quarta-feira, 6 de abril de 2016

Rumores mostram possíveis ideias de Conte para o Chelsea

Que a temporada do Chelsea em 2015-2016 é algo para ser esquecido ninguém questiona. Apesar disso, estúpido seria não aproveitar todo o tempo existente até o início da próxima campanha para projetá-la. Assim, o clube anunciou oficialmente a chegada do italiano Antonio Conte, que o comandará após a Euro, e já especula nomes para possíveis transferências. Estas têm mostrado certo padrão e revelam algumas ideias e preferências do novo treinador.



Meio-campistas para dar estabilidade ao time


Durante toda o curso da presente temporada, o Chelsea se mostrou um time frágil. O auge da explicitação disso foi a escalação em alguns turnos do duo John Obi Mikel e Nemanja Matic, jogadores que exercem função cada vez menos vista nos grandes clubes - o volante de contenção - e que, em dupla, evidenciam os problemas defensivos do clube. Muitas vezes a defesa azul falhou por ter sido mal protegida pelos meio-campistas e o esquema tático, amplamente falando.

Diante deste quadro, explica-se a presença assídua de quatro nomes nos periódicos ingleses: Arturo Vidal (foto), Radja Nainggolan, N’Golo Kanté e Miralem Pjanic. Estes nomes deixam clara a necessidade de balancear o meio do clube londrino e a forma como Conte pretende fazê-lo.


Mikel deve deixar o clube, este é seu desejo e parece não haver oposição da direção. Assim, o elenco contará apenas com Matic como opção de primeiro volante de maior marcação. Algo que não deverá ser problema para o treinador italiano, que em seu período de sucesso na Juventus nunca se apoiou em jogadores com essa característica. Todavia, os especulados se encaixam no perfil que o treinador modelou.

Vidal dispensa maiores apresentações e explicações pelo simples fato de ter sido treinado pelo treinador na Vecchia Signora; Kanté e Nainggolan são aquelas figuras híbridas, que sabem destruir o jogo e apresentam-se para ele, com qualidade, na construção; e Miralem Pjanic é um pensador. Ainda que com suas peculiaridades, estes nomes se assemelham àqueles com que Conte trabalhou na Juventus. Vidal, Claudio Marchisio e Paul Pogba sempre se mostraram peças que faziam os trabalhos defensivo e ofensivo e Andrea Pirlo, ainda que atuando de forma interior, pensava o jogo.


Certamente, os jogadores especulados traduzem a impressão de que Conte vê hoje um meio-campo desestabilizado em Stamford Bridge. Esse quadro é bom também para o garoto Ruben Loftus-Cheek, que vem mostrando características que, historicamente, o técnico italiano valoriza.

Zagueiros!


Nos últimos dias também ganhou força a especulação de reforços para a retaguarda dos Blues, que em grande parte da temporada foi criticadíssima. É sabido que na maior parte de sua gestão na Juve, o grande parâmetro para análise do que Conte poderá fazer no Chelsea – afinal foi o único grande clube que geriu –, o italiano optou por um esquema tático com três zagueiros.

Hoje, com as peças de que dispõe, seria difícil para o treinador ter essa opção. Por isso, rapidamente passou a ser ventilada a intenção de Conte de oferecer mais um ano de contrato para John Terry e tentar o rompimento do contrato de empréstimo de Andreas Christensen (foto) junto ao Borussia Monchengladbach, vínculo que tem dois anos de duração.

Apesar disso, e mais importante, o nome de Leonardo Bonucci, beque da Juventus e da Seleção Italiana, ganhou muito peso recentemente.

Não fica claro se o treinador já enxerga o Chelsea atuando como a Juve, ou seja, com três zagueiros. Mas é cristalino que, além de interpretar que as atuais opções que o time possui não são suficientes, o italiano quer ter a possibilidade de jogar com três zagueiros. Bonucci é mais que acostumado a atuar dessa forma e, em solo germânico, Christensen vem atuando com essa composição defensiva.

Centroavantes que dão possibilidades


A permanência de Diego Costa no Chelsea não é certa – muito pelo contrário. Diante deste panorama, é óbvia a busca de um jogador de frente. Os nomes mais lembrados nesse momento são os de Romelu Lukaku (foto) e Edinson Cavani. Pelo investimento que seria necessário, é bem difícil imaginar o clube londrino contratando ambos, mas um deles não o é.

O que estes nomes revelam? Possibilidades. Tanto o belga quanto o uruguaio já atuaram em outras funções do ataque e são muito afeitos ao jogo coletivo, outra característica que Conte sempre prezou na Juventus. Lukaku e Cavani são capazes de fazer o trabalho de pivô, cair pelas pontas e abrir espaços para incursões de seus companheiros. Não são tão letais quando Diego Costa, mas são mais completos.

É impossível dizer qual é o fundo de verdade destes rumores, mas o direcionamento que tem sido dado a eles revela caminhos bem claros e que encontram identidade nas ideias de Antonio Conte. 

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