quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Times de que Gostamos: PSV 2004-2005

Depois de lembrar o excepcional e vencedor time do Sevilla do período de 2005/2007, apresento hoje o ótimo time do PSV Eindhoven da temporada 2004/2005, que foi soberano na Holanda e quase conseguiu tomar a Europa.


Em pé: Hesselink, Cocu, Lucius, Alex, Gomes e van Bommel.
Agachados: Bouma, Lee Young-Pyo, Ji Sung Park, Vogel e Farfán.

Time: PSV

Período: 2004/2005

Time base: Gomes; Ooijer, Alex, Bouma, Lee Young-Pyo; Cocu, van Bommel, Vogel e Ji Sung Park; Farfán (Beasley) e Jan Vennegoor of Hesselink. Téc. Guus Hiddink.

Conquistas: Campeão holandês e da Copa da Holanda.


Seguro na defesa e veloz nos contra-ataques o time do PSV da temporada 2004/2005 era muito experiente. Com a grande fase vivida por jogadores como o goleiro Gomes, o volante van Bommel, o meio-campista coreano Park e o atacante Farfán, a equipe reinou nos campeonatos locais e por pouco não surpreendeu o Milan na semifinal da UEFA Champions League. A maior prova da excepcional qualidade desse time foi o triste desmanche acontecido nas temporadas sequentes.


A meta holandesa era defendida pelo goleiro brasileiro Gomes (foto). Depois de vencer tudo com o Cruzeiro, o arqueiro partiu para sua empreitada europeia, e logo em seu início já foi extremamente bem-sucedido. Seus grandes reflexos e estatura fizeram com que o torcedor do PSV tivesse uma confiança enorme na equipe, pois, se a defesa não evitasse os remates adversários, no gol Gomes defenderia a bola. O goleiro atuou entre 2004 e 2008 no clube holandês, e esteve entre os selecionados brasileiros que disputaram a Copa do Mundo de 2010 na África do Sul.

Como a maioria das equipes do mundo, o PSV tinha dois laterais de características distintas. Enquanto pela esquerda o sul-coreano Lee Young-Pyo (foto) era todo velocidade e avanços ao ataque, pela direita André Ooijer, comumente usado como zagueiro, jogava com mais cautela. O holandês era um defensor mais limitado, mas com ótimo posicionamento e dono de grande liderança.

Já a dupla de zaga era composta por jogadores de características semelhantes. Wilfred Bouma, um dos grandes ídolos recentes do PSV, era um atleta muito forte e tinha alguma qualidade com a bola nos pés. Não era alto (1,81m) mas, ainda assim, era um ótimo cabeceador. Sua marca registrada era a precisão de seus carrinhos. Ele foi formado no clube, tendo defendido-o entre 1994-2005, quando saiu para jogar no Aston Villa. Em 2010 retornou ao clube, permanecendo até o final da última temporada, quando encerrou sua carreira. Já o brasileiro Alex (foto), tinha excelente técnica (para um zagueiro). Ele sabia sair jogando, tinha velocidade e ainda ajudava imensamente a equipe no ataque, fosse marcando gols de cabeça em escanteios e faltas, ou ele mesmo cobrando as faltas com enorme precisão e potência.

Iniciando as jogadas ofensivas do PSV jogavam dois volantes de características parecidas. Tanto o experiente Cocu, quando van Bommel (ambos na foto abaixo, em foco Cocu, ao fundo van Bommel) tinha boa saída de bola, bom passe e muita liderança. Os dois foram símbolos do clube. Altos (1,85m para Cocu e 1,87 para van Bommel) os dois formaram uma dupla difícil de ser transposta pelos avanços dos meio-campistas adversários. 


Além de tudo isso, os holandeses marcavam regularmente seus gols. Provas disso são a goleada do PSV no rival Ajax por 4x0, ocasião em que Cocu marcou uma vez e van Bommel três, e a decisiva partida da UEFA Champions League contra o Milan, em que Cocu marcou duas vezes (fatidicamente o PSV seria eliminado pelo Milan, no critério do gol marcado fora de casa).

Um pouco à frente dos volantes, jogava o meio-campo central Johann Vogel. Com um grande pulmão, o suíço era o principal responsável pela transição entre a defesa e o ataque. Apesar de Cocu e van Bommel terem qualidade nesse quesito, quem se destacava, de fato, descendo até a defesa e conduzindo a equipe ao ataque era Vogel, bom passador e dono de bons chutes de fora da área. 

