segunda-feira, 28 de abril de 2014

Elas vêm aí: Portugal e Rússia

Na última semana tratei do que as Seleções do México e da Nigéria devem apresentar na Copa do Mundo. Nesta, o foco são as equipes de Portugal e Rússia.




PORTUGAL

Time base: Rui Patrício; João Pereira, Pepe, Bruno Alves, Fábio Coentrão; Miguel Veloso (Fernando), João Moutinho, Raúl Meireles; Nani, Hélder Postiga (Hugo Almeida) e Cristiano Ronaldo. Téc. Paulo Bento

Grupo: G. Com Alemanha, EUA e Gana.

Expectativa: Deve avançar as oitavas de finais e seu futuro dependerá do chaveamento posterior.

Histórico: Disputou cinco Copas do Mundo. 11ª colocada em 2010.

Em 1966, Eusébio conduziu os
lusos ao terceiro lugar
Seleção do melhor jogador do mundo, Portugal tem tido resultados relevantes neste século. Apesar da fraca campanha na Copa de 2002, em 2006 conquistou a quarta colocação – com uma equipe que somou a experiência de Luis Figo e a juventude de Cristiano Ronaldo – e em 2010, foi eliminado nas oitavas de finais para a campeã Espanha. Já na Eurocopa, foi vice-campeão em 2004 (quando sediou o torneio) e quarto colocado em 2012, perdendo, novamente, para a Espanha – nos pênaltis – nas semifinais.

Contando com o ápice da carreira do melhor jogador do mundo, a equipe pode surpreender, como fez em 1966, quando tinha grandes craques como Mario Coluna e Eusébio. Surpresa mesmo foi o “esquecimento” do treinador Paulo Bento, que deixou uma possível lista de convocados num restaurante.

Para o gol dois nomes estão certos, o titular e o reserva. O sportinguista Rui Patrício será a escolha principal, enquanto o bom goleiro do Sevilla, Beto, será seu imediato reserva. Já a terceira peça deverá ser Anthony Lopes, jovem goleiro do Lyon. Quem corre por fora é o experiente Eduardo, hoje no Braga. Patrício conta com a total confiança do treinador e responsável por sua ascensão aos profissionais do Sporting, em 2006.

As laterais, como indicou o guardanapo esquecido por Paulo Bento, devem contar com apenas três convocados. Os titulares são certezas. Pela direita jogará o arisco João Pereira, do Valencia. Do lado oposto a titularidade ficará a cargo de Fábio Coentrão, veloz lateral do Real Madrid. O suplente dos dois seria Sílvio, do Benfica, que tem facilidade para atuar pelos dois lados, sendo peça útil na convocatória. As outras possibilidades de que dispõe o treinador luso são Miguel Lopes (do Lyon), para a direita, e Vitorino Antunes (do Málaga), para a esquerda. Paulo Bento indicou, ainda, em seu rascunho que o zagueiro Ricardo Costa é opção para a lateral direita em caso de necessidade.

Os zagueiros titulares também estão definidos. Os experientes Pepe e Bruno Alves, do Real Madrid e do Fenerbahçe, respectivamente, seguem no time, formando uma dupla muito sólida e, por vezes, violenta. Seus reservas deverão ser Luis Neto, do Zenit, e o experiente Ricardo Costa, do Valencia e que esteve nas Copas de 2006 e 2010. Neste setor é muito difícil que a definição fuja destes nomes, mas, ainda assim, a presença do zagueiro Rolando, da Inter de Milão, não está completamente descartada.

Última escalação de Portugal
A opção pela convocação de apenas três laterais reflete-se no meio-campo, que deverá contar com três volantes na convocação. Titular há algum tempo, Miguel Veloso está confirmado na Copa do Mundo, mas pode sofrer com a concorrência do recém-naturalizado Fernando, brasileiro que atua no Porto. Outro nome que ganhou força nesta temporada é o do jovem William Carvalho, do Sporting.

Um pouco à frente, jogarão o excelente meia João Moutinho, hoje no Monaco, e o controverso mas eficiente Raul Meireles, companheiro de Bruno Alves no Fenerbahçe. Além deles, para a reserva está confirmada a presença do multifuncional Ruben Amorim, outro bom jogador para se ter num grupo reduzido, como o que vai à Copa. Vale ressaltar uma dúvida deixada por Paulo Bento. Três jogadores de posições diferentes brigam por duas vagas. O meia Josué, do Porto, poderia ser outra alternativa para o meio. Concorrem às vagas com ele o centroavante Edinho e o winger Ricardo Quaresma.

Pelas pontas outras duas certezas. O lado esquerdo é do craque Cristiano Ronaldo, que já se consolidou como o maior artilheiro da história da seleção. Já a direita pertence a Nani, ainda no Manchester United. O reserva deste é Silvestre Varela do Porto. No outro flanco, Cristiano Ronaldo pode ou não ter um reserva específico. Como supramencionado, há uma disputa em aberto. Caso o talentoso Quaresma (que está recuperando a boa forma) seja convocado, será o reserva do capitão português. Alguns jogadores como Pizzi, Licá, Bruma, Vieirinha e Danny foram convocados no último ano, mas não devem vir ao Brasil.

Se a maior parte da seleção está definida, na frente há problemas. Sem um centroavante eficiente desde a aposentadoria de Pauleta, Portugal aposta suas fichas, novamente em Hélder Postiga e Hugo Almeida, jogadores limitados. Postiga é opção de maior movimentação e Almeida dá mais presença de área à equipe. Edinho, do Erciyesspor, seria outra possibilidade. Já o jovem Nélson Oliveira perdeu espaço e não deve ser lembrado.

