segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Contra hegemonia do Ajax, PSV cresce

Depois de fracassar retumbantemente no ano de seu centenário, tendo ficado apenas com a quarta colocação na Eredivisie e, mesmo assim, em função de um belo trabalho de recuperação desempenhado no segundo turno do Campeonato, quando, entre as rodadas 17 e 29, conquistou 11 vitórias e sofreu apenas duas derrotas, o PSV arranca nesta primeira metade da temporada como o grande favorito ao título.



O curioso é que ocorreram poucas alterações na equipe do ano passado para este. Ex-jogador do Barcelona e do próprio clube, Phillip Cocu é o treinador da equipe, que segue, como é tradição na Holanda, com uma média de idade muito baixa, 22,2 anos.

De diferente, em relação à última temporada, o clube apresentou o centroavante Luuk de Jong, para o lugar de Tim Matavz, que partiu para o Augsburg. Os meias Park Ji-Sung e Bryan Ruíz, o primeiro em função de sua aposentadoria e o segundo devido ao fim de seu empréstimo, também partiram. Como reforços relevantes, chegaram Andrés Guardado (foto), que tem desempenhado função nova, mais centralizado no meio-campo, e o zagueiro Nicolas Isimat-Mirin, pertencente ao Monaco.

Se os nomes pouco mudaram, a postura da equipe evoluiu. Jogadores muito jovens como Retro Willems, Karim Rekik e, mormente, Adam Maher (foto abaixo) e Memphis Depay estão mais prontos e vivem bom momento. Depay, uma das gratas surpresas da Copa do Mundo, já soma 12 gols e cinco assistências em 13 jogos na temporada. Maher, por sua vez, está começando a mostrar seu potencial de fato. Nesta temporada, é quem mais cria jogadas ofensivas para o time, com 26, duas delas tendo se transformado em assistências.

Outro jogador de passado recente irregular que vive bom momento é Luciano Narsingh, winger que já proferiu seis assistências na temporada.

Líder da Eredivisie com 30 pontos, quatro a mais do que o rival Ajax (atual tetracampeão), tem o melhor ataque, com 33 gols (média de 2,75 por jogo) e a segunda melhor defesa, com nove gols concedidos, pior apenas que a do Feyenoord, que sofreu sete. Na Europa League, o time também vai bem, figurando na segunda colocação do Grupo E (que conta com Dinamo Moscow, Estoril e Panathinaikos), com sete pontos.

Atualmente, o time apresenta um estilo de jogo muito direto e veloz. Apesar da média de 82% de acerto de passes na Eredivisie, a terceira melhor, o clube é apenas o sétimo time que mais trocou passes, com mais de 1000 toques a menos que o Vitesse, líder da estatística. Em compensação, é o terceiro time que mais finaliza ao gol, com 201 chutes, média de 16,75 por jogo.

Como é um time leve, que muitas vezes tem jogado sem um volante de contenção, o PSV tem baixo índice de desarmes, o que não se mostra um dado negativo, justificando-se em função da alta pressão exercida sobre seus adversários, forçando-os a errar e devolver a bola. Um dos resultados disso é o baixo número de faltas cometidas pela equipe 133 (média de 11 por jogo), que configura o time como o terceiro que menos cometeu infrações e o segundo que menos sofreu cartões amarelos. Outro quesito que vale ressaltar é o aproveitamento da bola aérea da equipe, o melhor da competição, com 53% de sucesso.

O PSV 2014-2015 mostra que alguns trabalhos não podem ser desperdiçados em função de um ano turbulento. Hoje, com um estilo de muita pressão e velocidade os jogadores têm conseguido encontrar uma forma de explorarem melhor o seu potencial, o que não conseguiam na temporada passada. Cocu e seus meninos fazem excelente temporada, o que é bom para o futebol holandês, que vê como real possibilidade do final da hegemonia do Ajax. Quem ganha é o torcedor, que vê o sucesso de uma equipe impulsionar a melhora dos demais.

*Estatísticas providas pelo site Squawka

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