sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Colônia luso-argentina em Valência

Na última temporada, o tradicional Valencia fez uma temporada bem abaixo do que dele se espera usualmente. Sob o comando do argentino Juan Antonio Pizzi, que havia conquistado o Torneo Apertura com o San Lorenzo e que também jogou no clube valenciano, o desempenho de Diego Alves e companhia não permitiu ao clube nem uma vaga na Europa League. Ao final, o Valencia ficou atrás de Sevilla, Athletic Bilbao, Real Sociedad e Villarreal (além dos três primeiros, obviamente).




Para reverter esse quadro, a direção de Los Murciélagos contratou o jovem comandante português Nuno Espírito Santo, ex-goleiro e que, na última temporada, com o modestíssimo Rio Ave, fez brilhantes campanhas em Portugal, chegando às finais tanto da Copa de Portugal quanto da Copa da Liga Portuguesa, ambos os títulos perdidos para o Benfica.

Como se poderia esperar, o técnico luso trouxe para sua equipe alguns compatriotas e também um hispano-brasileiro, que, todavia, estava atuando no futebol de Portugal. Visando principalmente jogadores mais jovens, o treinador recebeu, para o setor defensivo, João Cancelo, lateral direito que chega do Benfica por empréstimo, e Ruben Vezo (foto), zagueiro com passagens pelas Seleções de base de Portugal e ex-Vitória de Setúbal.

Como opção para múltiplas funções de defesa e meio-campo, chegou André Gomes, também vindo dos Encarnados; para o ataque o promissor, mas ainda inconstante, Rodrigo, brasileiro naturalizado espanhol e também ex-benfiquista. Provenientes de Portugal, estes jogadores se juntarão a João Pereira e Helder Postiga (cuja permanência é incerta, uma vez que o jogador, junto com Jonathan Viera e Jonas, treina em separado), que já estavam no clube. A conta poderia ser ainda maior caso o zagueiro Ricardo Costa não tivesse deixado a equipe. Além dele, o clube contou com as significativas perdas de Jeremy Mathieu e Juan Bernat, o primeiro para o Barcelona e o último para o Bayern de Munique.

Como se não bastasse, o clube ainda tenta fechar com o argentino Enzo Pérez, jogador de qual clube? Do Benfica, é claro! Essa especulação traz à tona outra tendência do clube espanhol: a contratação de argentinos. Nesta temporada, foram três, Rodrigo De Paul (foto) e Bruno Zuculini, ambos ex-Racing  – o segundo chega por empréstimo, junto ao Manchester City  –, e o lateral esquerdo Lucas Orbán, que já estreou marcando um gol.

Outro nome que pode ser aqui incluído é o do zagueiro Nicolás Otamendi, que, apesar de ter sido contratado na última janela de transferências, só agora é definitivamente atleta da equipe (esteve emprestado ao Atlético Mineiro). Curiosamente, o defensor também é proveniente do futebol luso, mas do Porto. A esses argentinos junta-se Pablo Piatti, veloz atacante de lado de campo.

Com baixa média de idade (apenas 24,6 anos, a menor de toda a Liga), o Valencia deverá apostar em um jogo de muita velocidade e movimentação. Apesar de ainda não contar com um destacável construtor de jogo (que seria, justamente, Enzo Pérez), a equipe tem ótimas opções pelos lados do campo, centroavantes móveis e meio-campistas de boa circulação da bola – sobretudo Dani Parejo, o novo capitão da equipe. Em seu primeiro teste, contra o bom Sevilla – atual campeão da Europa League – os Valencianistas foram superiores durante a maior parte do jogo e saíram da bela Sevilha com um bom empate.

