segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Futebol na Índia: mais uma fronteira está se rompendo?

Indiscutivelmente forte na Europa e na América do Sul, o futebol, com sua capacidade de atrair investimentos e seguidores, nos últimos anos, rompeu algumas barreiras e levou suas emoções para outras fronteiras. São os casos, por exemplo, de Japão (com importante atuação de Zico), China e Estados Unidos, país em que o esporte bretão encontrou, e ainda encontra, muita resistência em razão das preferências desportivas de sua população. Com a ascensão da Indian Super League, será que veremos outra fronteira ser rompida?




Como os EUA, a Índia – segundo país mais populoso do mundo – é uma nação com uma predileção desportiva muito bem definida. Se os estadunidenses apreciam historicamente o Basquete, o Beisebol e o Futebol Americano, os indianos são apaixonados pelo Críquete. Bicampeã mundial do esporte, a Índia só fica atrás da Austrália em glórias. É nesse contexto que IMG-Reliance, Star India e All India Football Federation se uniram, criando oito franquias e as disponibilizando para investidores.

Fomentada por empresários, ícones desportivos e pela indústria cinematográfica do país (incluindo atores da famigerada Bollywood) a Indian Super League ascendeu e tem objetivos muito bem delineados. Em curto prazo, a meta dos organizadores é angariar novos fãs. O início se mostrou muito promissor (público superior a 70 mil pagantes para o confronto entre Atlético de Kolkata e Mumbai City), mas pode ter sido apenas uma empolgação efêmera.

Em longo prazo, a busca maior é o estabelecimento de uma liga competitiva e forte no país e o desenvolvimento de base, visando o objetivo maior: a classificação da Índia para a Copa do Mundo de 2026. Para alcançar suas metas, a Indian Super League “ressuscitou” craques aposentados e contratou outros em final de carreira para atrair interesses e ajudar a promover o interesse público. Além disso, os clubes e a federação têm buscado parcerias com equipes europeias para aprender com seus trabalhos com jovens. Nesse sentido, já está sendo feito um trabalho integrado com o FC Metz, da França.

Outros clubes europeus envolvidos no futebol hindu são a Fiorentina, detentora de 15% do FC Pune City, o Atlético de Madrid e o Feyenoord, com participações em Atlético de Kolkata e Delhi Dynamos FC, respectivamente.

Com jogadores do quilate de Nicolas Anelka, Luis García, Elano, Alessandro Del Piero (foto), Robert Pirès, David Trezeguet e Fredrik Ljungberg, a liga pode não ter grande nível, mas sem sombra de dúvidas chama atenção. Arsène Wenger, treinador do Arsenal, acredita na evolução do futebol hindu.

“Se você olhar a história do futebol (...) parece que ele cresce em todos os lugares. É como um vírus que se multiplica, então não imagino por que não vá decolar. Levou um tempo nos Estados Unidos, mas agora é muito popular. Ele (o futebol) enfrenta o críquete na Índia, mas sempre há espaço para um segundo esporte. Eu sei que as pessoas de lá assistem a Premier League e estou convencido que, com uma enorme população, vai decolar,” disse o treinador dos Gunners.

No que tange ao Campeonato em si, ele é composto por oito equipes que se enfrentam em dois turnos, em aproximadamente dez semanas. Após os enfrentamentos, as quatro melhores equipes qualificam-se para as semifinais (duas partidas) e os vencedores avançam à final, disputada em partida única.

Clubes que disputam o campeonato

Figura conhecida do público brasileiro, o Secretário Geral da FIFA, Jérôme Valcke, também acredita no sucesso do futebol na Índia: “A Índia tem grande potencial. A ISL (Indian Super League) está ajudando. Temos que assegurar que estamos juntos com uma meta – desenvolver o futebol na Índia e ajuda-la a disputar uma Copa do Mundo em breve.” Atualmente o país ocupa a 158ª posição no Ranking da FIFA.

