O Futebólogo | O futebol como arte, história e memória

quarta-feira, 3 de março de 2021

O feliz casamento de Martin O’Neill com o Leicester City

Como jogador de futebol, Martin O’Neill não foi homem de um time só. Ainda assim, sua imagem se vincula ao Nottingham Forest. No final dos anos 1970, ele participou diretamente do que foram os melhores anos da história da equipe, sob o comando de Brian Clough. No entanto, a trajetória nos bancos de reservas começou de baixo. Depois de uma boa passagem pelo Wycombe Athletic, em Leicester, ele se reapresentou à elite.

Martin O'Neill Leicester
Foto: OTB Sports/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Os 18 importantes meses de Arsène Wenger no Japão

Há momentos em que o futebol pode ser tudo, menos bonito. A pressão pode ser feroz. As derrotas, implacáveis. E ainda há ocasiões em que o espírito esportivo fica em segundo plano. O futebol pode consumir quem o vive intensamente. Era em uma situação como essa que Arsène Wenger se encontrava, em setembro de 1994, após ser demitido do Monaco. Sete anos após sua chegada ao Principado, estava farto, sobretudo após o escândalo de suborno de atletas rivais envolvendo o Olympique de Marseille. Assim, recusou gigantes europeus. Partiu para o Japão.

Nagoya Emperor Cup Wenger
Foto: AFP/Getty Images/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

O ano em que Parreira conduziu o Fenerbahçe ao fim de um incômodo jejum

É desnecessário discorrer longas linhas a respeito do tipo de rivalidade futebolística vivida nas ruas de Istambul. Por isso, não é difícil imaginar o tipo de pressão que o Fenerbahçe vivia em 1995. Fazia seis temporadas que os Canários Amarelos não venciam a Liga Turca. No período, foram dois os títulos do Galatasaray e quatro os do Besiktas. O Fener nunca havia passado tanto tempo longe do principal caneco do país. Objetivando o fim da seca, o clube buscou a liderança de um tetracampeão mundial, Carlos Alberto Parreira.

Parreira Fernerbahçe 1995 1996
Foto: Desconhecido/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

O agônico vice-campeonato brasileiro da Portuguesa em 1996

Falar na Associação Portuguesa de Desportos, a Lusa, é recordar Julinho Botelho, Djalma Santos, Leivinha, Enéas, Dener e outros nomes importantes do futebol brasileiro. Também aparecerão no assunto alguns títulos do Rio São-Paulo e do Paulistão, especialmente o notório torneio de 1973, cujo desfecho inusitado obrigou a Federação Paulista a dividir a láurea entre Portuguesa e Santos. Inevitavelmente, em algum momento, será necessário falar sobre o agridoce ano de 1996.

Portuguesa 1996 Lusa
Foto: Agência Estado/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

O vitorioso Monaco treinado pelo disciplinador Jean Tigana

O Monaco procurava uma nova direção. Era preciso voltar a adubar a terra, depois de viver bons anos sob a direção de Arsène Wenger. Com o Professor, o time vencera a Ligue 1, alcançando o vice-campeonato da Recopa Europeia em 1990-91, chegando às semifinais da Liga dos Campeões, em 1993-94, e contando com jogadores da estirpe de Glenn Hoddle, Jürgen Klinsmann e George Weah. No entanto, naquela altura, fazia-se necessária a implantação de outra cultura. Eram necessários novos ares, que acabariam chegando.

Monaco 1996-97 Ligue 1 Ikpeba Henry Anderson
Foto: ASM/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Bayern: Construindo a maior hegemonia da Europa

O futebol alemão se divide em dois períodos, um anterior e outro, posterior, à fundação da Bundesliga — o campeonato nacional nos moldes atuais. Tal fato aconteceu em 1962, com a primeira edição se iniciando no ano seguinte. Até então, havia futebol do país, mas não existia uma competição unificada. Eram disputados torneios regionais e, ao final, os melhores colocados de cada um deles se digladiavam pelo posto de campeão.

