terça-feira, 24 de maio de 2016

Krychowiak, a espinha dorsal do Sevilla

Algumas vezes nos deparamos com equipes que constroem uma relação de constantes êxitos em uma competição específica. Isso tem se verificado na Europa League, torneio em que o Sevilla vem imperando, tendo sido exitoso duas vezes na década passada e angariando o atual tricampeonato. Como toda boa equipe, o clube andaluz apresenta jogadores de talento, casos do argentino Ever Banega ou do espanhol Vitolo. Todavia, nem só de talento vivem as equipes de futebol e, ainda que passe por vezes despercebido, o volante é peça fundamental ao jogo de cada equipe e no Sevilla esse papel cabe ao polonês Grzegorz Krychowiak, a estrutura que sustenta o jogo do time.


Embora tenha sido criado no Bordeaux, clube que costumeiramente figura na parte de cima da tabela do Campeonato Francês, o volante de 26 anos não conseguiu espaço nos Girondins, e só foi efetivamente mostrar seu bom futebol em outras praças. Em 2009, emprestado ao Stade de Reims, que à época ainda figurava na terceira divisão francesa, o jogador brilhou, prolongando sua estada no clube por mais uma temporada e disputando a Ligue 2. Titular indiscutível de um time que fez apenas campanha regular, retornou ao Bordeaux com a expectativa de ser aproveitado, o que provou-se um engano.


Com apenas dois jogos disputados, retornou à segunda divisão do país, neste turno para representar o Nantes. Novamente titular, voltou a ir muito bem e convenceu o Reims, que recuperando-se havia retornado à Ligue 1, a contratá-lo de volta – desta vez em definitivo e por cerca de €800 mil. Novamente um titular absoluto e dono do meio-campo, ajudou os Rouges et Blancs a permanecer na primeira divisão. Mais uma temporada boa no clube foi o suficiente para o Sevilla abrir os cofres e desembolsar cerca de € 5,5 milhões por seus serviços. Maior não podia ter sido o acerto dos Rojiblancos.

Titular indiscutível do time de Unai Emery, embora com características distintas, ajudou o time a se reequilibrar após a saída de Ivan Rakitic para o Barcelona e foi vital no bicampeonato da Europa League de seu time. Não obstante, o que torna esse meio-campista tão especial?

Krychowiak tem uma capacidade incomum de ler o jogo. Isso reflete-se em vários aspectos. Sua capacidade para estar bem posicionado, sempre à frente da defesa, é indiscutivelmente um deles. Isso é facilmente perceptível à luz de seus números: o jogador recuperou 70% das bolas que tentou e completou 46% de seus desarmes no último campeonato espanhol. Desempenho semelhante verificou-se na Europa League, com 67% e 48%, respectivamente. Sobre todas as coisas, isso demonstra também a regularidade do jogador.

Além disso, sua qualidade pelo ar é um importante aliado de seu desempenho. Grande parte das bolas lançadas pelos adversários do Sevilla, em direção de seus atacantes, param no polonês, que tem boa impulsão e como dito se posiciona muito bem para rechaçar as tentativas de ligação direta de seus adversários – tanto em La Liga quanto na Europa League o jogador alcançou 70% de aproveitamento nos embates aéreos. Essa característica também lhe rende alguns gols.

Aliás, embora não arrisque tanto, suas finalizações de fora da área costumam levar perigo à meta de seus oponentes. Conquanto não tenha sido de longa ou média distância, o tento marcado na final da Europa League 2014-2015 comprova essa afirmação.

Toda essa explicação nos leva de volta à primeira afirmação quanto a sua qualidade: a capacidade para ler o jogo. Todo o impacto positivo trazido pela presença de Krychowiak só é possibilitado pela noção tática e de preenchimento de espaço do polonês. Isso também proporciona alternativas ao treinador Unai Emery que tem segurança para escalá-lo tanto na zaga quanto mais adiantado no meio.