Com uma equipe definida há muito tempo e a presença sempre decisiva de Cristiano Ronaldo, é possível o sonho de uma boa colocação no torneio, como mostram os recentes resultados da seleção em competições oficiais.



RÚSSIA

Time base: Akinfeev; Kozlov, Ignashevich, Granat (V. Berezutski), Kombarov; Shirokov, Glushakov (Denisov), Fayzulin; Samedov, Kokorin, Kerzhakov (Zhirkov). Téc. Fabio Capello

Grupo: H. Com Argélia, Bélgica e Coreia do Sul.

Expectativa: Deve avançar as oitavas de finais.

Histórico: Disputou duas Copas, além de outras sete como URSS. 22ª colocada em 2002.

Em 1994, Salenko foi um dos
artilheiros da Copa.
Tentando brilhar pela primeira vez desde o fim da URSS, a Seleção Russa apostou no experiente e vitorioso treinador Fabio Capello. Desde 2012 no comando da equipe, o italiano promoveu sensíveis alterações no time. Da safra semifinalista da Eurocopa de 2008, resta pouco. Referências como o atacante Andrei Arshavin e o lateral direito Aleksandr Anyukov perderam espaço e jogadores menos experientes chegaram à equipe.

Hoje, a Seleção tem nos pés do jovem Aleksandr Kokorin sua maior esperança e em jogadores como o goleiro Igor Akinfeev e o meia Roman Shirokov suas principais referências. Depois da ausência de três Copas, os russos, certamente, entrarão na competição dispostos a mudar o fraco histórico.

O goleiro titular é o já citado Igor Akinfeev, dono da titularidade do CSKA desde os 17 anos e presença frequente na Seleção desde os 18. Frio e dono de ótimos reflexos, é um dos principais destaques da equipe. Seus reservas, como apontam as últimas convocações, deverão ser o jovem Yuri Lodygin, titular do Zenit e responsável por colocar no banco de reservas o experiente Vyacheslav Malafeev, titular da Rússia na última Eurocopa, e o experiente Sergey Ryzhikov, do Rubin Kazan. Outra possibilidade, mais remota, seria a convocação de Vladimir Gabulov, do Dinamo Moscou.

Pelas laterais há novidades. Os experientes Anuykov e Yuri Zhirkov perderam espaço e podem, inclusive, ficar de fora da Copa (principalmente o primeiro). Quem aparece como a principal opção para ocupar o flanco destro da defesa russa é Aleksey Kozlov, do Dinamo Moscou. Igor Smolinkov e Evgeni Makeev são as outras opções convocadas recentemente. Do lado esquerdo a situação está mais definida. Dmitri Kombarov, do Spartak Moscou, é o titular. Georgi Schennikov, do CSKA, e Andrey Eshchenko (que também pode atuar na direita), do Anzhi, disputam a reserva.

Última escalação da Rússia
A zaga conta com a experiência (e a lentidão) de Sergey Ignashevich e Vasili Berezutski, do CSKA, e com Vladimir Granat, defensor que possui um pouco mais de mobilidade que seus companheiros. O primeiro tem a titularidade assegurada, já os outros tem se revezado nas últimas partidas. A outra vaga da zaga deverá ficar com o jovem Maksin Belyaev, do Lokomotiv Moscou.

O meio campo titular mais utilizado nos últimos jogos da seleção foi formado por Denis Glushakov, do Spartak, Shirokov, que pertence ao Zenit, tem sido o capitão da equipe e está emprestado ao Krasnodar, e Viktor Fayzulin, do Zenit. Quem pode recuperar um lugar no time titular é o antigo capitão da equipe Igor Denisov, um dos pivôs das confusões que aconteceram com o atacante brasileiro Hulk, em sua chegada ao Zenit. Outras peças que podem compor o meio russo são Aleksandr Ryazantsev e Oleg Shatov, ambos do Zenit, além de Dmitri Tarasov, do Lokomotiv e do excelente Alan Dzagoev, do CSKA. Destes quatro últimos, ressalva feita a Tarasov, todos podem atuar mais avançados, eventualmente.

Pelas pontas há uma certeza e uma dúvida. Pela direita é certa a titularidade de Aleksandr Samedov, do Lokomotiv Moscou que, em 29 jogos na temporada marcou seis gols e criou 12 assistências. Já pela esquerda, alguns jogadores passaram nos últimos jogos. Kokorin, que é preferencialmente um atacante centralizado, foi a escolha mais utilizada. Outros jogadores utilizados na função foram o experiente Yuri Zhirkov, o citado Ryazantsev e Aleksey Ionov, do Dinamo Moscou.

Na frente é provável que o experiente Aleksandr Kerzhakov seja titular, com o deslocamento de Kokorin para o lado esquerdo. Este, independentemente de onde jogar, é titular e, caso seja escolhido outro jogador para atuar como winger, será o centroavante russo, relegando Kerzhakov ao banco de reservas.

Após a má campanha na Eurocopa de 2012 a equipe passou por um processo de remontagem e foi muito bem nas eliminatórias para a Copa, liderando um grupo composto por Portugal, Israel, Azerbaijão, Irlanda do Norte e Luxemburgo. Sempre se espera algo dos russos, mas a verdade é que é difícil prever o que farão na Copa.



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