quinta-feira, 18 de agosto de 2016

André Silva, a aposta de ataque Portista

Na última temporada, após a negociação de jogadores importantes, o Porto sofreu e não conseguiu acompanhar seus rivais na disputa pelo título português. Dentre as baixas esteve a do centroavante colombiano Jackson Martínez, até então a referência do ataque da equipe e um de seus capitães. Sem seu goleador, o time teve dificuldades, uma vez que seu substituto, Vincent Aboubakar, não conseguiu alcançar o desempenho de seu antecessor. Para a presente campanha, buscando novos caminhos, o Porto aposta suas fichas em talento feito em casa: André Silva, de 20 anos.



Na última temporada, o jogador já havia conquistado suas primeiras oportunidades, indo bem desde o princípio. Já no apagar das luzes da campanha de 2015-2016, na final da Taça de Portugal, André Silva tirou o Porto do sufoco. Com o placar sinalizando desvantagem de dois gols em favor do Braga, anotou dois tentos e levou a disputa aos pênaltis. Após o apito final, o título não veio. A certeza de novas oportunidades, contudo, mostrou-se real. Dos 15 jogos em que atuou no ano mencionado, em pouco mais da metade o jogador foi titular, e foi justamente nesses que mais se destacou, marcando três vezes e criando três assistências.

Mostrando qualidades e bom desempenho, já no início de 2016-2017, após se destacar na pré-temporada, André foi titular da primeira partida do Campeonato Português e na fase preliminar da UEFA Champions League e fez o que mais sabe: gols, um em cada encontro.

Após passar com muito êxito pelas equipes de base do Porto e da Seleção Portuguesa (representou-a nos escalões sub-16, 17, 18, 19, 20 e 21), o jogador se prepara para a afirmação como futebolista profissional, sob o comando de Nuno Espírito Santo. Mas, afinal, quem é e como joga esse prodigioso atacante, que já enverga a camisa 10 dos Dragões?

Fruto das categorias de base do próprio Porto, André chegou ao clube em 2011, após passagens por outros clubes da região, casos dos modestos Salgueiros e Padroense e do rival dos Dragões, o Boavista. Usualmente utilizado como centroavante, mas sempre tendo demonstrado capacidade para circular pelo ataque, construir ocasiões de gol e dar opções a seus companheiros, o jogador foi galgando degraus nas camadas jovens azuis e brancas.

Leia também: André Gomes e o desafio de ser um meia Culé

Todavia, sua versatilidade foi posta à prova quando o jogador chegou ao time sub-19, que já possuía Gonçalo Paciência como referência. A partir de então, André Silva passou a ser opção pelas pontas em muitas ocasiões e não decepcionou. Não obstante, sempre ficou claro que seu melhor futebol é visto quando o jogador atua como centroavante, posição em que a combinação da força e velocidade que o caracterizam tem mais espaço para se expressar.

Embora não seja um jogador com facilidade para o drible, não revela dificuldade para se sobressair em situações de um contra um, abusando de sua explosão e físico privilegiado, e sempre buscando a finalização. Além disso, mostra determinação incomum para jogadores de sua idade, dando demonstrações impressionantes de dedicação e entrega. Outra prova de sua maturidade foi a assunção da tarefa de cobrar as penalidades do clube neste início de temporada.

Parece claro que o jogador está destinado à grandeza com a camisa do Porto e, brevemente, da Seleção das Quinas, que sofre há anos para encontrar um centroavante cuja qualidade esteja à altura da dos demais jogadores (por mais que Éder tem marcado o gol do inédito e fantástico título luso na Euro 2016).

No início da pré-temporada que antecedeu o início da época atual, Nuno Espírito Santo elogiou o garoto, em programa transmitido pela RTP, corroborando os aplausos de Manuel Fernandes, ex-atacante do Sporting:

“O André tem essas qualidades [noção de movimentação e boa técnica] e agora tem de fazer o seu trabalho e continuar a crescer. E esse seu trabalho passa pelo clube. Tem essas qualidades, sem dúvida, e tem de começar a demonstrá-las”.

Diante disso, como já ressaltado, começou a temporada como titular e vai aproveitando as chances que lhe têm sido concedidas. Artilheiro do clube nos amistosos preparatórios para a campanha de 2016-2017, começou-a como titular – mesmo diante de forte concorrência, o que inclui o recém-chegado Laurent Depoitre, belga ex-Gent –, marcando gols e se destacando. Dito isso, fica dado o recado: vale a pena acompanhar o desenvolvimento de André Silva, hoje a grande esperança de um futuro recheado de gols para o Porto e a Seleção Portuguesa.

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