segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Elas vêm aí: Alemanha e Argélia

Inicio hoje minha série de textos preparatórios para a Copa do Mundo que se avizinha. Toda segunda-feira tratarei de duas das 32 seleções que virão ao Brasil no meio do ano. O critério para a escolha foi meramente alfabético. O pontapé inicial será dado com a tricampeã mundial Alemanha e com a africana Argélia. Trarei um pouco sobre como jogam, seus destaques, possíveis dúvidas e minha expectativa para a participação na competição.



ALEMANHA

Time esperado: Neuer; Lahm, Metersacker, Hummels (Boateng), Schmelzer; Khedira (Kroos), Schweinsteiger; Müller, Özil, Reus; M. Gómez (Klose). Téc. Joachim Löw.

Grupo: G. Com Portugal, EUA e Gana.

Expectativa: brigará pelo título.

Histórico: Tricampeã (1954, 1974, 1990) e terceira colocada no último mundial.

Amadurecida, a geração que espantou o mundo em 2010, fugindo às características histórias do futebol alemão, com muito toque de bola, velocidade e habilidade, promete, mais uma vez, lutar pelo título mundial.

Em 1990, Matthaüs levantou a taça
Manuel Neuer é absoluto no gol e vive excelente momento, inclusive aprendendo a usar os pés, como agrada a seu treinador no Bayern de Munique, Pep Guardiola. Philipp Lahm é o mesmo de quatro anos atrás: excelente tanto no ataque quanto na defesa e capitão. Já a dupla de zaga tem uma dúvida: Mats Hummels ou Jérôme BoatengO primeiro, defensor do Borussia Dortmund, é indubitavelmente um zagueiro melhor em aspectos técnicos, contudo tem-se visto envolto por lesões, e não é possível prever como estará antes do mundial. Boateng, por sua vez, vive excelente fase no Bayern de Munique (aliás, quem não vive no fantástico time do Bayern?). Já o experiente Per Metersacker recuperou sua forma técnica no Arsenal e seu lugar na seleção.

A lateral esquerda será provavelmente o principal ponto fraco da seleção. Marcel Schmelzer é a opção, e, se não tem brilhado, é o que melhor tem desempenhado o papel. Disputa posição com Marcell Jansen e Dennis Aogo mas, a utilização de Lahm por este flanco também não deve ser descartada.

Última escalação da Alemanha
O meio-campo, ponto mais poderoso do esquadrão germânico, também tem sofrido com lesões. Sami Khedira lesionou-se gravemente num amistoso contra a Itália e ainda não retornou aos gramados. Uma das possibilidades para uma eventual ausência do volante é Toni Kroos, mais ofensivo e técnico, porém menos marcador. Parceiro de Khedira na seleção e de Kroos no Bayern, Bastian Schweinsteiger viveu grandes momentos nos últimos anos, e sem dúvida, é o principal esteio da equipe. Brilhante na construção de jogadas, é o jogador mais consistente da meia cancha alemã. Mas, como também tem sofrido com lesões pode não ter sua presença garantida. Para o seu posto as opções seriam os irmãos Lars e Sven Bender e o excelente Ilkay Gündogan.

Como a equipe atua com no esquema 4-2-3-1, apresenta uma linha de três meias, que, espera-se, será formada por Thomas Müller, Mesut Özil e Marco Reus. Como os três não apresentam relevante histórico de lesões e vivem seus esplendores técnicos, são figuras confirmadas. Numa eventualidade, Mario Götze, André Schürlle, Julian Draxler, Lukas Podolski (se estiver bem fisicamente) e Sidney Sam serão opções para seus lugares.

A tarefa de marcar gols deverá ser disputada por Mario Gómez e Miroslav Klose. O primeiro é mais novo e tem atuado mais. Não obstante, Klose tem como meta tornar-se o maior artilheiro da história das Copas do Mundo – para isso faltam-lhe, dois gols. É preciso considerar, ainda, que os dois também têm vivido períodos de lesão, e, se não estiverem em condições, o treinador Joachim Löw se verá em dúvida: usar o falso “nove”, colocando um meia no centro do ataque (preferencialmente Mario Götze ou André Schürlle) ou convocar um matador nato, dando chance a Max Kruse, atacante do Borussia Mönchengladbach?


Com um time titular experimentado e rico em qualidade, e um elenco recheado de boas opções, a Alemanha é candidata ao título, mesmo com tantos problemas de lesões.  

ARGÉLIA

Time esperado: M’Bolhi; Khoualed, Medjani (Halliche), Bougherra, Mesbah; Lacen, Mostefa (Yebda); Feghouli, Taider, Soudani; Slimani (Djebbour). Téc. Vahid Halilhodzic.