Com muitas novidades – ressaltando-se, por último, a chegada do zagueiro alemão Shkodran Mustafi, campeão mundial –, a maior parte delas apostas, o Valencia sofreu um processo drástico de reformulação e passou a contar com uma verdadeira colônia de portugueses e argentinos. Agora, o clube quer voltar ao posto de intruso indesejado na parte de cima da tabela do Espanhol, buscando, assim, retornar às competições europeias.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Times que Gostamos: Fenerbahçe 2006-2008

Na última semana, o Huracán, de Javier Pastore e Mario Bolatti, foi lembrado. Nesta, o foco será o Fenerbahçe do período entre 2006 e 2008, que, além de contar com muitos brasileiros no time, tinha Zico no comando técnico.


Em pé: Volkan Demirel, Deivid, Edu Dracena, Diego Lugano, Selcuk, Gönül
Agachados: Wederson, Mehmet Aurélio, Boral, Kezman e Alex.


Time: Fenerbahçe

Período: 2006-2008

Time base: Volkan Demirel; Turaci (Gönul), Edu Dracena, Diego Lugano, Roberto Carlos (Ümit Ozat); Mehmet Aurélio, Sahin Selcuk (S. Appiah), Alex, Tuncay (Kazim-Richards); Deivid e Kezman (S. Senturk). Téc.: Zico

Conquistas: Campeonato Turco e Supercopa da Turquia.

Treinado por Zico, que vinha de um longo e bom trabalho na Seleção Japonesa, o Fenerbahçe das temporadas 2006-2007 e 2007-2008 conquistou glórias nacionais e, além disso, fez sua melhor campanha na UEFA Champions League da história, chegando as quartas de finais e sendo eliminado marginalmente pelo Chelsea (3x2), que foi vice-campeão.

Com um grande ex-camisa 10 brasileiro no banco e outro fantástico, Alex, ou Alex de Souza, para os turcos, na cancha, os Sari Kanaryalar (Canários Amarelos), com um elenco recheado de jogadores sul-americanos, jogaram um futebol belo e eficiente, conquistando expressivos e relevantes resultados.

No "Turcão" 2006-2007, não teve para ninguém. Somando nove pontos a mais do que o Besiktas e 14 em relação ao Galatasaray, seus principais rival, o Fener foi absoluto, classificando-se para a terceira rodada eliminatória para a UEFA Champions League. Na competição continental, depois de se superiorizar ao PSV e ao CSKA na fase de grupos (passando de fase atrás, apenas, da Internazionale), eliminou o Sevilla, então bicampeão da Copa da UEFA e, por muito pouco, não bateu o Chelsea.

No gol, o clube turco vivia uma época de transição. Ídolo do clube e do país, Rüstü Reçber (recordista de jogos pela Seleção Turca, com 120 partidas) já dava sinais de decadência. Em contraponto, Volkan Demirel (foto), que havia tido destaque nas Seleções de Base do país, pedia passagem no clube e hoje é uma de suas principais referências. Dono de boa colocação e ótima qualidade no confronto um-para-um, ganhou a posição e viu Rüstü partir para o rival Besiktas.

Nas laterais, o clube sofreu mudanças de uma temporada para a outra. Titular da ala direita em 2006-2007, Önder Turaci era um jogador de características defensivas, podendo atuar, inclusive, na zaga. Já o flanco esquerdo tinha a presença do versátil Ümit Özat, que, apesar de trabalhar com a perna direita, jogou pelo setor. Dono de bons recursos técnicos, podia fazer qualquer função da defesa, jogar como volante e, ainda, como meia pelos flancos. Na temporada seguinte, Turaci foi perdendo a titularidade para ofensivo e atrevido Gökhan Gönül, chamado de “Cafu Turco”, e, na esquerda, o espetacular Roberto Carlos (foto) assumiu o posto deixado por Özat que rumou para o Colônia.

A competente zaga da equipe foi composta por dois jogadores muito conhecidos do público tupiniquim. De um lado o brasileiro Edu Dracena (foto, à esquerda), ex-Cruzeiro, do outro o uruguaio Diego Lugano (foto, à direita), ex-São Paulo. Apesar de guardarem algumas semelhanças, como a liderança e a qualidade no jogo aéreo, os defensores tinham qualidades díspares e complementares. Enquanto Dracena tinha um estilo de jogo mais refinado e calmo, Lugano fazia o estilo “xerife”. Além da categoria na defesa, os beques também eram importantes no ataque. Entre 2006-2008, juntos, marcaram 10 gols.