Mais à frente, por conta da criação, estava o sul-coreano Park Ji-Sung (foto), que ao final da temporada se transferiria para o Manchester United. O armador foi o principal construtor de jogo da equipe holandesa e também o principal assistente (além de um ter sido formidável marcador de belos gols).

No ataque brilhavam as estrelas de Farfán e Hesselink (foto à esquerda). O primeiro era a principal válvula de escape da equipe. Jogando aberto pelo lado esquerdo, o peruano, só não fez chover no período que defendeu o PSV. Habilidoso e muito rápido, Farfán foi importantíssimo nessa temporada. Já Hesselink, não tinha grande técnica, mas era o matador da equipe. Coube a ele a tarefa de ser o artilheiro do time na temporada com 22 gols marcados.


Como boas opções na reserva, o experimentado treinador Guus Hiddink dispunha de jogadores como o habilidoso norte-americano Beasley (foto à direita), o zagueiro Lucius, o centroavante grandalhão Sibon (1,98m) e o ascendente Afellay.

Ficha técnica de alguns jogos importantes nesse período:

26ª rodada do Campeonato Holandês: Ajax 0x4 PSV

Amsterdam Arena, Amsterdã

Árbitro: Eric Braamhaar

Público 50.765

Gols: ’24 Cocu, ’45, ’54 e ’59 van Bommel (PSV)

Ajax: Lobont; Trabelsi, Heitinga, Escudé, Maxwell; Maduro, van der Vaart (Piennar), Sneijder; Boukhari (Mitea), Rosales e Ryan Babel. Téc. Danny Blind

PSV: Gomes; Lee Young-Pyo, Alex, Ooijer, Bouma; Cocu (John de Jong), van Bommel, Vogel, Park; Farfán e Jan Vennegoor of Hesselink (Beasley). Téc. Guus Hiddink

Quartas-de-finais da UEFA Champions League– Jogo de Volta: PSV 1x1 Lyon (4x2 para o PSV nos pênaltis)

Estádio Philips, Eindhoven

Árbitro: Kim Milton Nielsen

Público 32.500

Gols: ’10 Wiltord (Lyon); ’50 Alex (PSV)/ van Bommel, Ooijer, Bouma e Beasley marcaram de pênalti (PSV); Juninho Pernambucano e Ben Arfa marcaram e Essien e Abidal perderam (Lyon).

PSV: Gomes; Lee Young-Pyo, Alex, Ooijer, Bouma; Cocu, van Bommel, Vogel, Park; Farfán (Robert) e Jan Vennegoor of Hesselink (Beasley). Téc. Guus Hiddink

Lyon: Coupet; Reveillere, Cris, Caçapa, Abidal; Mahamadou Diarra, Essien, Juninho Pernambucano; Malouda, Govou (Bem Arfa) e Wiltord (Nilmar). Téc. Paul Le Guen

Semifinais da UEFA Champions League – Jogo de Volta: PSV 3x1 Milan

Estádio Philips, Eindhoven

Árbitro: Terje Hauge

Público 32.500

Gols: ‘9 Park, ’65 e ’90 Cocu (PSV); ’90 Ambrosini (Milan)

PSV: Gomes; Lee Young-Pyo, Alex, Lucius, Bouma (Robert); Cocu, van Bommel, Vogel, Park; Farfán e Jan Vennegoor of Hesselink. Téc. Guus Hiddink

Milan: Dida; Cafu, Stam, Nesta, Maldini (Kaladze); Gattuso, Ambrosini, Pirlo, Seedorf (Tomasson), Kaká; Shevchenko. Téc. Carlo Ancelotti

Final da Copa da Holanda: Willem II 0x4 PSV

Estádio De Kuip, Roterdã

Árbitro: Eric Braamhaar

Público 35.000
Gols: ’45 Bouma, ’51 Cocu, ’74 Park, ’90 Jan Vennegoor of Hesselink (PSV)


Willem II: Oscar Moens; Wau, van der Struijk, van Mosselveld (Redan), van der Haar; Agustien (Delanoy), Raymond Victoria (Kreek), Reuser; Ceesay, Bobson, Caluwé. Téc. Robert Maaskant


PSV: Gomes; Lee Young-Pyo, Alex, Lucius, Bouma (Ooijer); Cocu (Afellay), van Bommel, Vogel, Park; Farfán, Jan Vennegoor of Hesselink. Téc. Guus Hiddink

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