sexta-feira, 16 de junho de 2017

Times de que Gostamos: Internazionale 1963-1965

Após rememorar o time do Liverpool que, em 2004/05, protagonizou o milagre de Istambul, lembro a histórica Internazionale da década de 60, a qual consagrou o Catenaccio e conquistou a Europa.


Em pé: Sarti, Facchetti, Guarneri, Tagnin, Burgnich, Picchi;
Agachados: Jair, Milani, Suárez, Mazzola, Corso


Time: Internazionale

Período: 1963-1965

Time base: Sarti; Burgnich, Picchi, Guarneri, Facchetti; Bedin (Tagnin), Suárez; Jair, Mazzola, Peiró (Milani), Corso. Téc.: Helenio Herrera

Conquistas: Campeonato Italiano (1964/65), Copa dos Campeões (1963/64 e 1964/65) e Intercontinental (1964 e 1965)

Grandes times podem ser lembrados por uma infinidade de peculiaridades: um técnico especial, craques, títulos ou, ainda, inovações. A Internazionale de Milão da década de 60 foi um pouco disso tudo. Comandada pelo rigoroso Helenio Herrera, adepto de uma forma de pensar bem estabelecida, que primava pela máxima eficiência em detrimento do espetáculo, tornou famoso o Catenaccio. Como o futebol é um fenômeno global e em permanente evolução, não se pode atribuir a criação de tal sistema a Herrera. Porém, é fato que o mesmo ganhou fama pelas suas mãos.

A eficiência do Catenaccio

Quando o treinador argentino de nascimento desembarcou em Milão, tudo mudou na vida do clube e de todos os que nele trabalhavam. Como relatou o autor Jonathan Wilson em sua obra A Pirâmide Invertida, o comandante queria mandar em todos os setores da equipe. Até mesmo a faceta privada das vidas dos atletas foi alvo de sua intervenção. Herrera queria controlar as horas de sono e a alimentação de seus comandados; as concentrações que antecediam as partidas tomaram os jogadores de suas famílias. Os resultados, no entanto, vieram.

O culto à fantasia e à beleza, defendido por muitas filosofias do futebol, foi suprimido. Militarizou-se o esporte. Tudo era estudado, pensado, metódico. Apesar disso, a mudança de estilo pela qual passou a Inter não foi imediata. O terceiro lugar obtido em seu primeiro Campeonato Italiano, pressionou o técnico e o levou a mudar sua linha de trabalho. Conforme reproduzido no aludido livro, Herrera reconheceu a necessidade de aumentar a eficiência da equipe. Na ocasião, disse:

“Eu tirei um meio-campista e o coloquei atrás dos zagueiros, liberando o lateral esquerdo para atacar [...] No ataque, todos os jogadores sabiam o que eu queria: futebol vertical em grande velocidade, não mais do que três passes para chegar à área adversária. Se você perde a bola verticalmente, não é um problema; mas, se perder jogando lateralmente, você paga com um gol”[i].

Estava ali caracterizado o Catenaccio. Na retaguarda, havia a presença do líbero e capitão Armando Picchi, responsável pela saída de bola na defesa e pela cobertura dos defensores. Com isso, pelo lado esquerdo Giacinto Facchetti tinha liberdade para atacar. Seu trabalho era facilitado pelos retornos do brasileiro Jair, o meio-campista pelo lado direito, que ocasionalmente retornava à defesa, “empurrando” os defensores, de forma a permitir a cobertura do ofensivo ala esquerda.

Dessa forma, caracterizou-se, de forma única, um estilo. No entanto, ele não se diferenciava apenas pela inteligência tática. O que a muitos irritou foi o fato de que acima de tudo estava o ideal de vitória. Para o alcançar, valia tudo, inclusive exacerbada agressividade.

