quarta-feira, 1 de março de 2017

Seleções de que Gostamos: França 1998-2001

Após lembrar os grandes feitos da Seleção Espanhola do período entre 2008 e 2012, volto as atenções para a França, que, comandada pela genialidade de Zinedine Zidane, entre 1998 e 2001 viveu seu período histórico mais glorioso.


Em pé: Zidane, Desailly, Leboeuf, Thuram, Guivarc'h, Petit;
Agachados: Karembeu, Djorkaeff, Deschamps, Barthez e Lizarazu.


Seleção: França

Período: 1998-2001

Time base: Barthez; Thuram, Desailly, Blanc (Leboeuf), Lizarazu; Deschamps, Vieira (Karembeu), Petit, Zidane; Djorkaeff (Henry) e Guivarc'h (Dugarry/Trezeguet). Técs.: Aimé Jacquet e Roger Lemerre

Conquistas: Copa do Mundo, Eurocopa e Copa das Confederações

O início do ano de 1998 foi marcado por muita pressão em cima da Seleção Francesa. Ausentes na Copa de 1994, quando perderam jogo crucial para a Bulgária e viram uma geração que tinha nomes como David Ginola, Eric Cantona e Jean-Pierre Papin fracassar, Les Bleus precisavam dar uma resposta forte na Copa do Mundo que sediariam.

Entre expectativas e decepções: o período pré-1998

No período entre um Mundial e outro, a esquadra francesa disputou muitos amistosos, eliminatórias para a Euro 1996 e apenas uma competição oficial, a referida disputa continental. Na Inglaterra, em 1996, não fez papel ruim, mas também não convenceu.

Líder do Grupo B, tendo batido Romênia e Bulgária e empatado com a Espanha, avançou com tranquilidade aos playoffs do certame. Nas quartas de final, contudo, já se viu muita dificuldade e somente as penalidades conseguiram confirmar a vitória francesa contra a Holanda, após empate sem gols no tempo regulamentar e prorrogação. Na fase semifinal, contudo, foi vítima do próprio veneno e não evitou a eliminação perante a República Tcheca, também nos pênaltis.

A companhia francesa, dessa vez liderada pelo genial Zinedine Zidane, mais uma vez falhou. Em novo turno, identificou-se enorme potencial e qualidade técnica nos Bleus, porém, novamente, a equipe não conseguiu corresponder às expectativas criadas e já se começou a falar que alguns de seus melhores jogadores, como foi o caso de Zidane, destacavam-se muito mais em seus clubes do que quando representavam sua seleção nacional.

Naquele momento, o treinador francês já era o criticado Aimé Jacquet e a base da equipe que venceria a Copa do Mundo de 1998 já estava formada. Atletas como Lilian Thuram, Laurent Blanc, Marcel Desailly, Bixente Lizarazu, Didier Deschamps, Zidane, Christian Karembeu e Youri Djorkaeff já faziam parte dos planos do comandante gaulês. Veio, enfim, o Mundial.

Dificuldades de anfitrião

Dividindo o Grupo C com a ainda forte Dinamarca, que havia vencido a Euro 1992, a África do Sul e a Arábia Saudita, a França não encontrou muitas dificuldades para avançar à fase final da competição; goleou África do Sul (3x0) e Arábia Saudita (4x0) e bateu a Dinamarca por 2x1; 100% de aproveitamento, que não deixou de dar margem para críticas: Zidane não só não vinha jogando bem como fora expulso contra a Arábia Saudita, ficando fora de duas partidas, e Jaquet também mostrava dificuldades para definir seu melhor onze inicial.

Nas oitavas de final, os franceses suaram a camisa para vencer um valente Paraguai, de defesa praticamente intransponível. Os donos da casa precisaram de um Golden Goal para mandar a Albirroja de volta para casa. E esse foi o ritmo do que se seguiu.

