chulapa), Potillon, Heinze; Dehu, Arteta, Hugo Leal (Domi), Jerome Leroy, Ronaldinho (Okocha); Fiorése. Téc. Luis Fernández

31ª rodada do Campeonato Francês: Auxerre 0 x 1 Lyon

Estádio Abbe Deschamps, Auxerre

Árbitro Gilles Veissieré

Público: 17.458

Gol: Govou '90 (Lyon)

Auxerre: Fabien Cool; Johan Radet, Boumsong, Mexès, Jaurés; Diabaté, Lachuer, Tainio, Fadiga, Lionel Mathis; e Djibril Cissé. Téc. Guy Roux

Lyon: Coupet; Chanelet, Edmilson (Laville), Muller, Brechet; Violeau, Juninho Pernambucano (Laigle), Eric Carriere, David Linares; Govou e Sonny Anderson. Téc. Jacques Santini

34ª rodada do Campeonato Francês: Lyon 3 x 1 Lens

Estádio Gerland, Lyon

Árbitro Gilles Veissieré

Público: 39.691


Gols: Govou '7, Violeau '14, Laigle '52 (Lyon); Bak '27 (Lens)

Lyon: Coupet; Chanelet, Caçapa, Muller, Brechet; Violeau, Laigle, Juninho Pernambucano (Eric Carriere), David Linares; Govou (Delmotte) e Sonny Anderson (Laville). Téc. Jacques Santini

Lens: Warmuz; Ferdinand Coly, Coulibaly (Traore), Wallemme, Bak (Coridon), Ismael; Blanchard, Pedron; Sibierski, Diouf, Daniel Moreira. Téc. Joel Muller


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