quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

A revolução de Winfried Schäfer no Karlsruher

É difícil fugir de uma realidade óbvia: no estado alemão de Baden-Württemberg, há um clube que domina a cena futebolística, o Stuttgart. Durante o curso dos anos, porém, algumas agremiações da região experimentaram sucessos. Por 12 anos, o Karlsruher teve relevância nacional, chegando a carregar o orgulho vurtemberguês, inclusive, pelo continente. Com líderes importantes, e uma boa fornada de jovens, o clube surpreendeu.

Karlsruher UEFA Cup 1993-94
Foto: Reprodução bnn.de/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 24 de novembro de 2021

Camarões e um rugido para a África em Mundiais

A história das participações africanas em Copas do Mundo ainda registra os sucessos como exceção. Por mais que seja o berço da humanidade, o continente vê seu futebol refletir, em grande medida, as consequências da multifacetada exploração estrangeira, das guerras civis e do sofrimento nas mãos de governos corruptos. Ainda assim, a África nutre uma relação de amor profundo pelo futebol. Foi isso o que uma geração de Camarões começou a mostrar na década de 1980, vindo a alcançar a consagração definitiva no Mundial de 1990.

Roger Milla 1990
Foto: FIFA/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 17 de novembro de 2021

O inesquecível vice-campeonato espanhol do Las Palmas

O futebol da Espanha insular registra algumas páginas memoráveis. No final dos anos 1990 e início dos 2000, os baleares do Mallorca fizeram barulho. Um pouco antes, coube aos canários do Tenerife o protagonismo de temporadas especiais. Em seus respectivos períodos, os dois atrapalharam a vida dos clubes mais tradicionais do país e, ainda, chegaram às fases decisivas de competições europeias. Muitos anos antes, entretanto, seria o Las Palmas o precursor das histórias triunfais das ilhas hispânicas. Em 1968-69, os Amarillos colocaram a província de Las Palmas em estado de euforia.

Las Palmas 1968-69
Foto: Canarias7/ Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 10 de novembro de 2021

A sociedade de Marcelo Bielsa com o Newell’s Old Boys

Os inícios de trajetória mais marcantes da vida de Marcelo Bielsa aconteceram no Newell’s Old Boys. Filho de uma família respeitada de Rosário, reconheceu na bola de futebol sua grande paixão e, no início de sua adolescência, já vestia a camisa rojinegra. Embora a vida dentro das quatro linhas, eventualmente, terminasse por ser curta, o futebol seguiria perseguindo Bielsa. E, em uma fase de definições para sua trajetória, o NOB lhe abriria outra vez as portas. Mais tarde, confiaria a ele poderes para liderar o time principal. Não houve arrependimentos.

Marcelo Bielsa Flag Newell's Old Boys
Foto: Amilcar Orfali/ LatinContent/ Getty Images / Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 3 de novembro de 2021

O Chelsea que escalou o primeiro time inglês sem ingleses

As mudanças pelas quais as sociedades passam, não raras vezes, provocam reações que vão desde a surpresa até um apelo tradicionalista pela manutenção da realidade cambiante. A história ensina, porém, que a tentativa de aplacar certos acontecimentos se revela uma luta perdida desde a origem. Em 1999, quando o Chelsea escalou um time sem jogadores nacionais, ocasionou o erguimento de sobrancelhas Inglaterra afora. Ali, entretanto, tornava-se evidente que o mundo do futebol não era mais como fora até então.

Chelsea Southampton Boxing Day 1999
Foto: Getty Images/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 27 de outubro de 2021

A Fiorentina que foi do Scudetto à glória europeia

Tradicionalmente, o norte da Itália concentra as equipes de futebol mais poderosas da nação. Após a Segunda Guerra Mundial, isso ficou especialmente evidente. Os 10 primeiros títulos do Campeonato Italiano do pós-guerra foram repartidos entre Torino, Juventus, Milan e Internazionale. Contudo, na metade dos anos 1950, surgiu um estranho no ninho. Vestida de violeta, veio de Florença a força responsável pela ruptura da hegemonia nortenha.

Fiorentina 1955-56
Foto: La Gazzetta dello Sport/Arte: O Futebólogo