O Futebólogo | O futebol como arte, história e memória

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Como o Wolverhampton influenciou a criação da Copa dos Campeões da Europa

Boa parte dos grandes eventos de todos os tempos teve seu início impulsionado por alguma circunstância extraordinária. Basta ir aos livros de História para confirmar ser esta uma realidade. Nesse sentido, o futebol registra uma dívida importante com o Wolverhampton. Não fossem os Wolves, talvez a Copa dos Campeões da Europa nunca tivesse sido criada. Com otimismo, pode-se pensar que sua gênese teria demorado mais. Eram os anos 1950, e os ingleses inauguravam os holofotes do estádio Molineux.

Wolves Honved 1954
Foto: Desconhecido/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

1978: O ano em que o Brasil se rendeu ao Guarani

Eram épocas de vacas magras. Embora o Guarani viesse disputando a primeira divisão brasileira desde 1973, a margem para investimentos era minúscula. Não era possível fazer grandes contratações, nem, tampouco, assegurar os préstimos de um treinador de ponta. Também não se podia negar que o Bugre vinha mal nos confrontos ante a rival Ponte Preta, vice-campeã estadual no ano anterior. Entretanto, em 1978, havia o que explorar nas categorias de base. Com sorte e precisão, as coisas poderiam dar certo. Foi exatamente o que aconteceu.

Guarani 1978
Foto: Guarani/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Barcelona 1992: O ouro olímpico que orgulhou toda a Espanha

Seja pelo caráter amador que acompanha os Jogos Olímpicos, o que, no âmbito do futebol, provoca a restrição de aceitação apenas de atletas sub-23, além de três exceções, ou pela competição com as Copas do Mundo, é certo que o futebol não clama a presença de tantos holofotes nas Olimpíadas. Há exceções. Uma delas aconteceu em 1992, quando uma geração liderada por Abelardo, Pep Guardiola, Luis Enrique e Kiko levou milhares de pessoas ao Camp Nou e orgulhou a Espanha.

Spain Olympics 1992
Foto: FIFA/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

De lançar Maradona a obter reconhecimento internacional: os anos vitoriosos do Argentinos Juniors

A identificação dos clubes bonaerenses com os bairros em que estão lotados é um fenômeno interessante e que marca, fortemente, o futebol argentino. Desse modo, antes de ser um clube de Buenos Aires, o Argentinos Juniors se faz uma marca de La Paternal. Em que pese o fato de, em termos nacionais, não ser possível comparar sua influência com a de outras equipes, o Bicho Colorado registrou páginas históricas nos anos 1970 e 1980. Naqueles anos, não foi um time qualquer, seja pelos resultados, o estilo de futebol praticado, ou pela revelação de talentos.

Argentinos Juniors 1985
Foto: El Gráfico/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Michel Platini e os anos de ouro do Nancy

Quando se pensa na figura do jogador Michel Platini, as imagens que logo vêm à mente o apresentam trajando duas camisas: a da Juventus e, naturalmente, a da seleção da França. Indo um pouco além, pode ser que alguém reclame uma lembrança dele defendendo o famoso verde do Saint-Étienne, com o qual foi campeão francês, em 1980-81. No entanto, serão poucos a vislumbrar sua figura com a camisa branca, marcada por detalhes em vermelho, do Nancy. Embora seja difícil afastar essa realidade, não se pode subestimar a grandiosidade dos feitos do jovem Platini no Stade Marcel Picot.

Platini Nancy
Foto: Quelle/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

1973-74: O primeiro Scudetto da Lazio, entre gols, desunião e tiros

A capital italiana não era palco de comemoração de um título italiano desde 1942, quando a Roma venceu seu primeiro Scudetto. 32 anos depois, as maiores dificuldades do pós-guerra haviam ficado para trás. Os problemas, não. Eram vividos os anos de chumbo. Movimentos sindicalistas ganhavam músculo, carregados pelo fortalecimento da consciência de classe, e, antagonicamente, ressurgiam com força grupos de extrema direita, mussolinistas. Como um microcosmo da estrutura italiana, o futebol não deixou de refletir isso. Como a Lazio provou.

Lazio 1973-1974 Foggia 1-0
Foto: Desconhecido/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

O Porto que superou o Bayern e conquistou a Europa em 1986-87

A história do Futebol Clube do Porto pode ser dividida em um antes e depois. Até 1982, era importante força nacional e já havia se consolidado como a maior potência do norte de Portugal. Ainda assim, seu recorde de conquistas era risível quando comparado ao dos dois rivais lisboetas, Benfica e Sporting. Porém, naquele início dos anos 1980, a partir da chegada de Pinto da Costa à presidência, tudo mudou. O primeiro grande ponto alto veio em 1986-87.

Porto Campeão 1987 Europa
Foto: imago/Kicker/Liedel/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

2009-10: O ano em que o Twente surpreendeu o futebol holandês

Era o ano de 2003. Apesar de ter terminado a Eredivisie em 12º lugar, o Twente viu ser declarada sua falência. A empresa fundadora do clube se encontrava em mau estado. A falta de pagamento de impostos, aproximadamente da ordem de €3,1 milhões, e de outras dívidas, que somavam €14 milhões, ameaçava a existência da equipe. Então, liderado pelo futuro presidente Joop Munsterman, um novo grupo assumiu o time e o conduziu aos mais altos voos — antes de duras quedas.

Twente 2009-10 Steve McClaren
Foto: PA/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

O proveitoso final dos anos 1990 do Chelsea

A década de 1980 não foi a melhor para o Chelsea. Vivendo à sombra dos feitos do clube na transição dos anos 60 para os 70, quando os Blues venceram uma FA Cup e uma Recopa Europeia, aquele time começou o decênio oitentista na segunda divisão. Naqueles anos, foram cinco aparições no escalão inglês de acesso. Porém, a partir da subida de 1988-89 (de assombrosos 99 pontos), o time começou uma reestruturação que renderia grandes frutos na parte final dos anos 90.

FA CUP 1997 CHELSEA
Foto: Ben Radford/Getty Images/ Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

O Internacional que pintou o Brasil de vermelho em 1975 e 1976

“Parece que a turma está compreendendo tudo direitinho. Se eu faço questão de lembrar essas coisas, não é com o sentido de criticar ninguém, mas de obter mais união, mais cabeça. Qualquer tropeço, qualquer bobagem, nos custará muito caro daqui em diante”. A fala é de Rubens Minelli, reproduzida pela revista Placar. O ano era 1975, e o Internacional, com um grande elenco, arrancava como favorito ao título do Campeonato Brasileiro. Porém, naquele momento, havia experimentado tropeços inesperados. Ficava claro que seria necessário superar os próprios nervos.

Internacional 1975
Foto: Desconhecido/Arte: O Futebólogo