quarta-feira, 16 de junho de 2021

Quando a Internazionale apostou suas fichas nas virtudes alemãs

A partir da década de 1970, ganhou força a rivalidade futebolística entre Alemanha e Holanda. Em parte, foi o retrato de uma rejeição que os neerlandeses carregavam desde a invasão alemã durante a Segunda Guerra Mundial. Na altura, os países representavam as principais escolas de futebol no mundo; as virtudes germânicas personificadas por Franz Beckenbauer e as holandesas por Johan Cruyff. Essa realidade transbordou os países e, no final dos anos 1980, quando o Milan apostou nos melhores jogadores dos Países Baixos, a Inter alimentou a rivalidade local contratando alemães.

Matthaus Klinsmann Brehme Inter
Foto: Reprodução Twitter @edufutirinhas/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 9 de junho de 2021

A Recopa que premiou o talento e a crença do Zaragoza

Há acontecimentos que parecem destinados a ocorrer em determinadas localidades. Poucas delas se revelariam tão apropriadas para ser palco do triunfo das virtudes artísticas, em detrimento da força, quanto Paris. O dia 10 de maio de 1995 se confirmou uma dessas datas em que um competidor confiante em sua técnica superou o favoritismo de um opositor pragmático. Nele, o Zaragoza subjugou o Arsenal, exibindo recursos especiais.

Zaragoza 1994-95 Recopa
Foto: Libertad Digital / Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 2 de junho de 2021

O resgate do Spartak pelas mãos de Oleg Romantsev

No final dos anos 1980, a União Soviética ruía. Conforme Perestroika e Glasnost produziam seus efeitos, a realidade ia mudando. O microcosmo do futebol não passaria ileso por esse momento. Tradicionalmente, os maiores clubes do país contaram com injeção de recursos de origem estatal. Até mesmo o Spartak de Moscou, lembrado com o Time do Povo, viveria turbulência naquele momento. Ídolos partiam, problemas internos surgiam e os títulos rareavam. Era preciso mudar.

Oleg Romantsev Spartak
Foto: Desconhecido/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 26 de maio de 2021

1978: O ano em que a Tunísia libertou seu continente

O pós-guerra foi um período com demasiadas implicações ao redor do globo. Para a maior parte dos países africanos, impulsionou processos de independência e guerras civis. No cosmos esportivo, as nações descolonizadas passaram a ter a oportunidade de se apresentar. Porém, além de largarem muito atrás em seu próprio desenvolvimento, foram obrigadas a se submeter a condições desequilibradas. Toda e qualquer vitória tinha de ser celebrada. Em 1978, os feitos da Tunísia significariam muito para o país e seu continente.

Tunisia 1978
Foto: Desconhecido/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 19 de maio de 2021

Quando o Mechelen ressurgiu na Bélgica e brilhou na Europa

A história do futebol belga registra a presença de três forças dominantes: Anderlecht, Club Brugge e Standard Liège. Unido, o trio soma mais da metade de todos os campeonatos nacionais disputados, desde a temporada 1895-96. No entanto, de tempos em tempos o inesperado se apresenta, levando a glória belga para destinos imprevistos. A partir da segunda metade dos anos 1980, foi o que aconteceu em Mechelen, na Antuérpia.

Mechelen Winners' Cup
Foto: Getty Images/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 12 de maio de 2021

O protagonismo do West Ham nos anos 1960

Tradicionalmente, o West Ham não integra o rol dos clubes ingleses mais vitoriosos. Tampouco, o dos londrinos. O time cuja origem está ligada aos trabalhadores da construção naval, no rio Tâmisa, escreveu sua história através de muito esforço. Apesar de não serem vastos, seus títulos são motivo de orgulho. Mesmo porque, em grande medida, acabaram sendo alcançados por jogadores de sua famosa Academia de Futebol. Como nos anos 1960.

West Ham Winners Cup 1965
Foto: Daily Mirror/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 5 de maio de 2021

1991-92: O ano em que o Stuttgart superou Frankfurt e Dortmund na última rodada

Até os anos 2010, o equilíbrio marcou a Bundesliga. Em que pese o fato de o Bayern de Munique ter se confirmado o campeão mais habitual, grandes sequências de títulos não eram tão frequentes. A Salva de Prata costumava transitar pelas mãos de alguns clubes. Além do Bayern, Borussia Mönchengladbach, Hamburgo, Werder Bremen, Dortmund… e Stuttgart. Em 1991-92, os suábios levavam dois títulos da era pré-Bundesliga, e mais um nos anos 1980. Não era muito, mas o clube costumava fazer boas campanhas. Conhecia a dor e a delícia das decisões.

Buchwald Stuttgart Leverkusen 1992
Foto: dpa/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 28 de abril de 2021

A irrepetível vitória da Iugoslávia no Mundial Sub-20 de 1987

Um dos charmes das disputas de base é a capacidade de estimular a imaginação de quem as acompanha. Esquadrões juniores se transformarão em equipes profissionais de ponta? Quem pode dizer… O certo é que, no curso da história, poucos times transmitiram essa sensação tanto quanto a Iugoslávia. No Mundial Sub-20 de 1987, os eslavos apresentaram uma geração envolvente de prodígios. A história providenciou um desfecho que não foi, de todo, inesperado, mas que frustrou a expectativa causada por aquele grupo de jovens.

Yugoslavia 1987 Chile World Cup U20
Foto: Desconhecido/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 21 de abril de 2021

Os anos dourados do Bragantino

Era o final dos anos 1980, quando, na terra da linguiça, um time de futebol despertou de seu sono profundo. O Bragantino vivera bons dias duas décadas antes, conquistando o Paulistão A2 e, com ele, o direito de jogar a primeira divisão de seu estado. Mas o sucesso não duraria muito, com péssimos anos 70. Com efeito, enquanto o Brasil se libertava da Ditadura Militar, o Massa Bruta foi deixando seus anos de chumbo para trás. Houve títulos e campanhas importantes. Foram anos dourados.

Bragantino 1990
Foto: Gazeta Press/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 14 de abril de 2021

Lens 1997-98: Quando a França se banhou em sangue e ouro

Se as duas primeiras décadas do século XXI entregaram à França duas hegemonias futebolísticas, através de Lyon e Paris Saint-Germain, a história foi bem diferente nos anos 1990. Quando se desenhou a temporada 1997-98, Olympique de Marseille, PSG, Nantes, Auxerre e Monaco já haviam conquistado a Ligue 1 no incompleto decênio. As disputas andavam abertas. Era o cenário perfeito para um time deixar de jejuar. Estava na hora da cidade de Lens celebrar.

RC LENS LIGUE 1 CHAMPIONS 1997-98
Foto: La Voix du Nord/Arte: O Futebólogo