Com aporte financeiro e um projeto ambicioso, a Indian Super League pode representar o avanço do futebol em mais uma fronteira. Considerando o tamanho da população do país, é muito difícil que, feito o bom trabalho, o esporte não se desenvolva. Entretanto, isso só comprovaremos no futuro; no presente, resta-nos acompanhar a evolução do campeonato e matar as saudades de tantos e saudosos craques do futebol mundial que lá se encontram.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Times que Gostamos: Standard Liège 2007-2009

Após lembrar a boa equipe da LDU, que conquistou a Copa Libertadores da América em 2008, trato de um time que obteve conquistas nacionais e reuniu jogadores que teriam grande destaque no futebol mundial, o Standard Liège, da Bélgica.


Em pé: Dante, Witsel, Mbokani, Onyewu, Rorys, Sarr;
Agachados: Igor de Camargo, Camozzato, Dalmat, Jovanovic, Defour.


Time: Standard Liège

Período: 2007-2009

Time base: Rorys; Camozzato, Onyewu, Sarr, Dante (Mulemo); Defour, Witsel, Fellaini (Dalmat); Jovanovic, Igor de Camargo e Mbokani. Téc.: Preud’homme/Laszlo Bölöni

Conquistas: Bicampeonato Belga e Bicampeonato da Supercopa da Bélgica

Foram 25 anos na fila, sem conquistar o Campeonato Nacional. Além disso, já haviam se passado quase 15 anos do último título, a Copa da Bélgica de 1993. Sob o comando do ex-goleiro Michel Preud’homme um dos maiores atletas da história do país, o Standard Liège, recheado de jovens e talentosos atletas, pôs fim à espera e, em 2008, voltou ao mais destacado posto do futebol belga.

Com uma segura linha de defesa – a melhor nas duas temporadas –, um meio-campo multifuncional e uma ataque poderoso (o segundo melhor em 2007-2008 e o terceiro em 2008-2009), Les Rouches fizeram história no país. A principal prova disso foi o êxodo de seus jogadores, que rapidamente se viu.

Não bastasse ter uma equipe titular muito talentosa, ganhando espaço, havia ainda outros jogadores extremamente jovens e que desde a época demonstravam possuir grande potencial, casos, por exemplo, do zagueiro Eliaquim Mangala, do meio-campista Mehdi Carcela-González e do atacante Christian Benteke

Na meta do esquadrão belga, havia a presença do equatoriano Rorys Aragón (foto), jogador de história curiosa. Apesar de ter tido início promissor no Emelec, passou um período no banco no El Nacional e, graças a sua irmã, conseguiu um período de testes na Internazionale de Milão, o qual, ao final, o levou a conseguir outro período semelhante no Standard, que lhe ofereceu um contrato profissional e permitiu o alcance de seu máximo potencial. Sobretudo sob o comando de Preud’homme, atingiu excelente forma, com 16 clean sheets em 27 jogos na temporada 2007-2008.

As laterais, “brasileiras”, mostravam equilíbrio. Pela direita, Marcos Camozzato, cria do Internacional, era dado aos avanços, ajudando muito a alimentar o tridente ofensivo da equipe. Entre 2007-2009 proveu oito assistências. Pelo flanco oposto, a posição foi ocupada pelo zagueiro Dante (foto), hoje no Bayern de Munique. Apesar de, por características e estilo de jogo, ser jogador de defesa, serviu seus companheiros seis vezes nesse período. Em meio a temporada 2008-2009, na janela de inverno, deixou o clube, sendo substituído por Landry Mulemo, jogador mais limitado.

A zaga central teve como referência, na maior parte do tempo, Oguchi Onyewu (foto), jogador “rústico”, pouco dotado tecnicamente, mas dono de enorme força física e qualidade no jogo aéreo. O estadunidense viveu o melhor momento de sua carreira no Standard e, ao final da temporada 2008-2009, foi para o Milan. Seu companheiro, Mohamed Sarr, defensor rápido, teve um início de carreira promissor, passando pela base do Milan e tendo atuado em clubes como o Galatasaray. Todavia, só se encontrou em Liège. Desde sua saída para o Hércules, em 2010, sua carreira só declinou.
No meio-campo, residia o verdadeiro ponto forte do time. Steven Defour, Axel Witsel e Marouane Fellaini (foto) formaram um verdadeiro trio “faz-tudo” no setor. Fortes na marcação, móveis, donos de ótima aproximação ao ataque e vitalidade impressionante, fizeram do Standard um time com três motores. Aos 19 anos, Defour era o jogador mais recuado do trio e também o capitão do time. Na temporada 2008-2009, marcou quatro gols e deu impressionantes 10 assistências. Witsel, por sua vez, marcou 18 gols entre 2007 e 2009.

