segunda-feira, 17 de março de 2014

Elas vêm aí: EUA e França

Depois de tratar das seleções do Equador e da Espanha, nesta semana falo um pouco dos selecionados norte-americano e francês.




EUA

Time base: Howard; Cameron, Brooks, Onyewu (González), Castillo (Johnson);  Jones, Bradley; Dempsey (Kljestan), Donovan (Johnson), Bedoya; Altidore. Téc. Jürgen Klinsmann  

Grupo: G. Com Alemanha, Gana e Portugal.

Expectativa: Dificilmente avança às oitavas de finais.

Histórico: Disputou nove Copas do Mundo, seu melhor resultado foi a chegada à semifinal em 1930.


Nação em que o futebol tem crescido em popularidade de forma espantosa nos últimos anos – como comprovam as altas médias de público e lotação de seus estádios (superiores, na média, às do Brasileirão, inclusive) – os EUA, ainda não conseguiram nenhum resultado de grande expressão em Copas do Mundo.

Donovan foi o grande destaque em 2002.
Sim, em 1930 a equipe chegou às semifinais, mas só o fez pelo formato do torneio, em que os campeões de cada grupo avançavam à tal fase. Seu grupo contou com Paraguai e Bélgica, equipes, à época, muito fracas. Na semifinal os norte-americanos enfrentaram a Argentina e perderam por 6x1. O outro resultado de certa forma relevante ocorreu em 2002, quando o país chegou às quartas de finais, sendo eliminado pela Alemanha.

Na Copa que se avizinha, a meta norte-americana será defendida pelo arqueiro Tim Howard, do Everton. Experiente, o goleiro vem para sua terceira Copa do Mundo, sua segunda como titular. Na África do Sul, em 2010, foi muito bem e ganhou, inclusive, o prêmio de Melhor da Partida no encontro com a Inglaterra. Seu primeiro reserva será Brad Guzan, golquíper do Aston Villa. Já a terceira opção segue indefinida. No último teste, contra a Ucrânia, o convocado foi Cody Cropper, jovem de 21 anos do Southampton. Outras possibilidades são Bill Hamid, do D.C. United, Sean Johnson, do Chicago Fire e Nick Rimando, do Real Salt Lake.

A zaga está praticamente definida. O jovem John Brooks, nascido na Alemanha e com passagem pela base da seleção germânica, ganhou espaço no final do período das eliminatórias e sua titularidade é praticamente certa. Seu companheiro deverá ser o experiente Oguchi Onyewu. Hoje com 31 anos, o ex-defensor do Milan defende o Sheffield Wednesday. Correm por fora por uma vaga Jonathan Spector, do Birmingham City e Omar González do Los Angeles Galaxy.

A lateral direita deve ser ocupada por Geoff Cameron, do Stoke City. Jogador de características defensivas, pode também atuar na zaga e como volante. Se isso acontecer o flanco destro será protegido por Fabian Johnson, atualmente no Hoffenheim e já acertado com o Borussia Mönchengladbach para a próxima temporada. Já a esquerda tem a sua disposição Edgar Castillo, lateral ofensivo do Club Tijuana, que chegou a ser pretendido pelo Atlético Mineiro nesta temporada.

Última escalação dos EUA
Compondo a contenção, os EUA deverão contar com a força de Jermaine Jones, outro jogador nascido na Alemanha, e o bom passe de Michael Bradley. Jogadores de características distintas, Jones e Bradley se completam e deixam o setor defensivo muito bem protegido. Jones acaba de deixar o Schalke 04, por empréstimo, e é agora jogador do Besiktas, já Bradley deixou a Roma e fechou com o Toronto FC. A ausência de um deles seria muito sentida, mas daria chance ao americano de origem sérvia Sacha Kljestan, atleta do Anderlecht, que também pode fazer a função de armador.

Na criação das jogadas, as principais referências seguem sendo os habilidosos Clint Dempsey, que voltou ao Fulham e Landon Donovan, atualmente no Los Angeles Galaxy. Apesar de experientes, não são “velhos” e podem fazer a diferença. Quem ganhou espaço na seleção e pode firmar parceria com os dois, numa linha de três meias, é Alejandro Bedoya, jogador de origem colombiana que atua no Nantes.      

Na frente a referência é Jozy Altidore, do Sunderland. Aos 24 anos já acumula experiências no futebol espanhol, turco, holandês e inglês mas, como seu time, não vive grande fase, se destacando mais pelas assistências, oito no total, do que por seus gols.

