quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Times de que Gostamos: Standard Liège 2007-2009

Após lembrar a boa equipe da LDU, que conquistou a Copa Libertadores da América em 2008, trato de um time que obteve conquistas nacionais e reuniu jogadores que teriam grande destaque no futebol mundial, o Standard Liège, da Bélgica.


Em pé: Dante, Witsel, Mbokani, Onyewu, Rorys, Sarr;
Agachados: Igor de Camargo, Camozzato, Dalmat, Jovanovic, Defour.


Time: Standard Liège

Período: 2007-2009

Time base: Rorys; Camozzato, Onyewu, Sarr, Dante (Mulemo); Defour, Witsel, Fellaini (Dalmat); Jovanovic, Igor de Camargo e Mbokani. Téc.: Preud’homme/Laszlo Bölöni

Conquistas: Bicampeonato Belga e Bicampeonato da Supercopa da Bélgica

Foram 25 anos na fila, sem conquistar o Campeonato Nacional. Além disso, já haviam se passado quase 15 anos do último título, a Copa da Bélgica de 1993. Sob o comando do ex-goleiro Michel Preud’homme um dos maiores atletas da história do país, o Standard Liège, recheado de jovens e talentosos atletas, pôs fim à espera e, em 2008, voltou ao mais destacado posto do futebol belga.

Com uma segura linha de defesa – a melhor nas duas temporadas –, um meio-campo multifuncional e uma ataque poderoso (o segundo melhor em 2007-2008 e o terceiro em 2008-2009), Les Rouches fizeram história no país. A principal prova disso foi o êxodo de seus jogadores, que rapidamente se viu.

Não bastasse ter uma equipe titular muito talentosa, ganhando espaço, havia ainda outros jogadores extremamente jovens e que desde a época demonstravam possuir grande potencial, casos, por exemplo, do zagueiro Eliaquim Mangala, do meio-campista Mehdi Carcela-González e do atacante Christian Benteke

Na meta do esquadrão belga, havia a presença do equatoriano Rorys Aragón (foto), jogador de história curiosa. Apesar de ter tido início promissor no Emelec, passou um período no banco no El Nacional e, graças a sua irmã, conseguiu um período de testes na Internazionale de Milão, o qual, ao final, o levou a conseguir outro período semelhante no Standard, que lhe ofereceu um contrato profissional e permitiu o alcance de seu máximo potencial. Sobretudo sob o comando de Preud’homme, atingiu excelente forma, com 16 clean sheets em 27 jogos na temporada 2007-2008.

As laterais, “brasileiras”, mostravam equilíbrio. Pela direita, Marcos Camozzato, cria do Internacional, era dado aos avanços, ajudando muito a alimentar o tridente ofensivo da equipe. Entre 2007-2009 proveu oito assistências. Pelo flanco oposto, a posição foi ocupada pelo zagueiro Dante (foto), hoje no Bayern de Munique. Apesar de, por características e estilo de jogo, ser jogador de defesa, serviu seus companheiros seis vezes nesse período. Em meio a temporada 2008-2009, na janela de inverno, deixou o clube, sendo substituído por Landry Mulemo, jogador mais limitado.

A zaga central teve como referência, na maior parte do tempo, Oguchi Onyewu (foto), jogador “rústico”, pouco dotado tecnicamente, mas dono de enorme força física e qualidade no jogo aéreo. O estadunidense viveu o melhor momento de sua carreira no Standard e, ao final da temporada 2008-2009, foi para o Milan. Seu companheiro, Mohamed Sarr, defensor rápido, teve um início de carreira promissor, passando pela base do Milan e tendo atuado em clubes como o Galatasaray. Todavia, só se encontrou em Liège. Desde sua saída para o Hércules, em 2010, sua carreira só declinou.
No meio-campo, residia o verdadeiro ponto forte do time. Steven Defour, Axel Witsel e Marouane Fellaini (foto) formaram um verdadeiro trio “faz-tudo” no setor. Fortes na marcação, móveis, donos de ótima aproximação ao ataque e vitalidade impressionante, fizeram do Standard um time com três motores. Aos 19 anos, Defour era o jogador mais recuado do trio e também o capitão do time. Na temporada 2008-2009, marcou quatro gols e deu impressionantes 10 assistências. Witsel, por sua vez, marcou 18 gols entre 2007 e 2009.

O excepcional meio-campo começou a se desfazer no final da janela de verão de 2008, quando após iniciar a temporada em Liège, Fellaini foi vendido ao Everton, por cerca de £15 MI, um recorde nacional à época. Em seu lugar, entrou o esforçado Wilfried Dalmat, bom criador de jogo, mas dono de menor pegada defensiva. Em 2008-2009, marcou quatro gols e proveu 10 assistências, em 41 jogos.

Em 2011, esse meio-campo terminaria de se fragmentar com as saídas de Defour e Witsel para Porto e Benfica, respectivamente.

