Times de que Gostamos: Fenerbahçe 2006-2008

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Times de que Gostamos: Fenerbahçe 2006-2008

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Na última semana, o Huracán, de Javier Pastore e Mario Bolatti, foi lembrado. Nesta, o foco será o Fenerbahçe do período entre 2006 e 2008, que, além de contar com muitos brasileiros no time, tinha Zico no comando técnico.

Fenerbahçe 2006-08
Em pé: Volkan Demirel, Deivid, Edu Dracena, Diego Lugano, Selcuk, Gönül
Agachados: Wederson, Mehmet Aurélio, Boral, Kezman e Alex.
Time: Fenerbahçe

Período: 2006-2008

Time base: Volkan Demirel; Turaci (Gönul), Edu Dracena, Diego Lugano, Roberto Carlos (Ümit Ozat); Mehmet Aurélio, Sahin Selcuk (S. Appiah), Alex, Tuncay (Kazim-Richards); Deivid e Kezman (S. Senturk). Téc.: Zico

Conquistas: Campeonato Turco e Supercopa da Turquia.


Turkish Champions Fenerbahçe

Treinado por Zico, que vinha de um longo e bom trabalho na Seleção Japonesa, o Fenerbahçe das temporadas 2006-07 e 2007-08 conquistou glórias nacionais e, além disso, fez sua melhor campanha na UEFA Champions League da história. Na última das campanhas mencionadas, chegou às quartas de finais do certame continental, mas acabou eliminado marginalmente pelo futuro vice-campeão Chelsea (3 a 2).

Com um grande ex-camisa 10 brasileiro no banco e outro fantástico, Alex, ou Alex de Souza, para os turcos, na cancha, os Sari Kanaryalar — Canários Amarelos — jogaram um futebol belo e eficiente, conquistando expressivos resultados.

No Campeonato Turco 2006-07, não teve para ninguém. Somando nove pontos a mais do que o Besiktas e 14 em relação ao Galatasaray, seu principal rival, o Fener foi absoluto, classificando-se para a terceira rodada eliminatória da Liga dos Campeões da Europa. Na competição continental, depois de se superiorizar ao PSV e ao CSKA na fase de grupos (passando de fase atrás, apenas, da Internazionale), eliminou o Sevilla, então bicampeão da Copa da Uefa, e, por muito pouco, não bateu o Chelsea.

Roberto Carlos FenerbahçeNo gol, o clube turco vivia uma época de transição. Ídolo do clube e do país, Rüstü Reçber (recordista de jogos pela Seleção Turca, com 120 partidas) já dava sinais de decadência. Em contraponto, Volkan Demirel, que havia tido destaque nas equipes de base do país, pedia passagem no clube em que se tornaria referência mais tarde. Dono de bom posicionamento e qualidade nos confrontos de um-para-um, ganhou a posição e viu Rüstü partir para o rival Besiktas.

Pelos flancos, o clube sofreu mudanças de uma temporada para a outra. Titular da ala direita em 2006-07, Önder Turaci era um jogador de características defensivas, podendo atuar, inclusive, na zaga. Já o lado esquerdo tinha a presença do versátil Ümit Özat, apesar deste trabalhar com a perna direita. Dono de bons recursos técnicos, podia fazer qualquer função da defesa, jogar como volante e, ainda, como meia pelos flancos. Na temporada seguinte, Turaci foi perdendo a titularidade para o ofensivo Gökhan Gönül, chamado de “Cafu Turco”, e, na esquerda, o espetacular Roberto Carlos assumiu o posto deixado por Özat, que rumou para o Colônia.

A competente zaga da equipe foi composta por dois jogadores muito conhecidos do público tupiniquim. De um lado, o brasileiro Edu Dracena, ex-Cruzeiro. Do outro, o uruguaio Diego Lugano, ex-São Paulo. Apesar de guardarem algumas semelhanças, como a liderança e a qualidade no jogo aéreo, os defensores tinham competências díspares e complementares. Enquanto Dracena apostava suas fichas em um estilo de jogo mais calmo, Lugano incorporava o próprio xerife. Destaca-se, ainda, que além da categoria na defesa, os beques também eram importantes no ataque. No período comentado, juntos, marcaram 10 gols.

Alex FernebahçeTrabalhando duro na destruição das jogadas adversárias, Marco Aurélio que, em 2006, se tornou Mehmet Aurélio, em função de ter se naturalizado turco, era uma barreira poderosa no meio-campo. Dono de  grande força, noção tática e qualidade de desarmes, era o principal “carregador de piano” da equipe e um dos atletas mais assíduos. Na primeira das duas temporadas, seu principal companheiro na contenção foi o ganense Stephen Appiah, ex-jogador da Juventus e dono de boa saída de jogo. Contudo, na época seguinte, lesionou-se e deu lugar ao turco Selcuk Sahin, atleta de qualidade inferior à do africano, mas que não trouxe grande prejuízo à equipe.

Abrilhantando o futebol da equipe na criação, Alex era o craque do time. Sua incrível visão de jogo, qualidade de passe e finalização, aproximação ao ataque e cobranças de faltas o tornaram um dos maiores ídolos do clube turco. Ao final de sua passagem por Istambul, Alex deixaria registrada a impressionante marca de 346 jogos, 172 gols e 139 assistências. E ele não habitava o setor sozinho. Quem, comumente, compunha a criação com ele era o turco Tuncay Sanli, que podia atuar também no ataque, tanto pelo centro quanto pelos flancos, e tinha muita movimentação. Certa vez, Zico se referiu à Tuncay como a “alma da equipe”. Com a saída do turco em 2007, quem ganhou muitas oportunidades foi o rápido Colin Kazim-Richards.