Teoricamente a equipe mais fraca de seu grupo, os EUA não devem avançar às oitavas de finais, mas, como estamos tratando de futebol, tudo é possível. Com a provável superioridade alemã no grupo, terá de tentar arrancar pontos de Portugal e Gana, tarefa difícil.   



FRANÇA

Time base: Lloris; Debuchy, Varane (Sakho), Koscielny (Mangala/Abidal), Evra;  Pogba, Matuidi (Nasri), Cabaye; Valbuena (Remy), Benzema (Giroud), Ribery. Téc. Didier Deschamps

Grupo: E. Com Equador, Honduras e Suíça.

Expectativa: Deve avançar de fase. Seu sucesso posterior dependerá do chaveamento.

Histórico: Disputou 13 Copas do Mundo. Campeã em 1998.

Zidane foi o principal nome francês
no título de 1998.
Depois do fracasso na Copa de 2010 e da complicadíssima classificação para a competição deste ano, quando reverteu uma desvantagem de 2x0 imposta pela Ucrânia na partida de ida, os franceses, campeões mundiais em 1998 e vice em 2006 chegam ao Brasil sob muita desconfiança.

O treinador Didier Deschamps renovou grande parte do elenco Les Bleus e, talvez por isso, tenha tido tanta dificuldade para encontrar a melhor formação para a equipe. Contudo ótimos e jovens valores despontaram – nomes como Paul Pogba, Raphäel Varane e Antoine Griezmann (que recebeu neste mês sua primeira oportunidade) – e têm a chance de mostrar seu valor.

O gol francês segue com a titularidade do capitão Hugo Lloris. Hoje, assim como o Tottenham – seu clube –, não vive seu melhor momento, mas é uma grande referência, um grande goleiro e tem feito, regularmente, a diferença com a camisa francesa. Seus reservas, praticamente certos, serão Steve Mandanda, do Olympique de Marselha que também esteve em 2010, e Stéphane Ruffier, que tem se destacado muito na boa campanha do Saint-Étienne no campeonato francês.

As laterais, que deverão ser ocupadas por Mathieu Debuchy, pela direita, e Patrice Evra, do outro lado, são um dos pontos menos fortes da equipe. O primeiro, lateral do Newcastle, é excessivamente burocrático e demonstra fragilidade no jogo mental, sendo expulso com alguma regularidade. Já Evra está envelhecido. Ainda conserva bom senso tático e técnica, mas sua vitalidade e explosão, suas características mais fortes, pioraram consideravelmente. A opção para a direita é Bacary Sagna, que também não convenceu. Já pela esquerda as possibilidades são Gaël Clichy e o jovem Lucas Digne.

A dupla de zagueiros é possivelmente a maior incógnita da seleção, muitas e instáveis são as opções. Exceção feita ao experiente Éric Abidal, atualmente no Monaco, todas as outras opções são jovens e tem alternado momentos excelentes com falhas grotescas. O destaque é Laurent Koscielny, que parece finalmente ter se acertado no Arsenal e vive boa forma. As outras opções são Raphäel Varane, que teve um início brilhante no Real Madrid, mas perdeu espaço, Mamadou Sakho, herói da classificação à Copa, e Eliaquim Mangala, destaque do Porto.

Última escalação da França
O meio-campo é outro setor cuja configuração ainda não está definida. Alternando entre os esquemas 4-2-3-1 e 4-3-3, o time oscila entre formações com três “volantes” e com dois. As aspas usadas justificam-se pois Yohan Cabaye, Paul Pogba e Blaise Matuidi, as opção mais frequentes, são muito mais do que simples marcadores. Se a opção for o 4-3-3 os três deverão ser titulares, já no 4-2-3-1, um deles dá lugar ao meia Samir Nasri. Outros jogadores que podem aparecer na equipe são Clément Grenier e Moussa Sissoko.

Nas pontas  há uma dúvida e uma certeza. Pelo flanco canhoto é certo que Franck Ribery será titular, já do lado direito reside uma dúvida. Mathieu Valbuena, Loïc Remy, Dimitri Payet e Antoine Griezmann disputam a vaga, a qual deve ficar com um dos dois primeiros – os mais aproveitados nos últimos jogos da seleção.

O centroavante também não está definido. Karim Benzema não é mais titular absoluto e concorre com Olivier Giroud. Provavelmente será titular aquele que estiver num melhor momento às vésperas da Copa. Apesar de mais novo, Benzema tem a seu favor a experiência de ter disputado a Copa passada.

A França é totalmente imprevisível, podendo surpreender tanto positiva quanto negativamente. Num grupo relativamente tranquilo, deve passar, mas é temerário afirmar mais sobre o seu futuro.  


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