quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Times de que Gostamos: Villarreal 2004-2006

Depois de trazer à memória o grandioso time do Chelsea das temporadas 2004-2005 e 2005-2006, as primeiras de José Mourinho no comando dos Blues, relembro um forte time do “Submarino Amarelo”, o Villarreal das temporadas 2004-2005 e 2005-2006, dos craques sul-americanos Juan Roman Riquelme e Diego Forlán. 


Em pé: Arruabarrena, Viera, Peña, Marcos Senna, Riquelme, Javi Venta, Quique Álvarez.
Agachados: Sorín, Forlán, Josico e José Mari. 
Time: Villarreal

Período: 2004/2006

Time base: S. Viera (Pepe Reina); Javi Venta, Gonzalo Rodríguez (Peña), Quique Álvarez, Rodolfo Arruabarrena; Josico (Alessio Tacchinardi), Marcos Senna, Juan Pablo Sorín e Juan Roman Riquelme; José Mari (Guille Franco) e Diego Forlán. Téc. Manuel Pellegrini

Conquistas:  UEFA Intertoto Cup (2004).

Time que viveu momentos mágicos sob o comando do técnico Manuel Pellegrini e do maestro Juan Román Riquelme, o modesto Villarreal do período entre 2004 e 2006 não conquistou títulos de grande relevância, mas chegou perto do topo na Espanha e Europa.

O terceiro lugar no Campeonato Espanhol na temporada 2004-2005, ficando atrás apenas de Barcelona e Real Madrid, colocou o Submarino Amarillo em um patamar elevado, conduzindo-o a impensáveis voos pelo continente. 

Com uma equipe firme, embora limitada defensivamente, e contando com o grande talento de três jogadores vitais, o Villarreal viveu dias de glória na Europa. Forlán se sagrou, inclusive, o maior artilheiro da Europa em 2005, ao lado do astro francês Thierry Henry.

A temporada 2005-2006 ficou indelevelmente gravada na memória dos torcedores pela excepcional campanha do clube na UEFA Champions League, em que chegou à semifinal e ficou de fora da final por pouco, ou por um pênalti de Riquelme defendido por Jens Lehmann, então arqueiro do Arsenal.

No começo dessa trajetória, o goleiro da equipe foi Pepe Reina (foto), que deixaria, posteriormente, sua marca na história do Liverpool. Formado nas canteras do Barcelona e com passagem pelas seleções de base da Espanha, Reina se encontrou no Villarreal. Em três anos de clube, disputou mais de 100 jogos, conseguiu atrair o interesse de grandes clubes e chegou  à seleção espanhola principal. Na temporada 2005-2006, com a saída de Pepe, quem assumiu o gol da equipe foi Sebastian Viera, goleiro uruguaio que chegou do Nacional de Montevidéu.


As laterais possuíam jogadores que marcaram época na equipe e pouco atacavam. Pela direita, Javi Venta foi a principal opção. Ao todo, somadas as duas passagens do atleta pelo clube, foram 12 anos honrando a cor amarela mais famosa da Espanha. Já pelo flanco esquerdo, o titular da posição foi Rodolfo Arrabuarrena (foto), ex-Boca Juniors. Apesar de não ser um atleta de características defensivas, no Villarreal se adaptou a jogar de maneira mais conservadora, deixando as tarefas ofensivas a cargo de Juan Pablo Sorín, que atuou pela faixa esquerda do meio-campo.

A dupla de zaga principal foi formada pelo, então, jovem Gonzalo Rodríguez e por Quique Álvarez (foto), capitão da equipe. O primeiro tinha a seu favor mais velocidade e técnica, já o segundo impunha-se mais pela força e por sua liderança. A dupla foi muito bem enquanto jogou junta, mas, devido às lesões de Gonzalo, quem também atuou muito foi o experiente boliviano Juan Manuel Peña, atleta forte no jogo aéreo, todavia dotado de qualidade técnica bem inferior a seu titular.

Compondo a proteção à zaga, o meio-campo da equipe tinha como seus dois pilares o espanhol Josico e o hispano-brasileiro Marcos Senna (foto). O primeiro, jogador mais afeito à tarefa de “carregador de piano”, chegou ao clube em 2002 e permaneceu até 2008, se confirmando como um dos grandes ídolos da melhor década da história do Villarreal. Marcos Senna, por sua vez, também fez seu nome na equipe, defendendo-a entre 2002 e 2013. Seu futebol consistente, de bons passes e lançamentos, o levou à Copa do Mundo de 2006 e à Euro em 2008.

Mais à frente a equipe contou com a grande velocidade e participação de Sorín e a sapiência do craque Riquelme. Os argentinos (foto) foram mais que peças-chave nessa equipe do Villarreal, foram vitais. 