Avançados, Milan Jovanovic (foto), Dieumerci Mbokani e Igor de Camargo se revezavam na condição de centrovante, com grande movimentação. Mais habilidoso dos três, o primeiro caía frequentemente pelos flancos, sobretudo pelo esquerdo; fortes fisicamente e no jogo aéreo, Mbokani e Igor de Camargo (brasileiro que se naturalizou belga) mantinham as defesas adversárias em constante alerta. Os três deixaram o Liège em 2010. Jovanovic seguiu para o Liverpool, Mbokani para o Monaco e Igor para o Borussia Mönchengladbach. Entre as temporadas 2007-2008 e 2008-2009, juntos, marcaram 86 gols.
No banco, comandando a equipe, estava Preud’homme, que, enquanto jogador, participou do último título belga do Standard. Em nova função, foi o grande responsável pela montagem do elenco, recrutando jovens de outras equipes e promovendo a entrada de outros garotos do próprio clube. Com a sensação de dever cumprido, deixou a equipe em 2008, tendo sido substituído pelo romeno Laszlo Bölöni (um dos maiores jogadores de seu país), que apenas deu continuidade ao trabalho de seu antecessor, dando chances a outros jovens, em sua gestão.

Na reserva, havia, ainda, alguns jogadores muito utilizados, casos do zagueiro croata Tomislav Mikulic, do lateral/meia direita Réginal Goureux e dos experientes Siramana Dembélé e Benjamin Nicaise, isso sem falar nos já citados Mangala e Benteke.

Ficha técnica de alguns jogos importantes nesse período:

31ª rodada do Campeonato Belga 2007-2008: Standard 2x0 Anderlecht

Estádio Sclessin, Liège
Árbitro: Frank De Bleeckere

Público 27.500

Gols: ’54 e ’77 Mbokani (Standard)

Standard: Rorys; Camozzato, Onyewu, Sarr (Ingrao), Dante; Defour (Dufer), Goreaux, Fellaini, Witsel; Jovanovic e Mbokani (Igor de Camargo). Téc.: Preud’homme

Anderlecht: Schollen; Wasilewski, Deschacht, Juhász, Van Damme; Polák, Biglia, Gillet (Pieroni), Boussoufa; Vlcek (Legear) e Frutos. Téc.: Ariël Jacobs

Supercopa da Bélgica de 2008: Standard 3x1 Anderlecht

Estádio Sclessin, Liège

Árbitro: Paul Allaerts
Público 28.000

Gols: ’12 e ’18 Onyewu e ’87 Nicaise (Standard); ’73 Suárez (Anderlecht)

Standard: Rorys; Camozzato, Onyewu, Sarr (Mikulic), Dante; Defour (S. Dembélé), Witsel, Dalmat (Goreux), Tuama (Ingrao); Igor de Camargo (Kabamba) e Jovanovic (Nicaise). Téc.: Bölöni

Anderlecht: Proto; Gillet, Deschacht, Juhász, Goor; Polák (Rnic), Biglia (Saré), Losada (Legear), Boussoufa (Lamah); M. Suárez e Vlcek (Kanu). Téc.: Ariël Jacobs

6ª rodada do Campeonato Belga 2008-2009: Standard 2x1 Anderlecht

Estádio Sclessin, Liège

Árbitro: Paul Allaerts

Público 28.000

Gols: ’64 Witsel e ’90 Jovanovic (Standard) ; ’56 Yakovenko (Anderlecht)

Standard: Rorys; Camozzato, Onyewu, Sarr, Dante; Defour, Witsel e Dalmat (Toama); Jovanovic, Igor de Camargo (Nicaise) e Mbokani. Téc.: Bölöni

Anderlecht: Zitka; Wasilewski, Deschacht, Juhász, Van Damme; Polák (Goor), Biglia, Gillet, Boussoufa; Legear (Yakovenko) e Vlcek (Chatelle). Téc.: Ariël Jacobs

Supercopa da Bélgica de 2009: Standard 2x0 Genk

Estádio Sclessin, Liège

Árbitro: Johan Verbist

Público 12.000

Gols: ’30 Dalmat e ’60 Witsel (Standard)

Standard: Bolat; Camozzato, Mikulic, Sarr, Mulemo; Defour (Mangala), Witsel, Dalmat; Cyriac (Carcela-González), Mbokani, Jovanovic (Igor de Camargo). Téc.: Bölöni

Genk: Verhulst; Cornelis, Ngcongca, João Carlos, Tiago (Matoukou); Hubert, Camus, Tözser, Pudil; Kevin De Bruyne (Bakx) e Huysegems (Barda). Téc.: Hein Vanhaezebrouck

2 comentários :

  1. Vocês podiam fazer (não sei se ja tem) do Lille 10-12

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    1. Já tem, amigo! http://www.ofutebologo.com.br/2013/11/times-que-gostamos-lille-2010-2011.html

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