sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Por que acompanhar o Campeonato Russo 2013-2014?

Inglês, alemão, espanhol, italiano, francês... Os grandes campeonatos europeus estão de volta. Apesar disso, e contrariamente à tradição, outro campeonato me traz uma curiosidade mais aguçada. O russão. Mas por que se lá não se encontram muitos craques famosos? Se lá não estão times com grande história no cenário internacional? Exponho aqui as minhas justificativas para essa (aparentemente) desvairada escolha.




Intensa competitividade

Diferentemente dos outros campeonatos europeus tidos como os maiores, na Rússia o hall de candidatos ao título é bem extenso. Não há a conhecida, e em alguma medida entediante, dupla (ou trio e no máximo quarteto) de times favoritos ao título. No russão desta temporada temos no mínimo seis equipes com potencial técnico para vencer o Campeonato.

O CSKA, atual campeão, manteve seus destaques Dzagoev e Honda e contratou o ótimo Vitinho do Botafogo. Já Vágner Love foi para o futebol Chinês. O Zenit vem com muita força após as contratações de Hulk e Witsel na temporada passada. Além disso, ainda que seja uma perda considerável, a saída de Denisov pode melhorar a equipe devido aos problemas de relacionamento que o volante teve com Hulk. Retornaram para a equipe os experientes Tymoshchuk e Arshavin (foto) e chegou o bom lateral argentino Ansaldi.


O Spartak, outro candidato, deve apresentar um futebol de bom toque de bola com as vindas de Tino Costa (foto) ex-Valencia e Glushakov do rival Lokomotiv. Além disso, tem agora um matador para jogar ao lado de Emenike: Lucas Barrios.  Por sua vez o Lokomotiv contratou o ótimo Boussoufa do desmanchado Anzhi e também Lass Diarra.

Mas a principal novidade para a temporada é o Dinamo Moscou. A equipe parece estar decidida a retornar as glórias antigas. O clube gastou impressionantes £59.752.000,00. Chegaram Kokorin, Zhirkov, Denisov, Gabulov, Douglas (foto) e Samba. Eles se juntam ao bom centroavante Kevin Kuranyi. Certamente brigará pelo título. Por fim, destaco o Rubin Kazan que recentemente conquistou um bicampeonato nas temporadas 08-09 e 09-10. A principal contratação do clube foi o jogador Wakaso que estava no Espanyol.

Além desses favoritos ainda pode aparecer alguma surpresa como na última temporada foi o Terek Grozny. No momento o candidato mais forte é o Rostov, que ocupa a 3ª colocação e conta com Dzyuba e Ananidze, jovens emprestados pelo Spartak.

A interessante história das diferentes regiões russas


Por trás do futebol existe toda uma conjuntura política envolvendo a Rússia. Apesar de grande parte das equipes serem da capital Moscou (CSKA, Lokomotiv, Spartak e Dínamo) e do Zenit da cidade de São Petersburgo temos alguns times que vem de lugares com histórias peculiares.


São esses os casos do Anzhi, que é do Daguestão, região no Cáucaso que tem vivido momentos tensos em decorrência de sublevações islâmicas e separatistas, do Krylia Sovetov da cidade de Samara, que refugiou grande parte do governo russo durante a segunda guerra mundial ou ainda o Terek Grozny que está situado na Chechênia, região marcada pelo mais forte separatismo russo.

Lá a bola rola

Outro ponto interessante do campeonato russo é a arbitragem. O Russão é um campeonato duro, mas não violento. Lá os árbitros julgam, na maior parte das vezes, como comuns os encontros físicos que ocorrem nas partidas. Quando as faltas ocorrem de fato, são marcadas e os cartões são mostrados. Isso é extremamente positivo. A bola rola a maior parte do tempo, proporcionando um melhor espetáculo para o espectador.

Brasileiros em campo

Por fim é sempre bom ver o desempenho dos brasileiros em terras estrangeiras. Na Rússia não é diferente. Lá temos 22 compatriotas. São eles: Wederson, Joãozinho, Isael e Ari no Krasnodar, Bruno Teles no Krylia Sovetov, Leandro no Volga, Xandão no Kuban, Adílson, Maurício, Antonio Ferreira, Kanu e Aílton no Terek Grozny, Jucilei e Ewerton no Anzhi, Guilherme e Maicon no Lokomotiv, João Carlos, Rafael Carioca e Rômulo no Spartak, Hulk no Zenit e Mário Fernandes (foto) e Vitinho no CSKA.


6 comentários :

  1. Parabéns pelo texto. Muito bem analisado. :)

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  2. Ficou muito bom o texto, agora são 23 compatriotas. O Krylya Sovetov que já tinha o Bruno Teles, contratou o brasileiro José Nadson que jogava no Sheriff da Moldavia.

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  3. Obrigado amigos! A participação de vocês é imprescindível para o meu trabalho. É muito importante a resposta do leitor, contribuindo com novas informações e incentivando!

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  4. Eu não gosto desse escudo do Rubin Kazan, o escudo antigo era mais bonito,e aquele patrocínio que era um pegasus prateado,ficava muito legal na camisa grená. Alguém sabe de algum blog ou site que analisa camisas de futebol?

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  5. Bom amigo, conheço dois, mas não sei se eles tem o conteúdo que você procura: o Camisaria FC e o Uniformes X.

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  6. Vlw pelas dicas Wladimir, entrei nos dois e gostei mais do Uniformes X,achei mais completo e mais organizado.

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