Trabalhando duro na destruição das jogadas adversárias, Marco Aurélio que, em 2006, se tornou Mehmet Aurélio (foto), em função de ter se naturalizado turco, era uma barreira poderosa no meio-campo. Dono de  grande força, noção tática e qualidade de desarmes, era o principal “carregador de piano” da equipe e um dos atletas mais assíduos. Na primeira das duas temporadas, seu principal companheiro na contenção foi o ganense Stephen Appiah, ex-jogador da Juventus e dono de boa saída de jogo. Contudo, na época seguinte, lesionou-se e deu lugar ao turco Selcuk Sahin, atleta de qualidade inferior à do africano, mas que não trouxe grande prejuízo à equipe.

Abrilhantando o futebol da equipe na criação, Alex (foto) era o craque do time. Sua incrível visão de jogo, qualidade de passe e finalização, aproximação ao ataque e cobranças de faltas o tornaram um dos maiores ídolos do clube turco. Ao final de sua passagem por Istambul, Alex deixou registrada a impressionante marca de 346 jogos, 172 gols e 139 assistências. Quem, comumente, compôs o setor da criação com o brasileiro foi o turco Tuncay Sanli, que podia atuar também no ataque, tanto pelo centro quanto pelos flancos e tinha muita movimentação. Certa vez, Zico se referiu à Tuncay como a “alma da equipe”. Com a saída do turco em 2007, quem ganhou muitas oportunidades foi o rápido Colin Kazim-Richards.

Avançados, Deivid (foto) e o sérvio Mateja Kezman tinham a tarefa de fazer os gols e viveram um bom momento juntos. Com facilidade para se movimentar por toda a faixa de ataque, destacaram-se tanto balançando as redes, quando abrindo espaço para os gols de seus companheiros. Juntos, nas temporadas 2006-2007 e 2007-2008, marcaram 50 gols. Além deles, a equipe também contou, com frequência, com a participação de Semih Sentürk, um reserva muito utilizado de muita presença de área e eficiência.

Como opções para o técnico Zico, o Fenerbahçe tinha muitas e boas peças de reposição. Citando apenas alguns nomes, a equipe de Istambul , no período entre 2006-2008, contou com a qualidade de Ugur Boral, Baris Deniz, Gökçek Wederson (outro brasileiro naturalizado turco), Claudio Maldonado – volante muitíssimo conhecido no futebol brasileiro – (foto), Tümer Metin, reserva que muito atuou na temporada 2006-2007, além dos já citados Önder Turaci e Semih Sentürk.





Ficha técnica de alguns jogos importantes nesse período:

33ª rodada do Campeonato Turco 2006-2007: Galatasaray 1x2 Fenerbahçe

Estádio Ali Sami Yen, Istambul

Árbitro: Bülent Demirlek

Gols: ’24 Diego Lugano e ’39 Edu Dracena (Fenerbahçe); ’89 Arda Turan (Galatasaray)

Galatasaray: Mondragón; Sabri, Tomas, Rigorbert Song, Haspolatli (Hasan Kabze), Orhan AK; Mehmet Topal (Arda Turan), Junichi Inamoto, Ayhan Akman; Necati Ates (Hakan Sükur) e Ümit Karan. Téc.: Eric Gerets

Fenerbahçe: Kulbilge; Önder Turaci, Diego Lugano, Edu Dracena, Ümit Özat; Mehmet Aurélio, Deniz Baris, Serkan Balci (Yozgatli); Tuncay Sanli (Deivid), Tümer Metin (Aslan) e Kezman. Téc.: Zico

Final da Supercopa da Turquia 2007: Besiktas 1x2 Fenerbahçe

Estádio RheinEnergie, Colônia

Árbitro: Firat Aydinus

Público 38.000
 
Gols: ’14 Deivid e ’86 Kezman (Fenerbahçe); ’20 Bobô (Besiktas)

