quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Times de que Gostamos: Arsenal 2003-2004

Após trazer a história do húngaro Budapest Honvéd, do craque Puskas, continuo lembrando os grandes times na história do futebol. O post de hoje tratará do último Campeão Inglês invicto, o Arsenal, na temporada 2003-2004.


Em pé: Vieira, Bergkamp, Edu, Lehmann, Lauren, Campbell e Touré.
Agachados: Ashley Cole, Ljungberg, Henry e Pirés.

Time: Arsenal

Período: 2003-2004

Time-Base: Lehmann, Lauren, Campbell, Kolo Touré, Ashley Cole; Patrick Vieira, Gilberto Silva, Pirés, Ljungberg; Bergkamp, Thierry Henry. Téc. Arsene Wenger.

Conquista: Campeonato Inglês.

Último campeão inglês invicto, o Arsenal de 2003-2004 jogava um futebol ao mesmo tempo vistoso e eficiente. Muito disso, ocorreu em função de dois jogadores, em especial, que viviam a plenitude de seu futebol, o melhor momento de suas carreiras: Patrick Vieira e Thierry Henry.

Os franceses foram os principais jogadores de um time fantástico. Todavia, nessa temporada, não houve qualquer titular que pudesse ser criticado. O time foi perfeito. Em 38 partidas pela Premier League, a equipe saiu vencedora em 26 ocasiões. Os outros 12 jogos foram empates. A equipe teve um assombroso saldo positivo de 47 gols. Melhor defesa e melhor ataque da competição. Melhor Tudo.

Todo time começa com um grande goleiro. O velho clichê se fez valer aqui também. Após a aposentadoria do simbólico e histórico David Seaman, o Arsenal buscou no Borussia Dortmund o goleiro Jens Lehmann (foto) para a temporada. E o arqueiro alemão comandou a defesa menos vazada da competição. Atuando em todas as partidas da liga, fez com que até o mais saudoso torcedor Gunner esquecesse o ídolo Seaman. A fase do goleirão no Arsenal foi tão boa que o levou a tomar a vaga de Oliver Kahn na Seleção de seu país.

A defesa tinha dois zagueiros muito seguros e bons no jogo aéreo, o ídolo Sol Campbell (foto) e o marfinense Kolo Touré. O africano detinha mais velocidade e explosão física do que o inglês, que compensava essa deficiência com ótimo posicionamento e uma força assombrosa pelo alto. Nas laterais, atuaram dois atletas com vocação ofensiva. Pela esquerda o ascendente Ashley Cole, então com 23 anos, pasmava o mundo com uma invejável capacidade de ataque, ótimo vigor físico e eficiente marcação. Pelo outro lado, figurava Lauren, jogador mais discreto, mas competente no ataque e sem ressaltáveis deficiências.

À frente da defesa, estavam, sempre bem postados, os dois jogadores responsáveis por serem o esteio da equipe. Patrick Vieira (foto), um dos grandes ídolos da história do clube londrino, possuía refinamento técnico e explosão física assombrosos, sendo capaz de desempenhar diversas funções com a mesma eficiência. Além disso, tinha uma bola aérea muito forte. Ao seu lado, o brasileiro Gilberto Silva vivia grande fase e mantinha a organização da retaguarda da equipe.

Mais avançados, em uma virtual segunda linha de meio-campistas, três jogadores atuavam com grande destaque: Robert Pirés e Dennis Bergkamp, donos de grande habilidade e inteligência, e Fredrik Ljungberg cujo ponto mais forte era a força e a velocidade.

Bergkamp, já em fim de carreira, dava seus últimos (e excelentes) suspiros no futebol (foi o líder de assistências dos Gunners no inglês, com nove). Pirés vivia grande momento desde a Copa das Confederações de 2001 e Ljungberg, que não nenhum possuía nenhum grande atributo individual, compunha bem a equipe, ajudando na marcação e atacando com eficiência.


No comando do ataque encontrava-se a estrela maior da companhia: Thierry Henry. Artilheiro da Premier League, com 30 gols, e do Arsenal, com 39, o francês viveu o ápice de sua forma técnica nessa temporada. Fatal, prolífico ou letal. Classifique como quiser. O fato é que Henry se fixou no rol dos melhores jogadores da rica história do clube. Cobrando faltas, finalizando de curta e longa distâncias ou cabeceando, o craque ficou lembrado por ter decidido jogos de todos os jeitos. Os adversários temiam-no com razão. Sua precisão e presença eram fantásticas e alcançaram o ápice nesse ano.

