O Futebólogo | O futebol como arte, história e memória

quarta-feira, 14 de abril de 2021

Lens 1997-98: Quando a França se banhou em sangue e ouro

Se as duas primeiras décadas do século XXI entregaram à França duas hegemonias futebolísticas, através de Lyon e Paris Saint-Germain, a história foi bem diferente nos anos 1990. Quando se desenhou a temporada 1997-98, Olympique de Marseille, PSG, Nantes, Auxerre e Monaco já haviam conquistado a Ligue 1 no incompleto decênio. As disputas andavam abertas. Era o cenário perfeito para um time deixar de jejuar. Estava na hora da cidade de Lens celebrar.

RC LENS LIGUE 1 CHAMPIONS 1997-98
Foto: La Voix du Nord/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 7 de abril de 2021

Dublin Dons: Quando a Premier League se aproximou da Irlanda

Exceto por sua seleção, não se pode considerar como boa a qualidade do futebol praticado na Irlanda. Embora clubes como Shamrock Rovers, Dundalk, Shelbourne e Bohemians tenham tradição, dominando a cena nacional, tal jamais se refletiu em êxitos internacionais. Não por acaso, os melhores jogadores do país atuam majoritariamente na Inglaterra, assim como boa parte das pessoas apoia as principais equipes do país vizinho. Houve pelo menos um movimento que poderia ter balançado essa estrutura. Aqueles eram os anos 1990.

Dublin Dons Wimbledon Protest
Foto: PA Photo/Getty Images/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 31 de março de 2021

Nereo Rocco, do Catenaccio às conquistas com o Milan

O futebol é um território em que costuma ser difícil atribuir responsabilidade por inventos. Praticado por todo o planeta, evolui de modo não-linear. Isso não impede que algumas figuras acabem sendo identificadas como propulsoras de mudanças. Entre o final dos anos 1940 e o princípio da década de 1970, Nereo Rocco foi uma dessas. O treinador triestino acabaria avançando à história como a principal referência do famigerado Catenaccio.

Nereo Rocco Milan
Foto: Desconhecido/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 24 de março de 2021

Direto de 1978: A festa dos Cerveceros do Quilmes

O dia 29 de outubro de 1978 terá sempre lugar de destaque na história do Quilmes. Não há torcedor que não saiba do que a data se trata. Na tarde daquele domingo primaveril, aproximadamente 20 mil apaixonados viajaram a Rosário, lotando o Gigante de Arroyito. Ali, o Decano já tinha quase 90 anos, e, considerando a era profissional, a partir dos anos 1930, nunca havia atingido o olimpo do futebol argentino. Até aquele dia.

Quilmes Metropolitano 1978
Foto: Desconhecido/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 17 de março de 2021

O milagre de Bakero em Kaiserslautern

Que o gol seja o momento mais mágico do futebol, pouco se discute. Ele que já foi descrito das mais diversas formas, como aquela, clássica, entalhada por Eduardo Galeano: “O gol é o orgasmo do futebol”. Certo é que todo gol carrega algum brilho, já que é raro; nunca trivial. Ainda assim, há tentos capazes de transcender a si próprios e marcar gerações. Estes costumam ser revisitados à exaustão, ganhando, ainda, status de efeméride. O que José Mari Bakero anotou em Kaiserslautern, no dia 06 de novembro de 1991, é um desses.

Bakero Barcelona Kaiserslautern 1991-92
Foto: FC Barcelona/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 10 de março de 2021

A influência de Viktor Maslov na evolução do futebol

Não é sempre que bom trabalho e reconhecimento caminham juntos. Nos mais diversos campos, há exemplos de mestres cuja influência e expertise somente foram aclamadas postumamente. Mais, há ainda aqueles por sobre os quais é mantida uma fina cortina de fumaça, ainda que a sua importância esteja estampada para onde quer que se olhe. No âmbito do futebol, o russo Viktor Maslov, cujas ideias ficaram especialmente evidentes nos anos 1960, pode ser identificado como uma dessas figuras.

Viktor Maslov Tactician Russia 4-4-2
Foto: Desconhecido/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 3 de março de 2021

O feliz casamento de Martin O’Neill com o Leicester City

Como jogador de futebol, Martin O’Neill não foi homem de um time só. Ainda assim, sua imagem se vincula ao Nottingham Forest. No final dos anos 1970, ele participou diretamente do que foram os melhores anos da história da equipe, sob o comando de Brian Clough. No entanto, a trajetória nos bancos de reservas começou de baixo. Depois de uma boa passagem pelo Wycombe Athletic, em Leicester, ele se reapresentou à elite.

Martin O'Neill Leicester
Foto: OTB Sports/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Os 18 importantes meses de Arsène Wenger no Japão

Há momentos em que o futebol pode ser tudo, menos bonito. A pressão pode ser feroz. As derrotas, implacáveis. E ainda há ocasiões em que o espírito esportivo fica em segundo plano. O futebol pode consumir quem o vive intensamente. Era em uma situação como essa que Arsène Wenger se encontrava, em setembro de 1994, após ser demitido do Monaco. Sete anos após sua chegada ao Principado, estava farto, sobretudo após o escândalo de suborno de atletas rivais envolvendo o Olympique de Marseille. Assim, recusou gigantes europeus. Partiu para o Japão.

Nagoya Emperor Cup Wenger
Foto: AFP/Getty Images/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

O ano em que Parreira conduziu o Fenerbahçe ao fim de um incômodo jejum

É desnecessário discorrer longas linhas a respeito do tipo de rivalidade futebolística vivida nas ruas de Istambul. Por isso, não é difícil imaginar o tipo de pressão que o Fenerbahçe vivia em 1995. Fazia seis temporadas que os Canários Amarelos não venciam a Liga Turca. No período, foram dois os títulos do Galatasaray e quatro os do Besiktas. O Fener nunca havia passado tanto tempo longe do principal caneco do país. Objetivando o fim da seca, o clube buscou a liderança de um tetracampeão mundial, Carlos Alberto Parreira.

Parreira Fernerbahçe 1995 1996
Foto: Desconhecido/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

O agônico vice-campeonato brasileiro da Portuguesa em 1996

Falar na Associação Portuguesa de Desportos, a Lusa, é recordar Julinho Botelho, Djalma Santos, Leivinha, Enéas, Dener e outros nomes importantes do futebol brasileiro. Também aparecerão no assunto alguns títulos do Rio São-Paulo e do Paulistão, especialmente o notório torneio de 1973, cujo desfecho inusitado obrigou a Federação Paulista a dividir a láurea entre Portuguesa e Santos. Inevitavelmente, em algum momento, será necessário falar sobre o agridoce ano de 1996.

Portuguesa 1996 Lusa
Foto: Agência Estado/Arte: O Futebólogo