É claro, nem tudo era negatividade. O clube contava com o talento do espanhol Luis Suárez, que veio do Barcelona junto com o treinador e era o principal construtor do jogo italiano, e, sobretudo de Sandro Mazzola, o grande destaque individual daquela equipe. O time era extremamente funcional e talentoso, por isso, marcou época, com incontáveis conquistas. No entanto, em algum momento o estresse e o desgaste emocional o levaram ao final do fantástico ciclo, que terminou por nomear aquela equipe como La Grande Inter.

Os títulos conquistados

Com essa mentalidade e forma de jogar, a Internazionale conquistou o título italiano de 1962/63. Vale lembrar que se tratava de um período de intenso equilíbrio no futebol da Velha Bota. Na primeira temporada de Herrera no comando Nerazzurri, a campeã foi a Juventus, glória que levou a Vecchia Signora à disputa da Copa dos Campeões de 1961/62. No certame, chegou às quartas de finais, mas foi eliminada pelo Real Madrid, finalista vencido.

Nesse ano, o Campeonato Italiano teve outro vencedor, o Milan. Na competição continental de 1962/63, os Rossoneri foram os vencedores. Apesar disso, o título nacional foi para o outro lado de Milão. Enfim a Inter chegava à Copa dos Campeões. Era a primeira de sua história. E a equipe foi estreante indigesta.

Na fase preliminar da Copa dos Campeões de 1963/64, a Inter eliminou o Everton, com a sua marca: 1 a 0. O suficiente. Resultado construído com gol de Jair, na partida de volta. A seguir, vitimou o Monaco, nesse turno se impondo mais: 4 a 1, no agregado. Após magra vitória em casa (1 a 0), venceu por 3 a 1 na volta, que, diga-se, aconteceu em Marselha. O time seguia na toada de seus princípios. Não importava que a vitória viesse com um ou mais gols de diferença, desde que viesse.

Nas quartas de finais, a vítima foi o Partizan. A vida da Inter foi mais tranquila. Na ida, em Belgrado, venceu por 2 a 0; na volta, 2 a 1. Naquela altura, o Milan, que disputava o torneio na condição de atual campeão caía. Mais uma vez o Real Madrid eliminava uma equipe italiana. Vieram as semifinais: de um lado se alinhavam Borussia Dortmund e Inter; do outro Zürich e Real. Um empate por 2 a 2 na Alemanha e uma vitória por 2 a 0 em casa asseguraram o lugar interista na final. Do outro lado, o Real Madrid vinha sedento pelo retorno ao pódio (pela última vez conquistado em 1960). Fez 8 a 1 no placar agregado contra os suíços.

A final em Viena colocou frente a frente duas equipes de estilos antagônicos. Com estrelas do porte de Alfredo Di Stéfano, Francisco Gento e Ferenc Puskás, os Merengues eram só ataque, enquanto a Inter chegava com seu estilo matreiro. Na partida, valeu a estrela de Mazzola, autor do gol que abriu a contagem em favor dos Nerazzurri e daquele que selou o destino do troféu, pela segunda vez consecutiva: Milão, mas dessa vez para o outro lado – 3 a 1. Sofrendo marcações individuais, os astros madrilenos mal viram a cor da bola.

No mesmo ano, a equipe somou o mesmo número de pontos do Bologna no Campeonato Italiano e teve que disputar uma partida decisiva. Perdeu e ficou com o segundo lugar, mas voltou à Copa dos Campeões, afinal era o último vencedor.

Em mais uma campanha em que se viu a marca do Catenaccio, a Inter chegou à final do certame continental de 1964/65. Na primeira fase, eliminou o Dinamo de Bucareste, sem margem para questionamentos. Em casa, goleou os romenos por 6 a 0; na volta, desnecessária, jogou para o gasto: 1 a 0.

