O Futebólogo | O futebol como arte, história e memória

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Gérson: o artilheiro que foi dos braços do povo ao abandono

Era o mês de setembro de 1985 quando a revista Placar estampou uma foto do craque Reinaldo em sua capa. Então, vestia a camisa do Palmeiras. Aquela edição do periódico fazia previsões acerca do que os torcedores do alviverde poderiam esperar do centroavante mineiro. Porém, o Rei não foi o único artilheiro a receber holofotes naquela edição. Algumas páginas adentro, a publicação ressaltava os feitos do “goleador de Tbilisi”. Era um tal Gérson, da periferia de Santos e jovem centroavante do Guarani.

Gerson Internacional
Foto: Desconhecido/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Como uma passagem pelo Rangers ajudou a moldar o futebol de Gennaro Gattuso

Perseguindo os adversários de perto, mordendo tornozelos — às vezes exagerando —, transpirando dedicação e deixando a alma em campo. Foi assim que Gennaro Gattuso alcançou notoriedade e se transformou em um dos grandes volantes de seu tempo. É claro: não era inepto com a bola nos pés, mas passava longe de ter as qualidades de alguns de seus contemporâneos. E, ainda assim, fez-se um gigante. A camisa do Milan é a que mais vestiu, mas não se sabe o que poderia ter acontecido sem um breve estágio pela Escócia.

Gattuso Rangers
Foto: News Group Newspapers Ltda/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 29 de julho de 2020

Tenerifazo: Quando o Tenerife assombrou o Real Madrid e ajudou o Barcelona

Acontecimentos importantes costumam receber nome próprio. Nos anos 1950, a vitória do Uruguai ante o Brasil, em um Maracanã abarrotado e preparado para o que foi a final do primeiro Mundial do pós-Guerra, ficou conhecido como Maracanazo. Quatro décadas mais tarde, a referência voltou a ser utilizada. As Ilhas Canárias tiveram papel importante no futebol espanhol, eternizando o que ficou conhecido como Tenerifazo.

Tenerife Real Madrid Tenerifazo
Foto: El Periódico/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 22 de julho de 2020

Happel, Goethals, títulos e escândalo no Standard de Liège

Foram dois os pontos que separaram Standard de Liège e Anderlecht, ao final do Campeonato Belga de 1981-82. Les Rouches asseguraram a taça tendo somado dois empates a mais do que os Mauves et Blancs. Em um torneio tão renhido, qualquer fator poderia levar a conquista a pender para um, ou outro, lado. Além disso, os homens de Liège tinham uma final europeia por jogar, e um elenco bom, mas não muito numeroso. Medidas foram tomadas.

Standard Liège 1983
Foto: lameuse.be/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 15 de julho de 2020

Defensor 1976: superando uma hegemonia e soltando a voz em plena ditadura uruguaia

A equipe que se conhece por Defensor Sporting Club é o resultado de uma fusão entre o Club Atlético Defensor e o Sporting Club Uruguay, entidade que se dedicava ao basquete. Tal aconteceu em 1989. No entanto, naquela altura, os Violetas já eram famosos; os acontecimentos de 1976 não permitiriam algo diferente — pelo que aconteceu dentro e fora dos gramados uruguaios.

Defensor Uruguay 1976
Foto: Desconhecido/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 8 de julho de 2020

Quando Deschamps voltou ao Olympique e Marselha sorriu outra vez

Em vários contextos, voltar para casa é sinônimo de encontrar conforto e segurança. Não por acaso, consolidou-se o ditado de que “o bom filho a casa torna”. Porém, esse não necessariamente é o caso do futebol. A pressão e a exigência constantes por resultados, muitas vezes, impedem bons reencontros, mesmo que existam grandes sentimentos em causa. Em 2009, Didier Deschamps decidiu se arriscar. Voltou ao clube que o colocou em evidência. Retornou a Marselha.

Didier Deschamps Marseille Olympique Manager
Foto: Desconhecido/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 1 de julho de 2020

A República Tcheca que parou no gol de ouro na Euro 1996

O futebol apenas começava a se adaptar às profundas mudanças trazidas pelo Acórdão Bosman. Isso quer dizer que a Europa ainda preservava um senso de equilíbrio no futebol de clubes. Claro, os times mais ricos do continente sempre exerceram alguma hegemonia, mas ela não se apresentava tão poderosa. Tal se refletia nas seleções. Foi esse o contexto da brilhante campanha da República Tcheca na Euro 1996. Era um time jovem, com muito a provar, e composto por 15 jogadores locais.

Czech Republic Russia Euro 1996
Foto: Popperfoto/Getty-Images/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 24 de junho de 2020

La Liga 1996-97: um torneio pintado de verde e amarelo

Sempre existiu demanda pelo talento brasileiro na Europa. No caso espanhol, a história recorda passagens como as de Evaristo de Macedo por Barcelona e Real Madrid, nos anos 1950 e 60, assim como as trajetórias de Didi, também no Real, e de outros nomes como Waldo, no Valencia, ou dos ex-palmeirenses Luis Pereira e Leivinha, no Atlético de Madrid. O brasileiro já era tido em alta conta quando Ronaldo, Rivaldo e Roberto Carlos desembarcaram em solo hispânico. Porém, talvez não se esperasse deles tão bom desempenho já na temporada de chegada.

Ronaldo Rivaldo Roberto Carlos Barcelona Deportivo Coruña Real Madrid
Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 17 de junho de 2020

Denis Law, Joe Baker e um ano muito louco em Turim

Quando se pensa na trajetória do escocês Denis Law no futebol, é impossível separar sua figura da do Manchester United. Foram mais de 10 os anos em que representou os Red Devils. Nesse tempo, ao lado de Bobby Charlton e George Best, eternizou a United Trinity. Contudo, antes de fazer de Old Trafford seu lar, ele atuou no rival local, o Manchester City, e, mais importante que isso: emigrou à Itália, onde acabaria amigo de outro britânico, Joe Baker.

Denis Law Joe Baker Torino
Foto: Desconhecido/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 10 de junho de 2020

Quando Paulo Sousa desafiou a Juventus e riu por último

Dia 22 de maio de 1996. Paulo Sousa sobe ao terreno do estádio Olímpico de Roma para a disputa de um desafio importante. A Juventus, clube que representava na ocasião, enfrentava o Ajax. Era a final da Liga dos Campeões da Europa e os italianos precisavam superar o campeão vigente. O português acabaria substituído no minuto 57. O placar, 1 a 1, não mudaria e ele veria do banco a disputa de pênaltis. O título veio. Ele foi. Sorte do Borussia Dortmund.


Paulo Sousa Dortmund Borussia