Tudo isso não poderia ocasionar outra questão senão as especulações de uma saída do jogador para equipes maiores no cenário europeu. Ademais, o jogador também é visto, ao lado de Robert Lewandowski, como uma das esperanças da Seleção da Polônia, que disputará a Euro 2016. Hoje não é absurdo dizer que o jogador é um dos melhores em sua posição na Europa, uma figura completa, capaz de organizar o balanço defensivo e dar segurança a qualquer equipe.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Sanches e Dembélé são apostas, mas têm tudo para vingar

Na semana que passou, o futebol europeu presenciou a conclusão de seus primeiros negócios importantes para a temporada 2016-2017. Se a saída de Mats Hummels do Borussia Dortmund para o Bayern de Munique foi o negócio mais impactante, estes dois clubes também foram protagonistas em outras duas negociações que prometem trazer muito impacto: a chegada de Renato Sanches, ex-Benfica, ao Bayern, e a de Ousmane Dembélé, ex-Rennes, ao Dortmund; dois garotos que prometem tirar o sono de seus titulares.



Renato Sanches é cria da base do Benfica, que nos últimos tempos, sob a tutela de Jorge Jesus, vinha sendo deixada um pouco de lado. Sob o comando de Rui Vitória, alguns jovens ganharam espaço, dentre eles este volante de 18 anos. Sua ascensão foi meteórica. Torcedor do próprio clube lisboeta, que o recebeu aos nove anos, estreou no final de 2015 e ganhou vaga cativa no onze Encarnado.

Sua impressionante força física, bom toque de bola e capacidade de se aproximar do ataque o tornaram peça essencial ao clube, que fez boa campanha na UEFA Champions League e conquistou o Campeonato Português. Assim, disputados 34 partidas, anotados dois gols e criada uma assistência, o jogador foi vendido ao Bayern de Munique, onde, a princípio, disputará posição com Xabi Alonso, Thiago Alcântara e Arturo Vidal.


Embora dispute posição com jogadores de reconhecida qualidade e já renomados, o jovem português tem tudo para lutar pela titularidade do clube bávaro e rapidamente. Isso porque conjuga características muito raras e caras ao futebol atual e, mais que isso, combina bons atributos de seus concorrentes. Enquanto Xabi e Thiago têm em seu passe e qualidade como organizadores seus principais predicados, Vidal possui maior resistência física e combatividade, embora mantenha boa categoria no toque. Sanches possui todas essas qualidades.

Obviamente, aos 18 anos, o jogador terá que ser lapidado e não possui a perícia nestes atributos que seus concorrentes mostram, mas isto só conseguirá atuando. Sob a tutela de Carlo Ancelotti é bem possível que o jovem ganhe oportunidades como titular em muitas ocasiões. Personalidade e futebol o garoto já mostrou ter, o que justificou o montante absurdo de €35 milhões gastos pelos alemães em seu futebol.

Outro ponto que corrobora a explicação é a recente fala de Karl-Heinz Rummenigge, que afirmou que a contratação foi um pedido específico do técnico italiano:

“Ele preferiu o Bayern por causa de Ancelotti, que o quis contratar. Vai ser um jogador importante para nós. Pode jogar em qualquer lugar no meio campo, é tecnicamente muito forte e poderoso", disse o dirigente bávaro à tv do clube.

Com Sanches, o Bayern ganha um jogador capaz de desempenhar diversas funções e de atuar em vários posicionamentos, com um longo e brilhante caminho pela frente.


Por outro lado, Ousmane Dembélé, contratação recente do Borussia e cria do Rennes, é opção ofensiva que também oferece um leque imenso de possibilidades a seu novo clube e que vem de brilhante ascensão. Como Sanches, o francês não começou a temporada integrado aos profissionais de sua equipe, mas quando ganhou suas primeiras oportunidades não saiu mais do time. Com enorme personalidade, foi peça fundamental na campanha segura que levou seu clube à oitava posição na Ligue 1.

Rápido, ousado e driblador, o garoto, que completou 19 anos recentemente, mostrou além de qualidade técnica muita versatilidade. No sistema 4-2-3-1, atuou pelos dois flancos do ataque e como meia ofensivo; no 3-5-2, como segundo atacante. Em todas essas formatações, marcou gols. Aliás, gols foram uma de suas especialidades. O jogador atuou em 29 partidas e anotou 12 tentos, destaque para o hat-trick marcado contra o Nantes.



