segunda-feira, 10 de março de 2014

Elas vêm aí: Equador e Espanha

Depois de apresentar um pouco do que podem apresentar as seleções de Costa Rica e Croácia, conduzidas, respectivamente, por Bryan Ruíz e Luka Modric, trago um pouco sobre as seleções de Equador e Espanha.



EQUADOR

Time base: Domínguez (Banguera); Paredes, Guagua, Achilier (Erazo), Ayoví (Bagüí); Castillo, Noboa, E. Mendéz, A. Valencia; Montero (E. Valencia) e Caicedo. Téc. Reinaldo Rueda

Grupo: E. Com França, Honduras e Suíça.

Expectativa: Briga por uma vaga nas oitavas de finais.

Histórico: Disputou as Copas do Mundo de 2002 e 2006.


Eterno capitão, Hurtado
foi referência em 2002 e 2006
Seleção com pouca tradição no cenário internacional, o Equador foi à sua primeira Copa do Mundo apenas em 2002, 12 anos atrás. A altitude de seu país é sua principal força, e foi, sem dúvida, o fator principal para a sua qualificação à Copa deste ano.

Das oito partidas que disputou em casa, nas eliminatórias, o país venceu sete, empatando apenas um, contra a poderosíssima Argentina. Em compensação, fora de seus domínios, o Equador conseguiu miseráveis três empates e cinco derrotas.

O gol, que teve nos últimos tempos como principais representantes o folclórico José Francisco Cevallos, vice-campeão da Copa Libertadores da América com o Barcelona de Guayaquil – perdendo para o Vasco da Gama – e campeão com a LDU – vencendo o Fluminense – e também Cristian Mora, goleiro titular na Copa de 2006, hoje vive uma indefinição.

Nos últimos jogos três goleiros tiveram chances, Máximo Banguera, do Barcelona de Guayaquil (o mais experiente), Alexander Domínguez, da LDU e Adrián Bone do El Nacional. A titularidade deve ficar com um dos dois primeiros. Arqueiros de características diferentes, têm 13 centímetros de diferença, enquanto Banguera tem “apenas” 1,83m, Domínguez impõe seu 1,96m.

A lateral direita deverá ser ocupada por Juan Carlos Paredes, jogador do Barcelona equatoriano. Desde 2010 atleta da seleção, tem como ponto forte os avanços ao ataque, podendo, inclusive, atuar pela faixa destra do meio-campo. No lado oposto há uma briga forte pela posição. Devido às diferentes características que apresentam, Óscar Bagüí e Walter Ayoví ainda disputam a titularidade. Enquanto o primeiro é mais afeito às tarefas defensivas (podendo também atuar na zaga), Ayoví – como Paredes – lança-se ao ataque, sendo também opção para o meio-campo. Ambos são experientes, devendo a escolha ser feita em função do estilo de jogo dos mesmos.

Última escalação do Equador.
A zaga, à exemplo do goleiro, também se renovou, Iván Hurtado, Giovanny Espinoza e Ulisses de la Cruz se aposentaram e quem tem atuado em seus lugares são Jorge Guagua, Gabriel Achilier e Frickson Erazo, recém-contratado pelo Flamengo. O primeiro é praticamente absoluto no miolo de zaga. Já seu companheiro, segue indefinido, com os dois concorrentes tendo recebido oportunidades recentes no time titular.

O meio-campo equatoriano, setor mais forte da equipe, tem muita experiência. Édison Méndez e Segundo Castillo já passaram dos 30 anos e tem passagens por diversos centros do futebol, inclusive a Europa. Méndez é quem tem mais qualidade de criação no meio, enquanto Castillo é o mais marcador.

Completam a meia-cancha, o volante Christian Noboa, com grande experiência no futebol russo, e Antonio Valencia, jogador que cai pela faixa direita do campo e é o craque da equipe. Outras opções que podem aparecer no time titular, são Luis Saritama experiente camisa 10, hoje no Barcelona e o jovem Enner Valencia do Pachuca do México.

O ataque perdeu sua principal referência no ano passado. Christian “Chucho” Benítez faleceu em decorrência de parada cardíaca e deixou vago o lugar no ataque da seleção. Hoje, a referência principal é Felipe Caicedo, que já passou pelo futebol suíço, inglês, português, espanhol e russo e agora, aos 25 anos, defende o Al-Jazira, dos Emirados Árabes. Seu companheiro de ataque deverá ser o jovem e veloz Jefferson Montero, ex-Villarreal e que atualmente defende o Morelia do México.

Longe da altitude, mas num grupo instável e imprevisível não seria nenhum absurdo ver os equatorianos  nas oitavas de finais. Sua principal adversária será a Suíça. Ademais, o histórico francês de fracassos recentes não deve ser olvidado, aumentando a esperança de La Tri



ESPANHA

Time base: Casillas; Arbeloa (Juanfran/Azpilicueta), Sergio Ramos, Piqué, Jordi Alba; Busquets, Xabi Alonso (Fábregas), Xavi; Iniesta, Pedro e Negredo (Diego Costa). Téc. Vicente Del Bosque

Grupo: B. Com Austrália, Chile e Holanda.