Grupo: H, com Bélgica, Rússia e Coreia do Sul.

Expectativa: Fica na primeira fase.

Histórico: Disputou as Copas de 1982, 1986 e 2010. Na última foi 28ª colocada.

Bougherra comemora o gol da classificação.
Em 2010, a Argélia fez parte do Grupo C, junto com Inglaterra, Estados Unidos e Eslovênia. Com apenas um empate em três jogos, a seleção do norte da África fracassou retumbantemente, tendo sido o 28º colocado na competição, à frente, apenas, de França, Honduras, Camarões e Coreia do Norte. Dessa vez, está num grupo ainda mais difícil que o de 2010 e sofreu muito para se classificar para a competição.

Depois de perder por 3x2 para Burkina Faso, fora de casa, no jogo de ida, os argelinos encontraram muita dificuldade no jogo de volta em sua capital Blida. Com uma proposta de travar o jogo dos anfitriões, Burkina Faso quase conseguiu a classificação, mas um gol único marcado pelo capitão Bougherra classificou a Argélia para a Copa.

O time atuará provavelmente no esquema 4-2-3-1 e trará um estilo de jogo de muito toque de bola, semelhante ao apresentado pelo Raja Casablanca no Mundial de Clubes e comum às equipes do norte da África.

Última escalação da Argélia
No setor defensivo a seleção contará com um conjunto de jogadores experimentados, com média de idade de 28,4 anos. Os destaques são o capitão Bougherra, zagueiro do Lekhwiya do Qatar e com passagem marcante pelo Rangers da Escócia e o lateral esquerdo Djamel Mesbah ex-Milan e atualmente no Parma.

Já no meio-campo, que não possui nenhum jogador com característica de forte marcação, estão os principais destaques da Argélia. O meia-direita Sofiane Feghouli, do Valência – craque da seleção – tem muita velocidade e considerável habilidade e o meia-central Saphir Taider, da Inter de Milão é detentor de boa visão de jogo e passe refinado.

Mais à frente deverá haver uma disputa pela titularidade no centro do ataque. Os candidatos são El Arbi Soudani (do Sporting Lisboa), Rafik Djebbour (do Sivasspor) e Ishak Belfodil (da Inter de Milão). O primeiro tem sido a opção mais usada e é quem possui a melhor média de gols pela seleção, em 19 jogos marcou 9 gols. Contudo, Djebbour também luta pela vaga e já mostrou ser artilheiro, principalmente no Olympiacos, onde marcou 39 gols em 56 jogos. Além deles, há a opção pelo jovem Belfodil (22) que apareceu no Lyon e foi destaque no Parma.

Outros jogadores que podem aparecer na equipe titular são os meias Boudebouz atualmente no Bastia, destaque no Sochaux e com passagem pela base da seleção francesa, e Brahimi formado no Rennes e agora jogador do Granada. Além deles, o winger Djamel Abdoun, que também passou pela seleção francesa na base, e após defender o Olympiacos, atua no Nottingham Forest é uma possibilidade.

Apesar de possuir alguns jogadores habilidosos, o conjunto argelino não deverá ser problema para seus rivais, principalmente Bélgica e Rússia, assim, provavelmente brigará pela 3ª posição no grupo


2 comentários :

  1. Essa seleção da Alemanha é monstruosa. A fraqueza é esse miolo de zaga e a lateral esquerda como você disse. Hummels não vem bem desde o começo da temporada por causa das lesões. Metersacker é bem lento(Gosto mais do futebol do Boateng do que do dele pois ele é mais rápido e sabe sair para o jogo, mas a experiência também conta). E o Schmelzer é muito fraco em relação aos outros jogadores do elenco. Se eu fosse o Low, rancaria ele(Schmelzer) do time e montaria com 3 zagueiros e com um meio campo bem povoado, fazendo com que o toque de bola e a movimentação do time melhorasse.
    Neuer; Boateng, Metersacker, Hummels; Schweinsteiger, Lahm, Gundogan(penso que ele é muito melhor que o Khedira); Muller, Ozil, Reus; Klose.

    Conhecia pouco sobre dessa geração da Argélia, apenas Feghouli, Mesbah, Taider e Belfoldil. Penso que eles não vão brigar nem pelo 3º lugar. A Coreia do Sul tem mais bola para queimar.

    Parabéns pelo post. Ficou excelente, é muito bom conhecer um pouco mais dessas seleções que não tem expressão, como a Argélia. Vou sempre visitar seu blog de agora em diante.

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    1. Obrigado pelas palavras Rodolfo Pezzopane, a satisfação é grande por saber que o texto agradou! "O Futebólogo" traz novos textos nas segundas, quartas e sextas-feiras.

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