quarta-feira, 6 de julho de 2022

O retorno africano aos mundiais com Marrocos em 1970

Em 1970, a Copa do Mundo deu um passo importante para justificar seu nome. Durante décadas, não fizera jus ao pretenso caráter global; revelava-se uma disputa entre europeus e latino-americanos. A competição sediada no México seria eternizada por diversas razões, entre as quais o brilhantismo da Seleção Brasileira e a impressionante batalha travada por Alemanha e Itália nas semifinais. Também se tornaria inesquecível por ter trazido a África de volta aos maiores palcos futebolísticos, com o Marrocos.

MOROCCO 1970
Foto: Desconhecido/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 29 de junho de 2022

Terceirona e Recopa para o Newport County em 1980-81

As intrincadas e complexas relações entre os países que compõem o Reino Unido ocasionam toda sorte de consequências. No futebol, um caso peculiar é o que inclui clubes galeses no sistema inglês. Enquanto Swansea e Cardiff se notabilizaram ao disputar a primeira divisão, clubes como o Newport County vivem realidade mais dura, nos escalões inferiores. Nada disso, entretanto, privou-o das histórias de superação que marcam o esporte. Em 1980-81, a Europa foi obrigada a notar a presença dos Ironsides.

Newport County 1980
Foto: Desconhecido/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 22 de junho de 2022

A premonitória temporada 2002-03 do Porto de José Mourinho

O destino, o aleatório, raramente fazem campeões. Estudo, planejamento e organização costumam ser elementos mais relevantes. Havendo um desejo ardente de afirmação e projeção, tanto melhor. Quando José Mourinho chegou a um Porto combalido e em meio a uma temporada fracassada, havia muito trabalho a fazer. Sua juventude não era um problema, garantia a vitalidade necessária para a missão que empreenderia. E não se tratava de um vigor irresponsável, ele vinha trabalhando há anos. Em menor evidência, é verdade. Quando sua grande chance apareceu, ele a agarrou.

FC Porto UEFA Cup
Foto: FC Porto/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 1 de junho de 2022

O Real Madrid bicampeão europeu em meio a jejuns

O esporte não é exato. Ao desafiar os limites humanos, admite a possibilidade da subversão de expectativas. Entretanto, essa certeza não impede o surgimento de favoritismos; tampouco aplaca a força daqueles acostumados a vencer. No futebol, nenhuma equipe tem uma sala de troféus tão cheia de glórias expressivas quanto o Real Madrid. Quando os Blancos entram em uma competição, não podem ser descartados. Ainda assim, nem eles escapam das épocas de vacas magras.

Real Madrid Copa da Uefa 1986
Foto: UEFA.com/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 25 de maio de 2022

O AZ Alkmaar que forjou a quarta força holandesa

O desenvolvimento do futebol holandês, enquanto escola, tardou. Na transição da década de 1950 para a de 60, ainda perdurava a noção de que o amadorismo ditava os rumos do esporte. Mesmo times tradicionais, como Ajax e Feyenoord, passavam dificuldades. Havia qualidade, mas era pouco explorada e de modo errático. Quando, enfim, houve condições para o progresso de um futebol que dominaria a Europa e o bonde passou por Alkmaar, foi alcançado. No final dos anos 1970, já era possível perceber.

AZ Alkmaar
Foto: Adidas/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 18 de maio de 2022

2001-02: Com Ivica Olić, NK Zagreb quebrou uma hegemonia

Enquanto a Iugoslávia concentrou os povos balcânicos, o esporte se tornou instrumento de defesa identitária. No futebol, para além de rivalidades locais, como a que separa os croatas Dinamo Zagreb e Hajduk Split, a animosidade se revelava flagrante quando enfrentavam adversários sérvios, Partizan e Estrela Vermelha. No limite entre o mito e a realidade, conta-se que a Guerra de Independência da Croácia começou durante um dérbi. Seja como for, o futebol manteve o vigor após o esfacelamento iugoslavo. Quem era grande seguiu grande. Hegemonias se engendraram. E como regras, admitiram raras exceções.

NK Zagreb 2001-02
Foto: Desconhecido/Arte: O Futebólogo