O excepcional meio-campo começou a se desfazer no final da janela de verão de 2008, quando após iniciar a temporada em Liège, Fellaini foi vendido ao Everton, por cerca de £15 MI, um recorde nacional à época. Em seu lugar, entrou o esforçado Wilfried Dalmat, bom criador de jogo, mas dono de menor pegada defensiva. Em 2008-2009, marcou quatro gols e proveu 10 assistências, em 41 jogos.

Em 2011, esse meio-campo terminaria de se fragmentar com as saídas de Defour e Witsel para Porto e Benfica, respectivamente.

Avançados, Milan Jovanovic (foto), Dieumerci Mbokani e Igor de Camargo se revezavam na condição de centrovante, com grande movimentação. Mais habilidoso dos três, o primeiro caía frequentemente pelos flancos, sobretudo pelo esquerdo; fortes fisicamente e no jogo aéreo, Mbokani e Igor de Camargo (brasileiro que se naturalizou belga) mantinham as defesas adversárias em constante alerta. Os três deixaram o Liège em 2010. Jovanovic seguiu para o Liverpool, Mbokani para o Monaco e Igor para o Borussia Mönchengladbach. Entre as temporadas 2007-2008 e 2008-2009, juntos, marcaram 86 gols.
No banco, comandando a equipe, estava Preud’homme, que, enquanto jogador, participou do último título belga do Standard. Em nova função, foi o grande responsável pela montagem do elenco, recrutando jovens de outras equipes e promovendo a entrada de outros garotos do próprio clube. Com a sensação de dever cumprido, deixou a equipe em 2008, tendo sido substituído pelo romeno Laszlo Bölöni (um dos maiores jogadores de seu país), que apenas deu continuidade ao trabalho de seu antecessor, dando chances a outros jovens, em sua gestão.

Na reserva, havia, ainda, alguns jogadores muito utilizados, casos do zagueiro croata Tomislav Mikulic, do lateral/meia direita Réginal Goureux e dos experientes Siramana Dembélé e Benjamin Nicaise, isso sem falar nos já citados Mangala e Benteke.

Ficha técnica de alguns jogos importantes nesse período:

31ª rodada do Campeonato Belga 2007-2008: Standard 2x0 Anderlecht

Estádio Sclessin, Liège
Árbitro: Frank De Bleeckere

Público 27.500

Gols: ’54 e ’77 Mbokani (Standard)

Standard: Rorys; Camozzato, Onyewu, Sarr (Ingrao), Dante; Defour (Dufer), Goreaux, Fellaini, Witsel; Jovanovic e Mbokani (Igor de Camargo). Téc.: Preud’homme

Anderlecht: Schollen; Wasilewski, Deschacht, Juhász, Van Damme; Polák, Biglia, Gillet (Pieroni), Boussoufa; Vlcek (Legear) e Frutos. Téc.: Ariël Jacobs

Supercopa da Bélgica de 2008: Standard 3x1 Anderlecht

Estádio Sclessin, Liège

Árbitro: Paul Allaerts
Público 28.000

Gols: ’12 e ’18 Onyewu e ’87 Nicaise (Standard); ’73 Suárez (Anderlecht)

Standard: Rorys; Camozzato, Onyewu, Sarr (Mikulic), Dante; Defour (S. Dembélé), Witsel, Dalmat (Goreux), Tuama (Ingrao); Igor de Camargo (Kabamba) e Jovanovic (Nicaise). Téc.: Bölöni

Anderlecht: Proto; Gillet, Deschacht, Juhász, Goor; Polák (Rnic), Biglia (Saré), Losada (Legear), Boussoufa (Lamah); M. Suárez e Vlcek (Kanu). Téc.: Ariël Jacobs