Besiktas: Arikan; Toraman, Kurtulus, Kas, Uzülmez; Édouard Cissé, Mehmet Yozgatli (Serdar Özkan), Koray Avci (Can Erdem), Matías Delgado; Bobô e Ibrahim Akin (Rodrigo Tello). Téc.: Ertugrul Saglam

Fenerbahçe: Kulbilge; Önder Turaci, Edu Dracena, Can Arat, Roberto Carlos; Mehmet Aurelio, Deniz Baris, Ugur Boral (Ali Bilgin), Alex (Kazim-Richards); M. Kezman (Selçuk Sahin) e Deivid. Téc.: Zico

Fase de grupos da UEFA Champions League 2007-2008: Fenerbahçe 1x0 Inter

Estádio Sükrü Saracoglu, Istambul

Árbitro: Luis Medina Cantalejo
 
Público 44.212

Gol: ’43 Deivid (Fenerbahçe)

Fenerbahçe: Volkan; Önder Turaci, Diego Lugano, Edu Dracena, Roberto Carlos; Mehmet Aurelio, Deniz Baris, Wederson, Alex; Kezman (Semih Sentürk) e Deivid. Téc.: Zico

Inter: Júlio César; Javier Zanetti, Nelson Rivas, Walter Samuel, Maxwell; Esteban Cambiasso, Olivier Dacourt (Luis Jiménez), Santiago Solari (Luís Figo), Dejan Stankovic; David Suazo (Crespo) e Zlatan Ibrahimovic. Téc.: Roberto Mancini

Oitavas de finais da UEFA Champions League: Fenerbahçe 3x2 Sevilla

Estádio Sükrü Saracoglu, Istambul

Árbitro: Florian Meyer

Público 46.210
 
Gols: ’16 Kezman, ’56 Diego Lugano e ’87 Semih Sentürk (Fenerbahçe); ’23 Edu Dracena (contra) e ’67 Julien Escudé (Sevilla)

Fenerbahçe: Volkan; Gönul, Diego Lugano, Edu Dracena, Roberto Carlos (Wederson); Mehmet Aurélio, Selçuk Sahin, Alex, Ugur Boral (Kazim-Richards); Kezman (Semih Sentürk) e Deivid. Téc.: Zico

Sevilla: Palop; Dani Alves, Escudé, Dragutinovic, Adriano; Duda (Capel), Poulsen, Keita, Jesús Navas; Luis Fabiano e Kanouté. Téc.: Manuel Jiménez

Quartas de finais da UEFA Champions League: Fenerbahçe 2x1 Chelsea

Estádio Sükrü Saracoglu, Istambul

Árbitro: Claus Bo Larsen

Público 49.055

Gols: ’64 Kazim-Richards e ’80 Deivid (Fenerbahçe); ’12 Deivid (contra) (Chelsea)

Fenerbahçe: Volkan; Turaci, Diego Lugano, Edu Dracena, Wederson; Mehmet Aurelio, Maldonado, Ugur Boral (Kazim-Richards), Alex; Kezman (Semih Sentürk) e Deivid. Téc.: Zico

Chelsea: Cudicini; Essien; Ricardo Carvalho, John Terry, Ashley Cole; Makelele, Lampard (Mikel), Ballack; Malouda, Drogba e Joe Cole (Anelka). Téc.: Avram Grant

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Nem o futebol escapou na Faixa de Gaza

Marcada há anos por intensos conflitos armados, entre Israel e o Hamas, a Faixa de Gaza é um dos lugares mais sofridos do mundo. Apesar disso, como em quase todas as partes do globo, os habitantes têm no futebol uma das poucas razões para sorrir e libertar-se, ainda que por apenas 90 minutos, da tensão diária que assola a localidade. Todavia, neste momento, nem o esporte bretão está conseguindo resistir aos problemas.


