O Futebólogo | Refletindo o futebol sob prismas não convencionais

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Como o Bordeaux viveu o céu e o inferno em pouco mais de uma década

As gerações mais recentes reconhecem: a cidade de Bordeaux nunca viu um time mais talentoso e encantador do que o que desfilou bom futebol nos anos 1980. O treinador Aimé Jacquet teve o tempo necessário para montar uma constelação de craques; sua principal estrela respondendo pelo nome de Alain Giresse. Aquele time fez história dentro e fora da França, com títulos e campanhas de respeito. Porém, viveu um fim duro e abrupto.

Bordeaux Champions Giresse
Foto: Reprodução/Bordeaux/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Luther Blissett: o artilheiro inglês que fracassou no Milan

Foi durante os anos de 1980 que o Watford viveu suas maiores glórias na Inglaterra. Naquela época, comandado por Graham Taylor, o time foi subindo degraus de modo impressionante. Em 1977-78, os Hornets se encontravam na quarta divisão. Poucos anos depois, na temporada 1982-83, a equipe alcançava o segundo lugar da elite. Tudo sob a direção de um astro da música pop, o mais famoso torcedor da agremiação: Elton John. Foi nessa realidade que Luther Blissett foi revelado e ganhou destaque internacional.

Luther Blissett AC Milan
Foto: Desconhecido/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 25 de março de 2020

A grande recuperação do Goiás em 2003

O fim da 23ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2003 sinalizou a conclusão do primeiro turno da competição. Naquele ano, eram 24 os competidores e, portanto, 46 as partidas por disputar. Naquela altura, o torcedor do Goiás mal pôde comemorar a vitória contra o Vasco, 3 a 1. Sua situação era complicada, apesar de já ter apresentado sinais de melhora. A lanterna seguia em suas mãos e o rebaixamento à segunda divisão parecia iminente.

Foto: Ari Ferreira/Lancepress/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 18 de março de 2020

O Cantinho de Morais: O gol olímpico que deu um título europeu ao Sporting

Era difícil não viver à sombra dos feitos do rival Benfica. Afinal, lá atuava o maior jogador português de até aquele momento histórico. Comandados por Eusébio, os Encarnados varriam os adversários nacional e continentalmente. Foram oito títulos portugueses e duas Copa dos Campeões da Europa entre 1960 e 69. O que essa realidade por vezes mascara é a existência de mais equipes em boa forma em Lisboa. Em 1962-63 e 1963-64, o Sporting deixou isso sublinhado. Valeu até gol olímpico.

Sporting CP UEFA Cup Winners' Cup 1963-64 Taça das Taças
Foto: Sporting/ Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 11 de março de 2020

Quando um combinado rosarino bateu a Argentina e criou um mito

Figuras lendárias são parte intrínseca da história do futebol. Não há discussão. Nesse sentido, poucos países conceberam tantos nomes com tamanha expressão quanto a Argentina. Se for para ficar nos mais evidentes, sempre se pode falar em Alfredo Di Stéfano, Diego Maradona ou Lionel Messi. Mas este rol comporta muitos outros expoentes. O que dizer, por exemplo, de René Houseman, Ricardo Bochini ou de José Sanfilippo? E de Tomás, El Trinche, Carlovich, o homem que conduziu um esquadrão rosarino ao triunfo ante a Albiceleste?

Tomás Carlovich
Foto: Desconhecido/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 4 de março de 2020

Em Niall Quinn e Kevin Phillips, Sunderland teve heróis e enfim sorriu

Em poucas regiões da Inglaterra o futebol tem tanto apelo quanto no nordeste. Mais especificamente, no condado de Tyne and Wear. Apesar disso, engana-se aquele que atribui tal fanatismo aos títulos. Sunderland e Newcastle não compõem o rol dos maiores vencedores do país. Nem por isso deixam de ser reconhecidos pela pujança de sua rivalidade. E foi em meio ao bom momento dos Magpies, que tinham Alan Shearer no comando de seu ataque, que os Black Cats foram resgatados pela dupla de ataque formada por Niall Quinn e Kevin Phillips.

Kevin Phillips Niall Quinn Sunderland
Foto: PA/ Arte: O Futebólogo

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

A bola pune e a Holanda descobriu isso na Euro 2000

Anos antes de o treinador Muricy Ramalho cunhar o bordão “a bola pune”, a Holanda mostrou que a emblemática frase tem fundo de verdade. Depois de parar na marca da cal contra o Brasil, na Copa do Mundo de 1998, a Oranje teve uma chance singular de voltar a levantar uma taça. Porém, na Euro 2000, mesmo atuando em casa, esbarrou no goleiro italiano Francesco Toldo e em sua própria incompetência. Em Amsterdã, não faltaram oportunidades de manter o sonho de título vivo.

Netherlands Holanda Euro 2000
Foto: Desconhecido/ Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Com John Aldridge, Real Sociedad abriu portas e mudou sua história

O fato de o Athletic Bilbao não contratar jogadores sem origens bascas é notório. O clube costuma ser visto com curiosidade e admiração por manter uma postura de apoio à comunidade local tão forte. Menos difundida é a história de sua grande rival no que diz respeito ao mesmo assunto. Durante longos anos, a Real Sociedad manteve a mesma política. Até que não mais. Até que um desmanche e os conselhos de John Toshack convenceram a diretoria a mudar. Até que apareceu a figura de John Aldridge.

John Aldridge Real Sociedad
Foto: Desconhecido/ Arte: O Futebólogo


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Como Otto Rehhagel e Werder Bremen cresceram juntos e alcançaram o topo

Tudo começou em 1981. Naquele ano, o treinador Otto Rehhagel assumira um Werder Bremen recém-saído da segunda divisão. Embora fosse uma competidora habitual na Bundesliga, a equipe do noroeste da Alemanha só tinha levantado a Salva de Prata uma vez, no longínquo ano de 1964-65. Naquela época, não era vista como uma grande força. Mas foi se tornando. Levantou taças e até viveu um milagre na Liga dos Campeões de 1993-94, em um jogo contra o Anderlecht.

Otto Rehhagel Werder Bremen Pokal
Foto: imago/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

A ira de Zvonimir Boban e a Guerra de Independência da Croácia

O mito conta que foi durante um dérbi entre Dinamo Zagreb e Estrela Vermelha, em 1990, que tudo começou. Em que pese o fato de a Guerra de Independência da Croácia ter se iniciado apenas no ano seguinte, a situação na Iugoslávia já se mostrava insustentável desde a década anterior — sobretudo após o falecimento do Marechal Tito, o líder político-militar da supernação e principal artífice de um forçado senso de unidade nacional. Ante a profusão de grupos paramilitares e o desenvolvimento de relações intrincadas com as torcidas organizadas locais, aquele clássico ganhou ares de guerra, foi palco de selvageria dentro e fora das quatro linhas e elevou Zvonimir Boban ao patamar de ídolo nacional na Croácia.


Boban Zvonimir Dinamo Zagreb Red Star 1991 Maksmir
Foto: Desconhecido/ Arte: O Futebólogo

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