Com a volta de Zidane, a equipe enfrentou outra esquadra de retaguarda implacável: a Itália. Sem conseguir tirar o zero do placar, como na Euro 1996, a França viu sua sorte ser decidida nas penalidades e, dessa vez, pôde comemorar; garantiu-se nas semifinais da competição, em que enfrentaria a grande surpresa do torneio, a Croácia do artilheiro Davor Suker, que havia atropelado a Alemanha, por 3x0.

O encontro contra os Valtreni consagrou um dos personagens daquele Mundial: Lilian Thuram. O lateral francês falhou no tento que abriu o placar para os croatas, dando condição legal para Suker sair sozinho frente à frente com o goleiro Fabien Barthez.

Entretanto, o futebol é maravilhoso, dentre outras razões, por sua capacidade de converter vilões em mocinhos em questão de minutos – nesse caso de um minuto. Pouco após o reinício da partida, a França pressionou a defesa eslava, recuperou a bola no ataque e empatou. Quem infiltrou na área croata para equalizar o placar? Sim, ele mesmo, Thuram. E vejam só: quem acertou belo chute da entrada da área com o pé esquerdo (o menos privilegiado) para dar números finais à partida e colocar a França na final? Thuram, novamente, comemorando com visível incredulidade.

Na final, quando tudo indicava um jogo extremamente duro e parelho com o Brasil, a Canarinho viveu a conturbação de ter que lidar com as famosas convulsões de Ronaldo e foi superada pela autoridade de uma equipe claramente destinada à grandeza, liderada pelo maior de seus jogadores. Zidane marcou duas vezes e Emmanuel Petit sacramentou a derrocada brasileira. Pela primeira vez, a França teve o prazer de levantar a Copa do Mundo.

O fim das dúvidas

Após vencer o Mundial, a França passou a sofrer com acusações maldosas no sentido de questionar sua autoridade de campeã em razão de ter enfrentado uma Seleção Brasileira combalida e sem clima para a disputa da final, em razão dos acontecimentos com Ronaldo. Nada mais distante da realidade. No entanto, foi necessário novo título para dissipar, de uma vez por todas, tais desconfianças.

Já sob o comando de Roger Lemerre, que substituiu o desgastado Jacquet (de quem havia sido auxiliar), após liderar o Grupo 4 (dividido com Ucrânia, Rússia, Islândia, Armênia e Andorra) das Eliminatórias para a Euro 2000, perdendo apenas uma partida para a Rússia, a França chegou à Holanda e Bélgica. Membro do Grupo D, ao lado dos anfitriões holandeses, de República Tcheca e Dinamarca, ficou com a segunda posição, atrás dos donos da casa, que venceram os campeões mundiais, por 3x2.

Na fase seguinte, a França teve pela frente a Espanha de Raúl González e, em boa atuação de Zidane, autor de um dos gols dos Bleus, venceu a Fúria, por 2x1.

Nas semifinais, novas dificuldades vieram. Jogando contra uma das mais talentosas gerações portuguesas de todos os tempos, liderada pela qualidade técnica de jogadores como Sergio Conceição, Rui Costa e Luís Figo, os franceses voltaram a sofrer, mas venceram.

O 1x1 do tempo regulamentar, construído por gols de Nuno Gomes e Thierry Henry, levou o jogo para o Gol de Ouro. Foi então que o lateral direito Abel Xavier defendeu com as mãos, dentro da área, chute de Sylvain Wiltord. O pênalti foi marcado e convertido por Zidane; a França estava, novamente, em uma final.

Na última partida, a França reencontrou a Itália, que buscava uma revanche e o jogo foi ainda mais emocionante do que a partida contra Portugal. O atacante Marco Delvecchio, então na Roma, colocou a Azzurra em vantagem e a liderança italiana foi levada até os acréscimos do segundo tempo, quando Wiltord foi novamente protagonista, marcando o gol de empate e levando o jogo à prorrogação. Enfraquecida pelo choque causado pelo empate, a Itália não foi capaz de parar David Trezeguet, autor do decisivo Golden Goal, após grande jogada de Robert Pirès, que deu mais um título europeu para a França.