Ahed Zaqout, ícone do futebol e vítima da guerra




Diversos e díspares são os acontecimentos que têm atingido o futebol na Faixa de Gaza. Dentre eles,  o mais impactante foi, possivelmente, a morte do maior jogador e entusiasta do futebol local. Aos 49 anos, Ahed Zaqout não mais atuava, mas possuía um programa esportivo na televisão local e era treinador. Conquanto nunca tenha rompido as fronteiras de Gaza rumo ao futebol mundial, Zaqout  que chegou a ter destaque em um amistoso contra a França, em 1993, partida que contou com a ilustre presença de Michel Platini  era tratado como um verdadeiro herói no país. Sem qualquer envolvimento político com as causas da interminável contenda, foi mais uma das inocentes vítimas do conflito.

Outro impacto notório é sobre os Campeonatos locais. Divididos em três divisões, 56 clubes estão parados e, enquanto não houver um cessar fogo minimamente definitivo, não voltarão às suas atividades habituais. Vale ressaltar que, segundo o The National, periódico dos Emirados Árabes, os encontros futebolísticos de Gaza  levam em média 25 a 30.000 pessoas, demonstrando um alcance impressionante do esporte. Hoje, a região conta com cinco estádios de futebol, e, até 2012, contava com mais um, o Central Stadium, bombardeado na operação “Coluna de Nuvens”.

Além disso, outro fato lastimoso, que tem se repetido há tempos, aconteceu em maio deste ano, quando o Estado de Israel negou vistos para cinco jogadores que se juntariam à Seleção Palestina, que, pela primeira vez em sua existência, conseguiu a classificação para a disputa da Copa da Ásia, que acontecerá na Austrália, em 2015.

Apesar de todo o impacto que a guerra tem trazido para a sociedade palestina que vive em Gaza, e, especificamente sobre o futebol, a maior tristeza é a violência contra os civis inocentes. Curiosa e tristemente, no último mês, quatro crianças de uma mesma família, que não estavam fazendo nada senão divertirem-se jogando futebol, foram alvos de bombas. E este, é só um dos vários exemplos das consequências selvagens da guerra.

Contudo, apesar de todas as lágrimas e o sangue derramados no conflito, algo segue sendo impressionante. Como em outras partes do mundo, o futebol, e o esporte em geral, segue sendo uma válvula de escape para a população. E não é como um “ópio para o povo”, mas como uma lufada de esperança. Em 2010, por exemplo, com toda a sua fronteira bloqueada, com muitas dificuldades de acompanhar a Copa do Mundo da África do Sul, a Federação Palestina de Futebol promoveu a Copa do Mundo de Gaza, distribuindo atletas locais em 16 equipes que representaram países de todo o mundo.


* Vídeo promocional da Copa do Mundo de Gaza, 2010

Ainda assim, o futebol não é uma opção de vida para os palestinos de Gaza. Sem recursos, a maioria dos jogadores tem outros empregos além-futebol, como definiu o capitão do Gaza Sports Club, Assim Abu Hassi, em entrevista concedida no final de junho:

“Jogar futebol não é uma maneira de fazer uma vida na Palestina, você não pode dar suporte à sua família com ele. Nós jogamos porque queremos mostrar ao mundo que existimos, que a Palestina existe. Os garotos pobres aqui em Gaza buscam o futebol. Essa é a melhor forma de nos mostrarmos para o mundo.”

Além de ser uma forma de conforto, o futebol também dá esperança ao povo. Bashar Abu Qeriya, de 16 anos, é considerado um dos jogadores mais promissores de todos os tempos no país, chamado, inclusive de Messi de Gaza. Seu sonho? “Eu quero jogar pelo Liverpool,” diz.

Seja como desafogo ou como esperança para o povo, o futebol tem um papel vital em Gaza. Entretanto, nem seu mágico poder tem sido suficiente para diminuir os impactos de uma guerra interminável. Pelo povo, o esporte tem que continuar resistindo, para garantir que consiga persistir existindo. 
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