segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

PSG atual reflete o passado do Calcio

Cada dia mais entediante, com a enorme supremacia da Juventus e alguns momentos de brilho de outras equipes, sobretudo da Roma, a Serie A italiana perdeu, em tempo recorde, seu encanto. Se nos últimos 15-20 anos, grandes esquadras de Internazionale, Milan, Juventus, Lazio, Parma, Fiorentina e Roma desfilaram seu futebol pela Europa, conquistando muitos títulos e chegando sempre em condições de lutar por outras conquistas, hoje, o torneio briga valentemente com o português pela quarta colocação no ranking da UEFA, muito atrás de Alemanha, Inglaterra e Espanha.




O país, com economia fraca, viu suas equipes perderem rapidamente seu poder de compra, bem como suas grandes estrelas. E não há clube melhor do que o PSG para demonstrar que, a cada dia que passa, a Itália tem se tornado um mercado meramente exportador.

Já no gol, os parisienses contam com um grande talento itálico. Salvatore Sirigu, que se destacou no Palermo e tem 28 anos, está em sua quarta temporada no clube e tem tido uma trajetória muito bem sucedida, batendo, inclusive, o recorde de mais tempo sem sofrer gols na Ligue 1 dentre todos os goleiros do PSG, em sua história. Da Sicília, veio também a qualidade técnica de Javier Pastore, meio-campista argentino, que também está em seu quarto ano de clube e, apesar de não ter se firmado como o grande jogador que se esperava, ainda tem 25 anos e vive bom momento.

Para a defesa, o esquadrão montado pelo catariano Nasser Al-Khelaifi (foto) contratou do Milan o poderoso zagueiro Thiago Silva; da Roma o jovem e promissor Marquinhos. É indiscutível a importância que os dois brasileiros possuíam em suas equipes anteriores. Em Milão, Thiago se transformou em um dos melhores beques do mundo; e na capital italiana Marquinhos valorizou-se e converteu-se em um dos grandes talentos jovens do futebol mundial. 

A meia-cancha do PSG, comumente composta por Thiago Motta, Marco Verratti e Blaise Matuidi, revela mais dois talentos provenientes da Bota. Motta, ex-Inter, foi tão bem no clube milanês, sobretudo quando os Nerazzurri foram treinados por José Mourinho, que, apesar de ser brasileiro, ganhou oportunidades na Seleção Italiana. Além dele, Verratti, de apenas 22 anos, também veio da Itália, contratado junto ao Pescara, onde mostrou-se um jovem de potencial assombroso, com qualidade de passe soberba e forte marcação.

E para o ataque, um talentoso trio completa o grupo. De Nápoles vieram os talentosos Ezequiel Lavezzi e Edinson Cavani, jogadores que, apesar de serem sul-americanos, só alcançaram sua plenitude técnica na Itália. Por sua vez, do Milan chegou a grande estrela da companhia parisiense: o sueco Zlatan Ibrahimovic – que também já havia representado Juventus e Inter.

Ao todo, nove jogadores do elenco dos Les Rouge-et-Bleu foram contratados junto a clubes italianos. Desses nove, frequentemente, sete ou oito são titulares. Além disso, o restante do elenco foi majoritariamente trazido de clubes franceses, exceções feitas ao zagueiro David Luiz (foto), vindo do Chelsea, ao lateral direito Gregory van der Wiel, proveniente do Ajax, do meio-campo Johan Cabaye, que, embora seja francês, atuava no Newcastle,  e dos brasileiros Maxwell, ex-Barcelona, e Lucas, ex-São Paulo.

Imagine o Milan com Thiago Silva e Ibrahimovic, o Palermo com Sirigu e Pastore, a Inter com Thiago Motta, o Napoli com Lavezzi e Cavani e ainda a Roma com Marquinhos e o Pescara com Verrati! Seriam equipes melhores, não?! Atualmente, não restam dúvidas de que o PSG é superior a todas as equipes italianas, batendo de frente com a soberana Juventus. O curioso é pensar que a base do time atuava na Itália. E é por essas e por outras que é possível dizer: o PSG, importador e recheado de talentos que atuavam na Bota, reflete o que o Campeonato Italiano, atualmente exportador, foi.

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