Na sequência, teve adversário duro, o Rangers, campeão escocês. Na ida, a vitória veio por 3 a 1. Contudo, a volta foi mais dura. Os italianos perderam por 1 a 0. Cientes da vantagem que possuíam, embora tenham sofrido o gol solitário do jogo aos sete minutos do primeiro tempo, aguentaram-se; fizeram aquilo que de melhor faziam. Tudo isso para na eliminatória seguinte, as semifinais, mostrar que também existia talento na equipe. Mas havia, igualmente, malandragem.

O adversário seguinte foi o Liverpool, do treinador Bill Shankly. No mítico Anfield Road, os Reds foram superiores, inapelável 3 a 1. Aos três minutos de jogo já haviam aberto o placar, entraram com tudo. Entretanto, a Inter foi ao jogo de volta sem tempo para brincadeiras e com o árbitro ao seu lado. Aos 10 minutos do primeiro tempo já havia balançado as redes duas vezes, em ocasiões controversas. Primeiro, em cobrança direta de falta que deveria ter sido batida em dois toques e a outra com o atacante Joaquín Peiró roubando a bola do goleiro inglês. Mais tarde, Facchetti deu o golpe fatal no esquadrão inglês. 3 a 0 e volta à final, dessa vez em casa.

No San Siro, a Inter mediu forças com o poderoso Benfica, de Eusébio e Mário Coluna. As condições de jogo eram ruins, o que prejudicava muito mais os portugueses. Jair abriu o placar pouco antes do final do primeiro tempo. No segundo, o Benfica perdeu seu goleiro, Costa Pereira, lesionado e foi obrigado a mandar o zagueiro Germano defender a meta, ficando com apenas 10 atletas em campo. No entanto o placar não se alterou. Novamente a Inter conquistou a Europa.

Em casa, retornou ao pódio, somando três pontos a mais do que o Milan. É bom que se diga que tanto em 1964 quanto em 1965, o clube venceu o Intercontinental, as duas vezes contra o Indepediente. Todavia, passou a sofrer maiores modificações para as temporadas seguintes. E o clima foi se deteriorando. O ato final daquele time não tardaria.

A queda em Lisboa

Em 1965/66, a Inter voltou a fazer boa campanha na Europa, parando para o Real Madrid, nas semifinais e conquistou o Campeonato Italiano. Isso poderia indicar que tudo estava bem, mas os protagonistas da Grande Inter sabiam que aquilo não duraria muito. O baque mais forte ocorreu em 1966/67.

Aos trancos e barrancos, a Inter chegou a mais uma final da Copa dos Campeões. Eliminou o Torpedo Moscou (1 a 0 no agregado), o Vasas da Hungria (4 a 1), o Real Madrid (3 a 0) e o CSKA Sofia (o 2 a 2 no agregado obrigou a disputa de uma terceira partida, vencida pela Inter, por 1 a 0). Na final, contudo, teve pela frente um time que não tinha medo de nada. Se os italianos partissem para a agressividade, receberiam na mesma moeda; se quisessem se defender a todo custo, seriam massacrados pela potência dos ataques adversários. O Celtic, treinado por Jock Stein, estava preparado para tudo.

Mesmo tendo aberto o placar, a Internazionale sucumbiu perante a coragem dos escoceses. Nem o fato de ter aberto o placar, aos sete minutos, bastou. Em Lisboa, uma equipe destinada a fazer história o fez. O Celtic virou o jogo e conquistou o título. Ganhou, pois, a alcunha de Lisbon Lions, os Leões de Lisboa. E a Inter caiu em desgraça.

Na última temporada de Herrera sob o comando Nerazzurri, 1967/68, terminou o italiano em quinto lugar. A Grande Inter, que mostrou seu maior brilho entre 1963 e 1965, morrera. Um ciclo brilhante acabara.

Os craques de La Grande Inter

Entre 1963 e 1965, a Inter sofreu poucas alterações em sua equipe. Havia uma base muito bem estruturada. No gol, atuava Giuliano Sarti. Embora fosse excelente goleiro, era discreto, fazia seu papel silenciosamente, sempre bem posicionado. Também não se limitava às tarefas peculiares da defesa da meta, era importantíssimo para a organização defensiva do time. Foi ídolo também na Fiorentina e chegou a defender a Juventus.

