O Futebólogo | O futebol como arte, história e memória

quarta-feira, 12 de maio de 2021

O protagonismo do West Ham nos anos 1960

Tradicionalmente, o West Ham não integra o rol dos clubes ingleses mais vitoriosos. Tampouco, o dos londrinos. O time cuja origem está ligada aos trabalhadores da construção naval, no rio Tâmisa, escreveu sua história através de muito esforço. Apesar de não serem vastos, seus títulos são motivo de orgulho. Mesmo porque, em grande medida, acabaram sendo alcançados por jogadores de sua famosa Academia de Futebol. Como nos anos 1960.

West Ham Winners Cup 1965
Foto: Daily Mirror/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 5 de maio de 2021

1991-92: O ano em que o Stuttgart superou Frankfurt e Dortmund na última rodada

Até os anos 2010, o equilíbrio marcou a Bundesliga. Em que pese o fato de o Bayern de Munique ter se confirmado o campeão mais habitual, grandes sequências de títulos não eram tão frequentes. A Salva de Prata costumava transitar pelas mãos de alguns clubes. Além do Bayern, Borussia Mönchengladbach, Hamburgo, Werder Bremen, Dortmund… e Stuttgart. Em 1991-92, os suábios levavam dois títulos da era pré-Bundesliga, e mais um nos anos 1980. Não era muito, mas o clube costumava fazer boas campanhas. Conhecia a dor e a delícia das decisões.

Buchwald Stuttgart Leverkusen 1992
Foto: dpa/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 28 de abril de 2021

A irrepetível vitória da Iugoslávia no Mundial Sub-20 de 1987

Um dos charmes das disputas de base é a capacidade de estimular a imaginação de quem as acompanha. Esquadrões juniores se transformarão em equipes profissionais de ponta? Quem pode dizer… O certo é que, no curso da história, poucos times transmitiram essa sensação tanto quanto a Iugoslávia. No Mundial Sub-20 de 1987, os eslavos apresentaram uma geração envolvente de prodígios. A história providenciou um desfecho que não foi, de todo, inesperado, mas que frustrou a expectativa causada por aquele grupo de jovens.

Yugoslavia 1987 Chile World Cup U20
Foto: Desconhecido/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 21 de abril de 2021

Os anos dourados do Bragantino

Era o final dos anos 1980, quando, na terra da linguiça, um time de futebol despertou de seu sono profundo. O Bragantino vivera bons dias duas décadas antes, conquistando o Paulistão A2 e, com ele, o direito de jogar a primeira divisão de seu estado. Mas o sucesso não duraria muito, com péssimos anos 70. Com efeito, enquanto o Brasil se libertava da Ditadura Militar, o Massa Bruta foi deixando seus anos de chumbo para trás. Houve títulos e campanhas importantes. Foram anos dourados.

Bragantino 1990
Foto: Gazeta Press/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 14 de abril de 2021

Lens 1997-98: Quando a França se banhou em sangue e ouro

Se as duas primeiras décadas do século XXI entregaram à França duas hegemonias futebolísticas, através de Lyon e Paris Saint-Germain, a história foi bem diferente nos anos 1990. Quando se desenhou a temporada 1997-98, Olympique de Marseille, PSG, Nantes, Auxerre e Monaco já haviam conquistado a Ligue 1 no incompleto decênio. As disputas andavam abertas. Era o cenário perfeito para um time deixar de jejuar. Estava na hora da cidade de Lens celebrar.

RC LENS LIGUE 1 CHAMPIONS 1997-98
Foto: La Voix du Nord/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 7 de abril de 2021

Dublin Dons: Quando a Premier League se aproximou da Irlanda

Exceto por sua seleção, não se pode considerar como boa a qualidade do futebol praticado na Irlanda. Embora clubes como Shamrock Rovers, Dundalk, Shelbourne e Bohemians tenham tradição, dominando a cena nacional, tal jamais se refletiu em êxitos internacionais. Não por acaso, os melhores jogadores do país atuam majoritariamente na Inglaterra, assim como boa parte das pessoas apoia as principais equipes do país vizinho. Houve pelo menos um movimento que poderia ter balançado essa estrutura. Aqueles eram os anos 1990.

Dublin Dons Wimbledon Protest
Foto: PA Photo/Getty Images/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 31 de março de 2021

Nereo Rocco, do Catenaccio às conquistas com o Milan

O futebol é um território em que costuma ser difícil atribuir responsabilidade por inventos. Praticado por todo o planeta, evolui de modo não-linear. Isso não impede que algumas figuras acabem sendo identificadas como propulsoras de mudanças. Entre o final dos anos 1940 e o princípio da década de 1970, Nereo Rocco foi uma dessas. O treinador triestino acabaria avançando à história como a principal referência do famigerado Catenaccio.

Nereo Rocco Milan
Foto: Desconhecido/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 24 de março de 2021

Direto de 1978: A festa dos Cerveceros do Quilmes

O dia 29 de outubro de 1978 terá sempre lugar de destaque na história do Quilmes. Não há torcedor que não saiba do que a data se trata. Na tarde daquele domingo primaveril, aproximadamente 20 mil apaixonados viajaram a Rosário, lotando o Gigante de Arroyito. Ali, o Decano já tinha quase 90 anos, e, considerando a era profissional, a partir dos anos 1930, nunca havia atingido o olimpo do futebol argentino. Até aquele dia.

Quilmes Metropolitano 1978
Foto: Desconhecido/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 17 de março de 2021

O milagre de Bakero em Kaiserslautern

Que o gol seja o momento mais mágico do futebol, pouco se discute. Ele que já foi descrito das mais diversas formas, como aquela, clássica, entalhada por Eduardo Galeano: “O gol é o orgasmo do futebol”. Certo é que todo gol carrega algum brilho, já que é raro; nunca trivial. Ainda assim, há tentos capazes de transcender a si próprios e marcar gerações. Estes costumam ser revisitados à exaustão, ganhando, ainda, status de efeméride. O que José Mari Bakero anotou em Kaiserslautern, no dia 06 de novembro de 1991, é um desses.

Bakero Barcelona Kaiserslautern 1991-92
Foto: FC Barcelona/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 10 de março de 2021

A influência de Viktor Maslov na evolução do futebol

Não é sempre que bom trabalho e reconhecimento caminham juntos. Nos mais diversos campos, há exemplos de mestres cuja influência e expertise somente foram aclamadas postumamente. Mais, há ainda aqueles por sobre os quais é mantida uma fina cortina de fumaça, ainda que a sua importância esteja estampada para onde quer que se olhe. No âmbito do futebol, o russo Viktor Maslov, cujas ideias ficaram especialmente evidentes nos anos 1960, pode ser identificado como uma dessas figuras.

Viktor Maslov Tactician Russia 4-4-2
Foto: Desconhecido/Arte: O Futebólogo