O Futebólogo | Refletindo o futebol sob prismas não convencionais

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Aprendendo com as derrotas: a saga de Klopp no Mainz

Jürgen Klopp caminha de um lado ao outro à beira do gramado do estádio Wanda Metropolitano, em Madrid. O apito final acaba de soar e o alemão é campeão europeu. Lembrado por seu temperamento intenso, está calmo. Aperta a mão e oferece afago ao comandante rival, Mauricio Pochettino, pois sabe exatamente o que o argentino está passando, já que foi vice em 2012-13. Depois, agradece aos membros de sua comissão técnica. Ele ainda consola os jogadores rivais, antes de, enfim, entregar-se a um emocionante abraço em seu capitão, Jordan Henderson. Ele é campeão, um vencedor que não se rendeu e aprendeu que perder é parte do jogo. A primeira lição, porém, não foi aprendida em Dortmund ou Liverpool. Ela vem do passado.

Foto: Swr.de / Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 12 de junho de 2019

O racha que abalou mas não destruiu a Irlanda em 2002

O futebol não é particularmente forte na Irlanda. Com um campeonato nacional de nível extremamente baixo, cujos públicos sequer competem com os de futebol gaélico, o apelo pela seleção nacional acaba sendo grande. É quando se reúnem os 23 representantes do que se tem de melhor que o futebol irlandês ganha alguma relevância. Pode-se, pois, imaginar o furor que a disputa de um Mundial provoca no país — igualmente, é fácil notar a raiva diante de um racha que pôs em xeque o destino do Green Army na principal competição do planeta.

Roy Keane Mick McCarthy
Foto: Reuters/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 5 de junho de 2019

O histórico Espanha e Malta que levou a Fúria à Euro 1984

A Euro 1984 é lembrada como um dos melhores momentos da história da Seleção Espanhola antes do período mágico vivido no início do século XXI. Na oportunidade, a Fúria ainda encarnava as características que a afamavam. Era um time mais batalhador que virtuoso. No entanto, o vice-campeonato europeu só foi possível por conta de uma exibição histórica na rodada final das eliminatórias. Foi com a conhecida “garra espanhola”, lembrada pelo periódico Mundo Deportivo na manhã posterior ao jogo, que uma desvantagem de 11 gols foi tirada — às custas de uma fraca equipe maltesa.

Santillana Spain Malta
Foto: Diario AS/ Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 29 de maio de 2019

O hat-trick perfeito de Peter Crouch

Ele nunca passou despercebido. Era diferente. Possivelmente, os únicos lugares em que representasse um padrão seriam as quadras de vôlei ou basquete. No futebol, passaria como um goleiro e, ainda assim, um arqueiro enorme. Não foi fácil aceitar sua peculiaridade quando ficou decidido que seu futuro o aguardava nos gramados — como atacante. Com 2,01m e pouco mais de 70 quilos, Peter Crouch desafiou modelos para viver uma carreira especial. Dentro das quatro linhas, superou a desconfiança, como devem se recordar os torcedores de Liverpool e Arsenal.

Peter Crouch Liverpool hat-trick
Foto: Getty Images/ Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 22 de maio de 2019

O teatro dos sonhos de Ronaldo

Sobe a placa de substituições. Surgem os números 11 e 21 e o estádio, em transe, aplaude. Em Old Trafford, a torcida do Manchester United presta suas homenagens. Porém, o que se vê não é a saída de Ryan Giggs, o 11 dos Red Devils, para a entrada de Diego Forlán. Quem caminha em direção ao agasalho que o espera à beira do gramado é o brasileiro Ronaldo; trata-se do atacante do Real Madrid que acaba de destroçar o valente time mancuniano, em uma atuação para ser recordada por anos a fio.

Ronaldo Old Trafford Real Madrid
Arte: O Futebólogo

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