quarta-feira, 10 de agosto de 2022

Uma zebra singular: a Grécia da Euro 2004

Em 2001, a seleção grega estava entregue às traças. Por mais que não fosse expectável uma classificação ao Mundial do ano seguinte — Alemanha e Inglaterra dividiam grupo com os gregos nas eliminatórias —, os resultados eram muito ruins, incluindo derrota para a lanterna Albânia. A situação condizia com o histórico helênico no futebol, mas havia crença naquela geração. Foi preciso ter paciência e apostar no know-how de quem tinha um passado vitorioso no esporte. À sua maneira, o grupo acabaria alçado ao panteão.

Greece 2004 Euro
Foto: Getty Images/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

O ressurgimento do Olympique de Marselha nos anos 1960

Em 2018, os alemães da empresa Statista constataram que 29% dos franceses interessados em futebol torciam pelo Olympique de Marselha. Na altura, apenas o Paris Saint-Germain o superava. Portanto, não é difícil imaginar que, nos anos 1960, antes de o clube da capital ser fundado, os marselheses correspondessem à maior massa de torcedores de futebol da França. O cenário, entretanto, era catastrófico. Desde a década de 40, o título nacional não era alcançado. Pior: os Phocéens estavam na segunda divisão.

Magnusson Leclerc Skoblar
Foto: Cartophilia/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 27 de julho de 2022

As virtudes e loucuras do Foggia de Zdeněk Zeman

Quase todo treinador de futebol notável adquire status a partir de um primeiro grande trabalho. Poucos são os que se tornam relevantes apenas por seu ideário. Em ainda menor número estão os que deixam uma marca no esporte pela conjunção de resultados com uma proposta de jogo específica e marcante. Zdeněk Zeman não chegou a treinar clubes gigantes, mas as referências quando se ouve seu nome são óbvias. Primeiro, a ousadia de sua forma de enxergar o futebol; depois, o time que melhor traduziu esse entendimento com a bola no campo, o Foggia.

Zdenek Zeman Foggia
Foto: Calciopedia/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 13 de julho de 2022

As ascensões do SSV Ulm e de Ralf Rangnick

Pouco após a Euro 2000, uma crise já notada se aprofundara na Alemanha. Desde a demolição mundialista sofrida para a Croácia dois anos antes, a semente de que o outrora vanguardista futebol germânico estava ultrapassado fora plantada. À Folha, o jornalista Rodrigo Bueno sugeria que tal adversidade indicava o fim da linha para o líbero, a derrocada da imagem da excelência alemã nas feições de Franz Beckenbauer. No entanto, observadores atentos já notavam reação a esse fenômeno dentro do próprio país. Um dos principais exemplos vinha do nanico SSV Ulm.

Ralf Rangnick SSV Ulm
Foto: Picture Point-ullstein bild/ Getty Images/ Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 6 de julho de 2022

O retorno africano aos mundiais com Marrocos em 1970

Em 1970, a Copa do Mundo deu um passo importante para justificar seu nome. Durante décadas, não fizera jus ao pretenso caráter global; revelava-se uma disputa entre europeus e latino-americanos. A competição sediada no México seria eternizada por diversas razões, entre as quais o brilhantismo da Seleção Brasileira e a impressionante batalha travada por Alemanha e Itália nas semifinais. Também se tornaria inesquecível por ter trazido a África de volta aos maiores palcos futebolísticos, com o Marrocos.

MOROCCO 1970
Foto: Desconhecido/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 29 de junho de 2022

Terceirona e Recopa para o Newport County em 1980-81

As intrincadas e complexas relações entre os países que compõem o Reino Unido ocasionam toda sorte de consequências. No futebol, um caso peculiar é o que inclui clubes galeses no sistema inglês. Enquanto Swansea e Cardiff se notabilizaram ao disputar a primeira divisão, clubes como o Newport County vivem realidade mais dura, nos escalões inferiores. Nada disso, entretanto, privou-o das histórias de superação que marcam o esporte. Em 1980-81, a Europa foi obrigada a notar a presença dos Ironsides.

Newport County 1980
Foto: Desconhecido/Arte: O Futebólogo