O lateral-esquerdo argentino – que atuava na meia-esquerda – foi, com sua grande movimentação, a principal válvula de escape da equipe. Já o gênio Riquelme, nesses anos, foi o perfeito exemplo de como um playmaker deve atuar. Com a cabeça sempre erguida, o argentino ditou o ritmo do Submarino Amarelo com sua grande qualidade nos passes, visão de jogo assombrosa e perfeição nas cobranças de bolas paradas. 

Infelizmente, não foi páreo para o goleiro Jens  Lehmann na semifinal da UEFA Champions League de 2005-2006. Entretanto, esse fato isolado não arranhou, de forma alguma, seu prestígio em El Madrigal.

Formando o ataque do Submarino Amarelo, Diego Forlán (foto) e José Mari, que jogava caindo pelo lado direito, formaram uma dupla excelente. O primeiro ficou marcado pelo grande número de gols que marcou. Em 121 jogos, balançou as redes 58 vezes. Seu companheiro de ataque, que despontou como uma das grandes promessas do ataque espanhol (chegando a ser vendido ao Milan quando jovem), nunca entregou o que dele se esperava, porém se firmou como um jogador regular e muito comprometido taticamente.

Como opções no banco de reservas, o treinador chileno Manuel Pellegrini (foto) – principal responsável pelo sucesso da equipe – contou com algumas opções de grande valia. Os melhores exemplos foram o experiente volante Alessio Tacchinardi, os meio-campistas Héctor Font e Roger além do atacante Guillermo “Guille” Franco e do então jovem e muito promissor Santi Cazorla.


Ficha técnica de alguns jogos importantes nesse período:

Final da UEFA Intertoto Cup: Villarreal 2x0 Atlético de Madrid

Estádio El Madrigal, Villarreal

Árbitro: Bertrand Layec

Gols: ’56 Roger e ’77 Gonzalo Rodríguez (Villarreal)

Villarreal: Pepe Reina; Armando Sá, Gonzalo Rodríguez, Quique Álvares, Arruabarrena; Josico, Marcos Senna, Roger (Font), González (Riquelme); José Mari e Sonny Anderson (Víctor). Téc. Manuel Pellegrini

Atlético de Madrid: Leo Franco; Contra, Luis Perea, Pablo Ibañez e Sergi; Diego Simeone (Paunovic), Colsa, Kiki Musampa (Nano), Aguilera (Jorge); Ariel Ibagaza e Fernando Torres. Téc. César Ferrando

18ª rodada do Campeonato Espanhol 2004-2005: Villarreal 3x0 Barcelona

Estádio El Madrigal, Villarreal

Árbitro: Carlos Velasco Carballo

Público 22.000

Gols: ’29 e ’85 Diego Forlán e ’47 Gonzalo Rodríguez (Villarreal)

Villarreal: Pepe Reina; Javi Venta, Gonzalo Rodríguez, Juan Peña, Armando Sá; Josico, Marcos Senna, Héctor Font, Riquelme (Arzo); Forlán e Guayre (José Mari). Téc. Manuel Pellegrini

Barcelona: Valdés; Damiá (Iniesta), Oleguer, Puyol, Sylvinho; Rafael Márquez, Xavi, Deco; Giuly, Eto’o e Ronaldinho. Téc. Frank Rijkaard

Quartas de Final da UEFA Champions League 2005-2006: Villarreal 1x0 Inter de Milão

Estádio El Madrigal, Villarreal

Árbitro: Kyros Vassaras

Público 23.000

Gol: ’58 Arruabarrena (Villarreal)

Villarreal: Viera; Javi Venta, Juan Peña, Quique Álvarez, Arruabarrena; Alessio Tacchinardi, Marcos Senna, Sorín (Guille Franco), Riquelme; José Mari (Josico) e Diego Forlán (Calleja). Téc. Manuel Pellegrini

Inter: Toldo; Javier Zanetti, Córdoba, Materazzi, Samuel; Cambiasso, Verón (Julio Cruz), Stankovic; Luís Figo (Mihajlovic), Adriano e Recoba (Martins). Téc. Roberto Mancini

Semifinal da UEFA Champions League 2005-2006: Villarreal 0x0 Arsenal

Estádio El Madrigal, Villarreal

Árbitro: Valentin Ivanov

Público 23.000

Villarreal: Barbosa; Javi Venta, Juan Peña, Quique Álvarez, Arruabarrena (Roger); Josico (José Mari), Marcos Senna, Sorín, Riquelme; Guille Franco e Forlán. Téc. Manuel Pellegrini

Arsenal: Lehmann; Ljungberg, Sol Campbell, Kolo Touré, Eboué; Flamini (Clichy), Gilberto Silva, Cesc Fábregas; Hleb, Henry e Reyes (Pirés). Téc. Arsene Wenger 

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