6ª rodada do Campeonato Belga 2008-2009: Standard 2x1 Anderlecht

Estádio Sclessin, Liège

Árbitro: Paul Allaerts

Público 28.000

Gols: ’64 Witsel e ’90 Jovanovic (Standard) ; ’56 Yakovenko (Anderlecht)

Standard: Rorys; Camozzato, Onyewu, Sarr, Dante; Defour, Witsel e Dalmat (Toama); Jovanovic, Igor de Camargo (Nicaise) e Mbokani. Téc.: Bölöni

Anderlecht: Zitka; Wasilewski, Deschacht, Juhász, Van Damme; Polák (Goor), Biglia, Gillet, Boussoufa; Legear (Yakovenko) e Vlcek (Chatelle). Téc.: Ariël Jacobs

Supercopa da Bélgica de 2009: Standard 2x0 Genk

Estádio Sclessin, Liège

Árbitro: Johan Verbist

Público 12.000

Gols: ’30 Dalmat e ’60 Witsel (Standard)

Standard: Bolat; Camozzato, Mikulic, Sarr, Mulemo; Defour (Mangala), Witsel, Dalmat; Cyriac (Carcela-González), Mbokani, Jovanovic (Igor de Camargo). Téc.: Bölöni

Genk: Verhulst; Cornelis, Ngcongca, João Carlos, Tiago (Matoukou); Hubert, Camus, Tözser, Pudil; Kevin De Bruyne (Bakx) e Huysegems (Barda). Téc.: Hein Vanhaezebrouck

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

A nova (velha) Seleção Portuguesa

Fracassada em uma Copa do Mundo que não contou com o melhor Cristiano Ronaldo, limitado fisicamente após desgastante temporada, a Seleção Portuguesa começou, no último final de semana, sua reformulação. Saiu Paulo Bento; chegou Fernando Santos ex-treinador da Seleção Grega e dono de um passado de sucesso no país helênico. Com ele vieram também algumas novidades (algumas delas nada novas, é verdade) iniciando um novo ciclo luso.



O resgate de velhos conhecidos

O trabalho de Fernando Santos começou com uma nota de surpresa. Sempre que se pensa no início de um novo período, buscam-se novas alternativas, inovações de ordem tática, técnica e individual. Nadando contra a corrente e buscando dar estabilidade ao momento conturbado pelo qual a Seleção Portuguesa vive, o novo comandante apostou em velhos conhecidos, figuras de vitoriosas carreiras e capazes de ajudar a trazer de volta a calmaria.

Na defesa central, aos 36 anos e ainda que na reserva, o influente e experiente Ricardo Carvalho está de volta. Seu último jogo pela Seleção havia sido em agosto de 2011, ocasião em que, após desentender-se com o treinador Paulo Bento, abandonou a concentração da equipe. Se não é mais o mesmo zagueiro de Porto, Chelsea e Real Madrid ainda pode ser peça chave para o amadurecimento de outros jogadores e dar estabilidade ao grupo.

No meio-campo, Tiago Mendes (foto, à esq.) é o velho conhecido que retorna. Peça importante no elenco do Atlético de Madrid, na última e vitoriosa campanha do clube, tem em seu passe virtude importante para a remodelação do time e, aos 33 anos, pode servir de referência, tanto para os mais jovens, como também para o talentoso João Moutinho, que não raro decepciona com a camisa portuguesa. Sob o comando de Diego Simeone vive talvez sua melhor fase da carreira. Sua última partida pela Seleção havia sido em 2010 e, em 2011, havia declarado sua aposentadoria da Seleção, mas, a pedido do novo treinador, decidiu voltar.

Já no ataque, Danny (de 31 anos), que, em 2013, havia ficado marcado por ser dispensado da Seleção em função de lesão e logo depois ter atuado por seu clube, também retornou. Ricardo Quaresma, que vive momento extremamente irregular, também aos 31 anos, é outro que foi pouco aproveitado na gestão anterior e, agora, ganhou novas chances.

