segunda-feira, 31 de março de 2014

Elas vêm aí: Holanda e Honduras

Depois de apresentar um pouco sobre o que trarão à Copa as Seleções de Gana e Grécia, falo um pouco sobre as seleções de Holanda e Honduras.




HOLANDA

Time base: Stekelenburg (Vorm/ Cillessen); van der Wiel (Janmaat), Vlaar, Martins Indi, Blind; Stijn Schaars (N. de Jong), Jordy Clasie; Robben, Sneijder (van der Vaart), Lens; Van Persie. Téc.  

Grupo: B. Com Austrália, Chile e Espanha.

Expectativa: Briga com o Chile pela vaga nas oitavas de finais e tem possibilidades de surpreender.

Histórico: Disputou nove Copas. Vice-campeã em 1974, 1978 e 2010.

Em 1974, primeiro vice-campeonato
da Holanda, Cruyff foi a referência.
Atual vice-campeã da Copa do Mundo, a seleção holandesa não passa por seu melhor momento. Apesar de ter se classificado com facilidade, num grupo que contou com Romênia, Hungria, Turquia, Estônia e Andorra, a equipe vem de um grande insucesso na Eurocopa de 2012 – quando sequer passou de fase – e passa por uma renovação.

Com uma defesa instável e dependendo demais do poder de decisão de seus principais nomes (Arjen Robben e Robin van Persie) é uma incógnita.

Dentre as várias indefinições do treinador Louis van Gaal, talvez a principal seja o goleiro. Maarten Stekelenburg é a alternativa de experiência. Apesar de não viver bom momento no Fulham, convivendo com lesões e até mesmo com a reserva, já foi amplamente testado e costuma jogar bem pela seleção. Quem vinha ganhando espaço e também foi prejudicado por lesões é Michel Vorm, do Swansea City, outra opção. Sendo assim, quem aparece como o grande candidato à titularidade é Jasper Cillessen, jovem do Ajax e titular nos últimos quatro jogos da Holanda.

As laterais são outra posição cercada pela incerteza. Do lado direito as duas opções são Gregory van der Wiel e Daryl Janmaat. O primeiro tem a seu favor os avanços ao ataque, com grande velocidade. Já o segundo, atualmente no Feyenoord, também gosta de avançar ao ataque, mas é mais seguro na defesa, protegendo mais o seu setor. Do lado canhoto, por sua vez, parece haver definição. Após disputar posição com Jetro Williems, Daley Blind, lateral do Ajax, ganhou a titularidade e é a principal opção. Apesar disso, tem jogado como volante em seu clube, o que pode prejudica-lo na seleção.

Na zaga, Ron Vlaar é certeza. Capitão do Aston Villa, é o defensor holandês mais seguro em atividade. A dúvida neste âmbito é quem será seu companheiro. Três tem sido as possibilidades usuais do treinador, Bruno Martins Indi, Stefan de Vrij e Jeffrey Bruma. Destes o titular mais utilizado é Martins Indi, mas o defensor do Feyenoord está longe de ser uma certeza. Indi e Bruma são zagueiros mais fortes, já de Vrij tem mais recursos técnicos.

Última escalação da Holanda
A dupla de volantes também não está certa, com a equipe tendo sofrido um duro golpe neste mês. Titular absoluto, Kevin Strootman, lesionou-se gravemente  e está fora da Copa do Mundo. Quem deve ocupar sua vaga, como volante com melhor saída de bola é Jordy Clasie, que é bom jogador, mas um pouco inexperiente. Outras possibilidade é Leroy Fer, um dos raros destaques do Norwich. Já a outra vaga é disputada por dois volantes de contenção e forte marcação, Stijn Schaars e o, por vezes, violento, Nigel de Jong.

Mais à frente há maiores certezas. Pelas pontas a titularidade deve ficar a cargo de Arjen Robben, uma das duas maiores estrelas da equipe, e Jeremain Lens, que se não tem a mesma qualidade do craque do Bayern de Munique, foi a opção que mais correspondeu na seleção, disputando vaga com bons jogadores, dentre eles, Luciano Narsingh, Memphis Depay e Dirk Kuyt. Pelo centro do meio-campo disputam uma posição Rafael van der Vaart e Wesley Sneijder, jogadores muito técnicos, com excelente visão de jogo e rara qualidade nas finalizações. Em condições normais, Sneijder é o titular.

