quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

É impossível intimidar Duncan Ferguson

Geralmente, estereótipos têm pouca valia. Por mais que precise se adequar a determinadas convenções para viver em sociedade, o ser humano é, essencialmente, único. Não obstante, são justamente os tais padrões que auxiliam o observador externo a construir a imagem de um determinado povo. Por isso, é pouco provável que o escocês médio se ofenda por ser conhecido pelos enormes volumes de bebida alcóolica que consome e a predileção por uma boa briga. Duncan Ferguson não foge à regra.

Ducan Ferguson Everton Referee Problems
Foto: Ross Kinnaird/ Getty Images/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Euro 1984: Estreia, estrela e caos para Portugal

Ao pensar no passado do futebol português, é difícil imaginar que a memória não recorra ao desempenho lusitano na Copa do Mundo de 1966 — ainda que se possa pensar em outros grandes times, como o Sporting dos anos 1940 e o poderoso Benfica de duas décadas mais tarde. Não obstante, a geração de Eusébio e Mário Coluna não chegou a disputar um torneio continental; não jogou a Eurocopa. Foram necessários 18 longos anos para Portugal retornar aos grandes palcos. Quando o fez, não brincou em serviço, contra tudo e todos.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

A antiga e duradoura conexão anglo-sueca

A Suécia carrega consigo uma respeitável história no futebol. Sua trajetória remonta tempos já muito distantes, o que ajudou a consolidar sua tradição. Quarta colocada no Mundial de 1938, terceira em 1950, campeã olímpica em 1948… A equipe escandinava, de tempos em tempos, aparece para reclamar seu sólido lugar nos contos dos gramados. Os brasileiros que o digam: em 1958, ao contrário do que o placar final sugere, foi preciso correr atrás do prejuízo na final da Copa do Mundo, uma vez que foram os suecos que saíram na frente, com gol do craque Nils Liedholm. Aquele êxito foi o retrato de uma relação estabelecida na década passada, quando azuis e amarelos começaram a forjar um pacto com os ingleses, no comando do leme, fora das quatro linhas.

George Raynor Sweden
Foto: Tore Falk/ Expressen/PA Images/ Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Sergej Barbarez: Da Bósnia para a Alemanha sem olhar para trás

Reconstruída, a cidade de Mostar, a sexta maior da Bósnia, tenta trazer de volta a imagem de antes da guerra. Uma das principais praças de batalha do conflito armado que assolou o país nos anos 1990, notadamente durante o Cerco de Mostar, ocorrido primeiro entre abril e junho de 1992 e, depois, de junho de 1993 a abril de 1994, a localidade foi completamente destruída. Trata-se de um marco arquitetônico nacional, lembrado por construções que remetem aos períodos de domínio otomano e austro-húngaro, que, esforços à parte, nunca retomará seu status quo.

Sergej Barbarez Bosnia
Foto: Desconhecido/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

O Watford é pop! A epopeia de Graham Taylor

O futebol inglês transpira tradição. Grande parte de seus clubes já superou a marca dos 100 anos e tem pelo menos um momento histórico especialmente importante. A 24 quilômetros de distância da capital britânica, Londres, uma equipe viveu fortes emoções nas décadas de 1970 e 80. Sob o comando de Graham Taylor, e com um líder espiritual um tanto quanto atípico nos bastidores, o Watford deixou as sombras da quarta divisão e chegou ao futebol continental.

Graham Taylor Elton John Watford
Foto: The Times/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

Os Intocáveis que levaram o Náutico à América

O Brasil vinha se acostumando com a força do futebol do nordeste. Quando se anunciou o ano de 1967, Bahia e Fortaleza já haviam chegado à final da Taça Brasil, com o time soteropolitano, inclusive, superando o Santos, de Pelé, e se sagrando campeão nacional. Naquela altura, o Náutico também flertara com semelhante título, mas caíra nas semifinais; era o time d’Os Intocáveis e eles queriam mais.

Náutico Taça Brasil 1967
Foto: Desconhecido/Arte: O Futebólogo