Hoje, o Borussia Dortmund não dispõe dos serviços de nenhum jogador com suas características, o que deverá lhe dar muitas chances na equipe de Thomas Tuchel. Embora atuem em posições semelhantes, Henrikh Mkhitaryan e Marco Reus são mais técnicos e cerebrais que o garoto francês. Quem acaba sendo a peça que mais se assemelha à Dembélé é o gabonês Pierre-Emerick Aubameyang. As constantes lesões de Reus e a falta de um reserva à altura para Aubameyang certamente garantirão muito espaço ao jogador.

Outra razão que pode ser apontada como favorável à titularidade do garoto foi a sua opção pelo Borussia. A proposta dos alemães não foi a mais alta que recebeu, mas o projeto e a atenção apresentados pelos aurinegros o seduziram. A facilidade para usar as duas pernas e finalizar é outro ponto favorável ao francês.

“Eu não tenho nada além de respeito quando vejo quantos clubes de alto nível queriam assinar com Ousmane, mas que ele virou as costas e se manteve firme com seu compromisso com o BVB durante um longo período. Não é tão óbvio que alguém irá agir assim e demonstrar um caráter real. Ele sempre nos deu essa impressão, de que não desejava nada além de jogar o nosso futebol intenso, por nosso clube especial, em nosso estádio único”, disse o presidente-executivo do Borussia Dortmund, Hans-Joachim Watzke

É claro que aqui apenas se especula a forma e a frequência com a qual Renato Sanches e Ousmane Dembelé serão usados em Bayern de Munique e Borussia Dortmund, mas parece evidente que seus futuros serão brilhantes envergando os novos mantos. Ambos firmaram contratos até 2021 e mudam-se para clubes peritos na arte de lapidar talentos. Ambos têm talento comprovado e personalidade forte. Ambos têm toda a condição de ser tornarem grandes estrelas.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Euro 2016: chance para uma zebra?

Há 12 anos, a Grécia venceu a Eurocopa; há 24 foi a vez da Dinamarca. O que isso significa? Nada, para o torcedor alheio às superstições. No entanto, a Euro de 2016, inchada com o acréscimo de oito equipes, pode trazer a zebra de volta à competição europeia de seleções; a razão é bem simples, exceção feita à favorita e sede França, outras seleções com grandes êxitos históricos ou vivem períodos de reformulação ou de instabilidade.



A Alemanha campeã do mundo em 2014 não tem mais o capitão Philipp Lahm, o zagueiro Per Metersacker e o artilheiro Miroslav Klose. Além disso, embora não tenha se aposentado da Nationalelf, Bastian Schweinsteiger hoje não é sombra do que foi em um passado recente. É claro que ainda tem jogadores de grande valor e novas promessas de muito potencial, mas, até mesmo os resultados recentes, mostram que a equipe ainda não encontrou o nível demonstrado no Brasil.

A Espanha, por sua vez, passa por período semelhante, com a transição de gerações. Dos times que venceram duas Eurocopas e o Mundial de 2010, a Fúria não conta mais com Xavi, Xabi Alonso, Fernando Torres ou David Villa. O peso da idade destes jogadores já havia sido verificado na Copa do Mundo de 2014, com o retumbante fracasso hispânico. Novas figuras como Koke, Thiago, Isco ou Álvaro Morata são grandes esperanças, mas ainda não atingiram seus ápices com a seleção.

Confira: A diversidade inglesa

Por sua vez, a Seleção Italiana reflete o futebol de seu país, pouco criativo e vistoso e muito burocrático, escorado na espinha dorsal da Juventus. Nunca é muito inteligente duvidar da Squadra Azzurra, mas anda difícil apostar no sucesso da equipe. Lado outro, a Inglaterra promete fazer uma ótima competição. Com 100% de aproveitamento das Eliminatórias para a Euro e uma nova geração de jogadores, dentre os quais destacam-se Ross Barkley, Dele Alli, Harry Kane e Eric Dier, o técnico Roy Hodgson vem conseguindo marcas interessantíssimas com o English Team. Todavia, problemas na defesa e a inexperiência de seu elenco podem pesar.