No banco de reservas, figuravam atletas como o jovem José Antônio Reyes, o francês Sylvain Wiltord, o brasileiro Edu (foto), o lateral Gael Clichy, o inglês Ray Parlour e também o matador nigeriano Nwankwo Kanu. Ou seja, havia também algumas boas alternativas aos titulares.

Nessa temporada, a ideia de futebol considerada ideal pelo treinador Arsène Wenger foi aplicada. O time jogou um futebol bonito e eficaz, sem a necessidade de exorbitantes gastos. Infelizmente, este foi um dos últimos título dos Gunners (o último foi a FA Cup em 2005) e, desde então, a equipe foi gradativamente diminuindo suas ambições.

Na temporada em foco, o clube teve ainda seis jogadores da Seleção do Campeonato que foi composta por: Howard (Manchester United); Lauren, Campbell, Terry (Chelsea), Cole; Vieira, Gerrard (Liverpool), Lampard (Chelsea), Pirés; Henry e Van Nistelrooy (Manchester United). Além disso, o clube ganhou o prêmio de Fair Play, por ter sido a equipe mais disciplinada do torneio.

Ficha técnica dos jogos importantes da campanha do clube no Campeonato Inglês:

9ª rodada do Campeonato Inglês: Arsenal 2 x 1 Chelsea

Estádio Highbury, Londres

Árbitro: Paul Durkin

Público 38.172

Gols: Edu ’5 e Henry ‘75 (Arsenal) e Crespo ‘8 (Chelsea)

Arsenal: Lehmann; Lauren, Campbell, Kolo Touré, A. Cole; Gilberto Silva, Edu, Parlour (Bergkamp), Pirés (Cygan); Wiltord (Kanu), Henry. Téc. Arsene Wenger

Chelsea: Cudicini; Glen Johnson, Huth, Melchiot, Bridge; Makelele, Geremi (Hasselbaink), Lampard, Duff (Joe Cole); Mutu (Gronkjaer), Crespo. Téc. Cláudio Ranieri

26ª rodada do Campeonato Inglês: Arsenal 2 x 1 Chelsea – 26ª rodada do Campeonato Inglês

Estádio Stamford Bridge, Londres

Árbitro: Mike Riley

Público 41.857

Gols: Vieira ’15, Edu ’21 (Arsenal) e Gudjohnsen ‘1 (Chelsea)

Arsenal: Lehmann; Lauren, Campbell, Kolo Touré, Clichy; Vieira, Gilberto Silva, Edu, Pirés; Bergkamp (Ljungberg), Henry. Téc. Arsene Wenger

Chelsea: Sullivan; Melchiot, Gallas, Terry , Bridge; Makelele, Geremi (Joe Cole), Scott Parker (Gronkjaer), Lampard; Mutu (Hasselbaink), Gudjohnsen. Téc. Claudio Ranieri

35ª rodada do Campeonato Inglês: Arsenal 2 x 2 Tottenham – 35ª rodada do Campeonato Inglês (Jogo do título)

Estádio White Hart Lane, Londres

Árbitro: Mark Halsey

Público 36.097

Gols: Patrick Vieira ‘3, Pirés ’35 (Arsenal), Jamie Redknapp ’62 e Robbie Keane ’90 (Tottenham)

Arsenal: Lehmann, Lauren, Campbell, Kolo Touré, A. Cole; Gilberto Silva, Vieira, Parlour (Edu) e Pirés; Bergkamp (Reyes), Henry. Téc. Arsene Wenger

Tottenham: Keller; S. Kelly (Poyet), Ledley King, Gardner, Taricco (Bunjevcevic); Michael Brown, Jamie Redknapp, Simon Davies, J. Jackson (Defoe); Robbie Keane, Kanouté. Téc. Chris Hughton

3 comentários :

  1. Magnifico post, que saudade desse time do Arsenal, bons tempos.

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  2. Bons tempos. Devemos cobrar isso pois merecemos.

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  3. Parabéns pelo post!
    Grande time, boa época!

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