O Futebólogo | Refletindo o futebol sob prismas não convencionais

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

O final incomum de Marcell Jansen

Aposentadoria é um dos temas mais delicados do mundo do esporte. Pelas mais diversas razões, dentre as quais lesões e o avançar da idade são as principais, não existe momento determinado, não há regra que delimite o tempo certo. Outrora, a notícia da vontade de Carlos Tévez, ainda jogando o fino da bola, querer se aposentar aos 32 anos arqueou sobrancelhas mundo afora. E acabou não acontecendo. Por outro lado, quando trajetórias vão se prolongando indefinidamente para além dos 40 anos, como no caso de Rogério Ceni, fala-se em exagero. Vem da Alemanha uma das histórias mais peculiares sobre o tema. O protagonista, Marcell Jansen, não convivia com lesões graves ou era velho, não era, tampouco, futebolista de baixa qualidade, apenas não se via vestindo outra camisa.

Foto: Reuters/ Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

A agonia de Doha

O futebol japonês vem conquistando uma reputação desde o início da década de 1990. Nesse período, os nipônicos apostaram muitas fichas na contratação de craques, sobretudo brasileiros. Gente da estirpe de Amoroso, Leonardo ou Edílson passou pela Terra do Sol Nascente. No entanto, é Zico o personagem mais ligado ao desenvolvimento do futebol no país. O Galinho de Quintino chegou ao Japão e levou consigo holofotes; era veterano mas ainda teve tempo de dar contributo inestimável, ajudando, inclusive, na formação da J. League, o que ocorreu em 1992. Foi nesse momento, contudo, que a Seleção Japonesa sofreu um dos mais duros reveses da história do futebol. O palco? Doha.

Japan Iraq Qualifiers Doha World Cup 1994
Foto: Desconhecido/ Arte: O Futebólogo

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Promessa hoje, realidade amanhã? — Versão 2019

Desde 2012, O Futebólogo lança uma lista com jovens jogadores que se destacaram no ano que se aproxima de seu fim. Em 2019, não será diferente. As escolhas feitas se pautam em alguns critérios: o atleta deve ter um limite máximo de 23 anos e ter se destacado a partir do último ano, o que deixa de contemplar grandes desempenhos como o de jogadores como James Maddison ou Donny van de Beek. Como ficará claro, alguns analisados até atuaram em outras temporadas, mas com pouco destaque, de modo irregular ou em uma liga de poderio técnico inferior, tendo obtido êxito quando do salto a uma competição mais forte. Sem mais delongas, avancemos aos escolhidos.

João Felix Nicolo Zaniolo Ansu Fati Erling Haland Talles Magno
Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

O Boxing Day que levou o Manchester United ao primeiro título inglês com Alex Ferguson

Mais de 25 anos haviam se passado desde que o Manchester United conquistara seu último título inglês. Depois de viver anos 1960 memoráveis, os Red Devils sofreram durante as duas décadas seguintes. Alguns títulos da FA Cup — além da conquista da Recopa Europeia de 1990-91 — diminuíram o vazio do torcedor, mas não aplacaram a dor da longa espera, sobretudo em um período de domínio de seu maior rival, o Liverpool. Apesar disso, o futebol, com seu caráter cíclico, reservou emoções aos mancunianos de vermelho, a começar em 1992-93; logo após o Natal, na rodada de Boxing Day.

Foto: John Giles/PA Archives/ Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Como Ravelli superou a desconfiança e se tornou ícone no Mundial de 1994

Goste ou não: o Mundial de 1994 foi um dos mais marcantes da história do futebol. Ele expôs os melhores do planeta a um país que não tinha o soccer em alta conta, lançando-os a um calor escaldante, mas foi palco de uma série de eventos inesperados. Lideradas por jogadores magistrais, equipes como Romênia e Bulgária brilharam. Apostando em uma ideia estranha a sua história, o Brasil levantou o caneco, ao mesmo tempo em que a Argentina, tal como em um tango, viu o drama permear sua participação — com o afastamento de Diego Maradona, que testou positivo no exame antidoping. Foi esse o contexto da reafirmação de um goleiro um tanto excêntrico e que protagonizou uma das cenas mais icônicas daquela competição: Thomas Ravelli.

Ravelli Sweden
Foto: Getty Images/ Arte: O Futebólogo

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