quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Times de que Gostamos: Sampdoria 1990-1991

Após rememorar o ótimo Lyon, que iniciou a trajetória do heptacampeonato francês na temporada 2001/2002, trago hoje outra grande equipe, a campeã italiana da temporada 1990-1991 Sampdoria.


Em pé: Invernizzi, Toninho Cerezo, Pagliuca, Pellegrini, Lanna, Bonetti
Agachados: Mannini, Roberto Mancini, Dossena, Vialli, Pari
Time: Sampdoria.

Período: 1990-1991.

Time base: Pagliuca; Mannini, Lanna (Pellegrini), Vierchowod, Bonetti; Toninho Cerezo (Katanec), Pari, Dossena, Lombardo; Roberto Mancini e Gianluca Vialli. Téc. Vujadin Boskov

Conquista: Campeonato Italiano.

Jogadores vencedores e experientes, uma verdadeira parede debaixo dos postes e uma dupla de ataque infernal – indubitavelmente uma das melhores de toda a história do futebol italiano, principalmente considerando as duplas formadas por jogadores italianos –: eis o que compunha a grande equipe da Sampdoria do início dos anos 90.

Após alguns anos de sucessivos sucessos, veio a glória que faltava à equipe: o Campeonato Italiano. Gênova festejou como nunca seu primeiro título nacional desde a longínqua temporada 1923-1924, quando o Genoa conquistou o torneio e, mais que isso, a torcida da Samp pôde gritar “é campeão” pela primeira e única vez em sua história.

Guardando a meta da Sampdoria estava o histórico goleiro Gianluca Pagliuca (foto), que todo brasileiro nascido, no mínimo, em meados dos anos 80 se lembrará pelo beijo dado na trave, na final da Copa do Mundo de 1994. Pela Seleção Italiana, foi o titular em 1994 e em 1998, mas sofreu posteriormente com a concorrência de Francesco Toldo, Angelo Peruzzi e Gianluigi Buffon. Já na Sampdoria, foi a grande referência entre 1987-1994 tendo sido vendido pela verba recorde (à época) de £7 milhões. Seus fortes eram a agilidade e a qualidade na defesa de pênaltis.

Pelas laterais, atuavam dois jogadores de características e carreiras distintas. Enquanto na lateral direita, por onde jogava Moreno Mannini (foto), o jogo era mais conservador, com o atleta desempenhando papel mormente defensivo, na esquerda, defendida por Ivano Bonetti, o clube explorava o ataque. Meia-esquerda de origem, o jogador era ótimo passador. Mannini jogou pela Samp entre 1984-1999; por outro lado, Bonetti atuou por uma infinidade de clubes e, na equipe genovesa, jogou entre 1990-1993.

A dupla de zaga era formada por Marco Lanna e Pietro Vierchowod, este um dos maiores defensores italianos de todos os tempos - valendo ressaltar que a defesa sempre foi o ponto mais forte das seleções italianas. Vários jogadores de impacto histórico já o definiram como um defensor sobrenatural, dentre eles Diego Armando Maradona e Gary Lineker. O zagueirão defendeu a Sampdoria entre 1983-1995. Por sua vez, Lanna não tinha os mesmos atributos técnicos de Vierchowod, mas era muito eficiente, destacando-se por ser um zagueiro veloz.

Fausto Pari e Toninho Cerezo (foto) eram os motores da equipe. O primeiro tinha capacidades de cobertura e posicionamento excepcionais, que o tornavam um grande marcador. Já o brasileiro, que dispensa maiores apresentações, era quem iniciava as ações ofensivas da Sampdoria. Com excelente qualidade nos desarmes, passadas largas, ótimos lançamentos e um grandessíssimo pulmão, Cerezo foi ídolo na Itália.

Mais avançados, Giuseppe Dossena e Attilio Lombardo (foto) compunham o meio-campo ofensivo e o setor de criação. O primeiro tinha mais características de um meio-campista central, um armador, um organizador; já o carequinha Lombardo era quase um terceiro atacante, rápido, habilidoso e autor de muitos gols, ele compunha com muita eficiência o ataque da Samp.

Responsáveis por marcar os gols, Gianluca Vialli e Roberto Mancini, compunham uma dupla formidável. Conhecida como os “Gêmeos do Gol”,(foto), a dupla marcou história. Vialli foi o grande artilheiro do clube na temporada, com 23 gols. Não obstante, Mancini é considerado, por muitos torcedores, o jogador mais importante da história da Sampdoria. Há quem se refira ao clube de Gênova como um composto de dois períodos, antes de Mancini e depois de Mancini. Inteligente, habilidosíssimo e dono de bom faro de gol, Roberto foi um jogador excelente.



Além dos 11 titulares, alguns reservas foram muito importantes para o sucesso dessa histórica temporada, dentre eles destaco o zagueiro Luca Pellegrini, os meio-campistas Giovanni Invernizzi, Srečko Katanec (jogador de grande versatilidade e que podia também atuar em quase todas as posições do setor defensivo) e Oleksiy Mikhailichenko e o atacante Marco BrancaO treinador era Vujadin Boskov, ex- ponta direita da própria Sampdoria.

Ficha Técnica de alguns jogos importantes nesse período:

24ª rodada do Campeonato Italiano: Sampdoria 2 x 0 Milan

Estádio Luigi Ferraris, Gênova

Árbitro: Pietro D’Elia

Público 38.400

Gols: ’52 Vialli e ’70 Mancini (Sampdoria)

Sampdoria: Pagliuca; Mannini, Lanna, Vierchowod, Katanec ; Pari, Invernizzi, Dossena, Lombardo; Roberto Mancini e Vialli (Branca). Téc. Boskov

Milan: Pazzagli; Tassotti, Costacurta, Baresi, Maldini; Rijkaard, Stroppa, Evani (Massaro), Donadoni (Simone); Ruud Gullit e Marco Van Basten. Téc. Arrigo Sacchi

31ª rodada do Campeonato Italiani: Inter 0 x 2 Sampdoria

Estádio Giuseppe Meazza, Milão

Árbitro: Pietro D’Elia

Público: 78.912

Gols: ’60 Dossena, ’76 Vialli (Sampdoria)

Inter: Zenga; Paganin, Ferri, Bergomi, Brehme; Lothar Matthaus, Stringara (Pizzi), Berti, Bianchi; Aldo Serena e Klinsmann. Téc. Giovanni Trapattoni

Sampdoria: Pagliuca; Mannini, Pellegrini, Vierchowod, Invernizzi; Pari, Toninho Cerezo, Dossena (Bonetti), Lombardo; Roberto Mancini e Vialli (Lanna). Téc. Boskov

33ª rodada do Campeonato Italiano: Sampdoria 3 x 0 Lecce

Estádio Luigi Ferraris, Gênova

Árbitro: Tullio Lanese

Público 48.487

Gols: ‘2 Toninho Cerezo, ’13 Mannini, ’30 Vialli (Sampdoria)

Sampdoria: Pagliuca; Mannini, Pellegrini, Vierchowod, Katanec (Invernizzi); Pari, Toninho Cerezo (Mikhailichenko), Dossena, Lombardo; Marco Branca e Vialli. Téc. Boskov

Lecce: Zunico; Garzya (Panero), Amodio, Carannante, Ferri; Mazinho, Aleinikov (Morello), Antonio Conte, Benedetti, Moriero; Pasculli. Téc. Boniek

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