quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Times de que Gostamos: Chelsea 2004-2006

Depois de lembrar a fantástica equipe da Juventus das temporadas 1995-1996 e 1996-1997, que tinha grandes craques como Zinedine Zidane, Alessandro Del Piero e Gianluca Vialli, relembro o primeiro time da “era rica” do Chelsea a ser bem sucedido.


Em pé: Robben, Cech, Gallas, Terry, Ricardo Carvalho,  Lampard.
Agachados: Essien, Makelele, Drogba, Paulo Ferreira e Gudjohnsen.


Time: Chelsea

Período: 2004/2006

Time base:  Petr Cech; Paulo Ferreira (G. Johnson), Ricardo Carvalho, John Terry, William Gallas (W. Bridge/ Del Horno); Claude Makelele, Tiago (Essien), Frank Lampard; Joe Cole, D. Drogba (Gudjohnsen/Crespo) e Damien Duff (A. Robben). Téc. José Mourinho

Conquistas: Bicampeonato Inglês, uma Copa da Liga Inglesa e uma Community Shield.

Então novo-rico, o Chelsea, do russo Roman Abramovich, apostou, na temporada 2004-2005, no treinador português José Mourinho, que, até então, só havia feito sucesso comandando o Futebol Clube do Porto, equipe onde conquistara o título do Campeonato Português e da UEFA Champions League na temporada anterior.

Já na temporada inicial no clube inglês, The Special One – nome pelo qual Mourinho viria a ser conhecido em Londres – tirou a equipe do oeste da capital londrina de uma fila de 50 anos, que vinha desde a conquista do primeiro e, até aquela temporada, único título nacional dos Blues, levantou a taça da Copa da Liga Inglesa e chegou às semifinais da UEFA Champions League.

Na temporada seguinte, conquistou a Community Shield e levou o clube ao bicampeonato inglês, começando a consagrar os ídolos eternos do Chelsea Petr Cech, John Terry, Frank Lampard e Didier Drogba.

Contratado junto ao Rennes para a temporada 2004-2005, o goleiro Petr Cech (foto) foi uma das mais acertadas contratações de toda a história do Chelsea. Na primeira temporada em que atuou na equipe, disputou 49 jogos e levou para casa o prêmio de melhor goleiro da Premier League. Presença assídua na equipe há 10 anos, o tcheco pode se orgulhar de já ter disputado quase 500 jogos pelo clube.

A lateral direita da equipe foi ocupada por um conhecido que Mourinho trouxe consigo do Porto: Paulo Ferreira (foto). Jogador de bom preparo físico e razoável técnica, dominou a posição nas temporadas iniciais, impedindo que – o hoje lateral titular da seleção inglesa – Glen Johnson tivesse chances.

Com o tempo, Paulo viu sua condição física cair e foi para a reserva. Apesar disso, é muito querido pelos torcedores. Aposentou-se em 2013, após nove anos no clube. Pelo outro lado a lateral foi ocupada pelo zagueiro francês William Gallas, que desempenhou um papel meramente defensivo pelo flanco esquerdo.
A dupla de zaga foi formada pelo português Ricardo Carvalho (também ex-Porto) e pelo inglês John Terry (foto), ídolo eterno e capitão dos Blues. Jogadores de grande preparo físico, exerciam grande influência sob seus demais companheiros. Ao mesmo tempo em que, na necessidade, eram xerifes, proporcionavam uma boa e tranquila saída de bola. Ficarão marcados  como uma das melhores (senão a melhor) dupla de zagueiros de todos os tempos na equipe londrina. Ricardo Carvalho disputou 209 partidas pelo clube, defendendo-o entre 2004 e 2010, já Terry, ainda no clube, já acumula mais 600 jogos.

Na primeira temporada de Mourinho, o meio-campo foi formado pelo “carregador de piano” Claude Makelele, pelo português Tiago e pelo adorado Frank Lampard (foto). O primeiro foi um verdadeiro “carrapato” na equipe. Com um poder de marcação invejável, não deixava os adversários respirarem, firmando-se com um dos pilares da equipe. 

Já Tiago, jogador de bom passe, ajudava na marcação e também na saída de bola. Por fim, Lampard foi a principal estrela da equipe nesse triênio. Seu especial pé direito nunca antes estivera tão calibrado, o que o levou à segunda colocação do prêmio de melhor do mundo da FIFA em 2005, a um lugar na seleção do campeonato inglês e ao prêmio de melhor jogador da Premier League em 2005 e 2006.

Na temporada 2005-2006 Tiago deixou a equipe titular e deu lugar à Michael Essien, volante ganês que, então, aliava grande pegada na marcação, qualidade na saída de bola e dispunha de muita técnica e vitalidade.

O tridente ofensivo foi formado pelo “mago” Joe Cole, pela direita, pelo eficiente Damien Duff, pela esquerda, e pelo poderosíssimo centroavante Didier Drogba (foto). Cole, jogador de grande técnica, deu a carga de talento ao ataque, enquanto Duff foi a força e a velocidade e Drogba a letalidade. A opção que trazia um diferencial ao campo ofensivo do Chelsea foi a do holandês Arjen Robben, que muito ajudou a equipe, mas também conviveu com muitas lesões.

