O Futebólogo | Refletindo o futebol sob prismas não convencionais

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Quando o Union Berlim flertou com uma glória improvável

O Union Berlim é um desses clubes que dispensam maiores introduções. As origens no proletariado; a resistência contra sistemas opressivos — primeiro, o vigente na extinta Alemanha Oriental, e, nos dias atuais, o do capitalismo —; a conexão visceral com a torcida, a comunidade local, que, literalmente, deu sangue e ofereceu força de trabalho ao clube; e a veia contracultural são fatos notórios. No entanto, trata-se de um clube carente de conquistas. De modo improvável, isso quase se modificou no início do século XXI.

Union Berlin Pokal 2001
Foto: Getty Images/ Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

O sonho que a Roma fez de tudo para viver

Roma é uma cidade apaixonada por futebol. A capital italiana vive em modo binário: de um lado os seguidores da Roma, do outro seus arquirrivais da Lazio. Todos os componentes para a formação de uma metrópole futebolisticamente efervescente estão presentes. No entanto, à paixão local não correspondem resultados. A verdade é que a Cidade Eterna vive à sombra dos êxitos do norte, das glórias de Juventus, Internazionale e Milan. No entanto, muita coisa poderia ter sido diferente, não fosse a marca da cal. Em 1984.

Foto: The Sun/ Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Como uma passagem pela Suíça deu rumo à carreira de Élber

Lisboa, 30 de junho de 1991. A marca da cal é o que separa um confiante anfitrião, Portugal, e o Brasil do troféu de campeão mundial de juniores. São 127 mil os presentes, que esgotaram as entradas com três dias de antecedência. Existe muita confiança nos garotos lusitanos, chefiados pelo treinador Carlos Queiroz. Os 120 minutos deixaram os nervos à flor da pele. E são justamente eles que se colocam à prova agora. O travessão, o goleiro português, Brassard, e a perícia dos de vermelho prevalecem. No entanto, o vice e o pênalti que parou no poste nada mudam na vida de Élber, de malas prontas para Milão.

Foto: Desconhecido/ Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

A Copa da Uefa que projetou Louis van Gaal

A narrativa do futebol holandês se divide em dois mundos: o dos gênios da bola e o das mentes brilhantes (às vezes nem tanto) dos bancos de reservas. De Piet Keizer a Arjen Robben; de Rinus Michels a Erik ten Hag. Quase sempre que os êxitos de dentro do campo se manifestaram, viu-se esse cosmos: conjugação técnico-tática capaz de fazer o universo se render ao fascínio, ao menos durante 90 minutos. Foi um pouco disso que se verificou em 1991-92, quando dois jovens, Louis van Gaal e Dennis Bergkamp, recolocaram o Ajax na rota dos títulos continentais, amaciando o terreno para que, pouco depois, viesse a mais desejada das conquistas.

Ajax UEFA CUP
Foto: Getty Images/ Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Nos anos 1990, Klinsmann foi o cai-cai preferido da Inglaterra

Nas décadas de 1980 e 90, Jürgen Klinsmann foi um das principais referências de ataque da seleção alemã. No contexto de clubes, passou com destaque por alguns países. O atacante podia ser tido como um andarilho quando bateu à porta da terra da rainha. Não pelo número de times representados, quatro, mas por seu trajeto, de país em país. Depois de começar a carreira no Stuttgarter Kickers e se destacar no rival famoso, o Stuttgart, viajou à Milão, representando a Inter. Depois, foi ao Principado, vestir-se de vermelho e branco e defender o Monaco. Então, partiu para a Premier League, ganhando ainda mais notoriedade e revertendo uma relação conflituosa; provando que amor e ódio andam juntos.

Foto: Getty Images/ Arte: O Futebólogo