segunda-feira, 13 de julho de 2015

O reencontro de Schweinsteiger e van Gaal promete

Um dos treinadores que mais detém reconhecimento público por seus trabalhos é Louis van Gaal, comandante do Manchester United. Seja por suas vitórias, por suas inovações táticas (às vezes ineficazes), ou pela personalidade forte, o holandês é reconhecidamente um dos melhores treinadores do mundo. Ninguém treina equipes como o Ajax, o Barcelona, o Bayern de Munique, a Seleção Holandesa e o Manchester United sem ter qualidade. No decorrer de sua trajetória como técnico, um de seus trabalhos mais elogiados foi no Bayern, mas não pelos títulos, e sim por uma mudança.



Um dos meio-campistas mais talentosos, determinados, confiáveis e dedicados do futebol mundial é Bastian Schweinsteiger, eterno ídolo do Bayern de Munique. O que muitos já não se lembram é o fato de o alemão ter iniciado sua trajetória como um winger, pelo lado esquerdo. Seus belos chutes de longa distância, com incursões da ponta para o meio, e habilidade faziam dele um ótimo ponta, todavia, seu destino não era ser ótimo, e sim ser um dos melhores. Para isso, transformou-se em um belíssimo exemplo do jogador box-to-box­, o jogador que enxergamos quando seu nome nos vem à cabeça.

Como o jogador mudou tão radicalmente de posição? Com a orientação de Louis van Gaal, seu novo-velho treinador. 

Após 17 anos de vida no clube e 501 jogos como profissional, Schweinsteiger deixou seu querido Bayern e partiu para o Manchester United, onde terá a função de assumir as rédeas de um meio-campo que muito oscilou na última temporada. Havia bons jogadores no setor – Michael Carrick, Daley Blind, Ander Herrera e Marouane Fellaini –, faltava o craque. Não falta mais.

Renovando uma parceria que foi vital para uma sequência de sucessos do Bayern de Munique e da Seleção Alemã, Schweinsteiger abraçou um novo desafio em sua carreira e atuará em um torneio que é tido por muitos como o campeonato nacional mais parelho do mundo. Se o título do Campeonato Alemão tornou-se uma praxe para o Bayern, o inglês não vem há duas temporadas e, mais do que isso, o clube deixou a desejar desde a temporada 2012-2013, com a saída do mítico Sir. Alex Ferguson.

"Bastian quer fazer algo novo no final de sua carreira. Ele nos pediu para atender seu desejo. Meus colegas do Manchester United entraram em contato, e chegamos a um acordo em relação à transferência", disse Karl-Heinz Rummenigge, diretor do Bayern.

Vitoriosíssimo na Alemanha, Bastian chega para liderar a retomada do United, maior campeão inglês da história. Desta vez, no entanto, van Gaal não deverá “reinventar” o craque alemão. Ele não é mais um ótimo jogador, e sim um dos melhores de sua posição. Embora o clube esteja sofrendo perdas importantes, sobretudo no ataque, e ainda precise de reforços na defesa, setor mais criticado da equipe, a chegada de Schweinsteiger dá alívio e esperança. Ele ocupará um setor carente da equipe e será um grande líder.

Wayne Rooney não deve perder a tarja de capitão, até mesmo em função de sua grande influência, mas, sem dúvidas, ganhará um parceiro na orientação do time. Aliás, essa peculiar atribuição não é nada estranha para o germânico, uma vez que o capitão do time bávaro é Philipp Lahm, o que nunca diminuiu a influência do meio-campista.

Na bola, o Manchester ganhou um fantástico controlar de jogo e passador. Na última temporada, em partidas válidas pela Bundesliga, Schweinsteiger acertou 88% de seus passes, número semelhante ao de seus novos companheiros. Em 2014-2015, Blind acertou 88%, Herrera 89%, Fellaini 85% e Carrick 90%, em partidas válidas pela Premier League. No entanto, o alemão, em apenas 20 jogos ofereceu 26 passes chave, conseguindo quatro assistências, número superior ao de seus concorrentes (confira tabela).

Jogador
Número de jogos
Percentual de acerto de passes
Números de passes chave
Assistências
B. Schweinsteiger
20
88%
26
4
M. Carrick
18
90%
6
2
D. Blind
25
88%
15
2
M. Fellaini
27
85%
21
0
A. Herrera
26
89%
22
4












Os números mostram que além de um ótimo passador, o Manchester United ganhou um jogador decisivo. Para o clube inglês, não há dúvidas de que Schweinsteiger é um belíssimo negócio. Novamente com van Gaal, o jogador será uma referência e terá novamente um desafio pelo qual lutar. Para o holandês, a chegada do reforço representa a volta de um velho e muito bom conhecido e uma grande esperança. Se Louis ajudou Bastian a se tornar um dos melhores do mundo, o alemão chega ao United para ajudá-lo a fazer mais um belo trabalho, deixando de vez a sombra de Ferguson para trás.

Obstinado por pódios, Schweinsteiger é a grande esperança do renascimento dos apáticos Red Devils das últimas duas temporadas. Além disso, em termos de Premier League, a contratação é mais um dos negócios que deixam as expectativas em alta, juntamente com a troca de Petr Cech, que deixou o Chelsea e partiu para o rival Arsenal. Para mais, em função da boa distribuição das cotas de TV da Premier League, clubes de menor potencial como o Crystal Palace e o West Ham têm feito bons negócios, como as chegadas dos franceses Yohan Cabaye, aos Eagles, e Dimitri Payet, aos Hammers.

Enquanto a temporada não começa, a expectativa segue em alta. Ver Bastian e van Gaal juntos novamente, todavia, representando outro emblema, será, na pior das hipóteses, interessante.

Chegada de Schneiderlin aumenta ainda mais a expectativa

Se o United decepcionou nos últimos tempos, o Southampton apareceu com grande destaque e um de seus maiores expoentes foi o volante francês Morgan Schneiderlin, atleta que começou a carreira no Strasbourg, mas que chegou aos Saints em 2008, aos 18 anos.

Volante de boa técnica, o atleta de 26 anos chega para ajudar ainda mais na reinvenção do meio-campo dos Red Devils. Na última edição da Premier League o atleta atuou em 26 jogos, marcou quatro gols e deu uma assistências. Ademais, acertou 89% de seus passes, ofereceu 19 passes chave e conseguiu um percentual de 47% de eficiência nos desarmes.

Com o ingresso do francês, Schweisteiger ganhará mais liberdade no setor, o que aumenta, ainda mais, a expectativa quanto ao seu impacto e desempenho no clube de Manchester.

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