quarta-feira, 15 de setembro de 2021

Hatzipanagis, o Maradona grego que quase ninguém viu

No século XXI, o futebol de elite, com toda a atenção que recebe, não permite que um atleta de distinta qualidade técnica não fique famoso. Esse é um dos motivos pelos quais é difícil digerir o fato de que, sobretudo nos anos 1970 e 80, um craque, com perfil maradoniano, tenha sido alijado do direito de deleitar os apaixonados pelo futebol de todo o planeta. Aconteceu. Ele era grego, embora tivesse nascido na União Soviética. Seu nome? Vasilis Hatzipanagis.

Vasilis Hatzipanagis
Foto: Desconhecido/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 8 de setembro de 2021

Vic Buckingham e o desenvolvimento do Futebol Total

Na história do futebol, quase nada resultou do acaso. Os processos, por menos lineares que se apresentem, por mais ilógicos que se sugiram, costumam existir. A partir do final dos anos 1960, o Ajax, e a seleção holandesa, evidenciaram um jeito de jogar futebol que ficou eternizado por um nome impactante: Futebol Total. Porém, Rinus Michels, a quem é atribuída a gênese dessa proposta, encontrou boas condições para desenvolver suas ideias. Parte disso, deveu-se à figura de um inglês um tanto esquecido: Vic Buckingham.

Vic Buckingham
Foto: Rex/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

O Rangers que invadiu Barcelona buscando a glória europeia

A Escócia tem na cidade de Edimburgo sua capital. Porém, quando o assunto é o futebol, não há lugar que pulse mais do que Glasgow, onde Celtic e Rangers dividem a hegemonia nacional. Além da localidade, a única coisa que os une é o ódio nutrido mutuamente. Ou seja: o sucesso sem precedentes de um rival equivale a um sofrimento colérico de seu antagonista. Foi diante de um cenário como esse que o Rangers conquistou um título europeu, dando ao seu povo motivos para celebrar, em meio ao domínio do Celtic.

Willie Johnston Rangers Dinamo
Foto: Colorsport/Rex/ Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 25 de agosto de 2021

As flores e os espinhos da passagem de Bobby Robson pelo Barcelona

Até as melhores parcerias chegam ao fim, eventualmente. Era maio de 1996, quando Johan Cruyff foi demitido do comando do Barcelona. “Se precisarem de mim, voltarei, nunca com Núñez”, disparou o holandês contra o presidente do clube. Com amargor, o Mundo Deportivo do dia seguinte à destituição do treinador destacou “a hora do adeus”, e o “final ingrato”, explicando a crise que conduzira àquele momento. Qualquer que fosse o substituto teria uma missão quase impossível para liderar, com inevitáveis comparações. Bobby Robson fez o que pôde, e não foi reconhecido.

Bobby Robson José Mourinho Ronaldo Barcelona
Foto: imago/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

Da segunda divisão ao título uruguaio: a epopeia do Central Español

No mundo do futebol, poucas coisas são mais prováveis do que a conquista do Campeonato Uruguaio por seus gigantes, Nacional ou Peñarol. Partindo de 1932, com o início da era profissional do futebol charrua, a primeira vez em que o duopólio foi rompido foi em 1976, honra que coube ao Defensor. Imaginar que um time pudesse deixar a segunda divisão e, de imediato, chegar ao título da elite era loucura. Mas, ao final da competição de 1984, a festa no bairro de Palermo, em Montevidéu, deu sinais de que aquilo tinha acontecido.

Central Español 1984
Foto: Desconhecido/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

Os 44 dias malditos de Brian Clough no Leeds United

Brian Clough não tinha completado sequer 40 anos quando foi escolhido para dirigir o melhor time da Inglaterra. Porém, havia motivos para se acreditar na competência do jovem técnico. Sob a sua batuta, o Derby County mudara de patamar, deixando a segunda divisão e chegando ao título inglês, em 1971-72. Porém, a reputação de Clough o acompanhava. Ele era visto como uma figura volátil, e que não fugia de um enfrentamento. Sua contratação pelo Leeds United foi uma tacada de risco.

Brian Clough  Leeds United
Foto: Desconhecido/Arte: O Futebólogo