Um último título com time misto

Sem contar com algumas de suas principais estrelas (Barthez, Zidane, Henry, Trezeguet, Thuram, dentre outros), o treinador Roger Lemerre aproveitou a Copa das Confederações de 2001, evento teste para a Copa do Mundo de 2002 sediado em Japão e Coreia do Sul, para fazer experiências. Assim, jogadores como Éric Carrière, Steve Marlet e Laurent Robert ganharam oportunidades. Mesmo sem ter brilhado, Les Bleus conquistaram mais um título.

Líder do Grupo A, a França goleou Coreia do Sul (5x0) e México (4x0), mas sofreu inesperada derrota para a Austrália (1x0), fazendo o suficiente para ir às semifinais. Na ocasião, novamente enfrentando o Brasil (que, treinado por Emerson Leão, levara um grupo alternativo de jogadores, integrado maiormente por jogadores que atuavam no país), venceu por 2x1.

Na final, os Bleus voltaram a sair vitoriosos, com o placar mínimo, 1x0, perante o anfitrião Japão, com gol do excelente volante Patrick Vieira.

Com três títulos em pouco tempo, a França viveu dias de brilho intenso e chegou com favoritismo à Copa do Mundo de 2002. No certame, entretanto, protagonizou um dos maiores fracassos da história do futebol. Na ocasião, caiu na fase de grupos, vendo, da lanterna, Dinamarca e Senegal avançarem aos playoffs, sem ter, sequer, sido capaz de marcar um gol. Esse foi o abrupto final de um período de grandes glórias.

O mais vitorioso grupo da história francesa


O setor defensivo francês foi muito pouco alterado no período em comento. Fazendo a defesa da meta, o goleiro Fabien Barthez (foto) foi uma das referências da equipe. Baixo e dono de grandes reflexos, era capaz de fazer defesas de impressionante complexidade, verdadeiros milagres que demandavam elasticidade, e de tomar os mais bobos frangos. Naquele momento, contudo, o carequinha vivia momento excelente em sua carreira, tendo sido, ao lado do paraguaio José Luis Chilavert, o arqueiro menos vazado da Copa do Mundo de 1998. Ao todo, representou a França em 87 ocasiões.

É importante dizer que, na disputa da Copa das Confederações de 2001, Barthez foi substituído por Ulrich Ramé, ex-goleiro do Bordeaux, retomando seu posto na Copa do Mundo de 2002.

A zaga tinha três peças habituais. Os titulares até 2000 foram Laurent Blanc e Marcel Desailly. O primeiro, conhecido como Le Président, era um líder nato e um dos capitães da equipe. Lento, mas bom tecnicamente, fazia parceria interessante com Desailly, que, diferentemente, tinha no físico imponente sua grande força. Ambos eram bons no jogo aéreo, conseguiam sair jogando com qualidade e chegaram a atuar como líbero e volante. Blanc representou a França em 97 jogos e Desailly em 116.

A despeito disso, a dupla tinha um suplente que muito atuava e se tornou titular após 2000, ano em que Blanc deixou a Seleção Francesa: Frank Leboeuf. Jogador que não possuía a qualidade técnica de seus titulares, mas também não deixava a desejar, era opção constante e à época parceiro de Desailly no Chelsea.

Pela lateral direita, o titular durante todo esse tempo foi Lilian Thuram (foto). Jogador que terminou sua carreira detendo o recorde de jogos por Les Bleus, 142 encontros, tinha todas as qualidades de um ótimo defensor. Fisicamente imponente, mostrando sempre muita capacidade para ir à frente e defender, foi um jogador vital para todos os êxitos obtidos pela Seleção Francesa no período em que a defendeu. Na Copa das Confederações foi substituído por Willy Sagnol, que mais tarde se tornaria titular, com Thuram passando a atuar na zaga.

