quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Times de que Gostamos: Parma 1998-1999

Após trazer a lembrança, recente é verdade, do excelente time do Lille da temporada 2010-2011, trato hoje do Parma, da época das vacas gordas da Parmalat, que conseguiu memoráveis êxitos na temporada 1998-1999.


Em pé: Sensini, Thuram, Buffon, Boghossian, Dino Baggio, Verón;
Agachados: Benarrivo, Cannavaro, Fiore, Chiesa, Crespo.
Equipe: Parma

Período: 1998/1999

Time Base: Buffon; Thuram, Sensini, Cannavaro e Vanoli; Dino Baggio, Boghossian, Verón, Diego Fuser (Stefano Fiore); Chiesa (Asprilla) e Crespo. Téc.: Alberto Malesani


Conquistas: Copa da UEFA, Copa da Itália e Supercopa da Itália.



Endinheirado, o Parma, uniu jogadores ascendentes, grandes contratações, e jogadores experientes na era das vacas gordas da Parmalat. Com uma base formada pela mistura da força defensiva peculiar aos jogadores italianos, e o talento e a habilidade de jogadores argentinos, o clube viveu talvez a melhor temporada de sua história. Após um início de década excelente, e um meio oscilante, a equipe terminou os anos 90 por cima.

Formado no clube, Buffon (foto) era o responsável por defender a meta do clube. Desnecessários são quaisquer adjetivos para descrever o goleiro. Absolutamente fantástico, Gigi Buffon, marcou sua história no Parma, com mais de 200 jogos em seis anos. Muito alto e dono de reflexos espetaculares, o guarda-metas italiano, manteve verdadeiramente intransponíveis as redes do gol do Parma. Seu sucesso no Parma, o levou a Juventus, e restante de sua carreira e seus sucessos, são bem conhecidos.

Pela lateral direita, o excelente Lilian Thuram (foto) esbanjava vigor físico, o defensor que foi protagonista de uma das histórias mais interessantes da Copa do Mundo de 1998, tinha boa chegada ao ataque, e, não que fosse um jogador habilidoso, mas apresentava boa técnica para a sua posição. Com o passar dos anos e a perda da velocidade fixou-se na zaga. Pela esquerda, jogava o ofensivo Vanoli. Não era muito rápido, mas muito bom tecnicamente. Além do mais, o italiano mostrou-se um ótimo elemento surpresa, tento marcado gols tanto na final da Copa da Itália, quanto na final da Copa da UEFA.

A zaga é outro setor, que dispensa maiores apresentações.  De um lado jogava Sensini, defensor completo (podia atuar, na zaga, como líbero, como volante e ainda como lateral direito numa eventualidade) argentino, não muito alto, 1,80m ele destacava-se pelo comprometimento, posicionamento e raça. Do outro lado a defesa dispunha do talento do melhor jogador do mundo de 2006, segundo a FIFA, Fabio Cannavaro (foto). Definitivamente baixo para a posição, 1,76m, o italiano, tinha uma categoria incomum para um zagueiro. Rápido, ótimo cabeceador e com excelente tempo de bola, Cannavaro escreveu seu nome na história dos melhores defensores da história.

Trabalhando para dar ainda mais consistência ao setor defensivo estava Dino Baggio (foto). Volante de reconhecida raça, Dino não era jogador de brincadeiras. Sempre sério, era ele quem destruía o jogo dos adversários e começa a construção das jogadas do Parma, onde foi titular absoluto entre 1994 e 2000. Ademais, Baggio marcava regularmente seus gols. Um pouco à frente do Italiano, jogava Alain Boghossian, meio-campista francês, tal como seu companheiro na contenção, tinha boa saída de bola e marcava muitos gols.

Incumbido de construir o jogo da equipe, Verón (foto) foi o trequartista, o regente da equipe, o maestro. Argentino de talento indiscutível, o jogador formado no Estudiantes, foi o articulador do Parma. Seus passes, lançamentos e dribles, encantaram os torcedores, que ficaram muito entristecidos com sua saída para a Lazio no ano seguinte. Já um pouco mais aberto pelo lado direito, atuava Diego Fuster, o jogador tinha facilidade para desempenhar qualquer função pela direita, com facilidade para apoiar, o italiano revelou-se um ótimo assistente para a dupla de ataque.

