quarta-feira, 18 de maio de 2022

2001-02: Com Ivica Olić, NK Zagreb quebrou uma hegemonia

Enquanto a Iugoslávia concentrou os povos balcânicos, o esporte se tornou instrumento de defesa identitária. No futebol, para além de rivalidades locais, como a que separa os croatas Dinamo Zagreb e Hajduk Split, a animosidade se revelava flagrante quando enfrentavam adversários sérvios, Partizan e Estrela Vermelha. No limite entre o mito e a realidade, conta-se que a Guerra de Independência da Croácia começou durante um dérbi. Seja como for, o futebol manteve o vigor após o esfacelamento iugoslavo. Quem era grande seguiu grande. Hegemonias se engendraram. E como regras, admitiram raras exceções.

NK Zagreb 2001-02
Foto: Desconhecido/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 11 de maio de 2022

A década dourada de Giovanni Trapattoni na Juventus

Nos anos 1960, dois nomes carregaram a fama do Catenaccio pela Europa. Representando os rivais milaneses, Inter e Milan, os treinadores Helenio Herrera e Nereo Rocco se tornaram expoentes desse estilo de jogo. Embora fosse percebida como “negativa” pelo público não italiano, a estratégia se popularizou no Bel Paese, especialmente entre os herdeiros dos citados mestres. Confiável volante milanista por mais de uma década, Giovanni Trapattoni se revelaria um pupilo fiel ao ideário apreendido nos tempos de jogador. Para benefício juventino.

Trapattoni Platini Juventus
Foto: Juventus/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 4 de maio de 2022

Em Columbus, o soccer importa

Em 1988, ao anunciar os Estados Unidos como país-sede da Copa do Mundo de 1994, em detrimento de Brasil e Marrocos, além de atingir interesses comerciais e políticos, a FIFA esperava romper mais uma fronteira do futebol. Os estadunidenses tiveram contato anterior com o soccer, sobretudo nos anos de atividade da NASL. Mas, nunca houve interesse suficiente para a liga triunfar. Assim, a entidade máxima do futebol exigiu a criação de uma nova competição. A Major League Soccer surgia como ideia; o Columbus Crew entrava no horizonte.

Columbus Crew Supporters
Foto: Jamie Sabau/Getty Images/ Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 27 de abril de 2022

Não haverá outro goleiro como Ricardo Zamora

A tradição de goleiros espanhóis remonta a tempos antigos. Que Iker Casillas tenha se tornado o mais emblemático entre todos, ao levantar a Copa do Mundo de 2010, sua história foi construída na esteira de outras gigantes. Como as de Andoni Zubizarreta, Luis Arconada ou José Ángel Iribar. Porém, a legenda começa muito antes; em Barcelona, onde, em 14 de fevereiro de 1901, nasceu Ricardo Zamora Martínez.

Ricardo Zamora
Foto: Desconhecido/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 20 de abril de 2022

De aposta a ídolo: Trevor Francis no Sheffield Wednesday

No dia 22 de janeiro de 1990, a imaginação não dava espaço para devaneios sobre o início de uma era de sucessos em Sheffield. O Wednesday ocupava a antepenúltima posição do Campeonato Inglês e nada indicava que melhor fortuna encontrasse as Owls. Porém, Trevor Francis, contratado na data, não era um qualquer. O futebol conhecia bem seu nome e façanhas. Aos 35 anos, não era o jogador do início da carreira. E o tempo provaria que não seria necessário correr atrás do passado. 

Trevor Francis Jogador Sheffield Wednesday
Foto: Sheffield Wednesday/Arte: O Futebólogo

quarta-feira, 6 de abril de 2022

Hertha Berlim: entre escândalos e títulos escassos

O futebol não distingue Berlim. A capital da Alemanha, inexoravelmente dividida durante quase 30 anos, vive à margem do que há de melhor futebolisticamente falando. É verdade que na DDR Oberliga, a primeira divisão do futebol da Alemanha Oriental, com mãos de ferro, o Dynamo Berlim alcançou repetidos e controversos êxitos. Contudo, na Bundesliga, a história é distinta. Nenhum berlinense venceu o certame inaugurado em 1963-64. Quem mais se aproximou foi o Hertha que, apesar disso, ganhou notoriedade por fatos menos nobres.

Hertha BSC 1964-65
Foto: imago/Werner Otto/ Arte: O Futebólogo