Do lado contrário, a titularidade também tinha dono bem definido. Baixinho e rapidíssimo, Bixente Lizarazu, jogador importante nas histórias de Bordeaux e Bayern de Munique, era figura útil na saída de bola e no auxílio ao setor ofensivo, sempre se projetando muito bem pelo flanco esquerdo. Impressionava também pela regularidade; era muito difícil ver o jogador fazer um jogo ruim. Fez 97 partidas por seu país.

Com a braçadeira de capitão, o volante Didier Deschamps era a principal voz da equipe. Com leitura de jogo excelente e capacidade para organizar sua equipe, tinha bom passe e ajudava a dar estabilidade à equipe. Líder nato, foi o responsável por levantar o troféu do mundial. É outro que se aposentou da Seleção Francesa em 2000, após 103 jogos, passando a braçadeira de capitão para Desailly.

Deschamps também tinha seu trabalho facilitado pela boa companhia com a qual atuou. Até 2000, normalmente o jogador era flanqueado pela força física e raça de Christian Karembeu e a técnica distinta de Emmanuel Petit. É curioso perceber que era justamente o estilo diferente e complementar dos dois que dava sustentação ao meio-campo da equipe. Karembeu foi importante em vários momentos - sendo inclusive improvisado em outras posições - assim como também foi Petit, autor do gol derradeiro da final da Copa do Mundo de 1998.

Com o tempo e sua afirmação no Arsenal, Patrick Vieira (que representou a França em 107 ocasiões e marcou o gol do título da Copa das Confederações de 2001), reserva em 1998, foi se tornando titular, relegando Karembeu ao banco. Com pernas longas, cabeça erguida, muita força física para destruir as jogadas adversárias e técnica para iniciar a construção daquelas de sua equipe, aos poucos se tornou um dos jogadores mais importantes dos Bleus.

Na criação, a referência era uma, única e absoluta: Zinedine Zidane (foto). Cerebral, dono da mais refinada técnica, visão de jogo e elegância, ignorava o peso da camisa 10 francesa como o fazia com seus marcadores. Decisivo, calou os críticos de seu futebol decidindo a Copa do Mundo de 1998 e sendo eleito o melhor jogador da Euro 2000. Fez 108 partidas pela Seleção Francesa.

Jogadores que usualmente lhe davam suporte, Youri Djorkaeff e Robert Pirès eram outras peças sempre presentes no time titular francês. Habilidosos e velozes, eram também versáteis, podendo fazer função de criação no meio-campo, atuar abertos ou ainda mais avançados, como segundo atacante. Em especial, Djorkaeff foi peça muito importante para os três títulos franceses, sempre sendo titular.

É curioso notar que no ataque, embora pudesse contar com a juventude, excepcional técnica e grande faro de gol de jogadores como Thierry Henry e David Trezeguet, os técnicos franceses muitas vezes alinharam jogadores de qualidade extremamente contestável. Stéphane Guivarc’h e Christophe Dugarry, alternativas habituais, não possuíam nenhuma grande distinção; eram centroavantes comuns e sequer possuíam faro artilheiro muito apurado. O primeiro disputou apenas 14 partidas pela França, marcando um tento, e o segundo em 55 jogos, com oito gols marcados.

Por sua vez, os jovens Henry e Trezeguet (foto) foram gradativamente ganhando importância no selecionado francês. Com habilidade e velocidade impressionante, o primeiro já era titular na Euro de 2000, enquanto o segundo foi uma espécie de talismã, tendo sido sua a autoria do gol que deu o título da citada competição para a França. Enquanto Henry é o maior artilheiro de todos os tempos da França, com 51 gols em 123 partidas, Trezeguet é o terceiro, com 34 tentos em 71 jogos.