A tarefa de marcar gols estará nos pés de Robin van Persie, o matador do Manchester United. Apurado em todos os fundamentos e com excelente posicionamento é a grande referência da equipe. Entretanto, tem tido muitas lesões nos últimos meses e não se sabe em que condições chegará à Copa. Se não estiver disponível, joga Klaas-Jan Huntelaar, que vive boa fase no Schalke 04.

As estrelas envelheceram e os jovens ainda não amadureceram, apesar disso, a Holanda é uma seleção de um potencial técnico enorme,  podendo, assim, surpreender. A princípio briga com o Chile pela segunda vaga nas Oitavas de Finais. Passando, seu futuro dependerá das equipes que cruzarem seu caminho.
























HONDURAS

Time base: Noel Valladares; Brayan Beckless (A. Peralta), Víctor Bernárdez, Maynor Figueroa, Emilio Izaguirre; Wilson Palacios, Jorge Claros, Jorge Espinoza (Boniek García); Andy Najar, Carlo Costly e Jerry Bengtson. Téc. Luis Fernando Suárez

Grupo: E. Com Equador, França e Suíça.

Expectativa: Fica na primeira fase.

Histórico: Disputou duas Copas. 30ª colocada na última Copa.


Em 1982, Honduras foi à sua primeira Copa.
Mais conhecida pela violência de seu futebol do que propriamente por sua qualidade, a seleção hondurenha é muito forte fisicamente, é taticamente acertada, mas extremamente carente de talento. Num grupo com equipes mais fortes, a seleção da América Central tem pouquíssimas possibilidades de sucesso e a tendência é que a equipe repita a performance da última Copa.

O gol de Los Catrachos segue sendo defendido pelo interminável Noel Valladares, de 36 anos e que, na época da Copa, já terá 37. Segundo jogador que mais vezes defendeu a seleção de seu país, com 120 aparições, o arqueiro tem a seu favor muita agilidade e bom posicionamento. Apesar disso, é baixo para os padrões atuais (1,79m) e sofre muitos gols em função desta dificuldade.

A lateral direita da equipe é um de seus pontos mais fracos e é disputada por dois jogadores: Arnold Peralta – do Rangers – e Brayan Beckeles – do Olimpia de seu país. Peralta, que é meia de origem, tem certa intimidade com a bola, mas falha muito na marcação. As imensas e intensas dificuldades que teve tendo que marcar Neymar, no amistoso contra o Brasil, provam isso. Já Beckeles é forte na marcação e fraco no apoio, sendo também opção para a zaga. Do outro lado, a situação é mais tranquila com o lateral Emilio Izaguirre, do Celtic, demonstrando-se um jogador seguro na defesa e razoável no apoio ao ataque.

Última escalação de Honduras
A dupla de zaga é lenta, pesada e muito forte fisicamente. O melhor deles é Maynor Figueroa, do Hull City, que, além de ser relativamente seguro, vai bem na bola parada, tanto como cabeceador quanto batendo faltas de longa distância. Seu companheiro, Víctor Bernárdez, não tem qualquer familiaridade com a bola e acaba, comumente, apelando para a violência.

O meio-campo, setor mais forte da equipe, deve contar com os volantes Jorge Claros e Wilson Palacios, e, mais adiantado, Róger Espinoza. Claros é mais restrito à marcação, enquanto Palacios dá movimentação ao time e saída de bola e Espinoza aproxima-se do ataque. Estes dois últimos, têm a importante experiência de atuarem no futebol inglês. Um pouco mais livre para jogar pelos flancos, deve atuar Andy Nájar, de 21 anos e que atua no Anderlecht.

Quem pode conseguir um lugar na equipe é o meia-atacante Boniek García, do Houston Dynamo, que dá movimentação e ofensividade a equipe, sendo boa alternativa para os contra-ataques. Seu nome é uma homenagem ao polonês Zbginiew Boniek, tido como o melhor jogador de seu país em todos os tempos.

Mais adiantados Jerry Bengtson e Carlos Costly atuam mais parados e, sendo muito altos – 1,87 e 1,90m, respectivamente – são grande alternativa para a bola parada. Costly tem muita experiência, tendo passado pelo futebol polonês, inglês, romeno e mexicano. Já Bengtson, que circula um pouco mais, atua no futebol norte-americano. Outras possibilidades são Jerry Palacios, jogador do Alajuelense da Costa Rica, e Rony Martínez, atacantes de características semelhantes às de seus concorrentes.

Sem muitos recursos técnicos, e tendo pela frente equipes bem postadas e mais talentosas, os hondurenhos vêm à Copa a passeio. Qualquer quadro diferente deste será surpresa.   


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