No banco de reservas a equipe contou com excelentes opções. Para a defesa teve a possibilidade do zagueiro alemão Robert Huth e dos laterais Glen Johnson, Wayne Bridge e Asier Del Horno (na temporada 2005-2006). Já o meio-campo tinha como alternativas o camaronês Geremi (foto), Scott Parker, Jiri Jarosik, Wright-Phillips e Maniche (também a partir da segunda temporada). Por fim, o ataque era completado pelo islandês Eidur Gudjohnsen – um dos jogadores que mais defendeu o Chelsea nesse período –, o sérvio Mateja Kezman (na primeira temporada) e pelo argentino Hernán Crespo (na segunda temporada).

Mas, quem de fato trouxe brilhantismo à equipe foi o treinador José Mourinho (foto). E os números não mentem. Nos 111 jogos em que comandou o Chelsea nessas duas temporadas, conquistou 80 vitórias, ou seja, saiu-se vencedor em 72% das partidas.


Ficha técnica de jogos importantes nesse período:

Final da Copa da Liga Inglesa 2004/2005: Liverpool 2x3 Chelsea

Estádio Millennium, Cardiff

Árbitro: Steve Bennett

Público 74.000

Gols: ‘1 Riise e ‘113 Nuñez (Liverpool); ’79 Steven Gerrard (contra), ‘107 Drogba e ‘112 Kezman (Chelsea)

Liverpool: Dudek; Finnan, Hyypia, Carragher, Traoré (Biscan); Hamann, Gerrard, Harry Kewell (Nuñez), Riise; Luis García e Morientes (Baros). Téc. Rafa Benítez

Chelsea: Cech; Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho, John Terry, Gallas (Kezman); Makelele, Jarosik (Gudjohnsen), Lampard; Joe Cole (G. Johnson), Drogba e Duff. Téc. José Mourinho

Oitavas de final UEFA Champions League 2004-2005: Chelsea 4x2 Barcelona

Estádio Stamford Bridge, Londres

Árbitro: Pierluigi Collina

Público 42.449

Gols: ‘8 Gudjohnsen, ’17 Lampard, ’19 Duff e ’76 Terry (Chelsea); ’27 e ’37 Ronaldinho (Barcelona)

Chelsea: Cech; Paulo Ferreira (G. Johnson), Ricardo Carvalho, John Terry, Gallas; Makelele, Frank Lampard, Gudjohnsen (Tiago); Joe Cole, Kezman, D. Duff (R. Huth). Téc. José Mourinho

Barcelona: Valdés; Belletti (Giuly), Puyol, Oleguer, van Bronckhorst (Sylvinho); Xavi, Gerard, Deco; Ronaldinho, Eto’o e Iniesta (Maxi López). Téc. Frank Rijkaard

36ª rodada do Campeonato Inglês (jogo do título) 2004-2005: Bolton 0x2 Chelsea

Estádio Reebok, Bolton

Árbitro: Steve Dunn

Público 27.653

Gols: ’60 e ’76 Lampard (Chelsea)

Bolton: Jaaskelainen; N’Gotty, Hierro, Ben Hain, Candela (Jaidi); Gary Speed, Gardner, Giannakopoulos (Nolan), Okocha (Pedersen); Davies e Diouf. Téc. Sam Allardyce

Chelsea: Cech; Geremi, Ricardo Carvalho, John Terry, Gallas; Makelele (Smertin), Lampard, Tiago, Jarosik; Drogba (Huth) e Gudjohnsen (Joe Cole). Téc. José Mourinho  

Final da Community Shield 2005: Chelsea 2x1 Arsenal

Estádio Millennium, Cardiff

Árbitro: Howard Webb

Público 58.014

Gols: ‘8 e ’57 Drogba (Chelsea); ’65 Fábregas (Arsenal)

Chelsea: Cech; Paulo Ferreira, Gallas, John Terry, Del Horno; Makelele, Lampard, Gudjohnsen (Tiago); Robben (Wright-Phillips), Drogba (Crespo) e Duff (Joe Cole). Téc. José Mourinho

Arsenal: Lehmann; Lauren (Hoyte), Senderos (Cygan), Touré, Ashley Cole; Flamini (Hleb), Fábregas, Ljungberg (Reyes), Pirés (Gilberto Silva); Bergkamp (van Persie) e Henry. Téc. Arsene Wenger

37ª rodada do Campeonato Inglês (jogo do título) 2005-2006: Chelsea 3x0 Manchester United

Estádio Stamford Bridge, Londres

Árbitro: Mike Dean

Público 42.219

Gols: ‘5 Gallas, ’61 Joe Cole e ’73 Ricardo Carvalho (Chelsea)

Chelsea: Cech; Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho, John Terry, Gallas; Makelele, Essien, Lampard; Joe Cole (Crespo), Drogba (Maniche) e Robben (Duff). Téc. José Mourinho

Manchester United: van der Sar; Gary Neville, Rio Ferdinand, Nemanja Vidic, Silvestre; O’Shea, Ji-Sung Park, Ryan Giggs (Richardson), Cristiano Ronaldo (van Nistelrooy); Wayne Rooney (Evra) e Louis Saha. Téc. Alex Ferguson

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