Finalizando as jogadas, jogavam dois atacantes de grande espírito matador. Chiesa e Crespo (foto) não perdoavam. Na frente dos goleiros eram verdadeiramente implacáveis. Chiesa tinha qualidade tanto para criar quanto para concluir as jogadas. Ele viveu no Parma uma das melhores fases de sua carreira. Já Crespo, afirmou-se como estrela do futebol mundial no Parma. Assim como outros atacantes argentinos, como Batistuta, Hernán Crespo, mostrou-se uma verdadeira máquina de marcar gols, não há torcida dos clubes em que jogou que não guarde boas recordações do centroavante. Em 2000 foi vendido por milionárias £35MI, então o recorde de valor pago numa transferência.


No banco da equipe, haviam ainda alguns jogadores muito úteis, casos do atacante argentino Balbo, do meio-campo croata Stanic, dos defensores Roberto Mussi e Benarrivo e principalmente do meia-atacante Stefano Fiore. Ainda no banco estava uma das figuras centrais da campanha do Parma: o treinador Alberto Malesani (foto). Com ele jogadores que não vinham num bom momento renderam seu máximo e a equipe pôde obter o merecido sucesso.





Ficha técnica de alguns jogos nesse período:

Semifinal da Copa da UEFA: Atlético de Madrid 1 x 3 Parma

Estádio Vicente Calderón, Madrid

Público: 55.000

Árbitro Nikolay Levnikov

Gols: ’13 e ’40 Enrico Chiesa, ’62 Crespo (Parma); ’20 Juninho Paulista (Atlético de Madrid)

Atlético: Molina; Aguilera, Santi, Serena, Chamot; Jugovic, Roberto (Tevenet), Valerón, Solari, Juninho Paulista; José Mari. Téc. Radomir Antic

Parma: Buffon; Thuram, Sartor, Sensini, Vanoli; Dino Baggio, Verón (Stanic), Fiore, Fuser; Chiesa (Balbo) e Crespo (Mussi). Téc. Alberto Malesani

Final da Copa da Itália: Fiorentina 2 x 2 Parma

Estádio Artemio Franchi, Florença

Público: 39.070

Árbitro: S. Braschi

Gols: ’42 Crespo e ’71 Vanoli (Parma); ’48 Repka e ’62 Cois (Fiorentina)

Fiorentina: Toldo; Padalino, Falcone, Repka; Torricelli, Cois (Luis Oliveira), Amoroso, Rui Costa e Heinrich; Edmundo e Batistuta. Téc. G. Trapattoni

Parma: Buffon; Thuram, Sensini, Canavarro, Vanoli; Stanic (Fiore), Verón (Mussi), Fuser, Boghossian; Chiesa e Crespo (Balbo). Téc. Alberto Malesani

Final da Copa da UEFA: Parma 3 x 0 Olympique de Marselha

Estádio Luzhniki, Moscou

Público: 60.000

Árbitro Hugh Dallas


Gols: ’26 Crespo,’36 Vanoli e ’55 Chiesa (Parma)

Parma: Buffon; Thuram, Sensini, Canavarro, Vanoli; Dino Baggio, Verón (Fiore), Fuser, Boghossian; Chiesa (Balbo) e Crespo (Asprilla). Téc. Alberto Malesani

Olympique: Porato; Blondeau, Issa, Blanc, Edson Miolo (Camara); Domoraud, Daniel Bravo, Brando, Gourvennec; Robert Pirés e Maurice. Téc. Rolland Courbis

Final da Supercopa da Itália: Milan 1 x 2 Parma

Estádio Giuseppe Meazza, Milão

Árbitro Borriello

Gols: ’54 Guglielminpietro (Milan); ’66 Crespo, ’92 Boghossian (Parma)

Milan: Rossi; N’Gotty, Costacurta, Maldini; Helveg (Ibrahim Ba), Albertini, Ambrosini, Weah (Giunti), 
Guglielminpietro; Bierhoff e Shevchenko. Téc. Zaccheroni

Parma: Buffon; Lassissi (Torrisi), Thuram, Canavarro; Fuser (Benarrivo), Dino Baggio, Boghossian, Serena (Vanoli); Ortega, Di Vaio e Crespo. Téc. Alberto Malesani

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