A França acaba sendo a grande favorita ao título da competição e fatores para fazer tal afirmação não faltam. Les Bleus têm uma geração de jovens jogadores excepcional, com atletas da qualidade de Paul Pogba, Raphäel Varane e Antoine Griezmann, descobriram em N’Golo Kanté (foto), destaque do Leicester City, uma nova grande peça, e possuem jogadores mais experientes, casos de Blaise Matuidi e do goleiro Hugo Lloris, por exemplo. Há muito equilíbrio e alternativas no elenco de Didier Deschamps, como já foi ressaltado aqui no blog. Dentre as equipes que disputarão a competição continental, nenhuma parece mais pronta do que a França.

Leia mais: Deschamps e a variedade de opções para o meio francês

Diante disso, como não imaginar um quadro em que se possa vislumbrar a ascensão de uma zebra? Equipes como a Bélgica de Kevin de Bruyne e Eden Hazard, a Polônia de Robert Lewandowski e Grzegorz Krychowiak, a Suíça de Xherdan Shaqiri e Granit Xhaka, a Croácia que tem em Luka Modric, Ivan Rakitic e Mateo Kovacic um meio-campo excelente, e a brilhante Áustria de David Alaba, segunda equipe que mais pontos somou nas eliminatórias, mostraram potencial para incomodar os tradicionais favoritos.

Além delas, pode-se pensar em Portugal, que conseguiu descobrir novos talentos nos últimos anos, casos de William Carvalho, Renato Sanches (foto), Rúben Neves, João Mário e Bernardo Silva, e tem em Cristiano Ronaldo um importante ponto de destaque, e na Suécia, que vive panorama semelhante (tendo vencido justamente os lusos na final da última Euro sub-21) e tem em Zlatan Ibrahimovic um grande fator de desequilíbrio.

Confira também: Liderada por Alaba, Áustria renasce

No papel, a França é sim a favorita, mas desde a Copa do Mundo de 2014 não disputou partidas oficiais, o que deixa algumas dúvidas a respeito de sua real forma. Vale registrar que os franceses acumularam derrotas recentes em amistosos contra Brasil, Bélgica, Albânia e Inglaterra.

Aliás, já que falamos em zebras, estas já passearam pela competição, ainda nas eliminatórias. Na disputa da Euro teremos cinco estreantes: Irlanda do Norte, Islândia, País de Gales, Eslováquia e Albânia. Equipes tradicionais e teoricamente mais fortes como Holanda, Sérvia e Grécia ficaram pelo caminho, mesmo com o aumento do número de disputantes.

Além disso, tivemos jogos que mostraram com impressionante precisão que as tradicionais potências não estão tão bem assim. A derrota da Espanha para a Eslováquia (2x1), a da Alemanha perante a Polônia (2x0), bem como o empate germânico, em casa, contra a Irlanda (1x1), e a sequente derrota para a mesma Irlanda (1x0), e a derrota de Portugal para a Albânia (1x0) são exemplos muito adequados para ilustrar essa afirmação.

Leia ainda: O que a Islândia tem?

Se fosse possível prever o aparecimento de uma zebra em uma competição tão importante com a Euro 2016, simplesmente não se trataria de uma surpresa. É claro que é muito difícil fazer este tipo de previsão, mas, diante do momento das mais tradicionais forças europeias, seus recentes resultados e a forma de equipes ascendentes, não fazê-lo também traz consigo um grande risco. 

sábado, 7 de maio de 2016

O Leicester apaixona porque reflete nossos anseios

Luta contra o rebaixamento em 2014-2015, contratação de um técnico contestado pela ausência de bons resultados recentes, pouco investimento e uma história com muito mais dificuldades do que glórias. Esse foi o panorama com o qual o Leicester City se apresentou para 2015-2016, o que hoje é público e notório para quem acompanha o futebol. A despeito disso, desafiando as probabilidades e quebrando casas de apostas, os Foxes subverteram a ordem do futebol inglês, ganharam a Premier League e emocionaram o mundo. A grande razão? A crença constante no trabalho diário e feito passo a passo.



