quarta-feira, 19 de março de 2014

Times de que Gostamos: Lazio 1998-2000

Depois de lembrar o fantástico time do Bayern de Munique da década de 70, o qual levou a UEFA Champions League três vezes, falo um pouco do time mais vitorioso já apresentado pela Lazio em sua história.


Em pé: S. Inzaghi, Nesta, Negro, Mihajlovic, Pancaro, Marchegiani.
Agachados: Stankovic, Almeyda, Nedved, R. Mancini e Verón.


Time: Lazio

Período: 1998-2000

Time base: Marchegiani; Negro, Mihajlovic (F. Couto), Nesta, Pancaro (Favalli); M. Almeyda (Simeone), Stankovic, Verón (S. Conceição), Nedved; R. Mancini e Salas (S. Inzaghi/Vieri). Téc. Sven-Goran Eriksson

Conquistas: Campeonato Italiano, Copa Itália, Supercopa Italiana, UEFA Winner’s Cup e Supercopa da UEFA .


Impulsionada pelos altíssimos investimentos feitos por seu presidente, Sergio Cragnotti, que dirigia a empresa do ramo alimentício, Cirio – que chegou à patrocinar o São Paulo nos anos 90 –, a equipe da capital italiana viveu os melhores dias de toda a sua história.

Fazendo contratações ousadíssimas, como a de Juan Sebastian Verón, por £18 Milhões, ou a de Christian Vieri, por £19 Milhões, a Lazio conseguiu bater de frente com os poderosos Milan, Inter, Juventus e Parma (então uma grande força do Calcio) e conquistou grandes glórias a nível nacional e continental.

Apesar disso, em 2002 a Cirio entrou em crise e Cragnotti deixou o clube. Assim terminou a era de ouro da Lazio, que voltou a ser uma equipe com resultados medianos.

Nesse período, o goleiro titular dos Biancocelesti foi Luca Marchegiani (foto), reserva da seleção italiana na Copa de 1994. Ídolo no clube, onde atuou entre 1993 e 2003, é o quinto jogador que mais vezes defendeu o time. Foram 339 aparições. Contratado em 1993 junto ao Torino por £6 Milhões foi, durante algum tempo, o goleiro mais caro do futebol mundial. Sua frieza e liderança deixaram uma marca no coração dos torcedores, que nunca se esquecerão de suas grandes defesas.

A lateral direita foi ocupada, grande parte das vezes, por Paolo Negro (foto), outro jogador de representatividade indiscutível nas Aquile, onde atuou entre 1993 e 2005 e é o terceiro jogador que mais vezes envergou o manto alvi-celeste. Jogador de características manifestamente defensivas, foi um dos responsáveis pela baixa média de gols sofridos pela equipe no período. Atuava também na zaga, se necessário. Pelo flanco contrário, a titularidade pertenceu à Giuseppe Pancaro, defensor completo que podia atuar nas duas laterais (mas tinha preferência pela esquerda).

Uma opção muito utilizada foi a escalação de Pancaro na direita com a entrada de Giuseppe Favalli – jogador que mais defendeu a Lazio na história, com 401 jogos – na esquerda.

A dupla de zaga – uma das melhores de todos os tempos do futebol italiano – foi formada pelo sérvio Sinisa Mihajlovic e Alessandro Nesta (foto), experiência e juventude combinadas. Ambos jogadores dotados de excelente técnica, sabiam sair jogando, eram fortíssimos nos desarmes e muito eficientes na bola pelo alto. Mihajlovic ficou conhecido, ainda, pela excepcional qualidade que possuía nas cobranças de faltas. 

Quem também atuou muito na defesa Biancocelesti foi o português Fernando Couto que, apesar de ser menos técnico que seus concorrentes, mantinha um ótimo nível na defesa da Lazio na ausência de um dos titulares.

Numa equipe tão poderosa em todos os setores, é muito difícil determinar qual foi o mais forte do escrete. Contudo, atribuo a grande força celeste à qualidade de seu meio-campo. A contenção dispunha de dois jogadores muito fortes, dos quais – normalmente – só um entrava em campo. Os argentinos Matías Almeyda e Diego Simeone (foto) trouxeram a raça argentina à equipe e disputavam cada bola como um prato de comida, garantindo a segurança da defesa e permitindo os avanços de seus companheiros.

Mais à frente, a equipe atuou com uma linha de três meias, formada por três dos quatro meio-campistas infracitados, quais sejam: Dejan Stankovic, Sérgio ConceiçãoJuan Sebastian Verón (que chegou na segunda temporada) e Pavel Nedved (foto). 

Os três primeiros (que se alternavam) atuaram como verdadeiros armadores, buscando a bola na defesa, conduzindo a equipe ao ataque e sendo importantíssimos na recomposição nos ataques adversários. A grande visão de jogo e técnica do sérvio, do português e do argentino tornaram-nos peças chave no esquema do treinador sueco Sven-Goran Eriksson. 

Com a função de meia-atacante, o tcheco Pavel Nedved, um dos maiores jogadores de sua geração, foi o responsável pela aproximação com o ataque. Com arrancadas e passes cirurgicamente precisos brilhou intensamente na equipe.


