quarta-feira, 18 de abril de 2018

O Auxerre que consagrou a continuidade

Do conforto do banco de um trem e com a legitimidade reservada àqueles que dedicaram uma vida inteira ao futebol, Guy Roux, eterno treinador do Auxerre, fala ao Le Monde. É vivido o final de março de 2018. São muitas as memórias, mas os anos 90 são os mais recordados. Não é para menos. Foi durante a referida década que toda a sua dedicação e trabalho à frente do AJA se pagou, por meio de um título único e que é hoje difícil de se imaginar sendo renovado.


Foto: Le Parisien


Roux e Auxerre poderiam ser sinônimos, pois vivem histórias cruzadas. Embora o clube tenha sido fundado em 1905, só conseguiu chegar à elite do futebol francês na temporada 1980/81, após a conquista da Ligue 2 do ano anterior. Quando isso aconteceu, a equipe azul e branca já era treinada por Guy há quase 20 anos e, antes, já tinha sido sua casa enquanto atleta.

terça-feira, 10 de abril de 2018

Em 1980/81, nem um sequestro mudou os rumos da artilharia na Espanha

Os últimos atos do mítico treinador Helenio Herrera nos bancos de reservas do mundo da bola foram no Barcelona. Naquela que foi sua segunda passagem pelo futebol catalão, o argentino, naturalizado francês, tinha um time recheado de bons jogadores, gente que ia desde o Ballon d’Or de 1977, o dinamarquês Allan Simonsen, até o goleador máximo do futebol espanhol na temporada 1980/81, Quini - o protagonista de uma história insólita.


Foto: FC Barcelona


Nascido nas Asturias, Enrique Castro González, o Quini, começou sua carreira no pequenino CD Ensidesa (que sequer existe hoje). Entretanto, foi no Sporting Gijón que obteve marcas soberbas e chamou a atenção blaugrana.

terça-feira, 3 de abril de 2018

A longa boa fase de Iago Aspas é algo para se aplaudir de pé

Existem jogadores de futebol que parecem ter nascido para defender as cores de um só clube. O que aparenta ser um demérito, na medida em que ao deixar o lar tais atletas vivem queda de rendimento, revela-se uma dádiva para os torcedores do time em foco. O liame existente entre o atacante Iago Aspas e o Celta de Vigo, certamente, enquadra-se nessa hipótese.


Foto: RC Celta


Galego da cidade de Moaña, na província de Pontevedra e pouco mais de 20km distante de Vigo, Aspas chegou ao Celta ainda menino. Aos oito anos, deu os primeiros passos rumo a um protagonismo impressionante. É claro que ali ainda não se sabia disso, mas seu percurso correu com naturalidade, passando a juventude nas categorias de base celeste, ascendendo ao Celta B e chegando à equipe principal.

terça-feira, 27 de março de 2018

Mario Kempes, o argentino mais valenciano de sempre

O futebol espanhol dos anos 70 era extremamente disputado. Para que se tenha uma ideia melhor formada a esse respeito, bastam uns poucos argumentos. Mesmo contando com sua famosa dupla holandesa de Johan, Cruyff e Neeskens, o Barcelona só conquistou um título nacional no período. O Atlético de Madrid levou dois; e o Valencia ganhou um bem no início da década. Foi, entretanto, o Real Madrid o grande vencedor da época. 


Foto: Getty Images


Em que pese esse fato, a partir da metade final do decênio, impulsionado pela eficiência d’El Matador, o Valencia conseguiu ser relevante na cena doméstica e internacional. Com Mario Alberto Kempes no melhor de sua forma, os Che levantaram algumas taças e o craque eternizou seu nome na história da equipe.

quinta-feira, 22 de março de 2018

Rivalidades, idolatria e lesões: Paulo Futre

Não são muitos os exemplos de atletas que passaram pelos Três Grandes de Portugal. Um dos fatores que melhor explica isso é a força das rivalidades existentes, com intensidades diferentes nos diversos momentos históricos vividos pelas equipes, mas sempre incendiárias. O ponteiro Paulo Futre foi um desses intrépidos.


Foto: D.R.


Segundo as palavras do próprio ex-jogador, o Sporting foi seu “pai e mãe para o futebol”. Já o Porto acabou sendo o lugar “onde cresci e ganhei tudo”, e o Benfica ficou marcado com “o jogo mais completo da minha vida, aquela final com o Boavista, em que ganhamos a Taça [...] Fiz dois golos, uma assistência e um penálti. Foi uma loucura”. Há boas memórias do antigo camisa 10 com todas as principais camisas de seu país.

terça-feira, 20 de março de 2018

Emocionante: a vitoriosa temporada 2001/02 do Dortmund

Entre o time campeão europeu e mundial (1997) e a era de renascimento do Borussia Dortmund - comandada por Jürgen Klopp -, os aurinegros viveram alguns dias de glória. Eram tempos em que a experiência de jogadores como Jürgen Kholer era completada pela juventude de figuras como Ewerthon e Tomáš Rosický. Contava-se, ainda, com atletas no auge, como era o caso de Amoroso, o artilheiro da Bundesliga. Vivia-se a temporada 2001/02.


Foto: Reprodução/DFB.de


De uma lenda para outra

Matthias Sammer, um dos ícones do time que conquistou a Copa dos Campeões da Europa mal havia se aposentado, em 1998, e logo assumiu o comando técnico no Vale do Ruhr. O capitão das glórias de 97, e Ballon d’Or de 96, sucedeu o mito Udo Lattek, ex-treinador de épocas gloriosas com Bayern de Munique e Borussia Mönchengladbach.
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