O Futebólogo | O futebol como arte, história e memória

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

2009-10: O ano em que o Twente surpreendeu o futebol holandês

Era o ano de 2003. Apesar de ter terminado a Eredivisie em 12º lugar, o Twente viu ser declarada sua falência. A empresa fundadora do clube se encontrava em mau estado. A falta de pagamento de impostos, aproximadamente da ordem de €3,1 milhões, e de outras dívidas, que somavam €14 milhões, ameaçava a existência da equipe. Então, liderado pelo futuro presidente Joop Munsterman, um novo grupo assumiu o time e o conduziu aos mais altos voos — antes de duras quedas.

Twente 2009-10 Steve McClaren
Foto: PA/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

O proveitoso final dos anos 1990 do Chelsea

A década de 1980 não foi a melhor para o Chelsea. Vivendo à sombra dos feitos do clube na transição dos anos 60 para os 70, quando os Blues venceram uma FA Cup e uma Recopa Europeia, aquele time começou o decênio oitentista na segunda divisão. Naqueles anos, foram cinco aparições no escalão inglês de acesso. Porém, a partir da subida de 1988-89 (de assombrosos 99 pontos), o time começou uma reestruturação que renderia grandes frutos na parte final dos anos 90.

FA CUP 1997 CHELSEA
Foto: Ben Radford/Getty Images/ Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

O Internacional que pintou o Brasil de vermelho em 1975 e 1976

“Parece que a turma está compreendendo tudo direitinho. Se eu faço questão de lembrar essas coisas, não é com o sentido de criticar ninguém, mas de obter mais união, mais cabeça. Qualquer tropeço, qualquer bobagem, nos custará muito caro daqui em diante”. A fala é de Rubens Minelli, reproduzida pela revista Placar. O ano era 1975, e o Internacional, com um grande elenco, arrancava como favorito ao título do Campeonato Brasileiro. Porém, naquele momento, havia experimentado tropeços inesperados. Ficava claro que seria necessário superar os próprios nervos.

Internacional 1975
Foto: Desconhecido/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Olimpia 1979: o fim da hegemonia continental de argentinos, brasileiros e uruguaios

Era disputada a vigésima edição da Copa Libertadores da América. Desde a isolada primeira contenda, em 1960, nenhum time paraguaio havia chegado à decisão. Até que, em 1979, o Olimpia retornou ao grande palco do futebol sul-americano, para reclamar a coroa que deixara escapar naquela já distante ocasião. Aliás, a rebelião dos Franjeados também foi uma manifesto contra a ordem vigente, pois, embora Universitario, Unión Española e Deportivo Cali tivessem chegado às finais, apenas argentinos, brasileiros e uruguaios haviam sido laureados até ali.

Olimpia 1979
Foto: Desconhecido/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Quem foi Pichichi? A lenda de um goleador basco

Entra ano, sai ano e o Campeonato Espanhol tem sempre um novo Pichichi. Claro, ele pode se repetir em determinados períodos. Ser Pichichi é ser o artilheiro máximo de La Liga. É também o nome dado a uma láurea que conecta grandes figuras do futebol hispânico, gente como Telmo Zarra, Alfredo Di Stéfano, Ferenc Puskas, Hugo Sánchez, Lionel Messi e Cristiano Ronaldo. Todos esses nomes, entretanto, honram um outro. Mais antigo. Um tanto quanto obscuro, conforme os anos passam, mas importante para a formação da cultura de futebol da Espanha: Pichichi.

Pichichi Atleti
Foto: Twitter/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Jack Charlton: o inglês mais amado da Irlanda

As tensões entre Irlanda e Reino Unido guardam raízes antigas. Nos anos 1960, elas tiveram seu pavio reaceso, a partir das reivindicações de direitos das minorias católicas na Irlanda do Norte. À repressão policial local se somaram as Forças Armadas inglesas e irlandesas, além de grupos paramilitares — destacando-se os dois braços do IRA (Exército Republicano Irlandês). Um pouco mais tarde, na década de 1980 e ainda em meio a um ambiente bélico, a seleção irlandesa de futebol apostou suas fichas em um homem inglês. Tentava superar sua histórica irrelevância, mas parecia combater fogo com mais fogo.

Jack Charlton Ireland Italia 1990 World Cup
Foto: Ray McManus/Sportsfile/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Suécia 1994: O digno bronze nos Estados Unidos

Estocolmo, 13 de julho de 1994. Naquela data, o desavisado que passasse por um ponto de vendas de jornais talvez não se desse conta de que havia uma semifinal de Copa do Mundo a ser disputada por seu país. A capa do Svenska Dagbladet, um dos principais periódicos da capital da Suécia, dedicou apenas uma pequena nota ao confronto que se realizaria em Pasadena, aproximadamente 8.400 km distante dali. Era o dia em que a seleção auriazul enfrentaria o Brasil, com uma das melhores gerações de sua história

Suécia Copa do Mundo de 1994
Foto: Getty Images/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Herbert Chapman e a revolução que foi muito além do Arsenal

Não se fala na figura de Herbert Chapman sem, necessariamente, tratar do Arsenal. Foi comandando os Gunners que o treinador potencializou suas ideias; questões que iam além das quatro linhas, em um tempo em que o jogo envolvia pouca sofisticação. A vinda de taças, por certo, ajudou a consolidar seu nome no rol dos maiores de todos os tempos. Isso mesmo: de todos os tempos. A importância de Chapman rompeu as barreiras do norte de Londres e atingiu o futebol como um todo.

Arsenal Herbert Chapman
Foto: Arsenal/ Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Quando o narcotráfico colombiano entrou no caminho do Vasco em 1990

Aquela era a quarta vez que o Vasco da Gama disputava a Copa Libertadores da América. Até então, jamais havia conseguido ir tão longe. A chegada às quartas de finais e o sonho de conquistar a América foram vividos com intensidade. O curioso é que, insolitamente, o Cruzmaltino recebeu uma segunda chance, mas não a aproveitou. Era o ano de 1990, e o Gigante da Colina vinha de uma temporada de título nacional.

Vasco da Gama 1990
Foto: Placar/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Gérson: o artilheiro que foi dos braços do povo ao abandono

Era o mês de setembro de 1985 quando a revista Placar estampou uma foto do craque Reinaldo em sua capa. Então, vestia a camisa do Palmeiras. Aquela edição do periódico fazia previsões acerca do que os torcedores do alviverde poderiam esperar do centroavante mineiro. Porém, o Rei não foi o único artilheiro a receber holofotes naquela edição. Algumas páginas adentro, a publicação ressaltava os feitos do “goleador de Tbilisi”. Era um tal Gérson, da periferia de Santos e jovem centroavante do Guarani.

Gerson Internacional
Foto: Desconhecido/Arte: O Futebólogo