O ataque contou com muitas opções nesse período sendo certa, apenas, a escalação do ídolo Roberto Mancini (foto), hoje treinador do Galatasaray. Depois de fazer dupla infernal com Gianluca Vialli na Sampdoria, o atacante de personalidade fortíssima e habilidade indiscutível brilhou servindo seus companheiros. Na temporada 1998-1999 as opções foram os grandes matadores Marcelo Salas e Christian Vieri. Já na temporada sequente, Mancini teve a companhia de Simone Inzaghi (irmão de Filippo Inzaghi) e Salas.


No banco de reservas, a equipe contou com o comando do sueco Sven-Goran Eriksson (foto), treinador vitoriosíssimo que contou com inúmeros êxitos na carreira, principalmente por Göteborg, Benfica e Lazio. Além disso, outros jogadores de grande valor foram opção para o time principal, dentre eles destacam-se o meia-atacante Atilio Lombardo e o atacante Alen Boksic (presentes já em 1998), além do o defensor argentino Néstor Sensini e do atacante Fabrizio Ravanelli (que chegaram para a temporada 1999-2000).



Ficha técnica de alguns jogos importantes nesse período:

Final da Supercopa da Itália 1998: Juventus 1x2 Lazio

Estádio delle Alpi, Turim

Árbitro Roberto Bettin

Público 16.500

Gols: ’38 Nedved e ’94 Sérgio Conceição (Lazio); ’86 Del Piero (Zidane)

Juventus: Peruzzi; Birindelli (Di Livio), Tudor, Iuliano, Pessotto; Tacchinardi, Deschamps (D. Fonseca), Davids (Dimas Teixeira), Zidane; Del Piero e F. Inzaghi. Téc. Marcello Lippi

Lazio: Marchegiani; Fernando Couto (Gottardi), G. López, Mihajlovic (Marcolin), Lombardi; Sérgio Conceição, Venturin, de la Peña, Nedved (Stankovic); R. Mancini e Salas. Téc. Sven-Goran Eriksson

Final da UEFA Winner’s Cup: Lazio 2x1 Mallorca

Estádio Villa Park, Birmingham

Árbitro: Günter Benkö

Público 33.021

Gols: ‘7 Vieri e ’81 Nedved (Lazio); ’11 Dani (Mallorca)

Lazio: Marchegiani; Pancaro, Nesta, Mihajlovic, Favalli; Almeyda, Stankovic (S. Conceição), Nedved (Lombardo); R. Mancini (F. Couto), Salas e Vieri. Téc. Sven-Goran Eriksson

Mallorca: Roa; Lauren, Marcelino, Siviero, Soler; Olaizola, Engonga, Stankovic, Ibagaza; Dani e Leonardo Biagini (Paunovic). Téc. Héctor Cúper

Final da Supercopa da UEFA: Lazio 1x0 Manchester United

Estádio Louis II, Mônaco

Árbitro: Ryszard Wojcik

Público 15.000

Gol: ’35 Marcelo Salas (Lazio)

Lazio: Marchegiani; Negro, Nesta, Mihajlovic, Pancaro; Almeyda, Stankovic, Verón, Nedved (Simeone); R. Mancini (Lombardo) e S. Inzaghi (Salas). Téc. Sven-Goran Eriksson

Manchester United: van der Gouw; Gary Neville, Stam (Curtis), Berg, Phil Neville; Roy Keane, Paul Scholes, Beckham (Cruyff); A. Cole (Greening), T. Sheringham, Solskjaer. Téc. Alex Ferguson

28ª rodada do Campeonato Italiano 1999-2000: Juventus 0x1 Lazio

Estádio Comunale, Turim

Árbitro: Stefano Farina

Público 55.000

Gol: ’66 Diego Simeone (Lazio)

Juventus: van der Sar; Ferrara, Montero, Iuliano, Pessotto (Birindelli); Tacchinardi (Zambrotta), Conte (Kovacevic), Davids, Zidane; Del Piero e F. Inzaghi. Téc. Carlo Ancelotti

Lazio: Ballotta; Negro, Fernando Couto, Mihajlovic, Pancaro; Almeyda, Sérgio Conceição (Stankovic), Diego Simeone, Verón, Nedved (Lombardo); S. Inzaghi (Ravanelli). Téc. Sven-Goran Eriksson

Final da Copa da Itália 1999-2000: Lazio 2x1 Inter

Estádio Olímpico, Roma

Árbitro: A. Trentalange

Público 35.824

Gols: ’39 Nedved e ’52 Simeone (Lazio); ‘8 Seedorf (Inter)

Lazio: Ballotta; Gottardi, Fernando Couto, Mihajlovic, Pancaro; Sensini, Simeone (Almeyda), Stankovic (R. Mancini), Sérgio Conceição, Nedved; S. Inzaghi (Salas). Téc. Sven-Goran Eriksson


Inter: Peruzzi; Panucci, Blanc, Córdoba; Moriero (Di Baggio), J. Zanetti, Cauet, Seedorf, Serena; Roberto Baggio (Ronaldo) e A. Mutu (Zamorano). Téc. Marcello Lippi 

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