terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Elas vêm aí: Argentina e Austrália

Depois de retratar um pouco do panorama das seleções alemã e argelina - seus destaques, fraquezas, dúvidas e expectativas - trago um pouco das seleções argentina e australiana.




ARGENTINA

Time esperado: Romero; Zabaleta, Garay (Campagnaro), Fernández (Basanta), Rojo; Mascherano, Banega, Dí Maria; Higuaín (Lavezzi), Messi, Agüero. Téc. Alejandro Sabella

Grupo: F. Com Bósnia, Irã e Nigéria.

Expectativa: brigará pelo título.

Histórico: Bicampeã (1978 e 1986) e quinta colocada no último mundial.

Buscando o tricampeonato a 28 anos, a Alvi Celeste terá mais uma vez uma grande chance neste ano. É certamente uma das candidatas ao título, mas, apesar de trazer uma geração fantástica de jogadores, não é possível ter certezas sobre o seu desempenho, afinal, grandes gerações argentinas já pereceram rapidamente na competição, como em 2002, quando a seleção sequer passou da primeira fase.

Maradona e a Taça de 1986
No gol da seleção há algum tempo, o arqueiro Sérgio Romero não é unanimidade e não tem vivido um bom momento em sua carreira. Depois de passar algumas temporadas seguras na Sampdoria, decidiu seguir para o Monaco, onde é reserva. Apesar disso, é quem melhor se apresentou na seleção. Seu principal concorrente é Mariano Andújar, do Catania, que, conquanto seja titular em seu clube, não teve bom desempenho pela seleção. A titularidade de Romero é uma certeza.

A linha defensiva da Argentina é seu principal problema. Sem demonstrar muita segurança, os zagueiros argentinos tem sido muito criticados. Dentre as opções disponíveis, quem mais se destaca é Ezequiel Garay, do Benfica, defensor firme e forte no jogo aéreo. As outras possibilidades cogitadas são o experiente Hugo Campagnaro, da Inter de Milão, Federico Fernández, do Napoli, José Maria Basanta, do Monterrey, e Nicolás Otamendi, do Porto. Deve sair desses quatro nomes o companheiro de zaga de Garay, quem teve mais chances foi Fernández.

Última escalação da Argentina
Já pelas laterais a situação é um pouco menos crítica. Pela direita o titular deverá ser Pablo Zabaleta, que, embora não apresente o mesmo desempenho do Manchester City, é experiente e vive o melhor momento técnico de sua carreira. Pela esquerda, o titular deverá ser Marcos Rojo, zagueiro de origem e canhoto, foi a opção mais testada e, demonstrando solidez defensiva, dificilmente não será o escolhido do treinador Alejandro Sabella para o mundial.

Protegendo o setor defensivo e garantindo a liberdade dos meias, caberá a Javier Mascherano o trabalho sujo da equipe. Único volante de contenção da equipe, é titular e capitão na seleção. Nem a mudança de posição no Barcelona (onde atua como zagueiro) o tira dos onze titulares.

Um pouco mais a frente, Banega tem sido o responsável por auxiliar Mascherano, contudo é criativo e não tem tanta afeição pelo serviço defensivo. Outras opções para a posição são Lucas Biglia, Fernando Gago e Ricky Alvarez.

Criando e definindo as jogadas, a Argentina tem um “quadrado mágico”. Mas, se os brasileiros hoje se arrepiam ao ouvir essa expressão (lembrando do ataque brasileiro de 2006, formado por Kaká, Ronaldinho, Ronaldo e Adriano), os argentinos tem nela a sua principal esperança. Angel Dí Maria, Lionel Messi e Sergio Agüero são titulares absolutos, com todos os méritos. Já o quarto elemento deverá ser escolhido entre Gonzalo Higuaín, favorito a vaga, e Ezequiel Lavezzi.

Há ainda as possibilidades de Rodrigo Palacio e Érik Lamela, mas estes estão atrás na corrida pelo lugar. Uma última, e remota possiblidade é Carlitos Tévez, que vive ótimo momento na Juventus, e, segundo o presidente da Federação Argentina, Julio Grondona, tem as portas da seleção abertas. Contudo, diz-se que ele não tem uma boa relação com Messi, o que o tiraria da disputa.


