sexta-feira, 18 de abril de 2014

Agora vai, Vélez?

Desde o final da primeira década do século XXI, muito se espera do Vélez Sarsfield. O título do Torneio Clausura de 2009, consagrou uma equipe que apostou fortemente nas categorias de base e colheu frutos. Naquele ano, o clube contava em seu elenco com jogadores do nível de Nicolás Otamendi, Fernando Tobio, Marco Torsiglieri, Iván Bella, Ricky Álvarez e Jonathan Cristaldo. Todos formados no Estádio José Amalfitani.




Então, o Vélez já era comandado por Ricardo Gareca (foto), que treinou a equipe entre 2009 e 2013 e
que também traria para o time outros jovens de valor como o lateral direito Gino Peruzzi, o volante Lucas Romero, os meias Federico Freire e Agustín Allione, e os atacantes Ezequiel Rescaldani e Ramiro Cáseres. Estes, com o suporte de jogadores experimentados, como o zagueiro Sebá Domínguez, os laterais Fabián Cubero e Emiliano Papa, o volante Leandro Somoza e o meio-campista Federico Insúa e de outras contratações pontuais, como Juan Martínez e Maxi Morález, ajudaram o clube a voltar a figurar entre os gigantes na Argentina. Contudo, na Copa Libertadores tem deixado a desejar.

Em 2010, liderou um grupo que tinha Cruzeiro, Colo-Colo e Deportivo Italia e foi eliminado já nas oitavas de finais para o Chivas Guadalajara que seria vice-campeão, perdendo a final para o Internacional. Em 2011, passou em segundo lugar em um grupo com Universidad Católica, Caracas e Unión Española, destruiu a LDU (5x0 no placar agregado), nas oitavas de finais e o Libertad nas quartas (7x2), mas caiu no gol fora de casa para o Peñarol, vice-campeão.

Em 2012, passou em primeiro enfrentando Deportivo Quito, Defensor e Chivas Guadalajara, bateu o Atlético Nacional nas oitavas de finais e foi eliminado na fase seguinte pelo Santos, nos pênaltis. Já no ano passado, quando firmou-se como um dos favoritos – com a contratação do volante Fernando Gago – também passou em primeiro em seu grupo, cujos adversários foram o Emelec, Peñarol e Deportivo Iquique. Mas, nas oitavas deu azar e enfrentou o ótimo time do Newell’s Old Boys (foto), sendo novamente eliminado.

Neste ano, o clube fez a melhor campanha da primeira fase da competição e enfrentará o Nacional do Paraguai na próxima fase. No Campeonato Argentino é o sétimo colocado, mas apenas quatro pontos distante do líder.

Apesar de não contar mais com o comando de Gareca, o time está, novamente, fortíssimo. O novo comandante não tem “nada de novo”. José “Turu” Flores, que foi o assistente técnico de Ricardo Gareca, assumiu o comando da equipe. A defesa segue a mesma dos últimos anos. O ótimo lateral esquerdo Emiliano Papa perdura como um dos destaques da equipe.

O meio-campo está renovado. Em relação ao time da última competição continental, deixaram o clube os volantes Fernando Gago e Francisco Cerro, o armador Federico Insúa e o meia Iván Bella. As soluções para o setor foram buscadas na própria equipe. Na cabeça de área o jovem Lucas Romero (foto) assumiu de vez a titularidade. Auxiliando-o, o clube tem atuado com Ariel Cabral – que já era peça importante na última temporada – e Hector Canteros, que retornou ao clube depois de uma temporada de empréstimo ao Villarreal. Outro que se firmou foi o habilidoso Agustín Allione, meia pela direita que começou a ser introduzido na equipe em 2013.

Já o ataque perdeu Facundo Ferreyra para o Shakhtar Donetsk, mas contou com a volta de Mauro Zárate, veloz atacante formado no próprio clube e que estava na Lazio.  Quem também retornou, foi o grandalhão Roberto Nanni, que, depois de se destacar no Cerro Porteño, estava no Atlante do México. A referência do setor segue sendo Lucas Pratto, centroavante que, apesar de grandalhão, tem boa mobilidade e faro de gol apurado.

Revigorado, o Vélez tentará, enfim, o sucesso que dele se espera há, no mínimo, cinco anos. Ainda há figuras experientes e emblemáticas na equipe, mas também há novidades. O clube tem demonstrado mais movimentação que em outras temporadas e, ao menos na primeira fase da Libertadores, foi avassalador. Em seis jogos conquistou cinco vitórias, perdendo, apenas, para os bolivianos do The Strongest, na altitude. Além disso, teve a segunda melhor defesa, concedendo apenas três gols.

Com uma defesa experiente, um meio-campo renovado e um ataque eficiente e poderoso, o Vélez voltou a ser um dos favoritos à conquista da América. Agora vai, Vélez?

Time base: S. Sosa; Cubero, Sebá Domínguez, Fernando Tobio (Cardozo), E. Papa; Lucas Romero, Ariel Cabral, Agustín Allione, Hector Canteros (Jorge Correa); Mauro Zárate e Lucas Pratto (R. Nanni). Téc. José Flores               

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