quinta-feira, 14 de abril de 2016

O meteoro Rashford

Desde que chegou ao Manchester United, o treinador Louis van Gaal tem convivido com críticas e sido alvo de olhares de reprovação. Muitos são os motivos; política de contratações, métodos de treinamento, escolhas e escalações são apenas alguns deles. Há algo, no entanto, que não lhe pode ser atribuído em desfavor: a omissão no lançamento de jovens promessas. Ainda que em razão das necessidades, isso vem sendo feito e uma das grandes recompensas têm sido os feitos de Marcus Rashford, atacante de 18 anos que vem sendo decisivo.



A estreia deste inglês, da própria cidade de Manchester, só aconteceu porque pouco antes do início de uma partida do gigante inglês contra o modesto Midtjylland, pela Europa League, Anthony Martial se machucou. E não poderia ter sido melhor. Após a inesperada e pouco animadora derrota para o referido clube na partida de ida dos 16 avos de final, por 2x1, o garoto comandou a reação dos Red Devils, com dois gols. Isso mesmo: em sua estreia o camisa 39 balançou as redes duas vezes.

Qualquer impressão de que aquele feito poderia ter sido mera sorte de principiante foi caindo por terra na sequência, pois, com ela, veio a titularidade e novos gols decisivos. Contra o rival Arsenal, mais dois tentos e uma assistência; no grande encontro local, contra o Manchester City, o gol da vitória magra por 1x0. E não é que, sem chances de título na Premier League e já eliminado da Europa League, coube ao jovem manter vivas as possibilidades de alguma conquista na temporada para o clube?

No decisivo replay da FA Cup, que valia vaga para as semifinais da competição, contra um West Ham que surpreende pela belíssima campanha na temporada, o futebol bem jogado e pela estrela de Dimitri Payet, o jogador marcou o gol que colocou os Red Devils em vantagem e mais perto de algum pódio, o qual seria o primeiro e talvez único de van Gaal no clube mancuniano.



Apesar de mostrar clara estrela e uma especial capacidade para brilhar em partidas decisivas, não são só os tentos marcados que permitem observar Marcus Rashford com bons olhos. Sua entrega durante as partidas, bom posicionamento e capacidade para cobrir outras partes do campo de ataque, qualidades indispensáveis à realidade futebolística atual, também nos deixam confortáveis para fazê-lo. Como outrora, o Manchester United vai produzindo seu sucesso em casa.  

O peso da titularidade de um clube que vive um clima de permanente pressão desde a saída de Sir Alex Ferguson não intimidou um jovem atacante que tem cara e jeito de garoto, a despeito de seu futebol claramente adulto e preparado para o alto nível. Aliás, o ex-treinador do clube foi uma das várias personalidades que elogiaram o garoto nos últimos dias. Para Fergie “Rashford é um exemplo do que eu acho que é o Manchester United. Eles são o único clube na Inglaterra que sempre irá identificar um Rashford e dar a chance para um jovem”.

Como é praxe no mundo da bola, é impossível saber o que o dia de amanhã trará, mas as suspeitas de que Rashford poderia ser apenas um garoto com sorte se dissipam a cada dia. Hoje, o que se pode afirmar, sem dúvidas, é que sua ascensão é admirável e meteórica.

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