Ficha técnica de alguns jogos importantes nesse período:

Semifinal da Copa do Mundo de 1998: França 2x1 Croácia

Stade de France, Paris

Árbitro: José García Aranda

Público 80.000

Gols: ’46 Suker (Croácia); ’47 e ’70 Thuram (França)

França: Barthez; Thuram, Desailly, Blanc, Lizarazu; Deschamps, Karembeu (Henry), Petit, Zidane; Djorkaeff (Leboeuf) e Guivarc’h (Trezeguet). Téc.: Aimé Jacquet

Croácia: Ladic; Bilic, Simic, Stimac; Stanic (Prosinecki), Soldo, Jarni, Boban (Maric), Asanovic; Vlaovic e Suker. Téc.: Miroslav Blazevic

Final da Copa do Mundo de 1998: França 3x0 Brasil

Stade de France, Paris

Árbitro: Said Belqola

Público 80.000

Gols: ’27 e ’45 Zidane, ’90 Petit (França)

França: Barthez ; Thuram, Desailly, Leboeuf, Lizarazu; Deschamps, Karembeu (Boghossian), Petit, Zidane; Djorkaeff (Vieira) e Guivarc’h (Dugarry). Téc.: Aimé Jacquet

Brasil: Taffarel; Cafu, Aldair, Júnior Baiano, Roberto Carlos; César Sampaio (Edmundo), Dunga, Leonardo (Denílson), Rivaldo; Ronaldo e Bebeto. Téc.: Zagallo

Semifinal da Eurocopa de 2000: Portugal 1x2 França

Estádio Roi Baudouin, Bruxelas

Árbitro: Günter Benkö

Público 48.000

Gols: ’19 Nuno Gomes (Portugal); ’51 Henry e ‘117 Zidane (França)

Portugal: Vitor Baía; Abel Xavier, Jorge Costa, Fernando Couto, Dimas (Rui Jorge); Costinha, Vidigal (Paulo Bento); Sérgio Conceição, Rui Costa (João Pinto), Luís Figo; Nuno Gomes. Téc.: Humberto Coelho

França: Barthez; Thuram, Desailly, Blanc, Lizarazu; Deschamps, Vieira, Petit (Pirés), Zidane; Henry (Trezeguet) e Anelka (Wiltord). Téc.: Roger Lemerre

Final da Eurocopa de 2000: França 2x1 Itália

Estádio De Kuip, Roterdã

Árbitro: Anders Frisk

Público 48.200

Gols: ’90 Wiltord e ‘103 Trezeguet (França); ’55 Delvecchio (Itália)

França: Barthez; Thuram, Desailly, Blanc, Lizarazu (Pirés); Deschamps, Vieira, Djorkaeff (Trezeguet), Zidane; Henry e Dugarry (Wiltord). Téc.: Roger Lemerre

Itália: Toldo; Pessotto, Cannavaro, Nesta, Maldini, Iuliano; Di Baggio (Ambrosini), Albertini, Fiore (Del Piero); Totti e Delvecchio (Montella) Téc.: Dino Zoff

Semifinal da Copa das Confederações de 2001: França 2x1 Brasil

Estádio Copa do Mundo, Suwon

Árbitro: Gamal Al Ghandour

Público 34.527

Gols: ‘7 Pirés e ’54 Desailly (França); ’30 Ramon (Brasil)


França: Ramé; Sagnol, Desailly, Leboeuf, Lizarazu; Pirés, Vieira, Karembeu, Djorkaeff (Carrière); Wiltord (Robert) e Anelka. Téc.: Roger Lemerre

Brasil: Dida; Zé Maria, Lúcio, Edmílson, Léo; Leomar, Fábio Rochemback, Carlos Miguel (Robert), Ramon; Leandro Amaral (Vampeta) e Washington. Téc.: Emerson Leão

Final da Copa das Confederações de 2001: Japão 0x1 França

Estádio International Sports, Yokohama

Árbitro: Ali Bujsaim

Público 65.553

Gol: ’30 Vieira (França)

Japão: Kawaguchi; Matsuda, Morioka, Hato, Nakata; Morishima, Itu, Toda, Ono (Kubo); Inamoto (Miura) e Nishizawa (Nakayama). Téc.: Philippe Trousier

França: Ramé; Karembeu, Desailly, Leboeuf, Lizarazu; Djorkaeff (Carrière), Vieira, Pirés, Wiltord; Anelka e Marlet (Robert). Téc.: Roger Lemerre

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