quarta-feira, 27 de julho de 2016

Atuação no mercado demonstra intenção da Juventus

Carregar o peso de ser protagonista da contratação mais cara da história do futebol argentino não é tarefa para qualquer um. Essa é a realidade com que Gonzalo Higuaín terá que conviver, após trocar o Napoli pela Juventus pela bagatela de €90 milhões. É indiscutível que o argentino chega para suprir importante lacuna no elenco Bianconeri, em negociação que mostra com clareza o que a equipe italiana pretende para 2016-2017.



A cada dia é mais fácil perceber a hegemonia da Juventus no cenário italiano. Pentacampeã nacional, tem a equipe melhor estruturada, é a base da Seleção Italiana e segue se superiorizando a seus rivais no campo das negociações - seja contratando seus destaques ou vencendo a concorrência em outras negociações, como evidenciam as chegadas de Miralem Pjanic, ex-Roma, e Higuaín, além da de Marko Pjaca, jovem e talentoso meia-atacante croata que era pretendido por Internazionale e Milan.

Não há dúvidas: o futebol italiano ficou pequeno para a Juve. A conclusão lógica? A equipe de Turim precisa expandir seus horizontes e por mais que a iminente saída de Paul Pogba possa parecer um regresso, a chegada de Higuaín, sobretudo pelo preço pago representa com exatidão esse fato. O último artilheiro do Campeonato Italiano, autor de substanciais 36 tentos, chega para ser a referência que Mario Mandzukic e Álvaro Morata não foram com muita regularidade, um jogador para maximizar o aproveitamento das chances criadas pela equipe.

A contratação de um centroavante prolífico e com grande repertório já faria sentido se nos mantivéssemos diante do panorama da temporada passada, o que só ganha maior relevo em face do que a temporada 2016-2017 já nos apresenta. A Juventus adicionou a sua forte esquadra dois grandes assistentes: no meio o citado Pjanic e na lateral direita o brasileiro Daniel Alves.
Não há dúvidas de que mais bolas serão oferecidas ao atacante de área do clube alvinegro e para dar o salto de qualidade em termos continentais a letalidade na grande área é fundamental. Muitos são os exemplos que não nos deixam mentir, sobretudo nos maiores clubes do planeta: Bayern de Munique, Barcelona e Real Madrid, com Robert Lewandowski, Luis Suárez e Karim Benzema.

O pensamento da Juventus realmente parece estar voltado para a UEFA Champions League. Sem tê-la como foco principal e na condição de surpresa, a equipe italiana chegou à final do certame na temporada 2014-2015, perdendo para o Barcelona, mas jogando de igual para igual. Melhor preparada, vê suas chances crescerem. Por mais que as cifras investidas na contratação de Higuaín sejam obscenas, sua chegada deixa pouca margem para questionamentos: não se trata de um negócio visando a garantia de mais uma conquista nacional.

O argentino carregará a pressão natural de uma contratação com tamanho peso e expressão, o que não parece algo incomum para um titular da Seleção Argentina com passagem por Real Madrid e Napoli.

Pjanic, por sua vez, terá a oportunidade de mostrar que realmente chegou ao nível mais alto do futebol. E o mais interessante é que, como o Bayern de Munique já faz há tempos na Alemanha, ambos os exemplos foram contratações tiradas do mercado nacional, tratando-se de conhecedoras da Juventus e estando adaptadas ao futebol italiano. Isso favorece, de forma imensurável, o ajuste dos atletas a sua nova equipe. Nesse sentido também se encaixa o zagueiro Mehdi Benatia, que embora chegue do futebol alemão, atuou na Roma recentemente.

Como sempre, Barcelona, Real Madrid e Bayern de Munique começam a temporada como indiscutíveis favoritos à conquista da Europa, mas a Juventus mostra a intenção de se intrometer nessa disputa. Com um estilo competitivo já consolidado e novas peças isso fica mais claro. Hegemônica na Itália, a Vecchia Signora vai atrás do tricampeonato europeu.

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