Expectativa: Favorita ao título.

Histórico: Disputou 13 Copas do Mundo e é a atual campeã.


Coube a Iker Casillas levantar a primeira
taça espanhola.
A geração que começou a vencer em 2008, na Eurocopa, chega ao Brasil sedenta pelo bicampeonato, porém um pouco envelhecida e com alguns problemas. Seu toque de bola já não envolve tanto, seu domínio tem sido insosso e improdutivo em algumas partidas e o problema do ataque segue existindo – a bola da vez é o hispano-brasileiro Diego Costa que vive excepcional fase. Contudo, os espanhóis ainda possuem um esquadrão de grandes estrelas de capacidade indiscutível e  são favoritos ao título.

A meta hispânica segue sendo guardada pelo excepcional arqueiro Iker Casillas. Capitão e líder, mantém-se como uma das grandes referências da equipe. Apesar de não ser mais o titular absoluto do Real Madrid e ter vivido momentos de indefinição na seleção, persiste como o titular da posição. Seus reservas também são os mesmos de 2010, Victor Valdés e Pepe Reina.

Na defesa, Sérgio Ramos segue sendo titular, mas fixou-se, em definitivo, na zaga, não atuando mais na lateral direita. Seu companheiro, Gerard Piqué, também é remanescente de 2010, quando formou dupla de zaga com o experiente Carles Puyol. Na ausência de um dos dois, como aconteceu no último amistoso contra a Itália, as opções são o zagueiro/volante do Bayern de Munique Javi Martínez e o defensor do Napoli, Raúl Albiol. Contudo, em condições normais a zaga será formada por Ramos e Piqué.

Uma das maiores dúvidas do treinador Vicente Del Bosque reside na lateral direita. Sem nenhum grande destaque na posição, três são as opções recentemente utilizadas: o burocrático Álvaro Arbeloa, reserva em 2010, o jovem César Azpilicueta que se firmou na lateral esquerda do Chelsea na temporada e o colchonero Juanfran. Destes, o primeiro é o mais experiente, mas os dois últimos tem estado numa forma consideravelmente melhor. Já a lateral esquerda não é mais problema. Se em 2010 o jogador mais contestado da equipe era o ala Joan Capdevilla, hoje, com Jordi Alba na posição, não há mais dúvidas.
Última escalação da Espanha

O meio-campo, responsável pelo brilhantismo da equipe, segue pouquíssimo mexido. A estrutura basilar formada por Sergio Busquets, Xabi Alonso, Xavi e Iniesta segue mantida. Apesar disso, não tem apresentado o mesmo desempenho da Copa anterior. Quem pode assumir a titularidade agora é Cesc Fábregas, que tem estado em forma espetacular na temporada. Na Liga Espanhola, em 26 jogos, marcou oito gols e criou 18 assistências. Outros jogadores que despontaram muito bem e podem trazer vitalidade ao meio-campo hispânico são Koke e Thiago Alcântara.

Opções pelos lados do campo ou para compor o meio-campo, Jesús Navas, Juan Mata, David Silva e Santi Cazorla seguem sendo convocados e são outras possibilidades para entrarem na equipe.

No ataque reside uma dúvida persistente. Quem será o camisa 9? Será que Del Bosque optará por um “falso 9”? Neste momento os candidatos mais fortes ao posto são Álvaro Negredo e Diego Costa, que vivem ótimo momento em seus clubes. Contudo, opções como Fernando Llorente, David Villa, Roberto Soldado, Michu e Fernando Torres não estão completamente descartadas. A única certeza do ataque espanhol é o atacante Pedro, que tem mostrado bom desempenho sempre que escolhido.


A Espanha não é mais a mesma de 2010, mas há alguns valores novos que podem fazer a diferença e, num torneio de tiro curto, os jogadores podem, dando seu máximo brilhar como nunca se viu antes. Como duvidar de uma equipe que tem tantos nomes excelentes? O favoritismo hispânico é indiscutível, a Fúria briga pelo caneco.  


Um comentário :

  1. Penso que o Carvajal seria uma boa opção para a lateral direita. O S.Ramos seria uma possibilidade também. Levaria Carvajal e Juanfran!

    Na zaga o I.Martinez(R. Sociedad) é muito mais jogador do que o Albiol. Ele estaria com toda certeza no meu time!

    E qual será o reserva de Alba? Monreal? J.Enrique? Outro? Isso é uma grande incógnita. Ate mesmo Azpilicueta pode pintar por ali!

    O meio campo da Espanha é muito forte. O Isco joga no Sub-21! Ele seria titular de muitas grandes seleções se tivesse a possibilidade - Como: Argentina, Itália, Inglaterra, França e até mesmo no Brasil daria uma briga boa com o Oscar. A Fúria tem tudo para ser bicampeã!

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