O Futebólogo | Refletindo o futebol sob prismas não convencionais

quarta-feira, 10 de julho de 2019

O acidente do Alianza Lima que arrefeceu uma rivalidade histórica

Acidentes aéreos não são comuns, e, quando acontecem, provocam marcas indeléveis. Pudera, dado o caráter fatal que normalmente os acompanha. Nestas ocasiões, a comoção costuma ser grande, sobretudo em função das inevitáveis casualidades. O desastre que acidentou o time do Alianza Lima, em 1987, provou isso. Sinistro à parte, a queda daquele Fokker F27 levou ao estreitamento de relações entre peruanos e chilenos — ao menos no contexto de dois dos mais populares times de futebol desses países.

Alianza Lima Potrillos
Foto: La República / Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 3 de julho de 2019

A briga inexistente que levou o Barcelona a vender seu primeiro Luis Suárez

Na Europa, o futebol dos anos 1950 é recordado pelo poderio que o Real Madrid revelou na recém-fundada Copa dos Campeões. O pentacampeonato consecutivo dos Blancos ajudou a forjar a falsa noção de que o futebol espanhol foi dominado por eles na década. Foram superiores? Sim, levantando quatro canecos nacionais de 10 possíveis, mas o Barcelona ficou pouco atrás. O time Blaugrana fez frente ao clube da capital, vencendo a liga três vezes. Para isso, além de outros grandes atletas, contava com duas estrelas proeminentes, László Kubala e Luis Suárez. Um deles acabaria deixando a Catalunha pela porta dos fundos, muito em função de uma briga que nunca existiu.

Luis Suárez Miramontes Barcelona
Foto: Desconhecido / Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 26 de junho de 2019

A ruína de Ruud Gullit na Major League Soccer

Adjetivar a trajetória profissional de Ruud Gullit no futebol, nos campos e bancos de reservas, é das missões mais ingratas que se poderia propor. Para todos os efeitos, embora seja abrangente, “incomum” serve à finalidade. Depois de uma carreira como atleta recheada de capítulos peculiares, o astro holandês decidiu seguir próximo ao esporte, mas como treinador — tudo começando aos atropelos, como jogador-treinador no Chelsea. Um de seus últimos trabalhos acabou sendo na MLS, liderando o projeto do Los Angeles Galaxy. O sucesso projetado à época de sua chegada não veio; a polêmica, sim.

Ruud Gullit LA Galaxy
Foto: Damian Dovarganes-AP-PA / Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Aprendendo com as derrotas: a saga de Klopp no Mainz

Jürgen Klopp caminha de um lado ao outro à beira do gramado do estádio Wanda Metropolitano, em Madrid. O apito final acaba de soar e o alemão é campeão europeu. Lembrado por seu temperamento intenso, está calmo. Aperta a mão e oferece afago ao comandante rival, Mauricio Pochettino, pois sabe exatamente o que o argentino está passando, já que foi vice em 2012-13. Depois, agradece aos membros de sua comissão técnica. Ele ainda consola os jogadores rivais, antes de, enfim, entregar-se a um emocionante abraço em seu capitão, Jordan Henderson. Ele é campeão, um vencedor que não se rendeu e aprendeu que perder é parte do jogo. A primeira lição, porém, não foi aprendida em Dortmund ou Liverpool. Ela vem do passado.

Foto: Swr.de / Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 12 de junho de 2019

O racha que abalou mas não destruiu a Irlanda em 2002

O futebol não é particularmente forte na Irlanda. Com um campeonato nacional de nível extremamente baixo, cujos públicos sequer competem com os de futebol gaélico, o apelo pela seleção nacional acaba sendo grande. É quando se reúnem os 23 representantes do que se tem de melhor que o futebol irlandês ganha alguma relevância. Pode-se, pois, imaginar o furor que a disputa de um Mundial provoca no país — igualmente, é fácil notar a raiva diante de um racha que pôs em xeque o destino do Green Army na principal competição do planeta.

Roy Keane Mick McCarthy
Foto: Reuters/Arte: O Futebólogo
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