Benfica e Sporting: o Dérbi Eterno de Lisboa

segunda-feira, 18 de março de 2013

Benfica e Sporting: o Dérbi Eterno de Lisboa

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Começo, com essa publicação, uma série de postagens recheadas de histórias, dados e curiosidades dos maiores clássicos do mundo. Inicio os trabalhos com o clássico lisboeta: o Dérbi Eterno, Benfica e Sporting.

Arte: O Futebólogo

A cidade de Lisboa, capital de Portugal, é morada de mais de 500 mil pessoas. Grande parte deste contingente guarda consigo o amor pelo futebol, ou melhor, por um clube. Nesta metrópole, há quem se vista de vermelho, e estes são os adeptos do Benfica, das Águias. São os benfiquistas. Entretanto, há também aqueles que escolheram vestir o verde. Estes são aqueles cujos corações batem mais forte pelo Sporting, pelos Leões. São os sportinguistas.

Título de 1946
Pouco mais de três quilômetros separam o Estádio da Luz, do Benfica, do Estádio José Alvalade, do Sporting.

Vermelho e verde pintam a via — Segunda Circular — que liga os dois estádios e formam as cores da bandeira portuguesa, tons que separados distinguem duas grandes paixões.

Tudo começou no longínquo ano de 1907. Ali, o Benfica passava a receber o suporte das arquibancadas da classe trabalhadora de Lisboa, do povo. Por sua vez, o Sporting representava as classes mais altas. É o que se conta.

É fácil entender a razão para tanto: enquanto o Sporting nasceu de um clube social, da elite, liderado por José Alvalade, e tendo desde sempre as cores verde e branca e o leão no emblema, o Benfica emergiu da união de 24 ex-alunos de uma casa destinada à educação de pessoas que se encontrassem em dificuldades, como órfãos e mendigos. Desde o princípio, vestiu vermelho e teve na águia um de seus símbolos.


Sempre foi fácil perceber a paixão dos torcedores da capital portuguesa por suas equipes, todavia em pleno século XXI isso é palpável em números. Os clubes figuram no rol dos que mais sócios possuem no planeta.

Em levantamento feito pelo SporTV, o Benfica aparece no terceiro lugar, com 157 mil, e o Sporting em quinto, com aproximadamente 136 mil. Tal dado revela a dimensão da rivalidade a que se faz referência.

Os rivais lisboetas se enfrentaram pela primeira vez em 1º de dezembro de 1907. E deu Sporting: 2 a 1. Lá se vão mais de cem anos de história. Até a publicação deste artigo, foram disputados 288 jogos e a vantagem é vermelha: são 126 vitórias das Águias contra 104 dos Leões. Aconteceram, ainda, 58 empates. O Benfica também foi o responsável pelo maior número de gols no encontro: são 491 contra 448 do Sporting.


Atuando em domínios alviverdes, o Benfica conquistou 45 vitórias, sendo derrotado em 75 oportunidades. Já o Sporting, como visitante, venceu 29 vezes e saiu derrotado em 81 jogos.

O maior resultado já alcançado pelo Benfica, no dérbi, foi um 7 a 2, na temporada 1945-46. A seu tempo, o Sporting aplicou um sonoro 7 a 1 contra o Benfica na temporada 1986-87.

O atleta mais assíduo neste confronto foi o benfiquista Nené (1967-86), com 38 jogos. Mário Coluna (1954-55 e 1960-70), também do Benfica, atuou 37 vezes. Com 36 aparece o sportinguista João Azevedo (1935-52).

Presenças à parte, quem mais foi celebrado nos jogos foi Fernando Peyroteo (1937-49), goleador histórico do Sporting. Em 28 encontros, foi às redes 31 vezes. Ele é seguido por Eusébio (1960-75), autor de 27 gols em 28 jogos. O brasileiro que mais marcou neste jogo foi Liédson com 11 tentos em 17 partidas.

Eusébio Benfica
No que tange às conquistas, os Leões vivem grande desvantagem. São 18 campeonatos nacionais, contra 32 do Benfica; 15 taças de Portugal contra 18 das Águias; nenhuma taça da liga contra quatro do Benfica; nenhuma Liga dos Campeões contra duas do Benfica. Por outro lado, o alviverde venceu a Recopa Europeia de 1963-64.

Em toda a história desses clubes, destacam-se figuras importantíssimas na história deles e do futebol português, gente como Eusébio, Mário Coluna, Luís Figo, Vítor Damas, Cristiano Ronaldo e outro vários na riquíssima história desses clubes.

Em dia de clássico, Lisboa para. Pinta-se de vermelho e verde e se desloca para a Segunda Circular. Lá, conforme o calendário, resolve se vai para um lado ou outro; se parte para Alvalade ou vai em direção à Luz.

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