Apesar de serem velhos conhecidos, estes quatro nomes são novidades e podem ser importantíssimos neste momento, puxando as responsabilidades para si e permitindo o desenvolvimento gradual da nova geração que se apresenta.

Oportunidades a jogadores ascendentes

Se há um reflexo cristalino da excelente temporada que o Sporting CP viveu no último ano é a convocação. Com seis convocados, conseguiu grande superioridade em relação aos rivais Benfica e Porto, que só levaram um atleta ao escrete luso. Se Rui Patrício e Nani são figuras muito conhecidas, Cédric Soares, Adrien Silva e William Carvalho são bem menos e João Mario é praticamente um desconhecido do público mundial. Todos os últimos quatro demonstram grande talento e são esperanças de um futuro vitorioso. Já em sua estreia e antes de sequer tocar na bola, João Mario sofreu pênalti contra a França, no último amistoso da Seleção.

Outra grata novidade é o meio-campo André Gomes (foto), que, ao lado de Dani Parejo, tem sido o esteio de um surpreendentemente bom time do Valencia. Dono de boa dinâmica de jogo e qualidade de passe, já ganhou, inclusive, vaga entre os titulares contra a França.

Além dele, as outras surpresas ficam a cargo de Ivo Pinto, lateral direito do Dinamo Zagreb e que não teve muito destaque em seu país natal e também o já experiente zagueiro José Fonte, de 30 anos,  que vive ótimo momento do Southampton.

Novo conceito tático

Referências, João Pereira, Miguel Veloso e Raul Meireles ficaram fora da primeira convocação de Fernando Santos, seria um sinal de mudança de mentalidade? Talvez sim. Muito burocráticos, os três atletas travavam o jogo muito mais do que realmente ajudavam na criação – exceção feita a Meireles, em alguns momentos.

Sem nenhum volante de forte marcação – com Tiago, André Gomes e João Moutinho preenchendo a meia cancha –, mas com três meio-campistas de boa qualidade de passe, o meio-campo português mostrou-se mais livre e criativo no amistoso contra a França. Se o entrosamento está longe do desejado, o futebol demonstrado pode ter sido o prenúncio de um novo estilo de jogo, com mais toque de bola. Pela direita, Cédric também garantiu mais e melhores avanços em relação a João Pereira.

Já o ataque inicia o novo ciclo da forma como muitos críticos desejavam, sem um “9” típico. Considerando a falta de qualidade de Hugo Almeida, Helder Postiga (estes dois sacados por Santos) e Éder – que claramente destoavam do restante da equipe – a utilização de um ataque sem referência, porém mais móvel, é uma cartada muito promissora, pois dá mais liberdade para seu principal craque – CR7 – e também aumenta a imprevisibilidade do time, com infiltrações e trocas constantes de posições. De início, Danny (foto) foi o escolhido para substituir o atacante de área.

Com tempo e possibilitando o gradual amadurecimento, sobretudo das novas peças do meio-campo, a Seleção Portuguesa pode ganhar uma nova cara, mais atrativa e que potencialize as qualidades do melhor jogador do mundo. Fernando Santos começa bem, pensando os problemas de uma equipe que fracassou e propondo soluções de inegável plausibilidade. Na terça-feira os lusos enfrentam a Dinamarca fora de seus terrenos, boa oportunidade para ver o novo (velho) time português.

Confira os selecionados de Fernando Santos:

Goleiros                                                                            
Anthony Lopes (Lyon), Beto (Sevilha) e Rui Patrício (Sporting)

Defensores
Antunes (Málaga), Bruno Alves (Fenerbahçe), Cédric (Sporting), Eliseu (Benfica), Fábio Coentrão e Pepe (Real Madrid), Ivo Pinto (Dínamo Zagreb), José Fonte (Southampton) e Ricardo Carvalho (Monaco)

Meio-campistas
Adrien Silva, João Mário e William Carvalho (Sporting), André Gomes (Valência), João Moutinho (Monaco) e Tiago (Atlético Madrid)

Atacantes
Cristiano Ronaldo (Real Madrid), Danny (Zenit), Éder (SC Braga), Nani (Sporting), Ricardo Quaresma (FC Porto) e Vieirinha (Wolfsburg)
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