Muitas vezes, em nossas vidas, nos vemos em becos sem saída, engolidos por trabalhos que não suprem nossas necessidades emocionais e não nos tornam pessoas felizes. Os pequenos êxitos parecem fazer parte de uma linha que nunca chega a um ponto final e não encontra um término positivo. Aos poucos, o trabalho diário fica automático e, diante de dias que somente se repetem uns aos outros, a crença em um futuro mais satisfatório sucumbe.

No futebol, exemplos assim também não faltam. Incontáveis são as situações em que equipes largam muito bem em seus campeonatos, com inícios promissores, e, por várias razões, perdem fôlego durante o correr de suas campanhas, recebendo a pecha de “cavalos paraguaios”. Assim, os vitoriosos tornam-se mais vitoriosos e os demais seguem suas vidas com poucas aspirações – meio de tabela, luta por vagas em competições continentais e contra o rebaixamento, sempre à sombra daqueles “mais ricos”, “bem-sucedidos” e “inalcançáveis”.

Por que o Leicester emociona quem acompanha sua trajetória e causa arrepios? Porque os Foxes desafiam a lógica de que o melhor só melhora e os demais seguem suas vidas; porque após 132 anos de vida, o clube não enxerga seu passado opaco e pouco expressivo como uma linha inalterável; porque acredita: em si como coletivo e no ser enquanto indivíduo.

Defendendo a meta do clube, um nome transpira pedigree: Schmeichel. Hoje é fácil apontar Kasper Schmeichel, filho do grande Peter Schmeichel, ídolo do Manchester United, como um dos melhores arqueiros da temporada, mas no início da presente quem ousaria entregar-lhe sua baliza, com o atleta já próximo dos 30 anos e sem êxitos até então?


Exemplos nesse sentido não faltam. Outrora promissor e selecionável alemão, Robert Huth rondou por anos na periferia do futebol inglês, para, enfim, passados os 30 anos, voltar às glórias de seu início. Quem não chegou ao clube vindo das margens do futebol, desembarcou sem qualquer expectativa. Talvez o melhor destes exemplos seja justamente o treinador Claudio Ranieri (foto). Sua contratação foi jocosamente tratada como um indício de um descenso iminente.

Um time sem estrelas e com um comandante contestado teria que futuro?

Hoje o Leicester pode ser comparado àquele trabalhador que não se acomoda com sua própria insignificância diante de um mundo cada vez mais global e recusa-se a aceitar uma realidade que não lhe supre os anseios. Aquele que se organiza com um propósito, se apega a ele e não poupa esforços para alcançá-lo, confiante de que, mais dia, menos dia, o sol brilhará para si. E isso é cativante, maravilhoso e incrível. É renovador e foge do lugar-comum. Como não sentir empatia por um grupo tão destemido como este?

Leia também: Kanté, o melhor volante da Premier League 2015-2016

Como não se apaixonar pelos dribles de Riyad Mahrez, a presença de Jamie Vardy e a onipresença de N’Golo Kanté. Da mesma forma, como não vislumbrar um brio ofuscante na entrega de Marc Albrighton, Danny Drinkwater, dos laterais Christian Fuchs e Danny Simpson ou do capitão Wes Morgan?

Por essência, queremos deixar nossa marca no mundo e se nem sempre podemos brilhar enquanto indívíduos, desejamos que nosso trabalho fale por nós. Justamente o que o Leicester fez.

Crença e trabalho duro e diário consagraram um time de pequeno orçamento na liga mais rica do mundo. Impossível? Impensável? Para uma visão limitada sim, mas para um time que ganhou identidade no slogan “fearless” (“destemido”, em tradução livre), não. Para essa equipe, não existe o impossível. E isso é tudo o que tentamos nos convencer na dureza do dia-a-dia.
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