O Futebólogo | Refletindo o futebol sob prismas não convencionais

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Um time sem casa: a primeira passagem do St. Pauli pela Bundesliga

Nos campos, a vida do St. Pauli nunca foi fácil. Mesmo durante as fases menos brilhantes de seu grande rival, o Hamburgo, os Piratas se mantiveram longe dos holofotes. Apesar disso, desde meados dos anos 1980, o clube conquistou status cult. A partir da influência de novos torcedores, provenientes de movimentos como o Okupa, que promoviam ocupações de imóveis vazios, o St. Pauli se tornou um clube de resistência e apoio às minorias. Porém, essa não era sua realidade em 1977-78. Ali, só ficou mais evidente o papel de “primo pobre” da cidade de Hamburgo.

St. Pauli 1977-78
Foto: picture alliance/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 20 de maio de 2020

Dois jogos no mesmo dia? Em 1987, Mark Hughes fez acontecer

Antes de apostar em uma carreira como treinador, Mark Hughes viveu dias importantes como atacante. Em 1987, desfrutava de sua segunda experiência longe das Ilhas Britânicas, representando o Bayern de Munique. Aos 24 anos, já havia passado por Manchester United e Barcelona. Na Baviera, viveria uma situação insólita, mas que era permitida até então. No dia 11 de novembro, jogaria duas partidas oficiais.

Mark Hughes Bayern
Foto: imago/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 13 de maio de 2020

O dia em que o Camp Nou aplaudiu Laurie Cunningham

Nunca foi comum ver jogadores ingleses atuando fora das Ilhas Britânicas. Foi um movimento icônico e sem precedentes o performado por Laurie Cunningham. Um dos pilares dos Three Degrees, a tríade de talentosos e socialmente importantes negros que representou o West Bromwich Albion nos anos 1970, o atacante foi vendido ao Real Madrid em 1979. Foi o primeiro inglês a representar os Merengues. E não tardaria a ser ovacionado por sua velocidade e habilidades. Insolitamente, na mais hostil das casas possíveis.

Laurie Cunningham Real Madrid
Foto: Bob Thomas/Getty Images/Arte: O Futebólogo


quarta-feira, 6 de maio de 2020

Quando o Monaco atropelou o Deportivo e se candidatou a brigar pelo continente

Não demoraria para a Europa se render às qualidades daquele Monaco. Apesar disso, o clube sequer era apontado como favorito à superar a fase de grupos da Liga dos Campeões — mesmo que os adversários não fossem as maiores potências. No entanto, no quarto confronto disputado, os monegascos mostraram o que valiam. O dia 5 de novembro de 2003 nunca abandonará a memória daqueles que assistiram aos 90 minutos em que o Monaco destroçou o Deportivo La Coruña.

MONACO DEPORTIVO ROTHEN PRSO EVRA
Foto: Twitter @ChampionsLeague/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Ocidente vs. Oriente: A louca disputa entre Bayer Uerdingen e Dynamo Dresden na Recopa de 1985-86

Em uma eliminatória de 180 minutos, decorridos 135 um dos disputantes vence por 5 a 1. A partida de volta é na casa do derrotado e as arquibancadas logo se esvaziam; a torcida local não espera por uma reviravolta do seu massacrado time. Então, milagrosa ou tragicamente, as bolas na rede se acumulam. É um vexame do Bayer Uerdingen, o outsider que vencera a Copa da Alemanha na temporada anterior? Na verdade, não. Trata-se de uma reviravolta que ninguém poderia prever. A eliminatória termina 7 a 5 para os homens que haviam fracassado em três quartos daquela contenda.

Bayer Uerdingen Dynamo Dresden UEFA Cup Winners Cup 1986
Foto: Getty Images/ Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 22 de abril de 2020

O incrível embate entre Liverpool e West Ham na final da FA Cup de 2005-06

Fazia 26 anos que o West Ham não alcançava a final da FA Cup — ao lado da Recopa Europeia de 1964-65, a maior conquista da história dos Hammers. Do outro lado, estava um time acostumado aos pódios. O Liverpool havia vencido a Liga dos Campeões no ano anterior e, apesar da escassez de títulos ingleses, era favorito. Em reconstrução, o estádio de Wembley perdeu uma das melhores finais da história em 2005-06.

Liverpool West Ham FA Cup Final 2006
Foto: Wales Online/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Hennes Weisweiler, o treinador que tentou medir forças com Cruyff no Barcelona

Em nenhum outro momento histórico do futebol a rivalidade entre Alemanha e Holanda esteve tão em voga quanto nos anos 1970. Se Feyenoord e Ajax ofereceram aos Países Baixos um tetracampeonato europeu consecutivo, pelos alemães o Bayern respondeu com um tri. Enquanto isso, a Seleção Alemã conquistou a Euro 1972 e o Mundial de 1974, ao custo do encanto da Oranje, finalista vencida. Esse foi o cenário em que o Barcelona definiu que caberia a um germânico o comando de um elenco liderado por um craque neerlandês.

Hennes Weisweiller Johan Cruyff Barcelona
Foto: dfb.de/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Como o Bordeaux viveu o céu e o inferno em pouco mais de uma década

As gerações mais recentes reconhecem: a cidade de Bordeaux nunca viu um time mais talentoso e encantador do que o que desfilou bom futebol nos anos 1980. O treinador Aimé Jacquet teve o tempo necessário para montar uma constelação de craques; sua principal estrela respondendo pelo nome de Alain Giresse. Aquele time fez história dentro e fora da França, com títulos e campanhas de respeito. Porém, viveu um fim duro e abrupto.

Bordeaux Champions Giresse
Foto: Reprodução/Bordeaux/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Luther Blissett: o artilheiro inglês que fracassou no Milan

Foi durante os anos de 1980 que o Watford viveu suas maiores glórias na Inglaterra. Naquela época, comandado por Graham Taylor, o time foi subindo degraus de modo impressionante. Em 1977-78, os Hornets se encontravam na quarta divisão. Poucos anos depois, na temporada 1982-83, a equipe alcançava o segundo lugar da elite. Tudo sob a direção de um astro da música pop, o mais famoso torcedor da agremiação: Elton John. Foi nessa realidade que Luther Blissett foi revelado e ganhou destaque internacional.

Luther Blissett AC Milan
Foto: Desconhecido/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 25 de março de 2020

A grande recuperação do Goiás em 2003

O fim da 23ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2003 sinalizou a conclusão do primeiro turno da competição. Naquele ano, eram 24 os competidores e, portanto, 46 as partidas por disputar. Naquela altura, o torcedor do Goiás mal pôde comemorar a vitória contra o Vasco, 3 a 1. Sua situação era complicada, apesar de já ter apresentado sinais de melhora. A lanterna seguia em suas mãos e o rebaixamento à segunda divisão parecia iminente.

Foto: Ari Ferreira/Lancepress/Arte: O Futebólogo