Com um ataque massivo, a Argentina tem tudo para fazer uma boa Copa do Mundo. Se seus jogadores de defesa estiverem entrosados e conseguirem alcançar sua melhor forma técnica a Argentina será uma das favoritas, por enquanto é candidata ao título mas não favorita.




AUSTRÁLIA

Time esperado: Ryan; Wilkshire, Lucas Neill, Williams, Davidson (McKay); Milligan, Jedinak, Bresciano, Holman; Tim Cahill e Joshua Kennedy (Kruse). Téc. Ange Postecoglou.

Grupo: B. Com Espanha, Holanda e Chile

Expectativa: Figurante.

Histórico: Participou das Copas de 1974, 2006 e 2010. 21ª colocada no último mundial.

Azarada, a seleção australiana não deverá ter nenhuma chance na competição e precisará de sorte para não passar um grande vexame. Até o sorteio dos grupos, os Socceroos viviam a esperança de chegar às oitavas de final, mas, num grupo com Espanha, Holanda e Chile, a Austrália viu qualquer chance de sucesso se extinguir rapidamente.
Harry Kewell foi um dos destaques
da última grande geração australiana
Com uma geração muito menos talentosa que a das Copas de 2006 e 2010, que tinha bons jogadores como o goleiro Mark Schwarzer, os meias Vincenzo Grella, Jason Culina e Brett Emerton e os atacantes Harry Kewell e Mark Viduka, o último lugar no grupo será, provavelmente, o destino da equipe.

O sucessor do goleiro Schwarzer – jogador que mais vezes defendeu a seleção – será Mathew Ryan, do Club Brugge. Quem tenta, ainda, conseguir a vaga é o arqueiro reserva do Borussia Dortmund Mitchell Langerak, mas deverá ser reserva.

Na lateral direita a equipe terá um dos remanescentes da sua “geração dourada”. É Luke Wilkshire, jogador do Dinamo Moscou e o segundo jogador, em atividade, com mais partidas pela seleção. Já pela esquerda a titularidade é disputada por Matt McKay, jogador de 31 anos e com 45 partidas pela seleção e pelo jovem Jason Davidson de 22 anos.

A dupla de zaga será provavelmente composta pelo interminável Lucas Neill, de 35 anos, atualmente sem clube e que já disputou 96 partidas pela seleção e por Rhys Williams de 25 anos, que está no Middlesbrough desde 2008 e só não disputou a Copa do Mundo de 2010 por conta de uma grave lesão contraída às vésperas. Neill é outro remanescente da grande geração que chegou às oitavas de final na Copa da Alemanha em 2006. Curiosamente, naquela ocasião, ele foi o pivô da eliminação dos Socceroos, cometendo o pênalti que deu a magra vitória da Itália – por 1x0 – nas oitavas.

Última escalação da Austrália
O meio-campo australiano é a parte da seleção que possui mais qualidade. Mark Milligan, Mark Bresciano e Mile Jedinak formam um tridente na meia cancha que se responsabiliza por destruir as investidas adversárias quando a equipe é atacada e também por iniciar as ações ofensivas da equipe. Experientes e vividos (Bresciano fez carreira na Itália e Jedinak atua na Premier League), ditam o toque de bola da equipe.

Mais à frente, atuam o eficiente Brett Holman, que passou por AZ Alkmaar e Aston Villa, e o craque da equipe Tim Cahill. O primeiro alia muita velocidade com razoável habilidade e deve ser a principal válvula de escape da equipe. Já Cahill, que está envelhecido, é mais inteligente e menos veloz. Contudo, sua finalização de média distância e seu forte cabeceio – apesar de não ser alto – fazem dele o jogador mais perigoso da equipe. Fez história no Milwall e no Everton e é o maior artilheiro da história de sua seleção. Na ausência de algum desses jogadores a opção mais provável para seus lugares é o meia Dario Vidosic do FC Sion.

Isolado no ataque jogará, a princípio, o centroavante Joshua Kennedy. Com uma média de gols razoável (17 tentos em 33 jogos), será a principal esperança de gols. Seu 1,94m mostra que sua principal característica é o jogo aéreo. Uma alternativa para o ataque australiano é Robbie Kruse, atacante do Bayer Leverkusen.

Apesar de possuir alguns – poucos é verdade – jogadores de talento, a Austrália deve se acostumar com a dura realidade, e torcer para que a quarta colocação do grupo não venha acompanhada de um vexame.





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