O Futebólogo | Refletindo o futebol sob prismas não convencionais

quarta-feira, 1 de julho de 2020

A República Tcheca que parou no gol de ouro na Euro 1996

O futebol apenas começava a se adaptar às profundas mudanças trazidas pelo Acórdão Bosman. Isso quer dizer que a Europa ainda preservava um senso de equilíbrio no futebol de clubes. Claro, os times mais ricos do continente sempre exerceram alguma hegemonia, mas ela não se apresentava tão poderosa. Tal se refletia nas seleções. Foi esse o contexto da brilhante campanha da República Tcheca na Euro 1996. Era um time jovem, com muito a provar, e composto por 15 jogadores locais.

Czech Republic Russia Euro 1996
Foto: Popperfoto/Getty-Images/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 24 de junho de 2020

La Liga 1996-97: um torneio pintado de verde e amarelo

Sempre existiu demanda pelo talento brasileiro na Europa. No caso espanhol, a história recorda passagens como as de Evaristo de Macedo por Barcelona e Real Madrid, nos anos 1950 e 60, assim como as trajetórias de Didi, também no Real, e de outros nomes como Waldo, no Valencia, ou dos ex-palmeirenses Luis Pereira e Leivinha, no Atlético de Madrid. O brasileiro já era tido em alta conta quando Ronaldo, Rivaldo e Roberto Carlos desembarcaram em solo hispânico. Porém, talvez não se esperasse deles tão bom desempenho já na temporada de chegada.

Ronaldo Rivaldo Roberto Carlos Barcelona Deportivo Coruña Real Madrid
Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 17 de junho de 2020

Denis Law, Joe Baker e um ano muito louco em Turim

Quando se pensa na trajetória do escocês Denis Law no futebol, é impossível separar sua figura da do Manchester United. Foram mais de 10 os anos em que representou os Red Devils. Nesse tempo, ao lado de Bobby Charlton e George Best, eternizou a United Trinity. Contudo, antes de fazer de Old Trafford seu lar, ele atuou no rival local, o Manchester City, e, mais importante que isso: emigrou à Itália, onde acabaria amigo de outro britânico, Joe Baker.

Denis Law Joe Baker Torino
Foto: Desconhecido/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 10 de junho de 2020

Quando Paulo Sousa desafiou a Juventus e riu por último

Dia 22 de maio de 1996. Paulo Sousa sobe ao terreno do estádio Olímpico de Roma para a disputa de um desafio importante. A Juventus, clube que representava na ocasião, enfrentava o Ajax. Era a final da Liga dos Campeões da Europa e os italianos precisavam superar o campeão vigente. O português acabaria substituído no minuto 57. O placar, 1 a 1, não mudaria e ele veria do banco a disputa de pênaltis. O título veio. Ele foi. Sorte do Borussia Dortmund.


Paulo Sousa Dortmund Borussia

quarta-feira, 3 de junho de 2020

A escolha definitiva de Joseba Etxeberria

Um dos dérbis mais acostumadas ao transitar de jogadores de um rival ao outro é o basco. Não é difícil entender os motivos. Se por um lado o Athletic restringe seus contratos àqueles que têm alguma ligação com o País Basco, a Real Sociedad viveu semelhante situação até o fim dos anos 1980 e, mesmo após, seguiu apostando pesado na prata da casa. No entanto, a habitualidade desses movimentos não quer dizer que eles sejam bem recebidos — sobretudo pela torcida que se vê órfã. Pouca gente sentiu isso tanto quando Joseba Etxeberria.

Joseba Exteberría retires Athletic Bilbao
Foto: Miguel Toña/EFE/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Um time sem casa: a primeira passagem do St. Pauli pela Bundesliga

Nos campos, a vida do St. Pauli nunca foi fácil. Mesmo durante as fases menos brilhantes de seu grande rival, o Hamburgo, os Piratas se mantiveram longe dos holofotes. Apesar disso, desde meados dos anos 1980, o clube conquistou status cult. A partir da influência de novos torcedores, provenientes de movimentos como o Okupa, que promoviam ocupações de imóveis vazios, o St. Pauli se tornou um clube de resistência e apoio às minorias. Porém, essa não era sua realidade em 1977-78. Ali, só ficou mais evidente o papel de “primo pobre” da cidade de Hamburgo.

St. Pauli 1977-78
Foto: picture alliance/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 20 de maio de 2020

Dois jogos no mesmo dia? Em 1987, Mark Hughes fez acontecer

Antes de apostar em uma carreira como treinador, Mark Hughes viveu dias importantes como atacante. Em 1987, desfrutava de sua segunda experiência longe das Ilhas Britânicas, representando o Bayern de Munique. Aos 24 anos, já havia passado por Manchester United e Barcelona. Na Baviera, viveria uma situação insólita, mas que era permitida até então. No dia 11 de novembro, jogaria duas partidas oficiais.

Mark Hughes Bayern
Foto: imago/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 13 de maio de 2020

O dia em que o Camp Nou aplaudiu Laurie Cunningham

Nunca foi comum ver jogadores ingleses atuando fora das Ilhas Britânicas. Foi um movimento icônico e sem precedentes o performado por Laurie Cunningham. Um dos pilares dos Three Degrees, a tríade de talentosos e socialmente importantes negros que representou o West Bromwich Albion nos anos 1970, o atacante foi vendido ao Real Madrid em 1979. Foi o primeiro inglês a representar os Merengues. E não tardaria a ser ovacionado por sua velocidade e habilidades. Insolitamente, na mais hostil das casas possíveis.

Laurie Cunningham Real Madrid
Foto: Bob Thomas/Getty Images/Arte: O Futebólogo


quarta-feira, 6 de maio de 2020

Quando o Monaco atropelou o Deportivo e se candidatou a brigar pelo continente

Não demoraria para a Europa se render às qualidades daquele Monaco. Apesar disso, o clube sequer era apontado como favorito à superar a fase de grupos da Liga dos Campeões — mesmo que os adversários não fossem as maiores potências. No entanto, no quarto confronto disputado, os monegascos mostraram o que valiam. O dia 5 de novembro de 2003 nunca abandonará a memória daqueles que assistiram aos 90 minutos em que o Monaco destroçou o Deportivo La Coruña.

MONACO DEPORTIVO ROTHEN PRSO EVRA
Foto: Twitter @ChampionsLeague/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Ocidente vs. Oriente: A louca disputa entre Bayer Uerdingen e Dynamo Dresden na Recopa de 1985-86

Em uma eliminatória de 180 minutos, decorridos 135 um dos disputantes vence por 5 a 1. A partida de volta é na casa do derrotado e as arquibancadas logo se esvaziam; a torcida local não espera por uma reviravolta do seu massacrado time. Então, milagrosa ou tragicamente, as bolas na rede se acumulam. É um vexame do Bayer Uerdingen, o outsider que vencera a Copa da Alemanha na temporada anterior? Na verdade, não. Trata-se de uma reviravolta que ninguém poderia prever. A eliminatória termina 7 a 5 para os homens que haviam fracassado em três quartos daquela contenda.

Bayer Uerdingen Dynamo Dresden UEFA Cup Winners Cup 1986
Foto: Getty Images/ Arte: O Futebólogo