A defesa tinha um formato peculiar. Em tese, possuía três peças, mas na prática podiam ser até cinco. Pela direita, posicionava-se Tarcisio Burgnich, La Roccia. Marcador duro, sério e de muito trabalho coletivo, o italiano, contratado junto ao Palermo, entregava-se de corpo e alma, tendo representado a equipe em 467 jogos. Mais ao centro, a referência era Aristide Guarneri. Defensor com o selo italiano, era incansável, destacava-se nos critérios físicos do jogo e também possuía técnica, a qual ficava evidente em antecipações, desarmes e capacidade de interpretar as situações que cada jogo impõe. Nunca recebeu um cartão vermelho e representou o Nerazzurri em 335 partidas.

Pela esquerda se postava um dos grandes destaques do time e peça fundamental para o funcionamento do Catenaccio: Facchetti (foto). Atacante em sua formação como atleta, o italiano, um dos ícones de sua geração e dos maiores ídolos da história do futebol da Velha Bota, transformou-se em um lateral esquerdo fantástico. Veloz, inteligente, agressivo e bom finalizador, fez dobradinha excepcional com Mario Corso, o meia pelo flanco canhoto. Ao final de sua carreira, era o jogador com mais partidas pela Inter em todos os tempos, com 634 jogos. Contudo, foi ultrapassado por Giuseppe Bergomi e Javier Zanetti.

Atrás desse trio, como líbero, atuava o elegante Armando Picchi. Gênio tático e defensor completo, era o capitão da equipe e, possivelmente, o atleta mais importante para o funcionamento do coletivo interista. O italiano chegou como lateral direito, mas suas características levaram Herrera a o reposicionar, naquela que foi uma das mudanças posicionais mais interessantes de todos os tempos.

Na proteção do meio-campo, duas foram as peças que mais atuaram no período. Primeiro, jogou Carlo Tagnin, que já era muito experiente e estava em final de carreira. No entanto, ainda teve tempo de ser fundamental para a equipe, em especial na Copa dos Campeões de 1963/64, quando foi o responsável pela marcação sobre Di Stéfano, na final. Seu substituto foi Gianfranco Bedin, há época um garoto de 20 anos, que se tornou referência com o tempo, atuando em mais de 300 partidas pela equipe milanista. Ambos se destacavam nos critérios físicos e eram fortes marcadores.

À frente, distribuindo o jogo, atuava o espanhol Luis Suárez (foto), um jogador com a marca do futebol de seu país: elegante, dotado de excepcional visão de jogo, passador fantástico. Quando chegou a Milão, já era consagrado, tendo brilhado com a camisa do Barcelona. Foi o cérebro da equipe e, como havia sido treinado por Herrera no clube catalão, contava com sua inteira confiança. Embora não tenha sido o capitão, era um dos porta-vozes do comandante no campo. Conquanto tenha disputado mais de 200 jogos pelo Barça, ainda teve tempo de vestir a camisa da Inter em 328 jogos.

Pela direita do meio, jogava outra peça fundamental para o bom funcionamento do Catenaccio, o brasileiro Jair da Costa. Formado na Portuguesa, o atleta tinha muitas qualidades. Embora tivesse facilidade para driblar e muita velocidade, adaptou-se com perfeição às demandas coletivas da equipe. Como corria muito, sempre voltava para auxiliar no balanço defensivo, sobretudo para rearranjar a equipe, nos arroubos ofensivos de Facchetti. Também foi o responsável por muitos gols importantes, como o do título europeu, em 1965.

Pelo outro lado, com menos tarefas defensivas e maior influência pelo centro do que pelas pontas, Mario Corso era outro craque do setor ofensivo. Formidável cobrador de faltas, tinha uma perna esquerda especial. Comumente chegava à frente para marcar. Em 502 jogos, anotou 94 tentos. É o sexto atleta que mais vezes representou a Inter.