Deivid FenerbahçeAvançados, Deivid e o sérvio Mateja Kezman tinham a tarefa de fazer os gols e viveram um bom momento juntos. Com facilidade para se movimentar por toda a faixa de ataque, destacaram-se, tanto balançando as redes quanto abrindo espaços para os gols de seus companheiros. Juntos, nas campanhas em foco, marcaram 50 gols. Além deles, a equipe também costumava apostar frequentemente, ba participação de Semih Sentürk, um reserva muito utilizado de muita presença de área e que costumava deixar seus golzinhos.

Como opções para o técnico Zico, o Fenerbahçe tinha ainda muitas e boas peças de reposição. Citando apenas alguns nomes, a equipe de Istambul , no período entre 2006 e 2008, contou com a qualidade de Ugur Boral, Baris Deniz, Gökçek Wederson (outro brasileiro naturalizado turco), Claudio Maldonado – volante muitíssimo conhecido no futebol brasileiro –, Tümer Metin, outro reserva que muito atuou na temporada 2006-07, além dos já citados Turaci e Sentürk.

Ficha técnica de alguns jogos importantes nesse período:


33ª rodada do Campeonato Turco 2006-2007: Galatasaray 1x2 Fenerbahçe

Estádio Ali Sami Yen, Istambul

Árbitro: Bülent Demirlek

Gols: ’24 Diego Lugano e ’39 Edu Dracena (Fenerbahçe); ’89 Arda Turan (Galatasaray)

Galatasaray: Mondragón; Sabri, Tomas, Rigorbert Song, Haspolatli (Hasan Kabze), Orhan AK; Mehmet Topal (Arda Turan), Junichi Inamoto, Ayhan Akman; Necati Ates (Hakan Sükur) e Ümit Karan. Téc.: Eric Gerets

Fenerbahçe: Kulbilge; Önder Turaci, Diego Lugano, Edu Dracena, Ümit Özat; Mehmet Aurélio, Deniz Baris, Serkan Balci (Yozgatli); Tuncay Sanli (Deivid), Tümer Metin (Aslan) e Kezman. Téc.: Zico

Final da Supercopa da Turquia 2007: Besiktas 1x2 Fenerbahçe

Estádio RheinEnergie, Colônia

Árbitro: Firat Aydinus

Público 38.000
 
Gols: ’14 Deivid e ’86 Kezman (Fenerbahçe); ’20 Bobô (Besiktas)

Besiktas: Arikan; Toraman, Kurtulus, Kas, Uzülmez; Édouard Cissé, Mehmet Yozgatli (Serdar Özkan), Koray Avci (Can Erdem), Matías Delgado; Bobô e Ibrahim Akin (Rodrigo Tello). Téc.: Ertugrul Saglam

Fenerbahçe: Kulbilge; Önder Turaci, Edu Dracena, Can Arat, Roberto Carlos; Mehmet Aurelio, Deniz Baris, Ugur Boral (Ali Bilgin), Alex (Kazim-Richards); M. Kezman (Selçuk Sahin) e Deivid. Téc.: Zico

Fase de grupos da UEFA Champions League 2007-2008: Fenerbahçe 1x0 Inter

Estádio Sükrü Saracoglu, Istambul

Árbitro: Luis Medina Cantalejo
 
Público 44.212

Gol: ’43 Deivid (Fenerbahçe)

Fenerbahçe: Volkan; Önder Turaci, Diego Lugano, Edu Dracena, Roberto Carlos; Mehmet Aurelio, Deniz Baris, Wederson, Alex; Kezman (Semih Sentürk) e Deivid. Téc.: Zico

Inter: Júlio César; Javier Zanetti, Nelson Rivas, Walter Samuel, Maxwell; Esteban Cambiasso, Olivier Dacourt (Luis Jiménez), Santiago Solari (Luís Figo), Dejan Stankovic; David Suazo (Crespo) e Zlatan Ibrahimovic. Téc.: Roberto Mancini

Oitavas de finais da UEFA Champions League: Fenerbahçe 3x2 Sevilla

Estádio Sükrü Saracoglu, Istambul

Árbitro: Florian Meyer

Público 46.210
 
Gols: ’16 Kezman, ’56 Diego Lugano e ’87 Semih Sentürk (Fenerbahçe); ’23 Edu Dracena (contra) e ’67 Julien Escudé (Sevilla)

Fenerbahçe: Volkan; Gönul, Diego Lugano, Edu Dracena, Roberto Carlos (Wederson); Mehmet Aurélio, Selçuk Sahin, Alex, Ugur Boral (Kazim-Richards); Kezman (Semih Sentürk) e Deivid. Téc.: Zico

Sevilla: Palop; Dani Alves, Escudé, Dragutinovic, Adriano; Duda (Capel), Poulsen, Keita, Jesús Navas; Luis Fabiano e Kanouté. Téc.: Manuel Jiménez

Quartas de finais da UEFA Champions League: Fenerbahçe 2x1 Chelsea

Estádio Sükrü Saracoglu, Istambul

Árbitro: Claus Bo Larsen

Público 49.055

Gols: ’64 Kazim-Richards e ’80 Deivid (Fenerbahçe); ’12 Deivid (contra) (Chelsea)

Fenerbahçe: Volkan; Turaci, Diego Lugano, Edu Dracena, Wederson; Mehmet Aurelio, Maldonado, Ugur Boral (Kazim-Richards), Alex; Kezman (Semih Sentürk) e Deivid. Téc.: Zico

Chelsea: Cudicini; Essien; Ricardo Carvalho, John Terry, Ashley Cole; Makelele, Lampard (Mikel), Ballack; Malouda, Drogba e Joe Cole (Anelka). Téc.: Avram Grant

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