Nessa época, o Bayern de Munique era só mais um clube no cenário alemão. Ainda que tivesse chegado ao lugar mais alto no pódio em 1931-32, tal fato se mostrou isolado. No país, as forças mandantes eram Nürnberg (com oito glórias) e Schalke 04 (sete) — com Borussia Dortmund, Hamburgo, Lokomotiv Leipzig e Greuther Fürth mais atrás, com três conquistas cada. Os bávaros sequer disputaram a duas primeiras edições da Bundesliga, ficando à sombra de seu rival local, o Munique 1860.

Bayern 1974
Foto: Reprodução FC Bayern/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Uma Santa campanha em 1975

Fazia pouco mais de 60 anos desde que um grupo de estudantes, todos menores de idade, tomara a decisão de formar um clube de futebol, nas cercanias da Igreja da Santa Cruz, ali no bairro da Boa Vista, no Recife. Três anos antes, em 1972, aquele mesmo time recebera uma casa. Era sete de dezembro e o Brasileirão se aproximava de seu fim. No Arruda, o Santa Cruz carregava o orgulho de seu estado e região; fazia festa para um elenco que pararia ali, mas não perderia seu lugar no rol dos mais importantes do país. Vivia-se o ano de 1975.

Santa Cruz 1975
Foto: Arquivo DP/DA Press/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Obilic: Quando futebol e crime foram um só

Não é mistério para ninguém o fato de que, na Sérvia, o futebol é dominado por duas grandes potências. Mesmo quando o campeonato local ainda abarcava clubes de outros países eslavos, nos tempos em que a Iugoslávia os unia, os dois gigantes de Belgrado já se destacavam. Estrela Vermelha e Partizan são, historicamente, as equipes mais poderosas da região. Em 1997-98, porém, um nanico subjugou os gigantes. Valendo-se de todos os artifícios possíveis, o FK Obilić promoveu um hiato na habitual história do futebol local.

Obilic 1997-98
Foto: Desconhecido/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Coisas que só acontecem com o Tottenham

Não chega a ser um ritual, mas, no futebol, as massas são a classe de alimento mais escolhida pelas comissões técnicas antes de uma partida — o macarrão sendo, talvez, a opção mais comum. Embora importante, esse não deve ter sido um assunto discutido quando o Tottenham se preparou para a 38ª rodada da Premier League 2005-06. O derby londrino contra um West Ham que nada aspirava na competição não era o jogo mais difícil do mundo. E bastava vencer. Somando três pontos, o time consolidaria a quarta colocação e disputaria sua primeira Liga dos Campeões, após a reformulação da competição no início da década de 1990. Mas não é por acaso que o Tottenham é tido como um dos times mais azarados do planeta. Typical Tottenham é a expressão utilizada a cada vez em que os Spurs projetam sucessos, fazem por onde obtê-los, mas morrem na praia na hora H. Como naquele 7 de maio de 2006.

Defoe Carrick Tottenham
Foto: Roy Beardsworth/Offside/Arte: O Futebólogo
* Este texto apareceu primeiro na revista Relvado #12

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Promessa hoje, realidade amanhã? — Versão 2020

O ano de 2020 foi o mais estranho que poderia ser. É claro, dificilmente seria diferente, tendo em vista a pandemia que assola o mundo. O futebol não permaneceu imune a isso, tendo passado por um período de paralisação e, dentre outras questões, presenciando a diminuição da margem para investimentos, quando comparada a dos últimos tempos. Para alguns garotos, tal acabou significando maiores oportunidades em suas equipes. E isso é uma questão que não muda, independentemente do que aconteça: o futebol sempre apresenta promessas. Com todas as suas peculiaridades, 2020 não foi diferente. Aqui, você conhece alguns dos garotos que despontaram, ou se afirmaram no futebol, mundo afora, no último ano.

Promessas 2020 Veron Kulusevski Saka Bellingham Doku
Arte: O Futebólogo