No ataque, atuava o jogador mais decisivo da squadra. Sandro Mazzola era o jogador mais decisivo da Grande Inter. Filho de Valentino Mazzola, uma das vítimas da Tragédia de Superga, que vitimou o time do Torino, tinha o futebol no DNA. Tratava-se de um atacante completo, possuía bom passe, drible e marcava gols, muitos gols. Aparecia em momentos importantes. Disputou um total de 565 jogos pelo clube, marcando 161 tentos. É o quarto atleta que mais defendeu a Inter e também o quarto maior artilheiro em todos os tempos.

Também no ataque, na condição de centroavante, o time contou com os préstimos do italiano Aurelio Milani. Além dele, como alternativa, utilizou-se durante um tempo o espanhol Joaquín Peiró. Ambos foram jogadores sem grande distinção técnica, mas que anotaram tentos importantes no período.

Ficha técnica de algumas partidas importantes no período:

Final da Copa dos Campeões de 1963/64: Internazionale 3x1 Real Madrid

Praterstadion, Viena

Árbitro: Josef Stoll

Público 71.333

Gols: ’43 e ’76 Mazzola, ’61 Milani (Internazionale); ’70 Felo (Real Madrid)

Internazionale: Sarti; Picchi; Burgnich, Guarneri, Facchetti; Tagnin; Jair da Costa, Mazzola, Luis Suárez, Corso; Milani. Téc.: Helenio Herrera

Real Madrid: Vicente; Isidro, Santamaría, Pachín; Muller, Zoco; Amancio, Felo, Di Stéfano, Puskás e Gento. Téc.: Miguel Muñoz

Final da Copa dos Campeões de 1964/65: Internazionale 1x0 Benfica

Estádio San Siro, Milão

Árbitro: Gottfried Dienst

Público 77.000

Gol: ’43 Jair da Costa (Internazionale)

Internazionale: Sarti; Picchi; Burgnich, Guarneri, Facchetti; Bedin; Jair da Costa, Mazzola, Luis Suárez, Corso; Peiró. Téc.: Helenio Herrera

Benfica: Costa Pereira; Cavém, Cruz, Germano, Machado; Neto; Augusto, Eusébio, Torres, Coluna e Simões. Téc.: Elek Schwartz

Jogo desempate do Intercontinental de 1964: Internazionale 1x0 Independiente

Estádio Santiago Bernabéu, Madrid

Árbitro: José Ortiz de Mendíbil

Público 25.000

Gol: ‘110 Corso (Internazionale)

Internazionale: Sarti; Picchi; Malatrasi, Guarneri, Facchetti; Tagnin; Domenghini, Peiró, Luis Suárez, Corso; Milani. Téc.: Helenio Herrera

Independiente: Santoro; Guzmán, Decaría, Paflik, Acevedo; Maldonado, Bernao; Suárez, Prospitti, Rodríguez, Savoy. Téc.: Manuel Giúdice

1º Jogo da Final do Intercontinental de 1965: Internazionale 3x0 Independiente

Estádio San Siro, Milão

Árbitro: Rudolf Kreitlein

Público 60.000

Gols: ‘3 Peiró, ’22 e ’59 Mazzola (Internazionale)

Internazionale: Sarti; Picchi; Burgnich, Guarneri, Facchetti; Bedin; Jair da Costa, Mazzola, Luis Suárez, Corso; Peiró. Téc.: Helenio Herrera

Independiente: Santoro; Guzmán, Navarro, Pavoni, Acevedo; Ferreiro, Bernao; De La Mata, Avallay, Rodríguez, Savoy. Téc.: Manuel Giúdice



[i] WILSON, Jonathan (2016). A Pirâmide Invertida. Campinas: Editora Grande Área, p. 201.

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